(Fonte: divulgação Patrícia Zerlotti)

Em abril deste ano (11 e 12 de abril) o projeto “Impactos dos agrotóxicos em comunidades de povos tradicionais em Mato Grosso do Sul – direitos à saúde ambiental e humana”, realizou um Seminário que reunião: Integração cultural, troca de informações e a apresentação dos primeiros resultados do projeto.

Durante as apresentações dos pesquisadores Alberto Feiden e Alexandra Pinho, os participantes puderam entender a dinâmica ambiental e as consequências dos agrotóxicos e outras técnicas que podem ser adotadas para mitigar as contaminações e como fazer uma produção livre de veneno.

Na ocasião os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o sistema agroflorestal implantado no Cepege. Além da troca de informações, ao final do evento houve a sessão de troca de sementes e mudas entre os convidados. “O evento teve como objetivo nivelar as informações sobre os impactos dos agrotóxicos no ambiente e na saúde, apresentar o diagnóstico social das comunidades e os resultados da contaminação nas amostras de água. O evento foi bastante proveitoso, uma vez que propiciou uma integração entre as comunidades e os pesquisadores,  estimulando todos para a continuidade das ações propostas”, explica Alexandra Pinho, coordenadora do projeto.

Participaram do evento representantes das quatro comunidades que integram o projeto e convidados. As ações estão sendo realizadas nas comunidades indígenas Guyraroká, localizada em Caarapó e na Jaguapiru e Bororó, que compõem a aldeia urbana de Dourados, no Quilombo da Picadinha também em Dourados e no Cepege, o Centro de formação do Assentamento Geraldo Garcia.

O Projeto

O projeto, iniciado em setembro de 2021, tem como objetivo avaliar a contaminação de agrotóxicos na água e alimentos de comunidades indígenas, quilombolas e assentados circundados por áreas com atividade agrícola com uso intensivo de agrotóxicos.

Outra finalidade do projeto é informar as famílias das comunidades sobre os riscos da contaminação por agrotóxicos, bem como capacitá-las a denunciar de forma mais efetiva os eventos de contaminação ambiental e humana.

As ações propostas são executadas pelo FONASC CBH – Fórum Nacional da Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas, com apoio da Fundação OAK e em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Embrapa Pantanal, Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Fonte: Patrícia Zerlotti.