{"id":9778,"date":"2013-11-20T02:38:40","date_gmt":"2013-11-20T02:38:40","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9778"},"modified":"2013-11-20T03:08:11","modified_gmt":"2013-11-20T03:08:11","slug":"industria-do-gas-de-xisto-e-nova-frente-de-riscos-exploratorios-e-conflitos-por-oswaldo-seva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9778","title":{"rendered":"Ind\u00fastria do G\u00e1s de Xisto \u00e9 nova frente de riscos explorat\u00f3rios e conflitos, por Oswaldo Sev\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ind\u00fastria do G\u00e1s de Xisto \u00e9 nova frente de riscos explorat\u00f3rios e conflitos, por Oswaldo Sev\u00e1<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=9780\" rel=\"attachment wp-att-9780\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/xisto.gif\" alt=\"\" title=\"xisto\" width=\"386\" height=\"421\" class=\"aligncenter size-full wp-image-9780\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/xisto.gif 386w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/xisto-275x300.gif 275w\" sizes=\"(max-width: 386px) 100vw, 386px\" \/><\/a><\/p>\n<p> Os gases das camadas de xisto, em profundidades entre dois mil e mais de tr\u00eas mil metros, v\u00eam sendo extra\u00eddos em v\u00e1rias bacias sedimentares pelo mundo afora por um m\u00e9todo que os norte-americanos popularizaram como fracking, uma corruptela de hydraulic fracturing, ou seja, fraturamento hidr\u00e1ulico.alt<\/p>\n<p>Mesmo sem ser especialista nessas t\u00e9cnicas de perfura\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, considero esta uma tecnologia do tipo \u201craspar o fundo do tacho\u201d, \u201ctorcer a toalha at\u00e9 a ultima gota\u201d .<\/p>\n<p>Objetivamente, pode-se indicar com alguma precis\u00e3o, por meio de levantamentos  s\u00edsmicos e modelos computacionais,  onde est\u00e1 e quais as dimens\u00f5es de cada camada rochosa de xisto, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de carv\u00e3o mineral e, como este, cont\u00e9m hidrocarbonetos gasosos em seus poros, interst\u00edcios e \u00f3leos entranhados.<\/p>\n<p>Mas\u2026 n\u00e3o se pode saber o quanto existe nem quanto pode ser coletado do tipo similar ao g\u00e1s natural, com boa propor\u00e7\u00e3o de metano (CH4), de interesse comercial j\u00e1 estabelecido.<\/p>\n<p>Bota pra quebrar: atr\u00e1s do xisto<\/p>\n<p>O fracking pode ser assim resumido:<\/p>\n<p>&#8211; no ponto escolhido para perfura\u00e7\u00e3o \u2013 que pode estar numa fazenda, numa comunidade rural, numa \u00e1rea protegida, no sub\u00farbio de uma cidade \u2013, montam-se torres com brocas, constroem-se galp\u00f5es e tanques para os insumos, estacionam-se caminh\u00f5es especiais e outras m\u00e1quinas pesadas, como geradores e compressores, funcionando 24 horas por dia.<\/p>\n<p>&#8211; gasta-se uma enorme quantidade de borra composta de \u00e1gua, areia refinada e produtos qu\u00edmicos variados,  e tamb\u00e9m uma boa propor\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel e eletricidade para poder retirar restos de hidrocarbonetos gasosos entranhados nas camadas de xisto por meio de um procedimento invasivo destrutivo: aumentar e ampliar as fissuras, fraturar as rochas, quebr\u00e1-las de modo praticamente incontrol\u00e1vel, introduzindo essa borra qu\u00edmica sob press\u00e3o em uma tubula\u00e7\u00e3o vertical, at\u00e9 alcan\u00e7ar a \u201crocha-m\u00e3e\u201d do xisto, e depois, perfurando-a na horizontal, entrando no miolo da rocha, botando pra quebrar!<\/p>\n<p>&#8211; a borra  retornada para a superf\u00edcie \u00e9 uma esp\u00e9cie de salmoura contendo os gases que interessam, que s\u00e3o separados, tratados e despachados por gasodutos at\u00e9 os centros de consumo.