Instituições impulsionam investigação sobre a relação controversa com empresário do setor de mineração.

O Fonasc.CBH destaca-se como uma voz ativa na busca pela transparência nos processos decisórios. Recentemente, o Fonasc.CBH, em conjunto com outras instituições da sociedade civil, uniu forças e posicionou-se ao assinar uma carta que insta ao fim do sigilo no processo em andamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra Jarbas Soares Junior, procurador-geral de Justiça de Minas Gerais.

O processo, que inicialmente foi arquivado pela corregedoria, tem como foco a investigação da relação entre o chefe do Ministério Público de Minas Gerais e o empresário Lucas Kallas, que é o fundador e presidente da Cedro Participações, uma holding envolvida nos setores de mineração, agricultura e construção civil.

O início das investigações foi motivado pelo inusitado compartilhamento de uma carona de Miami a Belo Horizonte. O caso tomou notoriedade após uma reportagem da Revista Piauí. Conforme a apuração, Jarbas Soares Junior e sua esposa, Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares, teriam inicialmente viajado aos Estados Unidos para uma visita oficial ao Ministério Público da Flórida em 20 de julho de 2022. Embora a viagem oficial estivesse programada até 24 de julho, o casal optou por permanecer em Miami, retornando apenas em 30 de julho a Belo Horizonte, utilizando o jatinho particular de Lucas Kallas, declarado como amigo por Jarbas, segundo informações da Revista Piauí.

Além disso, dentro do contexto de suas reivindicações por responsabilidade ambiental, as organizações dedicadas à preservação do meio ambiente levantaram a voz em busca de uma investigação minuciosa sobre as ações do chefe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Há alegações de que o indivíduo em questão, ocupando uma posição proeminente na instituição, pode ter cometido uma série de atos notadamente inconsistentes com as responsabilidades inerentes ao cargo de liderança.

O Fonasc.CBH, enquanto entidade atuante e uma das instituições signatárias da carta, destaca a importância de seu compromisso com a transparência. Busca garantir que processos cruciais como este ocorram de maneira transparente e acessível à sociedade, promovendo assim a integridade e a confiança nas instituições.