EDITORIAL -CRISE HIDRICA – O PAPEL DO SEGMENTO TÉCNICO CIENTIFICO
Sou muito cético em relação ao que se entende por justiça , esquerda e direita na gestão dos recursos hídricos do pais. Ou no conceito de estado e sociedade expresso e traduzidos nos argumentos do segmento técnico científico nos colegiados da POLITICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS e nos discursos de suas entidades representativas.
Na verdade confesso que , pelo que tive a oportunidade de conhecer nesses anos que acompanhamos a politica de recursos hídricos no pais, a conduta dos membros desse segmento “pessoalmente” , e , pelas palavras e atos de seus membros em vários colegiados e Comités de Bacias e Conselhos , nenhuma bravata , abobrinha ou interpretações sobre a condição humana e social em relação a crise hídrica em voga expostas pelos mesmos nos encanta.Poucos erguerão a esfinge com posicionamentos sinceros e fortes contrários aos equívocos emanados dos seus “chefes” e superintendentes e os Alquimins da vida.
E dentro do espectro de posicionamentos políticos em que se situa os membros desse segmento nos colegiados de gestão dos recursos hídricos, poucos conseguem se posicionar de forma que não vá ao encontro paradigma da moda que é o “mercado” que cria os problemas para esses reproduzir o sistema tentando resolve-los. Triste chaga da estrutura de classes brasileira: o patrimonialismo e o corporativismo.
A natureza porém , tem disponibilizado sinais de que ela mesma é uma variável prioritária difícil de se entender e quantificar na produção de soluções para todos os segmentos . E nenhum papel social ou condição de classe do pretenso pesquisador da questão da gestão aguenta essa pressão e essa contradição . Ai o sujeito viaja, viaja, o sistema ‘e bruto e a sociedade na maioria tem limitações para entender as formulas e códigos dos “homens de Bem” da ciencia.
E FÁCIL TER PRAZER COM OS ÓRGÃOS GENITAIS DOS DEMAIS GRUPOS SOCIAIS E DOS NÃO INFORMADOS QUE não podem DECIFRAR OS CÓDIGOS DE UMA PRETENSA CIÊNCIA QUE NA VERDADE,tem servido PARA LEGITIMAÇÃO DE INTERESSES DE GRUPOS OU DE “CLASSE” DESSA COMUNIDADE estamento social NO CENÁRIO DE UMA POLITICA PÚBLICA QUE TORNA-SE A CADA DIA, TAO DELICADA QUE É A POLITICA DAS ÁGUAS DO BRASIL.
Vejamos a proposta ou minuta disponibilizada pelos tecnicos e operadores da burocracia do IGAM MG VISTA NO LINK https://fonasc-cbh.org.br/?wpfb_dl=433.
para ser discutida no CERH -Conselho Estadual de Recursos Hídricos Hídricos de Minas Gerais.Se o segmento das ONGS representado pelo FONASC aceitasse os argumentos e justificativas para caracterizar a situação de crise hídrica através do parâmetro q710 conforme esta nessa proposta submetida a plenária desse colegiado …Significaria que a situação onde o poder publico adotaria providencias para restrições de usos e garantir o abastecimento prioritário para os humanos e a natureza só se verificaria depois que muitas vidas tivessem sucumbido a morte por falta d agua. Qual o posicionamento da COMUNIDADE CIENTÍFICA em relação a esse fato.?
E o pior é que , com certeza, a merce de como sempre vimos e convivemos com alguns áulicos pares desse segmento técnico cientifico nos colegiados do pa’is , No CERH MG atualmente , não terão duvidas em garantir sua “sobrevivência” e assim deixar o cenário se complicar para aparecerem no alto de suas “sapiências” e ate mesmo aprovar uma resolução com propostas como essa que esta ai …( https://fonasc-cbh.org.br/?wpfb_dl=433) colocando parâmetros poucos restritivos para poder-se caracterizar situação de precaução ( crise hídrica)para garantir o interesse publico…”Pois o povo ‘e cego pois pode sentir sede a vontade por não poder entender”os parâmetros” . Essa ‘e uma conjectura perigosa de quem não entende a sede do povo. https://fonasc-cbh.org.br/?p=11905
Paradoxalmente, atuar profissionalmente com o risco da falta d’agua ‘e um risco para todos. Para aqueles que estão acostumados a enganar e se enganar com o sistema a qual pertencem , fazem da ‘agua um rastilho de p’olvora tal como foi a questão do preço das passagens…O potencial mobilizador da ‘água ‘e muito mais intenso .
A questão não esta no método para se verificar a eficacia do parâmetro ou equação que vai dizer que a q710 ‘e um parâmetro ideal para subsidiar a caracterização de crise hídrica e se tomar decisões de restricao para quem esta acostumado a ganhar muito dinheiro com a água ou at’e mesmo “status social em MG ou em S.Paulo “, e sim , qual ser’a o método é mais apropriado para justificar meu interesse de classe e o do “mercado”. Pelo visto , já tem alguns dentro do IGAM-MG que já se reuniram com outros e decidiram …q710 tá bom para fundamentar o conceito de situação de escassez hídrica.(https://fonasc-cbh.org.br/?wpfb_dl=433). Mas pelo posicionamento do FONASC nesse colegiado , essa proposta ‘e insuficiente e escamoteadora das causas dos problemas e das soluções QUE geraram a tal crise hídrica e que muitos tentam colocar a culpa em S.Pedro.
