No dia 11 de maio de 2023, ocorreu a primeira edição do Café Geográfico na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), organizado pelo Centro Acadêmico de Geografia (Cageo). O evento, com o tema “Mudanças Climáticas e seus Impactos no Regime das Chuvas com Repercussões nas Enchentes dos Rios Maranhenses”, atraiu mais de 50 pessoas, entre alunos e professores.

A vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH, Thereza Cristina, não pôde comparecer. Em decorrência, sugeriu a participação de Eliane Soares Pereira, ambientalista, advogada e parceira do Fonasc.CBH, que também estava impossibilitada de comparecer. Posteriormente, Eliane indicou Joelson Caco, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), que prontamente aceitou o convite, assegurando a representatividade do Fonasc.CBH no evento.
O evento iniciou com o lançamento do livro “Clima Urbano da Cidade de São Luís do Maranhão” pelo professor Dr. Juarez Mota. Ele explicou que decidiu escrever o livro devido à ausência de pesquisas sobre esse tema específico na cidade. Em sua apresentação, Juarez abordou os três principais eixos tratados no livro: temperatura, que se subdivide no conforto térmico e na temperatura propriamente dita; pluviosidade, que explica como a chuva cai e como se distribui; e o eixo físico-químico, relacionados à poluição. Ele destacou a importância desses eixos para compreender a complexidade do clima urbano de São Luís atualmente.
O professor Dr. Juarez Mota destaca a utilidade do livro para a sociedade. Ele afirma que o livro é bastante útil para identificar a evolução do que ocorreu e se houve piora. Juarez explica que isso é o que tende a acontecer, pois a poluição vai aumentar com o crescimento da população, assim como a pluviosidade e a temperatura tendem a se alterar com o crescimento urbano e também com mudanças climáticas. “O livro traz um diagnóstico atualizado de como está a situação do clima em São Luís em todas as suas vertentes. É uma coleta de base de dados e gerou um resultado muito interessante que mostra o que está acontecendo na cidade de modo acelerado, já que ultrapassamos mais de 1 milhão de habitantes”, afirmou o professor.
Acesse o livro através do link:
https://drive.google.com/file/d/1c7xwpuYQcHt9QTCwCi9a-LkcM8N_Hc7s/view?usp=sharing

Em seguida, a professora Dra. Shirley Cristina discutiu os impactos das chuvas intensas no estado do Maranhão em 2023, destacando os transbordamentos de rios e açudes, que afetaram a população e resultaram em desalojamentos e desabamentos. Além disso, ela também ressaltou a importância da gestão de bacias hidrográficas. “O tema da palestra e a gestão de bacias hidrográficas são extremamente importantes para a sociedade. Hoje, produzimos e consumimos muito mais do que necessitamos e, a cada ano que passa, geramos mais calor, mais poluição e mais resíduos. No entanto, ainda há possibilidade de mitigação dessas problemáticas, os métodos de planejamento e gestão estão neste processo para nos auxiliar”, comentou Shirley Cristina.
Posteriormente, Joelson Caco, colaborador da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) e convidado pelo Fonasc.CBH, compartilhou suas impressões sobre o encontro: “O evento de hoje foi fundamental tanto para a comunidade acadêmica quanto para a sociedade em geral. Parabéns à UFMA e ao Centro Acadêmico de Geografia (Cagel), que promoveu um tema de grande relevância para a sociedade.”

A vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH, Thereza Cristina, destacou a relevância do evento para o contexto atual do Maranhão: “Inicialmente, gostaríamos de parabenizar o Centro Acadêmico de Geografia (Cageo) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) pela realização do Café Geográfico. Sentimo-nos extremamente honrados por termos sido convidados a participar deste momento de debates e reflexões, capitaneado pelo protagonismo da juventude. O tema escolhido é particularmente significativo, considerando as diversas conexões da água com setores como meio ambiente, segurança alimentar, saúde e, neste evento, com as mudanças climáticas.”
Thereza Cristina também destacou a importância do tema para a juventude: “Sempre apoiamos, incentivamos e acreditamos neste importante segmento da sociedade, pois reconhecemos sua participação significativa e plural em instituições/espaços de decisão relacionados à água. É fundamental que essa participação seja formalizada, considerável e mensurável, incluindo processos de preparação nos quais a juventude possa expressar suas visões. João Lucas personifica toda a história do Fonasc.CBH com a juventude, que este ano celebra os 12 anos de existência do Comitê Infanto Juvenil da Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana. O Fonasc.CBH continua seu compromisso em estar à disposição da juventude”, afirmou.
João Lucas, que integrou o Comitê Infanto Juvenil da Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana, enfatizou a relevância da presença do Fonasc.CBH no evento: É de extrema importância para o nosso evento a participação do Fonasc.CBH, pois eles são uma organização que trata justamente do nosso tema, que é água. Precisamos informar sobre as enchentes que aconteceram no Maranhão em dados e tabelas que mostram os fatos. “Ter participado do Comitê Infanto Juvenil me enche de orgulho”, disse.
