Os representantes do Fonasc nos CBH’s de rios mineiros e no Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH)participam do Seminário Legislativo Águas de Minas III: Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade, que acontece nas dependências da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com dados da Gerência de Projetos Institucionais (GPI), da ALMG já estão inscritos 332 participantes, sendo que desses 235 são de caráter individual e os outros 97 são vinculados a instituições. A epata final do seminário será realizada entre hoje, dia 29 de setembro e vai até o próximo dia 2 de outubro. No ato de inscrição, cada participante escolheu em que grupos de trabalho pretendia atuar. Os agrupamentos correspondem aos seis eixos temáticos do seminário: crise hídrica; gestão de recursos hídricos; fomento, custeio, receitas e destinação; saneamento e saúde; atividade minerária, indústria e energia; e agricultura, pecuária e piscicultura. Metodologia – A etapa final do seminário foi precedida por reuniões preparatórias, pela atuação das comissões técnicas interinstitucionais (CTIs), pelos nove encontros regionais no interior e pela consulta pública. Os grupos de trabalho das CTIs formularam 36 propostas, seis para cada uma das temáticas do evento, que foram apreciadas durante a etapa de interiorização. Em cada encontro, foram ainda apresentadas e priorizadas mais 16 novas propostas. As proposições, agrupadas por tema, serão colocadas durante os dias da etapa final em discussão nos respectivos grupos de trabalho também nessa fase.
CONVITE
Precisamos mudar essa realidade! Venha conosco nesta luta!
A manifestação acontecerá na Praça da Assembleia, às 8 horas, nessa quarta (30). A ação será um ato público, político, cultural e popular com diversas atrações que mostrarão a realidade dos rios de Minas e propostas para mudanças. Vamos, vamos!
Não podemos esperar que a solução venha do céu e nem culpar o banho pela crise hídrica. Em tempos de escassez não podemos gastar por conta, temos que evitar o desperdício em todos os setores, e planejar o futuro de acordo com a nossa disponibilidade hídrica.
A nossa crise é de rios.
Doce, Jequitinhonha, São Francisco, Velhas, Paraopeba, Paracatu, Araguari são nomes de alguns Rios de Minas. Estes rios tem a ver com a nossa história e nossa economia.
Enfim, são as águas de Minas.
O Velho Chico e o Doce já não têm forças para chegar ao mar, o Rio das Velhas está entregando cianobactérias para o São Francisco e assim os rios estão morrendo de sede e poluição, transformando tudo numa morte sistêmica.
A má qualidade da água impossibilita os seus usos pela população, inviabiliza a vida dos peixes e gera doenças. Falta integração da gestão ambiental com a gestão de recursos hídricos. Os comitês da bacia enfraquecidos e o IGAM sem recursos e poder, não tem forças e nem política para lutar pela revitalização dos nossos rios.
Não podemos deixar de fazer política e de governar. Precisamos de políticas que criem rios de preservação permanente, proponham o desmatamento zero, divulguem mapas de stress hídrico, direcionem os empreendimentos de acordo com a capacidade hídrica, protejam as nascentes e mananciais, recuperem as áreas degradadas, estabeleçam metas para a revitalização dos rios, tratamentos de esgotos e consumo de água nos processos produtivos.
Por fim, o Estado não pode tratar esta crise como crise de “reservação” (fazer reservatórios).
Precisamos fazer gestão de rios vivos, onde que seja possível pescar, nadar e ter usos múltiplos. A sociedade tem que se mobilizar não somente para economizar água, mas principalmente para salvar os rios de Minas e, porque não dizer, do Brasil.
Queremos que o governo cumpra o que assumiu no PACTO PELAS ÁGUAS DE MINAS assinado em 25/3/2015, que prevê:
– a adoção da bacia hidrográfica como território de gestão;
– o fortalecimento do sistema estadual de recursos hídricos e dos comitês de bacia;
– um plano de revitalização para os rios de Minas;
– o não contingenciamento (retenção) dos recursos financeiros para a gestão e revitalização dos rios, que está sendo arrecadados dos usuários, mas não estão sendo repassando para os comitês.
Para a sociedade mineira fica o convite:
PARTICIPE DO MOVIMENTO PELOS RIOS DE MINAS.
