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Ciências, Movimentos Sociais e Políticas Públicas:
Processo de Interação Conflitivo no Espaço Participativo
Em Busca dos Por Quê…s
Bahia, 2022
Autor: Miguel Angel Polino
Correções: Golde Maria Stifelman

RESUMO
Estamos numa desenfreada guerra por recursos naturais; silenciosa e de uma cegueira ética como jamais foi vista, hipócrita, de interesses mesquinhos próprios do mercado financeiro, como sempre foram todas as guerras, saque e demonstração de força e poder.
As sociedades estão em completo desordem teórica, com uma diversidade de estruturas mal relacionadas entre si e tudo manipulado pela mídia e pôr os jornalistas, que de acordo a sua autonomia, em relação com as forças políticas de mercado de leitores e publicidades seguem seus interesses nos ingressos prevenientes de subvenções e da ajuda do Estado,criando laços de compromissos e se tornando uma mídia hegemônica que faz o papel de porta voz de uma determinada classe social não abrangente na grande parte da população.
Assim, igual a literatura ou as artes, o campo da informação é sede de uma lógica específica, cultural, que se impõe e cria vínculo dos profissionais de notícias, por meio de controles, com os donos dos canais de informação, se compromissando entre si.
Se os problemas sociais enunciados foram tratados somente como pontuais e objetivos e não tomados como estímulos cerebrais do médio social em que vivemos, qualquer tesse cientifica estaria resolvida. Desta forma, entende-se que para se apropriar do problema devemos ir em Busca dos Por Quê…s???
O Ser Humano, assume posturas, em seu comportamento cotidiano, que mudam regras sociais dentro e fora das políticas públicas e que, por muitas de entre elas serem Leis, fica difícil muda-as. Assim, vai se criando círculos viciosos que levam aos seres humanos a um estado de medo do futuro e stress quase que permanente. Estes Processos evolutivos, não são novos, em sua medida histórica foram se aprimorando e a cada novo degrau foi se usando o anterior como experiencia não descartável; porém, em muitas circunstâncias rever eventos centrais que ocorreram em outras épocas, como seria o desenvolvimento de estruturas teóricas alternativas para explicar a evolução comportamental, individual ou grupal, foram seleções rejeitadas.

Neste artigo, falaremos do processo de interação conflitivo no espaço de grupos atuantes em recursos naturais e o processo de evolução gradativa do Ser Humano, questionando o que é a seleção individual ou de grupo, por que sua rejeição foi considerada tão importante e como foi revivida com base em uma formulação mais
cuidadosa em pesquisas subsequentes
.
Dito isto, é importante remarcar, que o tema de mudanças comportamentais dos seres humanos, individual ou participativo, não é novo; já em 1809, o biólogo francês JeanBaptiste de Lamarck, expos a primeira teoria evolutiva publicada, no livro “Filosofia Zoológica”. Contudo, o naturalista britânico Charles Robert Darwin, ficou mais
conhecido, percebendo o problema da vida social e sua solução potencial na passagem
famosa de Descent of Man (1871: 166).
Não se deve esquecer que, embora um alto padrão de moralidade dê apenas uma ligeira ou nenhuma vantagem a cada homem individual e seus filhos sobre os outros homens da mesma tribo … um aumento no número de homens
bem-dotados e um avanço no padrão de moralidade certamente dará uma vantagem imensa a uma tribo sobre outra (Darwin, 1819 – Teoria da
Evolução).
Palavras-chave: processo de interação conflitivo, prestar atenção; atentar; análise do comportamento; comportamento recorrente; controle de estímulos.

A teoria da seleção multinível (incluindo a seleção de grupo) fornece uma base teórica elegante para a
sociobiologia no futuro, uma vez que seu passado turbulento seja apropriadamente compreendid

INTRODUÇÂO
Tomando em consideração o pensamento anterior, para o funcionamento de um grupo social como uma unidade adaptativa é necessário que seus membros se compatibilizem em suas ações uns pelos outros. Porém, este comportamento conveniente para o grupo, não mostra, sempre, uma maximização a aptidão relativa dentro do próprio grupo; os acordos de interesses individuais, existem e se fazem presente entre atores individuais
participantes de grupos de órgão colegiados ou outros. Segundo Darwin, na hierarquia biológica, a seleção natural ocorre em mais de um nível, dos degraus do sistema nervoso (área de conflito do cérebro),

i) tronco cerebral – é a porção do sistema nervoso centra localizada entre a medula espinhal e o diencéfalo, sendo quase na sua totalidade
intracraniano,

ii) sistema límbico – responsável por todas as respostas emocionais. iii)
corte pré-frontal – responsável pela escolha das opções e estratégias comportamentais,
pela manutenção da atenção e pelo controle do comportamento emocional; todos
conectados diretamente ao cérebro que trabalha como equalizador de equilíbrio
emocional.

