FONASC MG RIO PIRACICABA – Ingredientes para uma tragédia perfeita : Barragens de mineração em nível 2 e 3 de alerta de rompimento + chuvas intensasem nível 2 e 3 de alerta de rompimento + chuvas intensas

FONASC MG RIO PIRACICABA – Ingredientes para uma tragédia perfeita : Barragens de mineração em nível 2 e 3 de alerta de rompimento + chuvas intensasem nível 2 e 3 de alerta de rompimento + chuvas intensas

Barragens de mineração em nível 2 e 3 de alerta de rompimento + chuvas intensas
Clima intenso, chuvas com alta precipitação e barragens condenadas – tragédia anunciada
Enquanto a maioria da população desconhece o perigo, especialistas alertam autoridades
A Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, apesar da maioria da população estar alheia, vive em uma verdadeira situação de “roleta russa”. O tiro pode sair a qualquer momento e acertar qualquer cidade – ou várias, de uma só vez.
Especialista vem ao longo do tempo chamando a atenção para o desenho de uma tragédia perfeita que a cada dia fica mais claro.
As 21 cidades que compõem a bacia – apesar de diferentes graus de risco – todas vivem sob cerca de 70 barragens de rejeito de mineração, algumas em risco iminente de rompimento.
As populações das cidades de Mariana, Barão de Cocais e São Gonçalo do Rio Abaixo já sentem na pele o drama que as barragens causam – Se na primeira, Mariana, o distrito de Bento Rodrigues foi varrido do mapa – com feridas abertas até hoje, Barão de Cocais e São Gonçalo vivenciam um drama talvez pior – o medo e a incerteza de quando acontecerá a tragédia.
Em Barão de Cocais mais de 500 pessoas já forma retiradas de suas casas em pelo menos quatro comunidades, sendo em três delas sob o risco de rompimento iminente da Barragem Sul Superior que se encontra em nível 3 – risco máximo e também pela Barragem Sul Inferior, que se encontra em nível 2, ambas na Mina de Gongo Soco. Outra comunidade que vem sofrendo com remoções de famílias é a Comunidade de São José, devido o risco de rompimento da Barragem Norte Laranjeiras da Mina de Brucutu, que se encontra em nível 2.
Além das barragens citadas temos ainda em nível 2 as barragens de Campo Grande e Xingu, ambas na Mina de Alegria, em Mariana, próximo a Santa Rita Durão, que em caso de rompimento, será a primeira comunidade a sentir o impacto da lama – essas barragens se encontram literalmente em cima do Rio Piracicaba – a poucos metros de sua margem.
O Caminho da lama
Em caso de rompimento das barragens citadas – todas atingem o Rio Piracicaba, mas por caminhos diferentes.
Sul Superior / Inferior / – Em nível 3 e 2, respectivamente, essas atingem primeiro o Rio São João, já bastante impactado por esgotamento doméstico, seguindo até Barra Feliz, onde encontra com o Santa Bárbara – passa pela cidade homônima, passa por Peti, atinge São Gonçalo do Rio Abaixo, passa pela capitação de água do DAE – João Monlevade e desagua no Piracicaba na comunidade de Capela Branca, em Bela Vista de Minas – seguindo a destruição até o Rio Doce em Ipatinga.
Norte Laranjeiras – Em nível 2, o rompimento dessa imensa barragem atingiria o Rio Santa Bárbara, mas já bem próximo à cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo. Nesse caso o impacto para São Gonçalo seria maior, pois não teria a barragem de Peti para reter parte da lama, lembrando que essa barragem é muitas vezes maior que a Sul Superior.
A lama atingiria São Gonçalo e seguiria para o ponto de captação da ETA Pacas – do DAE, em João Monlevade. Continuando seu caminho de destruição atingiria o Piracicaba em Capela Branca e o Rio Doce em Ipatinga.
Barragem de Campo Grande / Xingu – Ambas em nível 2 e na Mina de Alegria, essas barragens gigantes atingiriam o Rio Piracicaba em cheio – pois se encontram literalmente em cima deste. A lama faria seu caminho de destruição atingindo primeira o distrito de Santa Rita Durão (Mariana), que assim como São Bento poderá ser riscado do mapa. Em seguida o distrito de Fonseca, em Alvinópolis, receberia o pesado impacto da lama – com consequências catastróficas.
A cidade homônima de Rio Piracicaba teria vários bairros e localidades impactados pesadamente, já que o rio corta todo o território da cidade – começando pela Zona Rural de Bateias, Buraco dos Coelhos, Pote Nova Roça, Sete Moinhos, Fundão, Bicas, Louis Ensch (Samitri), Centro, Ponte Saraiva, Brumadinho, Bairro de Fátima.
A Barragem da PCH Piracicaba, no Jacui poderia reter um pouco da lama, mas a destruição seguiria atingindo em João Monlevade o Beira Rio, Tieté, Amazonas e Santa Cruz.
A destruição segue atingindo toda área central de Nova Era, Antônio Dias, inúmeros bairros de Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga – e mais uma vez, chegando no Rio Doce.
Tragédia potencializada pela chuva
Se não bastasse o risco iminente das barragens – que já se encontram com estruturas abaladas e com problemas – condenadas pelos serviços de engenharia e monitoramento – e seus milhões de metros cúbicos de lama – temos ainda o elemento chuvas intensas.
Com o clima desregulado, as previsões vem alertando para chuvas com altas taxas de precipitação. Os lagos das pequenas hidrelétricas – Peti, São Gonçalo e Piracicaba, que já se encontram em suas cotas máximas, não poderão conter o “caldo tóxico”, e ao invés de retê-lo, pode, ao contrário, diluir e aumentar a velocidade de descida – isso se, com o peso da lama, não causar o colapso das estruturas.
Prevenção
Hora oportuna para governos municipais e estadual, Defesa Civil, empresas e toda sociedade, sem mais demora – levar à mesa de negociações e buscar soluções imediatas para uma situação que não pode mais esperar – a catástrofe bate à porta.
Dindao M. Gonçalves é jornalista e É associado . FAZ PARTE DA  REP DA SOCIEDADE CIVIL NO CBH PIRACICABA -MG através do FONASC

 

 https://H PIRACICABA www.youtube.com/watch?v=RK332r-300Y&list=TLPQMDIwNDIwMjG9IQjIbNt3RA&index=1

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