{"id":9578,"date":"2013-10-17T05:21:50","date_gmt":"2013-10-17T05:21:50","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9578"},"modified":"2013-10-17T05:44:40","modified_gmt":"2013-10-17T05:44:40","slug":"fonasc-ro-%e2%80%93-entrevista-o-estado-da-arte-da-ciencia-e-tecnologia-na-politica-de-gestao-das-aguas-na-visao-da-representacao-da-sociedade-civil-e-movimentos-sociais-representados-pelo-fonasc-n","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9578","title":{"rendered":"FONASC RO \u2013 ENTREVISTA : O ESTADO DA ARTE DA CIENCIA E TECNOLOGIA NA POLITICA DE GEST\u00c3O DAS \u00c1GUAS  NA VIS\u00c3O DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O DA SOCIEDADE CIVIL E MOVIMENTOS SOCIAIS REPRESENTADOS PELO FONASC NO CNRH E MMA."},"content":{"rendered":"<p><strong><em><span style=\"text-decoration: underline;\"><a title=\"asd\" href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?wpfb_dl=367\" target=\"_blank\">FONASC RO \u2013 O ESTADO DA ARTE DA CIENCIA E TECNOLOGIA NA POLITICA DE GEST\u00c3O DAS \u00c1GUAS \u00a0NA VIS\u00c3O DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O DA SOCIEDADE CIVIL E\u00a0 MOVIMENTOS SOCIAIS REPRESENTADOS PELO FONASC NO CNRH E MMA.VEJA<\/a><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0A representa\u00e7\u00e3o do FONA<\/strong><strong>SC-CBH na CTCT &#8211; CAMARA T\u00c9CNICA DE CIENCIA E TECNOLOGIA DO CNRH &#8211; Conselho Nacional de Recursos H\u00eddricos entrevistou o Prof. Rosalvo Stachiw da Universidade Federal de Rond\u00f4nia que nos relata os desafios para levar as demandas \u00a0da sociedade \u00a0civil naquele colegiado sobre esse tema. <\/strong>Ele <strong><em>possui Bacharelado em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001), atuou na ind\u00fastria de alimentos (ADM Company) em 2001\/2002 no controle de qualidade, fez mestrado em ci\u00eancias (qu\u00edmica anal\u00edtica\/quimiometria) no CEFETPR<br \/>\n(2004) e doutorado em ci\u00eancias na UTFPR (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1) em 2008, com o trabalho intitulado Modelagem e Simula\u00e7\u00e3o do Processo de Adsor\u00e7\u00e3o de Compostos Org\u00e2nicos em Xisto, Catalisador Exaurido de FCC e Carv\u00e3o Ativado em P\u00f3. Lecionou na Universidade Estadual e na Secretaria de Estado de Ci\u00eancia e Tecnologia do Mato Grosso e, desde 2009, \u00e9 professor Adjunto da Universidade Federal de Rond\u00f4nia &#8211; UNIR, onde ministra aulas de Qu\u00edmica Geral, Anal\u00edtica e Org\u00e2nica. Al\u00e9m disso, faz parte do corpo editorial da Revista Brasileira de Ci\u00eancias da Amaz\u00f4nia e \u00e9 orientador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais da UNIR. Atua em projetos de Extens\u00e3o e Cient\u00edficos. \u00c9 membro representante do FONASC na C\u00e2mara T\u00e9cnica de Ci\u00eancia e Tecnologia do Conselho Nacional dos Recursos H\u00eddricos. \u00c9 coordenador do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise de \u00c1guas da UNIR e concentra suas a\u00e7\u00f5es no tema Recursos H\u00eddricos. e-mail: <a href=\"mailto:rosalvo_stachiw@yahoo.com.br\">rosalvo_stachiw@yahoo.com.br<\/a>. <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O Prof Rosalvo traz essas informa\u00e7\u00f5es no bojo de um intensa mobiliza\u00e7\u00e3o social que ora o FONASC\u00a0 apoia \u00a0\u00a0naquele<br \/>\nestado para que se institua a pol\u00edtica Estadual de Recursos h\u00eddricos respeitando os princ\u00edpios da participa\u00e7\u00e3o e descentraliza\u00e7\u00e3o.Numa conjuntura marcada pelo apoio do FONASC PARA REALIZA\u00c7\u00c3O DE EVENTOS MOBILIZADORES da sociedade de Rondonia em prol das \u00e1guas como aconteceu agora em Agosto \u00a0com o SIMPOSIO DE RECURSOS H\u00cdDRICOS DE RONDONIA . <\/em><\/strong><strong><em><\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Veja abaixo:<\/strong><\/p>\n<p><strong>A CTCT tem uma agenda relacionada \u00e0 quest\u00e3o da ci\u00eancia e tecnologia nos usos \u00a0dos recursos h\u00eddricos. O que ela pode<br \/>\ncontribuir com novas refer\u00eancias para gest\u00e3o das \u00e1guas no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>A CTCT pode contribuir com o desenvolvimento de mecanismos para o surgimento de novas t\u00e9cnicas, equipamentos e m\u00e9todos que assegurem o uso m\u00faltiplo e democr\u00e1tico da \u00e1gua, fazendo com que a boa disponibilidade h\u00eddrica seja mantida para esta e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Os temas s\u00e3o de interesse da sociedade civil? e os movimentos sociais?