<\/p>\n<p>&#8211; a borra cont\u00e9m compostos qu\u00edmicos contaminantes e deveria ser tratada em esta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, caras, e cujo subproduto tamb\u00e9m \u00e9 de dif\u00edcil destina\u00e7\u00e3o; muitas vezes a op\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 estocar a borra de retorno em bacias de rejeito na superf\u00edcie (como as da minera\u00e7\u00e3o)  e  depois fazer a reinje\u00e7\u00e3o no subsolo;  a\u00ed reside um dos grandes riscos aos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e aos po\u00e7os artesianos \u2013 os compostos qu\u00edmicos podem migrar no subsolo e atingir grandes profundidades, com o que tamb\u00e9m os aqu\u00edferos profundos correm risco de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mundo afora: resist\u00eancias \u00e0 velocidade do fracking e os impactos sociais e ambientais<\/p>\n<p>Pelo mundo afora, o fracking se amplia vorazmente e, junto com ele, reclama\u00e7\u00f5es, desconfian\u00e7as, protestos e tentativas de enquadrar, controlar as consequ\u00eancias, restringir a atividade nos EUA, Argentina, Tun\u00edsia, Arg\u00e9lia, Espanha, Fran\u00e7a, Ucr\u00e2nia, dentre outros.<\/p>\n<p>Nos EUA, estima-se que 90% dos po\u00e7os de g\u00e1s natural sejam do tipo faturamento hidr\u00e1ulico, respondendo por cerca de 25% da produ\u00e7\u00e3o total de GN. As principais operadoras s\u00e3o as nossas conhecidas Exxon Mobil, BP, Conoco Phillips, Chevron e as menos conhecidas Cheseapeke Energy, considerada a maior operadora internacional de g\u00e1s de xisto, mais a Anadarko, Devon, Southwestern e outras cujos nomes que certamente estar\u00e3o no Brasil nas rodadas de licita\u00e7\u00f5es da ANP.<\/p>\n<p>Um dos sites que melhor acompanham a luta pol\u00edtica e os movimentos sociais naquele pa\u00eds, o \u201cTruthout\u201d,  mant\u00e9m aberto um dossi\u00ea para acompanhar os protestos e manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nos 31  Estados onde as perfura\u00e7\u00f5es avan\u00e7aram nos \u00faltimos anos &#8211;<\/p>\n<p>http:\/\/truth-out.org\/news\/item\/8740-gas-rush-fracking-in-depth<\/p>\n<p>Ali se pode saber das propostas do governo do Estado de  Nova York  para interditar a atividade em \u00e1reas pr\u00f3ximas das capta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua para as cidades e nas terras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em muitos outros locais, h\u00e1 suspeitas de que a amplia\u00e7\u00e3o do  fracking possa comprometer o suprimento p\u00fablico de \u00e1gua, e h\u00e1 ainda alguns casos famosos em \u00e1reas rurais com po\u00e7os artesianos, onde a \u00e1gua da torneira pega fogo\u2026<\/p>\n<p>Outras mat\u00e9rias tratam das manobras legislativas e tribut\u00e1rias das operadoras que n\u00e3o estariam pagando os royalties devidos aos propriet\u00e1rios dos locais de perfura\u00e7\u00e3o e aos governos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as empresas n\u00e3o revelam, resistem a informar ao pr\u00f3prio governo exatamente quais compostos qu\u00edmicos entram na lama de perfura\u00e7\u00e3o, e fazem lobby constante para afrouxar requisitos ambientais, licenciamentos pela ag\u00eancia EPA e para rebaixar os padr\u00f5es de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do subsolo.<\/p>\n<p>As poucas pesquisas tornadas p\u00fablicas mostram n\u00edveis elevados de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua subterr\u00e2nea  por metais pesados; por exemplo, na Pensilv\u00e2nia, entidades m\u00e9dicas reivindicam do governo estadual que fa\u00e7a estudos dos efeitos sobre a sa\u00fade p\u00fablica antes de autorizar as perfura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Problemas tamb\u00e9m se somam nas \u00e1reas de extra\u00e7\u00e3o de areia, onde dunas e morros s\u00e3o desmontados rapidamente para suprir o insumo mais ponder\u00e1vel da borra  de fraturamento. E o cerco do shale gas vai apertando: \u00e1reas suburbanas tamb\u00e9m v\u00e3o sendo perfuradas, com problemas ainda maiores afetando moradores, suas atividades produtivas e o funcionamento dos servi\u00e7os coletivos.