Os coordenadores do Fonasc.CBH, João Clímaco e Thereza Christina Castro, participam de terça a sexta-feira das reuniões e atividades do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e das Câmaras Técnicas de Águas Subterrâneas (CTAS) e Integração de Procedimentos, Ações de Outorga e Ações Reguladoras (CTPOAR) do CNRH, em Brasília.
Um dos pontos da pauta de discussão do Conselho Nacional de Recursos Hídricos será sobre a exploração e produção de gás não convencional, também conhecido como gás de xisto. A questão que será tratada em forma de seminário é uma forma de atender aos protestos do Fonasc, uma vez que durante a última reunião plenária, o CNRH se absteve de aprovar uma monção preventiva da garantia do interesse das populações e preservação de aquíferos do país e aprovou retornar o tema com um evento só para ganhar tempo de consolidar um realinhamento de custos para “acalmar os grupos de interesses dentro do próprio estado brasileiro”. A monção proposta pela representação da sociedade civil já tinha sido aprovada pelas Câmaras Técnicas da CTCT e CTAS e encaminhada ao plenário da CNRH, em que a sua maioria de agentes públicos, subalternos a pequenos interesses, recuaram vergonhosamente na proteção a sociedade.
Para este momento o CNRH convidou pesquisadores, técnicos da Agência Nacional de Petróleo e membros do Ministério Público para falar sobre a exploração do gás não convencional. O Fonasc promete participar ativamente dos debates, em defesa da sociedade civil, uma vez que os riscos deste tipo atividade exploratória para obtenção de energia é altamente perigoso para o meio ambiente, conforme um estudo publicado na Climatic Change Letters, que diz que a produção de eletricidade com gás de xisto emite tanto ou mais gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo produtivo quanto àquela baseada em gás ou carvão, além da poluição de lençóis freáticos e aquíferos.
veja as os documentos sobre as varias visões do problema
Após as atividades dentro do Conselho, os coordenadores do Fonasc seguem para o Workshop, promovido pelas Câmaras Técnicas CTAS E CTPOAR, sobre a Gestão Integrada de Recursos Hídricos Subterrâneos e Superficiais que será realizado no auditório da Agência Nacional de Águas.
