O segmento da sociedade civil nos órgãos colegiados sobre as políticas das águas em Minas Gerais elaborou uma petição que será encaminhada ao promotor do meio ambiente, Mauro da Fonseca Ellovitch, que trata sobre os impactos do empreendimento CSUL no aquífero Cauê.

De acordo com o documento, o projeto CSul,  será instalado no entorno da Lagoa dos Ingleses, no município de Nova Lima, localizado na estrutura geológica conhecida como Sinclinal da Moeda, demandará uma grande quantidade de água. O projeto será desenvolvido em 8 etapas,  previstas para serem implantadas ao longo de 50 anos, com a construção de lotes residenciais numa área de 830ha e uma densidade populacional de 111,5hab/ha, o que significa que se estima uma população de 92.545hab.

A petição informa que EIA (Estudo de Impacto Ambiental) da CSul, para obter a LP não abordou os impacto sobre as nascentes próximas e mais geralmente sobre o Monumento Natural da Mãe d’Água que as contem. “Nem tampouco, analisou o impacto que terá a impermeabilização de extensa faixa de recarga do aquífero sobre a sustentabilidade da sua explotação”, afirma o documento.

A sociedade civil encerra a petição fazendo as seguintes recomendações: “Em todo caso, seguindo o princípio da precaução, o IGAM não deverá conceder outorga de poços para água subterrânea para a Samotrácia abastecer a CSul, antes que os dois impactos acima indicados sejam estudados e medidas sejam tomadas no sentido de garantir:  a) a permanência das vazões das nascentes Valente e Mãe d’Água e b) a sustentabilidade da explotação do aquífero”.

 Veja o documento abaixo

PETIÇÃO MPEv.2

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