Assim, indivíduos egoístas podem competir, de forma tranquila, com os
altruístas dentro dos grupos, mas os grupos altruístas internamente competem com os
grupos egoístas. Essa é a lógica essencial do que se tornou conhecido como teoria da
seleção multinível (Aula Ciências Políticas – USP – Haddad, 2022).
Para à época, Darwin parece providenciar uma base teórica pretendendo não ferir a
sociobiologia, mas, quem acompanha e é proficiente com o tema sabe que o resultado não
teve o sucesso que a intenção prometia. Em 1960, a seleção de grupo foi amplamente
rejeitada e outras estruturas teóricas, multidisciplinares, antropologia, psicologia, e outras
como a que foi descrita anteriormente, foram desenvolvidas para explicar esta evolução
do altruísmo e da cooperação. A passagem do livro de George C Williams, Adaptation
and Natural Selection (1966: 92-93), ilustra o conteúdo da época, que parecia tornar a
rejeição da seleção de grupo um evento central na história do pensamento evolucionário:

Este artigo justifica a Busca dos Por Quê…s, do comportamento mutante do Ser Humano, individual ou participativo, que certamente não é, somente, por um estímulo existencialista pontual; esse comportamento tem uma serie de causas que o cérebro absorve, não se deixa controlar se defendendo de si próprio. Estas defesas, se colocam
em alerta buscando o equilíbrio emocional, respondendo à informação que o meio exterior (entorno da situação) fornece. Esta é a forma adaptativa que justifica, o caminho de buscar espaços de solução para a insegurança do indivíduo num momento de desequilíbrio, dúvida, rigidez ou caos.

Outros fatores, como histórico-cultural-familiar e social são contribuintes deste fenômeno biológico, usados por outros segmentos sociais participes do grupo. O interesse dos diferentes atores, numa discussão é defender posições, que no caso do capital financeiro representado por os sistemas de produções, usa (exemplo) recursos naturais como simples externalidade do cálculo econômico e o lobby se manifesta com parte de acordos pré-estabelecidos entre os atores que se relacionam dentro de um marco conceptual capitalista; corrupção passiva absorvida por falta de conhecimento ou por ambição de poder de uma das partes. Porém, quando o conflito se instala, propriamente dito, e a discussão de conhecimentos e teorias é levado a um patamar superior significa que a região cerebral, gerencia as emoções funcionando com plena atenção fortalecendo o sistema. Porém, se a situação for inversa e um considerável grau de impotência se desenvolver por falta de argumento técnico científico para balizar uma decisão, o crebro
precisaria de se reorganizar para uma nova etapa de controle.


Tais desenvolvimentos e adaptações descritas anteriormente, se opõem e não devem ser atribuídas à teoria de seleção natural de grupos que participam nas arenas da discussão conflitiva. Esta explicação cientifica é dos muitos anos de experiencia fazendo parte integrante de colegiados e seguindo o tema (1982) das adaptações de grupos
participativos, mostrando de forma sintetizada como atores se comportam socio biologicamente, no momento de decisões e conflitos.
I. PARTICIPAÇÂO E CONFLITOS – OS DESAFIOS DA INCLUSÃO E ASPECTOS NORMATIVOS DA TEORIA DEMOCRÁTICA
A abertura de espaços participativos no meio institucional mostrou-se, nesta nova face temporal (2016), cercada de ambivalências, desinteresse da sociedade civil na participação, arbitrariedades de gestão, acordos de centralismo democrático, avanço do pragmatismo das políticas de mercado.
As mudanças comportamentais do Ser Humano e o acréscimo de oportunidades institucionais, são motivos de estudos acadêmicos multidisciplinares. Desta forma, se denota uma série de intimidações em relação à aceitabilidade das ações de caráter extra institucional diante do parecer público, do sistema político e da própria estrutura humana que a compõem. Diante destes fatos, um dos desafios que questionam os analistas e pesquisadores políticos, no presente contexto, em relação a este debate, parece ser o de continuar avançando na perspectiva dessa concepção participativa, sendo capaz de conceber ações de reivindicação como formas legítimas de participação no âmbito de um ordenamento democrático. O debate sobre participação, o privilégio e análise institucional, com uma considerável quantidade de cientistas dedicados ao tema deram pouca atenção às formas dos por quês de decisões tomadas.