<\/strong><\/p>\n<p>Totalmente, pois tudo que \u00e9 tratado em termos de ci\u00eancia e tecnologia na C\u00e2mara T\u00e9cnica tem o princ\u00edpio b\u00e1sico para assegurar a universaliza\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua e do uso racional deste bem, ou seja, melhorar constantemente a rela\u00e7\u00e3o humana com os recursos h\u00eddricos. Nesta reuni\u00e3o que tive a oportunidade de participar foram tratados dois assuntos important\u00edssimos, sendo um deles o que mais assola a comunidade, as cheias. Neste sentido, foram apresentados temas relacionados ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico para suporte a previs\u00e3o de eventos extremos, alerta de cheias e plano de conting\u00eancia como aperfei\u00e7oamento de rede hidrom\u00e9trica e sistemas de alerta em tempo real. A tradu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica disso \u00e9 possibilitar que a popula\u00e7\u00e3o de modo geral, especialmente a menos favorecida, seja retirada de \u00e1reas sujeitas a cheias antes que ela aconte\u00e7a. \u00c9 preciso reconhecer que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 apenas a mais alta tecnologia dispon\u00edvel que trar\u00e1 o benef\u00edcio necess\u00e1rio, mas o uso inteligente dos dados obtidos com esta tecnologia. Falta converg\u00eancia do uso dos dados hidrom\u00e9tricos, onde n\u00e3o h\u00e1 uma<br \/>\nsocializa\u00e7\u00e3o dos mesmos, dificultando as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o citadas acima.<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o \u00e9 a dificuldade da sociedade utilizar estes dados, por exemplo, apesar de existir os dados, o morador pr\u00f3ximo de uma \u00e1rea de risco de cheia n\u00e3o consegue acessar facilmente os dados que demonstrem os par\u00e2metros hidrom\u00e9tricos daquele local. Neste sentido, \u00e9 preciso trabalhar melhor este acesso a informa\u00e7\u00f5es e colocar de um modo mais amplo para que sejam acessados e utilizados por todos. Outro ponto foi sobre o reuso agr\u00edcola e urbano. Pela defini\u00e7\u00e3o de reuso, temos que o mesmo far\u00e1 com que a disponibilidade h\u00eddrica aumente. De fato, o reuso aumenta a disponibilidade h\u00eddrica, pois economiza \u00e1gua de melhor qualidade e d\u00e1 um fim mais nobre aos efluentes, sejam eles urbanos ou dom\u00e9sticos. Na quest\u00e3o do reuso agr\u00edcola, temos o maior impacto positivo, pois o esgoto j\u00e1 tratado (com cerca de 5 a 10% da carga poluidora<br \/>\ninicial, portando \u00e1gua polu\u00edda) n\u00e3o seria lan\u00e7ado no corpo receptor e sim destinado, parte dele, \u00e0 agricultura para aproveitar os nutrientes necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. As diverg\u00eancias s\u00e3o na cobran\u00e7a por este novo \u201cinsumo agr\u00edcola\u201d que requer legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ali\u00e1s, o reuso ainda n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, outro entrave na explora\u00e7\u00e3o desta t\u00e9cnica mundialmente aplicado para a maior disponibilidade h\u00eddrica.<\/p>\n<p><strong>Na reuni\u00e3o 82 quais foram os temas mais importantes de interesse da sociedade civil?