Veremos isso com a continuidade das discussões no CERH MG sobre a crise hídrica que se abate sobre algumas regioes hidrográficas de MG em especial a metropolitana, na plenária do CERH-MG e que teve inicio na plenária que foi organizada por pressão dos movimentos sociais ( vide link FONASC-MG – REUNIÃO DO CERH-MG IRÁ TRATAR DA CRISE HÍDRICA DE MINAS « FONASC-CBH )e da representação da sociedade civil junto ao governo de Minas ..Pois o Governo Pimentel já se depara com um grande desafio correndo o risco de nos rejeitos das barragens de rejeitos de Minas. …
Por isso, acho que o segmento técnico cientifico terá a chance de dar contribuição não omissa,muito mais honesta , isenta ,CIENTIFICA e séria, a favor da sociedade na continuidade das discussões no CERH MG , e não se adentrarem a votar por si mesmo ou pelos seus patroes subalternos ao “mercado” nos colegiados.O livre pensar e o livre debate se embrenharia com a própria filosofia da ciência e se misturaria com uma nova ética do saber e não , seu utilitarismo vulgar…como vemos sendo afirmado nos colegiados de gestão e tomada de decisões sobre uso da natureza para o interesse publico..Dessa forma , a verdadeira ciência seria dignificada e principalmente os cientistas honestos e comprometidos com o país.Seriam grandes como as águas exigem.
Deus me livre guarde do Brasil regredir e perder as garantias do livre debate de ideias e desejos como alguns DESEJAM . FICARIA mais fácil para corporações e grupos manterem sua taxa de acumulação sobre o restante da sociedade manipulando equações e apregoando falsos pressupostos e soluções cientificas de mais impacto ambiental e social.Se apertar não sobra quase nada…com tanto “reacionarismo e “preconceitos” de classe nessas comunidades ditas ”cientificas” mas na verdade “consultistas”.
Alguém que representa o segmento técnico e cientifico nos colegiados de gestão de recursos hídricos se habilita doravante a contribuir sinceramente para o debate que continua sobre a situação de disponibilidade hídrica para os usos múltiplos em MG sobretudo o abastecimento para consumo humano no CERH-MG? Foi feito pedido de vista por parte de v’;ario9s segmentos naquele conselho no dia 12 ap[os vigoroso posicionamento da represetna’cao da sociedade civil (ONGS) e ser’a que ser’a poss’ivel esse segmento t’ecnico cient’ifico ter um posicionamento nao corporativo e patrimonialista somando esforços junto com a sociedade sedenta para se definir parâmetros que coloque o ser humano e a natureza em primeiro lugar.? E não legitime a punição de imediato para se cobrar mais caro para o segmento de abastecimento humano e deixar barato para os brasileiros que lucram demais em cima da desinforma’cao e nao entendimento das equa’coes .veja em https://fonasc-cbh.org.br/?p=11905
A situação da crise hídrica em S.Paulo tambem mostra essas mesmas contradições de MG e ate mesmo pior.La uma grande parte da comunidade dita técnica cientifica se manifesta desapontada com os políticos como se não tivessem adotado a OMISSÃO E DESCOMPROMISSO COM A SOCIEDADE em conjunto com os politicos, como forma de fazer o que eles entendem como POLITICA. Como fica a imagem desse segmento para o brasileiro que anda na rua e quer tomar banho quando chegar em casa ? A imagem da ABRH, ABAS, ABES e outras siglas corporativas que agora aparecem como se não tivessem a ver com isso e não contribuem com solução nos CBHs e Conselhos colegiados de gestão das ‘águas votando alem de si mesmos?\
E qual o posicionamento dessas corporações no caso do vazamento da a lista de lista de “grandes desperdiçadores” de água em SP, empresas com contratos que as permitem pagar menos por litro para consumir mais. Mesmo durante a grave crise pela qual passa o estado, essas empresas continuam sendo beneficiadas, enquanto cidadãos sofrem com as torneiras secas veja em http://bit.ly/1DophYB
A situação ideal sera muito mais dignificante para a ciência brasileira e seus cientistas, assumir papeis políticos fora dos colegiados e assumirem papel consultivo nos mesmos elevando a ciência a um patamar maior que os pequenos interesses pois do jeito que esta, esse segmento esta se expondo de maneira negativa na estratificação social do pais e não dando dignidade ao papel da ciência a serviço da sociedade.
Naã existe politica publica que mais evidencie o subdesenvolvimento politico e social brasileiro do que a POLITICA DE RECURSOS HÍDRICOS NO BRASIL atualmente.
JOAO CLIMACO
REP DAS ORG CIVIS NO CNRH