<\/p>\n<p>No Estado de Ohio, h\u00e1 evid\u00eancias de que tremores de terra e pequenos terremotos estariam sendo provocados pelo fracking. Pode-se ver a respeito, no mesmo site \u201cTruthout\u201d, a investiga\u00e7\u00e3o do jornalista Mike Ludwig:  http:\/\/truth-out.org\/news\/item\/10606-special-investigation-the-earthquakes-and-toxic-waste-of-ohios-fracking-boom<\/p>\n<p>Outros informes bem detalhados podem ser obtidos no site \u201cProPublica Journalism in the public interest\u201d, cuja linha principal \u00e9 acompanhar os casos de sa\u00fade p\u00fablica, os problemas das coberturas de sa\u00fade p\u00fablica e privada, as rela\u00e7\u00f5es entre m\u00e9dicos e laborat\u00f3rios e outros casos de \u00e9tica m\u00e9dica. E que tamb\u00e9m colocou em destaque uma s\u00e9rie especial sobre a r\u00e1pida expans\u00e3o do fracking em tantas localidades norte-americanas &#8211;  http:\/\/www.propublica.org\/series\/fracking<\/p>\n<p>No Canad\u00e1, prov\u00edncias como  British Columbia e Alberta oferecem vantagens para empresas perfurarem, enquanto na prov\u00edncia de New Brunswick, em 17 de outubro desse ano, uma tropa de duzentos homens da Pol\u00edcia Montada canadense reprimiu com viol\u00eancia grupos ind\u00edgenas que protestavam contra o fracking, bloqueando a rodovia de acesso \u00e0 empresa petrol\u00edfera Southwestern em suas terras \u2013  http:\/\/www.truth-out.org\/news\/item\/19496-canadian-police-use-military-tactics-to-disperse-indigenous-anti-fracking-blockade<\/p>\n<p>O enfrentamento na Argentina versus passividade brasileira<\/p>\n<p>Na vizinha Argentina, o desembarque de las petroleras na busca do g\u00e1s de xisto foi recebido com bastante resist\u00eancia em v\u00e1rias localidades, como no caso das prov\u00edncias de Chubut, Entrerios, Neuqu\u00e9n, Mendoza. Por conta dos problemas da ind\u00fastria petrol\u00edfera no pa\u00eds, que persistem h\u00e1 d\u00e9cadas, uma frente de entidades de popula\u00e7\u00f5es atingidas  e de militantes  mant\u00e9m o excelente site \u201cObservat\u00f3rio Petrolero Sur\u201d -http:\/\/www.opsur.org.ar\/blog\/<\/p>\n<p>Monitorando de perto os desmandos e manobras da ind\u00fastria e mobilizando campanhas nacionalmente, j\u00e1 editou o segundo n\u00famero de uma revista chamada  Fractura expuesta \u2013 cujo editorial qualifica a expans\u00e3o do g\u00e1s de xisto naquele pa\u00eds como uma Blitzkrieg , uma guerra rel\u00e2mpago. Interessante que o fato de a YPF ter sido retomada pelo governo de Cristina Kirchner, expropriando a espanhola Repsol, parece n\u00e3o alterar a disposi\u00e7\u00e3o da frente anti-petroleiras \u2013 o que no Brasil seria considerado uma heresia, imaginem! questionar a Petrobr\u00e1s\u2026<\/p>\n<p>\u201cTranscurrido un a\u00f1o de la expropiaci\u00f3n a Repsol, la formaci\u00f3n Vaca Muerta sigue siendo un horizonte: lo que la empresa no pudo avanzar en la explotaci\u00f3n, por falta de recursos financieros y tecnol\u00f3gicos, lo hizo en el plano publicitario, no s\u00f3lo present\u00e1ndose como una alternativa confiable para el desarrollo nacional, sino como posibilidad de ahorro ante la inflaci\u00f3n y el cepo al d\u00f3lar. Tambi\u00e9n gan\u00f3 en publicidad lanzando al ruedo otras formaciones que se suman a la batalla por una \u201cArgentina Potencia no convencional\u201d: las formaciones Pozo D-129 y Aguada Bandera, estrellas de la Cuenca del Golfo San Jorge; Los Molles, Agrio y Las Lajas, en la Cuenca Neuquina, con menos prensa que su par bovina; Cacheuta, en Mendoza, la guarnici\u00f3n novedosa del banquete de Chevron; y Los Monos, en Salta, precalentando para entrar a la cancha\u201d \u2013 http:\/\/www.opsur.org.ar\/blog\/2013\/07\/04\/descargate-invasion-fracking-el-segundo-numero-de-fractura-expuesta\/ <\/p>\n<p>No mesmo editorial, o pessoal do Opsur ressalta a entrada da Chevron em territ\u00f3rio argentino com essa tecnologia de faturamento como parte de uma estrat\u00e9gia das oil sisters na \u00f3tica da chamada seguran\u00e7a energ\u00e9tica\u2026 dos EUA. Uma das mat\u00e9rias da revista trata da atua\u00e7\u00e3o intensa do Departamento de Estado dos EUA, que propagandeia a \u201crevolu\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o-convencionais\u201d e instrumenta interc\u00e2mbios e programas de capacita\u00e7\u00e3o com diversos pa\u00edses. Outra mat\u00e9ria destaca as idas e vindas desde a primeira proibi\u00e7\u00e3o parcial do fracking em 2011 pela Assembleia Nacional francesa, at\u00e9 a tramita\u00e7\u00e3o, em 2013, de um novo projeto de lei apresentado por um deputado da maioria socialista-ecologista de Fran\u00e7ois Hollande, para ampliar o conceito de faturamento hidr\u00e1ulico e proibi-lo de forma geral.