O coordenador nacional do Fonasc, João Clímaco participou neste mês de audiência pública, realizada na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, sobre a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba.

Também participaram da audiência pública o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Luiz Henrique Souza de Carvalho; o presidente da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Ceará, João Lúcio Farias; o coordenador das Comissões Interinstitucionais do Piauí, Ceará e Maranhão Pró-CBH Parnaíba, Avelar Damaceno de Amorim; o coordenador de Instâncias Colegiadas do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), Nelson Neto Freitas; e o deputado Átila Lira, que solicitou a audiência.

O coordenador do Fonasc detectou  a ausência de representantes do Maranhão para que explanassem a parte que coube ao Estado para efetivação do Comitê do Parnaíba, inclusive secretário de Meio Ambiente do Estado, Marcelo Coelho, que havia sido convidado para a audiência pública.  João Clímaco lamentou ainda o fato desta audiência pública não ter sido comunicada aos membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Maranhão (CONERH) para que eles pudessem se articular e mandar seu representante para este evento.

O presidente da Codevasf, Felipe Mendes destacou o conhecimento sobre o Vale do Parnaíba e frisou que dará o suporte necessário para a criação do comitê. Situada na região Nordeste, a bacia do Rio Parnaíba abrange, total ou parcialmente, 280 municípios; sendo 223 no Piauí, 38 no Maranhão e 19 no Ceará. A região foi incluída na área de atuação da Codevasf no ano de 2000, por meio da Lei nº 9.954.

Entretanto a mobilização social para implementação do CBH Parnaiba tem se deparado com um refluxo da animação dos grupos sociais que historicamente tem sido importante protagonistas para implementação do CBH  e que vê agora o crescente protagonismo de lideranças politicas partidárias regionais aparentemente se sensibilizando com o tema sobretudo no Piaui e Ceara . A coordenação do FONASC entende que tal fato tem se dado pelo fato de sempre  existir resistência e desconfiança  desses elites politicas frente aos pressupostos da politica  de recursos hídricos e que a levaram  a bloquear muitas iniciativas da sociedade civil , ou seja , dificultar o processo de mobilização ate que possamos ser hegemônicos como atores implementadores dessa politica e possamos no visibilizar-nos ^como lideranças mais importantes do processo.

A consolidação da politica de recursos hídricos nessa bacia vai ainda enfrentar grandes desafios e um dos exemplos que tem mostrado isso e os problemas decorrentes da conduta dos políticos do Governo do   Estado do Maranhão que , não dando ouvido as históricas  reivindicações dos movimentos sociais do estado para atender os procedimentos legais para viabilizar o CBH PARNAIBA termina por inviabilizar a implementação do CBH no restante da Bacia.Eles não aceitam não serem os principal protagonistas do processo politico para INSTALAÇÃO DO CBH

A merce da forma como esta se articulando a mobilização social em prol do CBH PARNAIBA atualmente , esse , caso não se recupere o protagonismo dos movimentos sociais  e a sociedade civil no processo de sua implantação, serã um CBH ACENTUADAMENTE CHAPA BRANCA ou seja sem uma pratica autônoma e democrática.

A Reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara refletiu isso , e mais grave ainda, mostrou um total desconhecimento dos deputados da região em relação a POLITICA DE RECURSOS HÍDRICOS transformando a reunião numa rasgadura de seda e jogo de confetes entre esses parlamentares que quase não se discutia o CBH  Rio Parnaiba propriamente dito.

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