FONASC RIO PIRACICABA – MODELO DE ELEIÇÃO DE MEMBROS DA DIRETORIA ESVAZIA CAPACIDADE DE ARTICULAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES CIVIS E MOVIMENTOS SOCIAIS O FONASC através de sua representação no CBH PIRACICABA afluente do Rio Doce constatou na prática como se articula processos desconstrutores de princípios da representatividade da sociedade civil no CBH substituindo-os pelo sindicalismo oportunista de resultados com PRÁTICAS ultrapassadas, levando-nos a indagar que tipo de sindicalismo é esse que age de forma sim, oportunista, sem articular com o segmento a que se diz pertencer no CBH PIRACICABA? .
O que aconteceu na eleição da diretoria do CBH Piracicaba foi a agressão aos princípios basilares da maior representatividade do segmento da sociedade civil em especial , das ONGS nesse os CBH onde há usos representativos e intensivos de uma atividade como a MINERAÇÃO, como tem acontecido praticamente em todas as Bacias marcadas pela importância econômica dessa atividade nas demais regiões da Bacia do Rio Doce .
Uma região onde a prática de gestão das águas estabeleceu um processo de subalternização de todos e a afirmação de atitudes questionáveis eticamente, com falsa construção de consensos entre o próprio segmento excluindo ONGs atuantes , em detrimento de outras entidades que se “articulam ” mais afinadamente com outros setores sem considerá a importância do III SETOR e uma discussão séria sobre a CONJUNTURA DA GESTÃO DAS ÁGUAS NA BACIA. Perguntamos quantas vezes esses sindicalistas estiveram nas plenárias e chamaram a sociedade civil para conversar? Ao que parece seu dialogo na Bacia do Rio Doce é com os usuário. Aliás isso tem sido característica infeliz do sindicalismo na Baciado Rio Doce .
Quantas reuniões o Sindagua participou na elaboração dos planos de saneamento. Foi preciso acionar o Ministério publico para que a Copasa entrasse na elaboração dos PMSB. Vamos aguardar um momento oportuno para esta discussão no comitê. Enquanto isto esse elegeu-se um diretor sindicalista no CBH PIRACICABA que representa ele mesmo e não os segmentos da sociedade civil no CBH .
O que se viu foi o resgate do peleguismo que havia sumido do CBH e agora apareceu com sua atitude autoritária e pelega. Nesse caso da eleição da diretoria do CBH PIRACICABA para o biênio 2021 2022 o SINDAGUA – representeante dos funcionários da COPASA, EMPRESA ligada ao setor de saneamento não se preocupou em construir um concesso entre seus pares para que o novo representante do segmento na diretoria do CBH tivesse ao menos o aval desses na construção de uma diretoria realmente comprometida com as demandas dos movimentos sociais e demais atores envolvidos numa quantidade expressiva de conflitos na bacia, cujas demandas são atualmente encaminhadas pelo FONASC E OUTRAS que comungam e reivindicam práticas mais horizontais no CBH e adotam sua conduta na defesa de direitos e resistência ao esbulho do patrimônio hídrico e ambiental da região.
O que haveria de ser mais coerente e eficaz politicamente era que o novo representante fosse produto de um concesso entre o segmento e daí indicado para compor a nova chapa. Mas não foi isso que aconteceu , a fragilidade e pressão que os demais atores exercem nos processos decisórios do CBH é evidente em todos os momentos beneficiando a hegemonia de um setor econômico sobre todos os demais . Muito mais do que evidenciar a falta de condições e articulação das ONGs de superar suas fragilidades política frente a um universo tão desafiante, o que se revelou é que tem acontecido de maneira recorrente fatos que apontam a cada dia o FORTALECIMENTO DO PROCESSO DE ESVAZIAMENTO E DESCONSTRUÇÃO DA CAPACIDADE POLITICA DOS CBHs quando uns setores se articulam em função de fortalecimento da identidade de uma atividade econômica da região e afirmação de interesses corporativos e não, para garantia dos fundamentos e princípios da gestão participativa das águas.
O modelo que permite os segmentos se desagregarem só se efetiva na desagregação das ONgs que nestes momentos se setem não representadas e incapazes de encaminhares suas demandas através de um representante que assume posturas claramente anti sociedade civil com visão política marcada pelo CORPORATIVISMO SINDICALISTA E NÃO, PRATICANTE UMA PROPOSTA AGREGADORA DE TODAS AS DEMANDAS DA SOC. CIVIL NA REGIÃO que MARCADA POR CONFLITOS DE USOS. SIMPLESMENTE POR QUE NÃO TEM CAPACIDADE E CONDIÇÕES PARA ASSUMIR ESSE PAPEL.
É UMA PENA QUE O SINDAGUA MG , a despeito de sua história de lutas por direitos da categoria de funcionários da COPASA se coloque no processo de eleição dos CBHs disputando espaços de PODER POLITICO sem lastro com as lutas pela água na região.Por parte de algumas foram feitos esforço para que houvesse prorrogação de 90 dias para que práticas mais saudáveis pudessem se estabelecer. Mas os atropelos continuaram , e o pedido para adiar o processo de eleições para final do ano,era viável e foi ignorado.
Articularam uma chapa sem consultar o segmento, qual reunião que houve entre a sociedade Civil pra ter um representante sindicalista que ia de vez enquanto nas plenárias? E ainda mais para ser Primeiro Secretario, um cargo importante que requer dialogo e articulação entre os segmentos para determinar a pauta da plenária. A questão de viabilizar uma nova agencia, é uma situação urgente urgentíssima. o processo de eleições dos comitês é outro, Foi politizado de forma oportunista este processo eleitoral,( que tem sido questionado junto ao IGAM) , eleições de diretorias chapa branca que sempre beneficia os grandes usuários, exclui de forma burocrática os demais e engessa os segmentos da sociedade civil.
Ou o cbh faz discussão de eleição de forma participativa, democrática e transparente, atendendo todos os segmentos ou TERÁ PELA FRENTE um processo de artificialismo da política do CBH e consequentemente a queda de sua legitimidade social de entidade a serviço de uma política pública, e não , para atender interesses corporativistas .
O FONASC MANIFESTOU SEU PROTESTO NA ELEIÇÃO E PARTICIPARÁ DORAVANTE DO cbh DE FORMA VIGILANTE e NÃO SE FURTARÁ DE DENUNCIAR E SE MANIFESTAR JUNTO AS DIRETORIAS E CONFEDERAÇÕES DESSES SINDICATOS , ESSES CONLUIOS DE GRUPOS DE INTERESSES QUE TANTO DESVIRTUA O PRINCIPIO DEMOCRÁTICO NA GESTÃO DAS ÁGUAS E A PRÓPRIA ESSÊNCIA E SIGNIFICADO DO CBH.