<\/p>\n<p>Aqui tamb\u00e9m os contrastes com o Brasil s\u00e3o inevit\u00e1veis, e de novo ficamos em inferioridade: o governo nada socialista de Rousseff e Temer jamais proibiria qualquer expans\u00e3o projetada pela ind\u00fastria petrol\u00edfera. A Chevron fez o que fez no campo de Frade, Rio de Janeiro, de certo modo foi acobertada pela Petrobras e, desde o in\u00edcio, francamente blindada pela grande m\u00eddia.  Passado um ano e pouco, na pr\u00e1tica, a Chevron ficou impune e est\u00e1 de novo posando como parceira em importantes projetos considerados de interesse nacional \u2013 a ver nos pr\u00f3ximos dias, em quantos dos blocos da 12a. rodada ela vai se apresentar e levar a prenda.<\/p>\n<p>Enfim, a conjuntura brasileira de novembro de 2013 ser\u00e1 marcada pela 12a. rodada de licita\u00e7\u00f5es  da ANP, prevista para os dias 28 e 29. O fracking \u00e9 denominado marotamente de \u201cn\u00e3o convencional\u201d, e seriam \u201cleiloados\u201d duzentos e quarenta blocos territoriais com \u00e1reas variando de dezenas de km2 at\u00e9 mais de dois mil km quadrados, nos Estados do Acre, Amazonas, Piau\u00ed, Maranh\u00e3o, Goi\u00e1s, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Bahia, Mato Grosso. No caso do Oeste de S\u00e3o Paulo e  do norte do Paran\u00e1,  \u00e9 sabido que no subsolo dessa regi\u00e3o, que a ANP chama de Bacia sedimentar Paran\u00e1,  encontra-se o valioso Aqu\u00edfero Guarani, com v\u00e1rios trechos de afloramento e de recarga em \u00e1reas onde a invas\u00e3o fracking se prepara.<\/p>\n<p>\u00daltimo ponto, e motiva\u00e7\u00e3o principal desse artigo: os questionamentos vindos da oposi\u00e7\u00e3o e da esquerda sobre as decis\u00f5es de governo e da ag\u00eancia reguladora s\u00e3o sempre de ordem econ\u00f4mica, da renda petrol\u00edfera, e relativos \u00e0 soberania. S\u00e3o em geral cr\u00edticas justas, pertinentes, mas parece que seus autores n\u00e3o sabem \u2013 ou, se sabem, n\u00e3o d\u00e3o valor &#8211;  dos graves e disseminados problemas de polui\u00e7\u00e3o e de riscos de acidentes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 como se n\u00e3o existissem as numerosas situa\u00e7\u00f5es de desrespeito aos direitos humanos e pol\u00edticos, que caracterizam a espolia\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es residentes nas \u00e1reas eleitas para sediar os projetos de prospec\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e as infraestruturas dessa toda poderosa ind\u00fastria petrol\u00edfera.<\/p>\n<p>Mais que nunca, \u00e9 uma ind\u00fastria sem p\u00e1tria, corruptora de autoridades e de pesquisadores, modeladora das pautas da m\u00eddia, incansavelmente antidemocr\u00e1tica. Agora, ela vai botar pra quebrar com o g\u00e1s de xisto.<\/p>\n<p>Que sejam ouvidos pelos de mente aberta, que sejam benvindos \u00e0s nossas lutas aqueles que criticarem, resistirem e enfrentarem o fracking.<\/p>\n<p>Oswaldo Sev\u00e1 \u00e9 professor aposentado do Departamento de Energia da FEM e participante do Doutorado em Ci\u00eancias Sociais, da Unicamp<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9756\" title=\"b\" target=\"_blank\">*Veja mais <\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9595\" title=\"jj\" target=\"_blank\">veja mais <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ind\u00fastria do G\u00e1s de Xisto \u00e9 nova frente de riscos explorat\u00f3rios e conflitos, por Oswaldo Sev\u00e1 Os gases das camadas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9778"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9778"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9778\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9794,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9778\/revisions\/9794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}