SERRINHA

SOS. AS AMEAÇAS A SERRINHA DO PARANOÁ – BRASÍLIA


Foto/ matéria: Cristiandrea Ciciliato

Na manhã ensolarada, do dia 2 de Abril de 2022, a ASSOCIAÇÃO PRESERVA A SERRINHA, criada em 2 de Fevereiro deste ano, chamou o evento, em convergência com o Instituto Oca do Sol e AnRU (Associação do Núcleo Rural Urubu), com a preocupação em manter o “Cerrado em pé” na Serrinha do Paranoá, região produtora de água, a qual abastece parte da população de Brasília, com suas mais de 100 nascentes identificadas pela própria comunidade, juntamente com o Projeto Águas do Instituto Oca do Sol. Se reuniram neste sábado, para pensarem juntos, um plano de ação, no combate às ameaças da implantação do Taquari I etapa II e da especulação imobiliária, que poderá acabar com o território produtor de água de beber, se for implantado UM EMPREENDIMENTO URBANISTICO, pela Companhia imobiliária de Brasília – Terracap QUE NÃO ESTÁ RESPEITANDO AS CARACTERÍSTICAS RURAIS E AMBIENTAIS da região.

Para os moradores da Serrinha do Paranoá, os quais atuam na preservação do local, através da produção de alimentos orgânicos, atividades de educação ambiental e de lazer incluindo trilhas inclusivas, numa área com características rurais, os empreendimentos urbanísticos não são a vocação da região. É consenso da comunidade, a necessidade de um Parque, porém não dentro das moradias, as quais contribuem através das diferentes atividades, com a área de recarga de aquíferos e na proteção das nascentes.

Os moradores antigos comentaram, que estão legitimando a grilagem, em uma área de recarga e captação de água, tirando o sentido ecológico da Serrinha do Paranoá, comprometendo os mananciais e agravando a falta d’água boa. Desta forma, atuaram um plano estratégico de comunicação, mobilização, e de ações políticas e jurídicas, para conter a aberração, que poderá ocorrer se o licenciamento ambiental for liberado, sem respeito a região, a qual tem incontáveis estudos científicos, que demostraram que não suporta adensamento urbano, impermeabilização de solo decorrente de empreendimentos imobiliários, em uma área sensível e de recarga das águas.