Sociedade civil protestando durante a audiência - Crédito: Márcio Diniz/ Agência Assembleia

A sociedade civil mais uma vez marcou forte presença na segunda audiência pública para discutir a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba, realizada nesta quinta-feira, dia 5, no município de Araioses, a 464 Km de São Luís. Com a presença do conselheiro estadual de recursos hídricos, Manoel Araújo, de deputados, prefeitos e da secretária adjunta de sustentabilidade da SEMA a população listou os diversos problemas que atingem os municípios banhados pelo Parnaíba como: assoreamento, despejo de lixo e agrotóxico, salinização da água, desmatamento e queimadas.

Reconhecendo os problemas existentes ao longo do Parnaíba e seus afluentes, os deputados membros da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa tiveram que explicar ao público, que lotou o auditório da escola municipal Tudes José Cardoso, o objetivo da audiência e a importância da criação do Comitê.

A secretária-adjunta da SEMA, Liene Soares Pereira, classificou a realização da audiência pública em Araioses como um momento histórico para o Maranhão, pois está sendo construído algo importante que servirá às futuras gerações.

Coube ao professor Avelar Damasceno Amorim, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a explanação, durante a audiência, sobre o que é o Comitê e como ele atuará. Ele falou sobre o desafio de conduzir um processo em que todas as lideranças do estado estão envolvidas e destacou a grande contribuição que a Assembleia Legislativa está dando neste processo. Avelar Damasceno informou que a Bacia Hidrográfica do Parnaíba é a segunda mais importante do Nordeste e estende-se por uma área de 331.441 Km/², abrangendo os estados do Maranhão, Piaúí e Ceará. No Maranhão, esta bacia tem aproximadamente 19,5% de sua área, abrangendo 39 municípios.

Os municípios maranhenses que estão inseridos na Bacia do Baixo Parnaíba são Água Doce do Maranhão, Araioses, Brejo, Magalhães de Almeida, Santa Quitéria do Maranhão, Magalhães de Almeida, Santana do Maranhão e São Bernardo.

Crédito: Márcio Diniz/ Agência Assembleia

 

Redação: Fonasc com Ascom da Assembleia Legislativa