FONASC MG – EDITORIAL – A IDEOLOGIA DA DOMINAÇÃO SOBRE O PATRIMONIO HIDRICO DO POVO DE MINAS GERAIS
Há uma condescendencia nas análises sobre a forma de exploracao dos bens naturais, as águas, os rios em Minas Gerais. Existe dois limites para onde puxa-se a corda sem deixar ela estourar agora…(mas futuramente no colo de todos os nossos descendentes indistintamente)…e se administra a dialética da falsa realidade reproduzindo-a até onde der..e mantem-se taxas de acumulação de renda concentrada extraída dos bens públicos.
Um limite é aquele determinado pela escamoteação onde se falseia a realidade para todos utilizando-se dos discursos e filigranas da linguagem institucional e tecnológica …e mantem as aparências de gestão desses bens através de um pacto de grupos hegemônicos economicamente e politicamente….e um bando de cidadãos acreditando nessa agenda.
O outro limite .é a prática onde o Estado e seus detentores, escancaram geral….passando por cima das leis e agredindo os cidadãos…implodindo o principio basilar da propriedade privada ..que só serve para alguns…e provocando uma anomia social…para se tirar proveito do caos …onde o Estado é apenas aparelho repressor e não garantidor da cidadania e do estado de direito.Não se preocupando em dissimular nada…Apenas batendo-se em teclas de sons mentirosos até que todos pensem que são sons verdadeiros. Existe coisa mais imbecil do que proclamar que os CBHs são apenas “parlamento das Águas”?”
Em Minas Gerais encontramos essa dualidade ..essa simbiose tipicamente bem administrada pelas famílias mineiras e suas alianças espúrias com o capital internacional apoiados por uma classe média , como diria a Marilena Chuaí de índole fascista ..para roubar nossa água…nossas riquezas a preços vis que nem na ápoca colonial..
Nessa simbiose surge a ressuscita-se em pleno seculo XXI o modelo COLONIAL de exploração territorial..onde o povo brasileiro ..em especial em Minas , nos assemelhamos a aqueles que enchiam as caravelas de Pau Brasil sob olhares de feitores , em troca de bugigangas…aliás, nem isso….e os portugueses e ingleses se enriqueciam …O ciclo do Ouro vem sendo sucedido pelo ciclo da água…revelando essa triste realidade…
Tudo isso é visível em Minas Gerais através da condução da POLITICA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS e a forma inteligente como ela administra e se revela dentro desses limites……
Mas para e através da água .. não é fácil de ser gerenciar essas contradições se apenas se considerar a água um bem econômico e regular seu valor apenas pela escassez decorrente do modelo de acumulação…COLONIAL ..Os CBHs Comités de Bacias Hidrográficas se prestaram e se prestam a isso …. ainda que, nessa conjuntura esteja se abrindo os olhos de alguns para isso…..mas surgirão outros limites…
Não é fácil manter-se nessa hipocrisia pois no caso, a água , a natureza é que impõe esses limites e não os grupos e estamentos sociais economicamente dominantes nem tampouco a classe trabalhadora ortodoxa…..Mesmo com todo tipo de tecnologia mal utilizada ..chega-se uma hora que não dá para dissimular mais…A água leva tudo de roldão..ou simplesmente some .. e vai se estabelecer onde exista outra ética…l
Novamente, tudo isso é visível em Minas Gerais através da condução da POLITICA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS e a forma (inteligente?) como ela administra e se revela dentro desses limites…..
CONS. JOAO CLIMACO..
COORDENAÇAO DO FONASC
ENT REP DAS ORG CIVIS NO CBH PARAOPEBA