Na democracia liberal, a participação dentro do espaço deliberativo, comporta um vasto campo de atividades, desde os processos institucionais inclusos na ação cidadã até às práticas formais e informais de discussão e deliberação que ocorrem em espaços públicos. Este conceito em foco está fundamentado no caráter construtivo da democracia, cuja compreensão valoriza um conceito amplo como poder positivo de identificação de conflitos e tomadas de decisões. A participação busca, assim, restituir a importância da democracia cidadã, em contraposição a um conceito de democracia baseado exclusivamente na ação governamental. Sendo um conceito, democrático, amplo, a relação entre participação e inclusão é mais apropriada para assegurar a inclusão social do que um conceito (BARBER1984; GUTMANN e THOMPSON, 1996).
• Os Desafios da Participação nas Políticas Públicas

É importante salientar a diferenciação de dois conceitos de difícil diferenciação:
a) Políticas Participativas de Estado, organizadas sócio juridicamente, ocupando todo
território nacional, onde normalmente, a lei máxima é a Constituição; b) Políticas de
governo, vinculadas a chefes do poder executivo, cargos eletivos vindos do voto para uma
gestão pública, estadual ou municipal, visando o atendimento de ações bem específicas
em função do momento e carregando uma marca ideológica do político de plantão
caracterizando possíveis alternâncias. Entendendo os momentos políticos – passado,
presente e futuro – pode-se afirmar que participação não é prerrogativa somente das
democracias, mas tornou-se porta de entrada para compreender políticas de Estado e sua
relação com a sociedade. A política determina poder, pois, antes de impor a ordem, o
poder político tem como objetivo principal, desenvolver essa ordem. Dentro do âmbito
6
da ciência, o poder político tem causas sociais e psicológicas, que não necessariamente
estão isoladas uma da outra, mas que interagem entre si.
Na análise da gestão participativa com os recursos naturais onde o capital mostra
toda sua força, se permitem perceber os desafios ainda inerentes à consolidação de um
modelo sistêmico de integração participativa no processo, com caráter descentralizado,
integrado e compartilhado entre os vários stakeholders, além da implementação de
instrumentos legais que promovam um consumo mais racional e sustentável.
No Brasil, desde a década de 1990, Políticas Públicas participativas se
multiplicaram em forma de diversos conselhos locais, mesmo, que ainda, mostram longos
caminhos a ser percorridos. Atores, das mais diversas classes sociais, interagem de forma
participativa, com interesses distintos, criando combinações institucionais no intuito de
formular políticas públicas sem marcar uma diferença entre a duas políticas já
mencionadas no parágrafo anterior, igualmente que seja impossível uma separação
completa de cada um destes dois conceitos. Convém assinalar que entre as inúmeras
definições de Estado, a mais recorrida é a que indica o Estado como sendo a reunião de
um povo, seu território e seu governo. Nesse sentido, agências reguladoras, aí incluídas
aquelas voltadas para a gestão dos recursos naturais, são entidades de Estado, embora
estejam subordinadas a entes governamentais, o que não ocorre, por exemplo, em
repúblicas parlamentaristas, onde há um Chefe de Estado (Presidente) e um Chefe de
Governo (Primeiro Ministro).

As ciências sociais estudaram, durante muito tempo, as ações da relação entre
Estado e sociedade civil, ressurgindo na política no final do século XX, buscando
conceitos para explicar as mudanças da participação, cumprindo o especial papel de reunir
as forças vivas da sociedade tal como instituída pelo Estado. O Estado não teve a intenção
de diminuir a própria ação, mas perseguir metas de encontrar respostas para a
demonstração social nos mais diversos campos da atividade humana.
Os conceitos do tema participativo acompanharam o passar do tempo com novas
e mais equilibradas peculiaridades, cristalizando a percepção segundo a qual o Estado é
uma rede de complexidade intrínseca que para compreender é preciso adentrá-la, não
discutindo apenas os interesses envolvidos, mas principalmente atendê-la na
complexidade que permeia as instituições estatais, o que implica a necessidade de
compreender esse modelo burocrático, não podendo ser evitado. A centralização do

Estado sobre os processos dependentes de articulação participativa, não são de
conhecimento a priori, uma vez que requerem uma observação do conjunto do sistema
político para, assim, definir o público da política do Estado, que, constitucionalmente,
necessita se articular com a sociedade.

