Fonasc MA partipa de debate sobre “Gestão da Água: Um olhar para o futuro”na cidade de São Luiz no dia 31.07.2012
Segundo  vice-coordenadora do Fórum, Thereza Christina, a problemática da gestão das águas, exige a necessidade da construção de maneiras inovadoras de atuação
A vice-coordenadora do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc-CBH), Thereza Christina Pereira Castro, juntamente com os professores Lúcio Macedo, Dr. em Engenharia Sanitária e Ambiental, Jose Salgado, Doutor em Urbanismo e o ambientalista Milton Dias, da H20ONG apresentou a atual situação dos recursos hídricos na capital durante o debate “Gestão da Água: Um olhar para o futuro”, realizado no último dia 31 de julho por O Imparcial, através do Projeto Cuidar.
Estiveram presentes ao evento as conselheiras do CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos) representante do segmento dos pescadores e das ONGs, Irene Aguiar e Aparecida Medeiros, respectivamente, além dos empresários Ted Lago, Marcelo Lamar, Nan Souza, professores, universitários, dentre outros.
Na oportunidade, a engenheira civil, especialista em Gestão de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, Thereza Castro, apresentou a atuação do Fonasc-CBH no Estado, as perspectivas de futuro e demonstrou preocupação com o atual modelo de gestão que ainda não incorporou na prática os paradigmas da  descentralizada e da participação.  “A gestão descentralizada integrada e colegiada dos recursos hídricos e seus entraves são extremamente inovadores e trazem à tona as transformações qualitativas da relação Estado x Sociedade, o que enseja um repensar sobre as relações de poder de ambos”, disse.
Segundo ela,a problemática da gestão das águas, exige a necessidade da construção de maneiras inovadoras de atuação “No novo contexto da Política Estadual de Recursos Hídricos, certamente, um dos maiores desafios a concretizar, através dos Comitês de Bacias Hidrográficas e demais organismos colegiados, é a gestão participativa da água, pois esta estratégia irá se contrapor a práticas historicamente estabelecidas”, ponderou. “Estamos acompanhando a proposta de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Munim, recentemente apresentada a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Naturais. Sem dúvida é mais um passo dado”, ressalta.
Mas,Thereza Christina  alerta que a experiência nacional nos sinaliza cautela. “Para ter êxito e não cometer os mesmos equívocos já ocorridos em outras gestões estaduais é preciso ter cautela. Aliás como sempre falo este pode ser o lado positivo deste imenso dever de casa que temos a fazer, pois, nos comitês se praticam os conceitos de descentralização decisória e de participação. O comitê é o lócus onde são tomadas as principais decisões políticas sobre a utilização das águas da bacia com vistas à garantia e superação das limitações da Política Estadual de Recursos Hídricos, bem como a aplicação de seus instrumentos e princípios de forma participativa e integradora”, conclui.