Vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH destaca a relevância da colaboração entre todos os envolvidos, enfatizando a troca de conhecimentos como um meio crucial para o fortalecimento das políticas ambientais.
No dia 4 de setembro de 2024, o Auditório do Instituto de Ensino Superior Franciscano (IESF), em Paço do Lumiar, sediou o primeiro Seminário de Construção Participativa do Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA). O evento, organizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), por meio da Superintendência de Educação Ambiental, contou com a presença de professores, gestores educacionais, representantes de órgãos públicos, membros da sociedade civil, incluindo a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Maranhão (CIEA-MA).
O seminário, parte do programa Conexão Ambiental, visa apoiar a elaboração de 27 Planos Municipais de Educação Ambiental nos municípios que possuem o Termo de Capacidade Técnico-Institucional (TCTI) e estão habilitados para o licenciamento ambiental. A iniciativa busca fortalecer a gestão municipal, promovendo estratégias integradas e colaborativas para o desenvolvimento dos planos e a consolidação de políticas de educação ambiental.
O seminário abordou temas cruciais, incluindo a gestão da Educação Ambiental no Maranhão e as diretrizes para a elaboração do Plano Municipal de Educação Ambiental (PMEA). Também foram discutidos aspectos da educação ambiental como fundamento para a construção de escolas sustentáveis, além da formulação de propostas de ações concretas que visam integrar esses conceitos no cotidiano escolar e na comunidade.
A FALTA DE PROTAGONISMO DA CIEA-MA: UM ERRO ESTRATÉGICO
Um ponto de destaque — e de crítica contundente — foi a ausência da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Maranhão como uma das protagonistas na programação do seminário. “No folder, senti falta de informações sobre a CIEA-MA, especialmente em seus aspectos informativos e pedagógicos: o que é a CIEA-MA? Quem somos? Qual é nossa missão e propósito? Além disso, seria importante destacar nossa relação com os PLs Municipais de Educação Ambiental. Deveria haver um espaço na programação para apresentar a CIEA-MA e seu papel”, afirmou Thereza Christina, vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH e membro da CIEA-MA.
Além disso, Thereza Christina ressaltou que, embora o evento fosse destinado à construção de um plano participativo, na prática, não disponibilizou o espaço necessário para a CIEA. A Comissão, que recentemente retornou de um evento nacional de educação ambiental, trouxe novas perspectivas e teorias que poderiam enriquecer significativamente as discussões.
“Voltamos de Aracaju, onde participamos de um encontro nacional que reuniu todas as CIEAs do Nordeste. Fomos bombardeados, de maneira positiva, com uma variedade de conceitos, experiências e estudos essenciais que as CIEAs e outros órgãos precisam conhecer, avaliar e implementar. No entanto, o evento seguiu sem nem sequer nos dar o espaço para compartilhar essas experiências. Isso é inaceitável”, afirmou.
A limitada participação da CIEA-MA no seminário de Paço do Lumiar destaca a necessidade de uma reflexão mais aprofundada sobre a integração de diferentes setores na formulação de políticas ambientais no estado, reforçando a importância de manter um diálogo contínuo e colaborativo entre as diversas instituições e comissões envolvidas na educação ambiental.
