A itinerância das reuniões ordinárias do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH) começou na última quinta-feira, 18, quando o conselheiro Manoel Araújo, do Clube de Mães Santa Luzia, entidade que ele representa no Conselho, recebeu os membros do CONERH, entre titulares e suplentes. Infelizmente, muitos conselheiros não puderam (ou não quiseram) comparecer a reunião plenária do Conselho. A itinerância ocorreu por conta da decisão plenária da última reunião realizada na Fiema, no mês passado.
Do setor usuários, nenhum conselheiro compareceu à reunião ou apresentou justificativa plausível pela falta. Do setor governo, apenas três entidades se fizeram presente e do segmento da sociedade civil apenas o CREA-MA foi faltoso. A principio as ausências dos conselheiros não foram justificadas, uma vez que a Secretaria Executiva do Conselho não apresentou nenhuma comunicação de ausência, apenas justificou a ausência do vice-presidente do CONERH, Carlos Victor Bello, que estaria em uma reunião no Palácio dos Leões.( Um ridículo habito de agentes publicos de justificarem ausências quando cobrados frente ao interesse publico )
Diante dos fatos, a conselheira Thereza Christina solicitou da secretaria executiva um relatório de frequência das entidades nas reuniões plenárias para que medidas possam ser tomadas de acordo com o Regimento Interno do CONERH. Todo o segmento da sociedade civil lamentou a falta dos conselheiros, o que impossibilitou a realização da plenária, por falta de quórum. “Eu posso pegar três conduções para ir as reuniões plenárias na SEMA e correr diversos riscos, mas muitos não quiseram vir até aqui porque é longe, porque é violento. Isso tudo é lamentável”, afirmou a conselheira Anacleide, da Escola Educando.
Apesar do esvaziamento do plenário, o superintendente de recursos hídricos, José de Ribamar Viégas abriu a reunião e inspirado na ordem do dia, franqueou a palavra aos presentes. Atendendo ao convite do segmento da sociedade civil para participarem da reunião plenária, estiveram presentes a secretária adjunta de meio ambiente de São José de Ribamar, Madalena Xavier; a professora Ana Paula Marques, representante do Fórum das Entidades Filantrópicas e Escolas Comunitárias de São Luís e o presidente de honra do Comitê Infanto Juvenil da Bacia do Rio Jeniparana, João Lucas Oliveira.
GRATAS SURPRESAS
O local da reunião foi repleto de surpresas para todos, a começar pela organização do espaço no auditório, com disponibilização de mesas/cadeiras, sistema de som, datashow e até internet Wi-Fi (coisas que infelizmente o auditório da SEMA não disponibiliza nas reuniões plenárias). Surpreso também ficou o superintende de recursos hídricos com a “imagem” da escola comunitária. Em sua fala, ele disse que não imaginava o qual organizado são estas escolas e de quanta qualidade há nas estruturas física e funcional das escolas comunitárias. “Passei ali embaixo e vi a merendeira toda fardada de uniforme branco impecável e vi que era a minha cunhada. Ela sempre me falou que trabalhava em escola comunitária e jamais imaginei que fosse aqui. Tive uma grata surpresa em ver toda essa estrutura que é bem melhor e superior ao que a gente vê nas escolas públicas”, disse.
A surpresa também tomou conta dos funcionários da Secretaria Executiva, pois tiveram todo um aparato do Clube de Mães Santa Luzia para realização da reunião. Assim como também não esperavam a participação do Comitê Infanto Juvenil do Rio Jeniparana, do Fórum das Entidades Filantrópicas e Escolas Comunitárias de São Luís e da secretária adjunta de meio ambiente de Ribamar.
Durante a reunião, a secretária adjunta de Ribamar prestou alguns esclarecimentos sobre os trabalhos da Odebrecht Ambiental para o esgotamento sanitário e abastecimento de água em Ribamar e se colocou prontamente à disposição para atender ao pedido dos membros do Comitê Infanto Juvenil do Rio Jeniparana para ação de limpeza do rio e de educação ambiental. “Vamos nos reunir para fazer um plano de ação para o rio”, disse a secretária. A SEMA apenas recebeu o documento que os membros do Comitê encaminharam sobre as ações para o rio. Sobre a Odebrecht Ambiental, a conselheira Thereza solicitou que a Secretaria Executiva faça o convite para a entidade prestar contas na reunião do Conselho.
Por falar em ações e educação ambiental foi a vez da professora Ana Paula Marques, representante do Fórum das Entidades Filantrópicas e Escolas Comunitárias de São Luís, a entregar um documento que solicita ao CONERH a criação da Câmara Técnica de Educação e Mobilização para gestão de Recursos Hídricos (CTEM) para deliberar ações específicas para os rios maranhenses. “Sou professora de escola comunitária, vim de escola comunitária e não pretendo sair tão cedo, pois preciso retribuir para minha comunidade aquilo que foi investido. Precisamos fortalecer os debates e contribuir com o meio ambiente através da educação”, disse a professora.
A reunião finalizou-se com os informes de eventos e que a próxima reunião plenária deverá ser ainda agendada o local para sua realização. De acordo com a conselheira Thereza Christina, a reunião não pode ser realizada em um único lugar como foi acordado entre a SEMA e a Fiema, sem a aprovação do Conselho.

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