A representação do Fonasc na região do Pantanal elaborou um manifesto para Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente demonstrando insatisfação e não concordância com a falta de representação do Ponto Focal da Convenção Ramsar nas últimas duas reuniões oficiais da mesma, a saber, a importantíssima COP 12, realizada em junho em Punta del Este – Uruguai e na recente reunião da Iniciativa Regional Ramsar de los Humedales Fluviales de la Cuenca del Plata, realizada semana passada em Asunción – Paraguai.

De acordo com o manifesto em ambos os casos não houve a devida participação do Ponto Focal da Convenção de Ramsar, com consequente perda na qualidade da representação do país, que foi apenas sendo representado por funcionário do Ministério das Relações Exteriores, no caso da COP, e da Agência Nacional de Águas – ANA, no caso da reunião regional, ambas sem experiência, perde-se em conhecimento profundo sobre a Convenção, sobre o funcionamento e histórico de decisões do CNZU e de seus processos.

“Desta forma, lastimamos a falta de vontade política do governo brasileiro em dar a devida importância à Convenção Ramsar. Neste sentido, observou-se que a técnica representante do Brasil, Sra. Rosana Evangelista, funcionária de ANA, portanto não necessariamente capacitada sobre a Convenção, ainda infelizmente mostrou desconhecimento ao afirmar que o licenciamento ambiental e as outorgas do uso da água s 118 hidrelétricas ainda previstas para a bacia do Alto Paraguai, formadora do Pantanal Mato-grossense, estão suspensas. considerado pela Constituição Federal como Patrimônio Nacional” disse a representante do Fonasc Pantanal, Débora Calheiros no manifesto encaminhado para Ana Cristina Barros secretária de biodiversidade.