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m daqueles citados acima, fiz tr\u00eas falas que considero important\u00edssimas para a sociedade. A primeira delas foi exatamente ao acesso \u00e0<br \/>\ninforma\u00e7\u00e3o das c\u00e2maras t\u00e9cnicas e dos dados do pr\u00f3prio Conselho Nacional dos Recursos H\u00eddricos. Estas informa\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es realizadas s\u00e3o normalmente compactados em arquivos do tipo .rar ou .zip. Estes arquivos n\u00e3o s\u00e3o encontrados em uma busca, como por exemplo, no site www.google.com.br . Logicamente que a maneira mais \u201cadequada\u201d de se buscar algo \u00e9 entrando diretamente no site e vasculhando a informa\u00e7\u00e3o desejada. Mas no est\u00e1gio atual da tecnologia, todos colocam as palavras chaves no referido site para obter as informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o encontrando, assume-se n\u00e3o existir. N\u00e3o podemos retroceder, temos que ter estas informa\u00e7\u00f5es a um n\u00edvel de livre e irrestrito acesso, pois do jeito que est\u00e1 isso n\u00e3o ocorre. O problema, segundo os administradores da p\u00e1gina do CNRH \u00e9 que a mesma s\u00f3 comporta este formato [?] e que estaria passando por reformula\u00e7\u00e3o. Estarei cobrando isso nas pr\u00f3ximas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro ponto levantado na reuni\u00e3o, apesar de n\u00e3o ser pauta, \u00e9 a necessidade de formar recursos humanos para o setor H\u00cdDRICO, algo semelhante ao que ocorre na Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo \u2013 ANP, atrav\u00e9s dos Programas de Recursos Humanos para o setor (PRH\/ANP). O PRH da ANP \u00e9 em partes respons\u00e1vel pelo destaque mundial da Petrobr\u00e1s, pois atrav\u00e9s deste programa ocorre a forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o setor. Para que isto ocorra na ANA, por exemplo, \u00e9 preciso mudar a ess\u00eancia jur\u00eddica da Ag\u00eancia, passando de apenas <strong>Reguladora<\/strong> para de <strong>Fomento <\/strong>tamb\u00e9m, assim como ocorreu na ANP e agora est\u00e1 ocorrendo no setor el\u00e9trico. O benef\u00edcio pr\u00e1tico desta mudan\u00e7a \u00e9 proporcionar a alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado bolsas para custear seus estudos e o maior avan\u00e7o neste setor, com desenvolvimento de tecnologias, m\u00e9todos e pr\u00e1ticas que ajudem a preservar os recursos h\u00eddricos no Brasil.<\/p>\n<p>Outro assunto pol\u00eamico que tem dominado as rodas de conversa entre\u00a0\u00a0especialista e a sociedade como um todo \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto no Brasil. Este n\u00e3o ficou de fora, embora n\u00e3o tivesse na pauta de discuss\u00f5es da c\u00e2mara, solicitei que houvesse um especialista da ANP para dar melhores explica\u00e7\u00f5es sobre a \u201cexplora\u00e7\u00e3o\u201d do g\u00e1s de xisto atrav\u00e9s do processo de fraturas hidr\u00e1ulicas. Neste momento me comunicaram que estava sendo negociado para que um especialista da ANP viesse palestrar na C\u00e2mara T\u00e9cnica de \u00c1guas Subterr\u00e2neas. No final da sess\u00e3o, v\u00ed a carta confirmat\u00f3ria desta vinda. Entretanto, apesar de o processo industrial de obten\u00e7\u00e3o do g\u00e1s trazer graves amea\u00e7as \u00e0s \u00c1guas Subterr\u00e2neas, n\u00e3o deixa de ser Ci\u00eancia e Tecnologia e, portanto, diz respeito a nossa c\u00e2mara tamb\u00e9m. O bom disso tudo \u00e9 que a ANP j\u00e1 percebeu que n\u00e3o vamos engolir este processo sem comprova\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o v\u00e1 contaminar o len\u00e7ol fre\u00e1tico como tem acontecido nos Estados Unidos. O Brasil ainda n\u00e3o tem nenhuma linha de pesquisa nesta \u00e1rea. Falo isso com conhecimento de causa. Estive organizando recentemente um livro que trata das pesquisas realizadas no Brasil com o xisto Brasileiro e entrei em contato com pesquisadores do Brasil todo e em nenhum caso houve esta informa\u00e7\u00e3o de linha de Pesquisa. Este livro, com publica\u00e7\u00e3o para in\u00edcio de 2014 pela editora CRV traz como t\u00edtulo <strong>XISTO: Pesquisas, Revis\u00f5es e Ensaios Realizados no Brasil<\/strong> e conta com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores renomados na \u00e1rea de xisto. O grande problema em se explorar o g\u00e1s \u00e9 a pequena rela\u00e7\u00e3o entre o custo e o benef\u00edcio, por que a realidade do xisto no Brasil pode ser a mesma daquela nos Estados Unidos em termos de quantidade dispon\u00edvel, neste sentido, cito a reflex\u00e3o dada pelo professor e pesquisador Dr. Cl\u00e1udio da<br \/>\nCosta Neto sobre o g\u00e1s de xisto naquele pa\u00eds: \u201cNo pr\u00f3prio Estados Unidos, origem