Em todos os tempos, pesquisas e debates, imaginando políticas participativas que
contribuam e beneficiem o coletivo influenciaram a capacidade de entender uns aos
outros e, dessa forma, a perceber a existência destes interesses compartilhados,
Os conceitos dos autores, em que este artigo se apoia, mostram significados

similares para o “comportamento humano em representação”, variando da interpretação
histórica à cultura política. Mas fica claro que interagem como corrente teóricoexplicativa sem exclusão ideológica ou da própria evolução dos conceitos em todos os
tempos.

As sociedades atuais se estruturam em dois princípios societários: a) a lógica do
Estado e Mercado; b) a lógica da forma de comunicação. No ponto de intersecção dos
dois princípios – sistema e mundo da vida – estaria a disputa política fundamental nas
sociedades contemporâneas (Avritzer, 1994, p. 26)2
,
O escrito anterior não é novo, de fato existe desde quando as sociedades tiveram
necessidade de viver experiências compartilhadas com outros grupos sociais; entretanto,
o novo se manifesta no individualismo adquirido por alguns grupos sociais, num mundo
global pautado pelos interesses, seja pelas lutas cotidianas, seja pela influência dos
chamamentos políticos/econômicos. O modelo de distribuição de recursos, ou vantagens,
cujo único critério a ser considerado é o desempenho e as aptidões individuais de cada
pessoa, como uma das ideias que fundamentam moralmente o liberalismo meritocrático
como princípio essencial de justiça nas sociedades ocidentais modernas.

A explanação de um processo histórico de maior alcance transformou o
participativo em condição institucional em diversos países. Sistema reprimido e punido
dos anos 1960 a 1980 por reivindicar falta de inclusão democrática social, política,
econômica, tornaram-se anos da pós-transição, uma linguagem corriqueira da política de
Estado. A participação não perdeu seu registro simbólico original, adquiriu novos
Anteriormente às duas guerras mundiais a mola propulsora das sociedades capitalistas estava na produção
privada e o Estado era um elemento, mas não central das análises sociais (CARNOY, 1994).
registros dominantes porque a sociedade e a academia foram inseridas nos chamados
espaços participativos sendo uma ferramenta integral, mas não analítica, pois nem todas
as políticas públicas cumprem o mesmo ciclo; não foram desenhadas para resolver
problemas e sim para contribuir com a busca de soluções, estes são resolvidos pelos atores
sociais mediante a solicitação de resolução de seus conflitos e experimentar soluções, um
marco regulatório, onde os atores se mobilizam e a partir desse ponto que repercute na
dinâmica da política (definindo o marco regulatório definido em leis, decretos).

No palco da teoria e pesquisa pós-participativa, se envolvem, nos espaços
institucionais, uma infinidade de atores sociais expondo impensáveis variantes
participativas a partir da definição original da participação como condição de inclusão; o
termo “pós” indica esta quantidade, mas não entra no mérito da participação em si. Assim,
resulta que as organizações da sociedade civil (OSC), estando já dentro das instâncias de
controle de políticas públicas com tempo de experiência considerável, não seriam
necessárias para pleitear vínculo estatutário provável, pesquisar processos de participação
em andamento teriam resultados imediatos e proveitosos no plano da teoria. Mas as
reivindicações e o debate acadêmico continuam a enfrentar pressões e desafios por conta
de como essas formas de interação jogam nas distintas instâncias.

Desta forma, as análises de políticas participativas consistem em pesquisar
objetivos, de médios e de ações (planejadas pelo Estado ou não) alterando-se a
movimentação social de forma parcial ou total. Alterada pelo Estado ou pelos MSs,
assegura inclusivamente de forma democrática um examinar constante das questões
políticas. Na importância desses fatores, as teorias políticas da participação não contrariam a realidade de desequilíbrios nos processos de decisão ou mesmo a insistência
dos conflitos. Os principais conceitos relacionados à participação – a discussão, a
deliberação e o direito – são desenvolvidos com base em fundamentos teóricos, que vão
desde um pensamento ideal como critério de avaliação para as condições de deliberação,
para a obtenção de consensos e para a determinação de seus resultados no que diz respeito
à inclusão, até às observações empíricas que validam avanços sociais e políticos obtidos
por esse tipo de procedimento, passando por análises conceituais que mostram a
superioridade dos princípios da participação em relação à democracia.

