
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru (CBH Itapecuru) realizou, nos dias 12 e 13 de dezembro, no Bosque das Inhumas, em Caxias (MA), uma reunião ampliada voltada ao planejamento das ações e prioridades para o exercício de 2026, reunindo representantes do poder público, lideranças locais e membros do colegiado.
A programação teve início na manhã do dia 12, com a abertura oficial conduzida por Pedro Marinho, seguida da formação da mesa com autoridades e lideranças locais. O encontro foi marcado pela construção coletiva da agenda de atividades, ações e plenárias previstas para o próximo ano, reforçando o papel do comitê como instância de gestão participativa dos recursos hídricos da bacia do Itapecuru.
No período da tarde, os participantes vivenciaram um momento dedicado ao conhecimento da cultura local, com ênfase na relação histórica e simbólica da comunidade com a natureza. Em seguida, foi apresentado o balanço das ações e trabalhos ambientais desenvolvidos pelas secretarias municipais de Meio Ambiente, promovendo o diálogo entre o comitê e os entes municipais que atuam diretamente na gestão ambiental do território.
A reunião contou com a participação da vice-coordenadora nacional do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc.CBH), Thereza Christina Pereira Castro, que também é membro do CBH Itapecuru. Sua presença reforçou a importância da articulação entre os comitês de bacia e o Fórum Nacional, especialmente no fortalecimento da atuação da sociedade civil na formulação de políticas públicas voltadas à gestão das águas.
“A reunião do CBH Itapecuru reafirma a importância da gestão participativa das águas e do fortalecimento da sociedade civil nos territórios. Um dos pontos centrais debatidos foi a necessidade de ampliar a presença digital do comitê, compreendendo a comunicação como ferramenta estratégica para transparência, mobilização social e educação ambiental. Fortalecer o Instagram institucional, com ações intencionais e contínuas, é fundamental para aproximar o comitê da população e dar visibilidade às ações desenvolvidas na bacia.” Thereza Christina Pereira Castro, vice-coordenadora nacional do Fonasc.CBH e membro do CBH Itapecuru.
Durante as discussões, os participantes também apontaram como um dos principais desafios enfrentados pelo colegiado a baixa presença digital do comitê, especialmente no que se refere à comunicação institucional com a sociedade. A partir dessa constatação, foi consensuado que será necessário um maior fortalecimento do Instagram oficial do CBH Itapecuru, com ações intencionais, planejamento editorial e estratégias de engajamento, de modo a ampliar a visibilidade das atividades, promover a educação ambiental e aproximar o comitê da população da bacia.
No dia 13, a programação teve início com o plantio de mudas de árvores nativas nas proximidades do local do evento, simbolizando o compromisso do colegiado com a preservação ambiental e a recuperação de áreas degradadas. Em seguida, os participantes se dedicaram à identificação dos principais entraves enfrentados em 2025 nas áreas de gestão ambiental, educação ambiental, fiscalização, recursos hídricos e sustentabilidade, apontando desafios e caminhos para o aprimoramento das ações futuras.

O encontro foi encerrado com um momento de confraternização, promovendo a integração entre os membros do comitê e parceiros institucionais.
A reunião reafirma o compromisso do CBH Itapecuru com a gestão democrática e integrada dos recursos hídricos, alinhada aos princípios da Política Nacional de Recursos Hídricos, e evidencia o papel estratégico da sociedade civil organizada, representada pelo Fonasc.CBH, na construção de soluções sustentáveis para as bacias hidrográficas brasileiras.
A reunião do CBH Itapecuru evidencia um momento estratégico de transição entre o diagnóstico dos entraves enfrentados em 2025 e a construção de respostas mais estruturantes para 2026. As propostas apresentadas apontam para um avanço importante na articulação entre gestão ambiental, educação, sustentabilidade e recursos hídricos; no entanto, seu êxito dependerá da capacidade do comitê de transformar deliberações em ações continuadas e comunicáveis.
Nesse contexto, o fortalecimento da presença digital, especialmente por meio do Instagram institucional, deixa de ser um aspecto acessório e passa a configurar-se como instrumento central de governança, transparência e mobilização social.

Envolver a sociedade requer não apenas informar, mas criar canais permanentes de escuta, participação e educação ambiental, capazes de traduzir as decisões técnicas do comitê em linguagem acessível e de estimular o sentimento de pertencimento da população à bacia hidrográfica, condição indispensável para a consolidação de uma gestão das águas verdadeiramente democrática e sustentável.
