A representação do Fonasc no Grupo de Acompanhamento do Plano da Região Hidrográfica do Rio Paraguai (GAP) solicitou para a próxima reunião do colegiado, a ser realizada em Campo Grande-MS, nos dias 02 e 03 de setembro, a presença do procurador federal Emerson Siqueira e do promotor estadual Alexandre Raslan para que os mesmos apresentem e discutam com o grupo o histórico da Ação Civil Pública (ACP) que pede a suspensão das licenças das 110 hidrelétricas ainda previstas para a bacia do Alto Paraguai.

A preocupação do Fonasc é que esse debate com os representantes do MPE E MPF se dê antes que uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) seja realizada para avaliação dos impactos conjuntos e sinérgicos do total de 154 empreendimentos no funcionamento hidro-ecológico do Pantanal, colocando em risco o respeito ao princípio de garantia dos usos múltiplos e a conservação de seus serviços ambientais, que beneficiam toda a sociedade pantaneira nas suas atividades tradicionais como a pesca profissional, a pesca turística, o turismo ecológico e a pecuária tradicional gerando emprego, renda e segurança alimentar.

O outro ponto solicitado para entrar na pauta da reunião é sobre a necessidade de se esperar a elaboração e avaliação do Plano da Região Hidrográfica do Rio Paraguai para que novos licenciamentos de hidrelétricas na bacia do Alto Paraguai possam ser avaliados.