II. CONFLITO INTERNO:

Tomada de Decisões

O capítulo anterior nos mostra a necessidade de justificar a “Busca dos Por qué…s?” ;
pois, a sociedade atual está centrada em ideais de um bem-estar baseado na produtividade,
no consumismo, na urgência, na privação do sono e não admite a existência do sofrimento
inerente à vida humana (Pollyana Braga, 2020), a relação do tempo do Ser Humano não
é a mesma em que o mundo anda. Existe uma dificuldade grande com o tempo de resposta
das coisas da maneira que as pessoas exigem, estes processos levam tempo para que os
mais novos desenvolvimentos em biologia teórica sejam processados pelos cientistas que
conduzem pesquisas empíricas, e mais ainda para que cheguem a públicos diversos que
recebem suas informações em terceira, quarta e quinta mão. No entanto, parte da mistura
de conceitos continua existindo no nível mais alto do discurso científico, como mostrado
na socio biologia.
Conflitos interno do cérebro humano, em tese, correm paralelamente com as tomadas
de decisões; eles são dois vetores em sentidos opostos. Tomar o caminho correto entre
aquilo que se sente e o que é certo, é uma decisão que não deixa espaço para médio termo;
esta incerteza define o rumo do conflito para uns dos grupos. Toda esta ruminação e
arquitetação mental sobre o momento e o futuro gera um cansaço e um stress mental que
pode até paralisar músculos do controle corporal, atuantes no processo, inundar a área de
conflito cerebral e influir diretamente nas emoções. onde atuam as três partes deste
sistema (thought zone), principalmente o sistema límbico que busca não cair no erro. Não
é um fato etéreo que simplesmente fica dando voltas, é o medo de enfrentar a derrota, a
perda do poder, o erro, o futuro inserto no mundo das ideias de cada pessoa. Estando neste
limite em que as emoções tomaram conta, o cérebro pode desligar e se separa do corpo,
não sendo mais possível pensar, sendo o limite da desorientação total na tarefa que está
sendo executada durante a discussão. Esta resposta cerebral, é muito rápida, se neste lapso
de segundos o indivíduo consegue respirar profundo é sinal de estabilizar o quadro,
significando que a atenção está consciente para sair dessa situação; porém, isto pode não
evoluir em todos os casos. Este quadro que faz parte hoje, da vida cotidiana ganhou,
dentro da sociedade de consumo uma forma muito etérea com as práticas meditativas de
compensação em busca de uma vida mais equilibrada. Num momento de conflito
extremo, como geralmente acontece no dia a dia, no meio de interesses, é importante
escutar, atender, perceber os sinais do corpo, que a milhares de anos foi formado e
10
preparado para ação; o Ser Humano, reage o tempo todo, sem perceber ou mapear o
estímulo e a noção do corpo que atua diretamente no cérebro.
Esta “explicação” teoria socio biológica, descrita, tem pouca relação com a “velha”
teoria multinível.
A base teórica da sociobiologia atual pode, hoje, nos pareceres tão eloquentes quanto
parecia ser claro na década de 1960, voltando ao início e revisando a lógica básica da
seleção multinível, o que parecia estar em jogo na década de 1960 e por quê a rejeição
original da seleção do grupo deve ser reavaliada com base em pesquisas subsequentes. O
importante com essa aproximação “de volta ao básico”, é benéfico para pesquisadores
experientes e para alunos iniciantes no tema da sociobiologia.
III. PROCESSO de ATENÇÂO NO CONHOCIMENTO ESPECÍFICO
A Teoria da Evolução é um conceito utilizado na sociologia e na biologia indicando
que somos primatas sociais em evolução constante da espécie, passando a ser o resultado
de um processo gradativo de evolução por o que nossas preferencias, expectativas e
padrões de conduta foram e são construídas dentro do conjunto de interação social da que
fazemos parte.
Darwin diz que as espécies evoluem através do processo de descendência,
sendo estes modificados dando origem às outras espécies. Diferente do que
alguns acreditam, a teoria criada por Darwin não prevê que o ser humano
descende do macaco, mas que as espécies passam por modificações necessárias
para sua sobrevivência através do processo de descendência de forma a
adaptar-se ao meio em que vivem (02 de jan. de 2019).
Lamarck propus uma modificação dos seres por meio dos caracteres adquiridos;
Darwin, criou o conceito de evolução das espécies através da seleção natural.
A mente humana é de uma diversidade imensa de adaptações, arranjos e perigos
escondidos. O aumento de casos de comportamentos de insegurança e medo, provocando
tristeza profunda, depressão, angústia, ansiedade, e outros nos mostram impasses de um
Ser Humano nos dias de hoje; entre eles, o correr da experiencia com as horas no tempo
que passa e o imperativo de o bom viver que, em contraposição do que parece, esvaziam
a busca de um sentido do Ser Humano idealizado para sua vida (Kehl, Maria Rita – “O
tempo e o Cão” – Boitempo, 2010).
As demandas impostas pelo capitalismo, em todas as classes sociais, e o sistema de
trabalho imposto na atualidade, com sua ênfase no consumo e no máximo aproveitamento
