O Ministério Público de Minas Gerais, ao receber o documento elaborado pelo segmento da sociedade civil nos órgãos colegiados da política de recursos hídricos, determinou a instauração de inquérito a cerca das denúncias sobre os prováveis impactos do empreendimento da CSUL, sobretudo no aquífero Cauê. O documento foi registrado na 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nova Lima, em agosto deste ano. O inquérito civil público está registrado sob o número MPMG-0188.15.000608-1.

De acordo com o documento encaminhado pela sociedade civil, o projeto CSul será instalado no entorno da Lagoa dos Ingleses, no município de Nova Lima, localizado na estrutura geológica conhecida como Sinclinal da Moeda e demandará uma grande quantidade de água. O projeto será desenvolvido em 8 etapas,  previstas para serem implantadas ao longo de 50 anos, com a construção de lotes residenciais numa área de 830ha e uma densidade populacional de 111,5hab/ha, o que significa que se estima uma população de 92.545hab.

A petição entregue no MPMG informou ainda que EIA (Estudo de Impacto Ambiental) da CSul, para obter a LP não abordou os impacto sobre as nascentes próximas e mais geralmente sobre o Monumento Natural da Mãe d’Água que as contem. “Nem tampouco, analisou o impacto que terá a impermeabilização de extensa faixa de recarga do aquífero sobre a sustentabilidade da sua explotação”, disse o documento.

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Veja abaixo o documento instaurado pelo Ministério Público

Abertura inq. MPMG CSul