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do tempo, são uma distorção sistemática da nossa realidade encoberta pôr a mídia sem
divergência e sem nenhuma pluralidade de opinião, tentando influenciar, a serviço das
forças econômicas. Normalmente o Ser Humano haja que a manipulação mediática e
sempre política, que tem a ver com Estado, mas essa forma de apresentar notícias existe
e está localizada nas forças do mercado que não mostra a distorção enquanto a fração
financeira organiza o assalto da população, via juros, via dívida pública, via isenção fiscal
de bancos e empresas, sendo a real corrupção. Responsabilizar o Estado e a política
juntos, é a forma de fragilizá-los, porque o sistema foi montado desse modo para que o
mercado possa operar. Assim, ficam claro os estímulos que favorecem o aumento das
instabilidades de atores participantes em reuniões colegiadas. Assim, a política se
expressa nas diversas formas de poder e pode ser entendida como a política relacionada
ao Estado, como também, em um sentido mais amplo, e não menos importante, em outras
dimensões da vida social. Por sua vez,
[…] “Tempo não é dinheiro. É tudo o que temos, e cabe a cada um de nós dispor
do tempo de maneiras que produzam valor, sentido e prazer, mas não só prazer,
para nossas vidas” (Pollyana Braga, 2020).
Sem nenhuma dúvida, a sociedade se tornou mais veloz, a infinidade de
acontecimentos é anunciados e absorvida de forma quase simultânea com velocidade
digital. Isto exige cada vez mais atenção dos atores para compreender não só a si mesmo,
mas, também o espaço em que vivem; é importante ressaltar, neste artigo, dois tipos de
atenção, i) a consciente, forçada a saber o que passa, diminuindo a margem de dúvidas,
demonstrando conhecimento e interesse no assunto, controlando estímulos e valorizando
seus interlocutores, ii) a inconsciente, que procede nos atos de forma automática no que
se está fazendo, ambas sem entrar no mérito das teorias.
Porém, muitas vezes os organismos ligados ao cérebro, não respondem a todas as
características do ambiente, desta forma a ciência psicológica pressupus a existência de
algum mecanismo de seleção desses estímulos, chamado de “atenção”. compreendida
como instância cognitiva.
Se admite que “prestar atenção”: (a) como relações de controle de estímulos,
e (b) como uma classe de respostas recorrente que clarificam, ou tornam mais
eficaz, um estímulo discriminativo. Nos dois casos, o “prestar atenção” é
entendido como um processo comportamental, tornando referências a
processos cognitivos desnecessárias (B.F. Skinner. 1968).
Para entender o que é chamado de atenção (“prestar atenção”) diversas mudanças
foram realizadas, por diferentes cientistas da área de psicologia, no desenvolvimento das
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pesquisas que investigam o tema; mas não é foco deste trabalho (falar de psicologia),
igualmente que seja multidisciplinar. A explicação mais corrente para o reaparecimento
da pesquisa sobre atenção é que, na década de 50, começava a ganhar auge a chamada
psicologia cognitiva, retomando temas, já estudados e deixando de lado outros em
andamento. (Lovie, 1983).
Se nós tivéssemos que responder com a mesma velocidade e energia a todos
os aspectos do mundo que nos cerca, nós ficaríamos irremediavelmente
confusos. Nós devemos responder apenas a características selecionadas. Mas
como elas são selecionadas? Por que nós olhamos para uma coisa em
detrimento de outra? Como nós observamos a forma de um objeto sem prestar
atenção a sua cor? O que está acontecendo quando nós ouvimos apenas o
violoncelo na gravação de um quarteto de cordas? (Skinner, p. 121).
O pensamento anterior, não adota um mecanismo cognitivo como causador
comportamental; desta forma, alguma alternativa deve ser proposta para avaliar o “prestar
atenção” que ganha importância pretendendo avaliar a relação entre os organismos
cerebrais e o ambiente, devendo ser explicado o por que não reagimos com a igual
intensidade a todos os estímulos em nosso ambiente, o que questiona o correto do
comentário acima como um exemplo de interacionismo na qual o cérebro é controlado
polo entorno, mas também interfere no mesmo enquanto se ache em sua ação. Não se
pode assumir que somente características dos estímulos definem a quais estímulos os
organismos respondem; algum modo ativo de seleção desses estímulos deve ser
considerado.
Dito de outra forma, temos uma tendencia a adoptar formas de pensar e agir que
encontramos no entorno moldando nossas preferencias de forma implícita. No caso da
participação busca-se o reconhecimento entre os atores, uma forma de recompensa que
dão um valor social, atenção e foco no conhecimento específico está entre as prorrogativa.
No campo do conflito pode influir na conduta individual dos atores participantes de uma
reunião colegiada; a atenção atua como um controlador de estímulos para tomar decisões
que estão alinhadas com os interesses do determinado segmento social. Prestar atenção é
mais difícil do que ouvir, exige conhecimento do tema, esforço, treino e entrega.

No campo do conflito, o debate com atenção no conhecimento flui defendendo
posições, que na grande parte das posições técnicas não diferem ou som mais fáceis de se
chegar a um acordo, o problema é quando se entra no debate de orçamentos, na grande
parte das vezes são discussões acaloradas e de longa duração, até não se formular acordo
nenhum. No campo da atenção do conhecimento de forma automática no que se está
fazendo é provável que o ator adopte uma conduta de outro ator (conduta compartida

sobre a previsão esperada), por corporativismo, por falta de conhecimento do tema ou por
ter recebido orientação em conversas paralelas. Por este motivo, também é importante,
que se preste atenção nos gestos que acompanham as falas dos oradores. Condutas novas
podem gerar câmbios, se influenciados por atores próximos. Muitas de nossas atitudes,
no momento de tomar decisões nascem das relações entre pessoas. A forma na que vemos
e pensamos a sociedade, conceptos, relações, categorias, estereótipos e tudo o compõe
nossa forma de comportamento conformam modelos cerebrais. Quando o sistema nervoso
trabalha em equilíbrio, o grupo participativo facilita o entendimento no momento de
resolver problemas coletivos.
Seguir normas faz parte de nossa natureza, são caminhos já construídos desde nosso
nascimento que nos permitem observar tudo o que temos em volta e imita-las, de forma
consciente ou inconsciente.
…podem, as ações do Ser Humano se tornarem Leis universais? Kant3
De fato, o processo de estabelecimento das normas sociais é em grande parte de forma
implícita, sem alguém escolher sua aplicação. Dito isto as normas sociais interferem em
nossas tomadas de decisões, na grande parte de forma inconsciente, as vezes para bem e
outras para mal. O Ser Humano, desde seu nascimento, vem preparado para observar os
outros e castigar condutas quando se desvia da norma estabelecida socialmente, uma
ruptura gera fortes emoções, assim, a punição em nosso cérebro, ativa sensores que atuam
como recompensa, igualmente sabendo, conscientemente, que ração não dá direito. Não
é uma conduta incondicional, depende de grupo familiar, história de vida; desta forma,
ambientes ou sociedades onde se mostram atos coorporativos, (o Ser Humano tende a
colaborar com pares de igual segmento) pode incentivar a tomar decisões de ajuda; se for
o contrário, se percebe pouca vontade diminuindo a colaboração. Vinculado a isto se
encontra a influência que, nossa conduta tem, de sentisse observado. Os seres humanos
construímos nossas identidades relacionadas com o outro, o que determina como
pensamos, como decidimos e que somos.

Para Kant, o princípio da autonomia é: não escolher senão de modo a que as máximas da escolha estejam
incluídas simultaneamente, no querer mesmo, como lei universal; a vontade certa é aquela orientada pela
razão estar de acordo com o dever da ação justa. A Razão compreende o que é o dever e o ser humano pode
escolher agir em de acordo com esse dever ou não. Entretanto, a ação moral será sempre a ação por dever.

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