de toda a \u2018febre do g\u00e1s de xisto\u2019, estimativas iniciais contavam com 827 trilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos de g\u00e1s natural recuper\u00e1vel. Medidas recentes, no entanto, reduziram este total para 480 trilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos, uma redu\u00e7\u00e3o de 42\u00a0 %. As reservas do xisto de Marcellus, que compreende regi\u00f5es na Pensilv\u00e2nia, Nova York e Virg\u00ednia oeste, estimadas em 2011 em 410 trilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos de g\u00e1s, suficientes para a demanda em g\u00e1s dos Estados Unidos por 17 anos (em n\u00edvel<br \/>\nde 2010), foram reduzidas para 141 trilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos (-66%), suficientes,agora, para 6 anos apenas\u201d Este texto foi extra\u00eddo do livro acima citado no cap\u00edtulo <strong>Xistoqu\u00edmica: Uso da Ci\u00eancia,da T\u00e9cnica e da Consci\u00eancia para a Utiliza\u00e7\u00e3o Certa e Justa dos Xistos Ole\u00edgenos<\/strong>,por Claudio Costa Neto).<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua subterr\u00e2nea pelo coquetel qu\u00edmico utilizado na extra\u00e7\u00e3o do g\u00e1s traz o grande temor sobre esta explora\u00e7\u00e3o. \u00a0\u00c9 bem verdade que o xisto possui certa capacidadede reten\u00e7\u00e3o de material org\u00e2nico e inorg\u00e2nico. No meu estudo de doutorado,verifiquei esta possibilidade para o xisto da forma\u00e7\u00e3o Irati que \u00e9 minerado pelo processo PETROSIX em S\u00e3o Matheus do Sul-PR, em termos reten\u00e7\u00e3o de<br \/>\ncompostos org\u00e2nicos. Isto pode significar que estes contaminantes poderiam estar sendo retido l\u00e1 em baixo pelo pr\u00f3prio xisto, mas inexistem estudos com este xisto e com este tal \u201ccoquetel\u201d.Isto tudo se traduz no seguinte: \u00c9 preciso pesquisas para declarar que a extra\u00e7\u00e3o n\u00e3o trar\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o para os aqu\u00edferos.<\/p>\n<p><strong>Quais impactos na quest\u00e3o dos usos e qualidade das \u00e1guas dos rios esses temas podem afetar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Destaco principalmente a quest\u00e3o do reuso, que melhora a oferta de \u00e1gua pela redu\u00e7\u00e3o no consumo e por impedir o lan\u00e7amento de \u00e1gua contaminada nos corpos receptores (rios de modo geral). Veja por exemplo, no caso do reuso agr\u00edcola,a ideia de utilizar a \u00e1gua vinda do esgoto tratado (por\u00e9m ainda com carga org\u00e2nica e mineral) na irriga\u00e7\u00e3o de culturas \u00e9 uma passo largo na economia dos recursos h\u00eddricos, pois coloca de forma inteligente a ci\u00eancia e tecnologia a servi\u00e7o da sociedade. Neste caso ao inv\u00e9s de se utilizar a \u00e1gua do rio para a irriga\u00e7\u00e3o em conjunto com fertilizantes, utiliza-se o esgoto tratado, que cont\u00e9m expressivas cargas org\u00e2nica e mineral, ambas necess\u00e1rias ao cultivo de<br \/>\nesp\u00e9cies. Deste modo, o corpo receptor receber\u00e1 menor carga de polui\u00e7\u00e3o, impedindo a contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na cidade e aumentando a oferta de \u00e1gua na cidade e no campo, com reflexo na qualidade e pre\u00e7o dos produtos agr\u00edcolas. Existem gargalos tecnol\u00f3gicos e legais a serem superados para que isso se torne realidade s\u00f3lida no brasil. Estou disposto a continuar atuando para que isso ocorra. No caso da explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s do xisto, o risco \u00e9 eminente de contamina\u00e7\u00e3o do aqu\u00edfero e, por conseguinte, impacto negativo na qualidade da \u00e1gua de modo geral, impossibilitando o uso m\u00faltiplo deste recurso.<\/p>\n<p><strong>Como a sociedade deve se organizar para se apropriar dessas discuss\u00f5es tratadas na reuni\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>N\u00f3s precisamos criar mecanismos para que todos fa\u00e7am parte das discuss\u00f5es, n\u00e3o apenas as tratadas nesta reuni\u00e3o, mas em todas elas. Por isso \u00e9 importante as representa\u00e7\u00f5es nas c\u00e2maras t\u00e9cnicas e a cobran\u00e7a destes por resultados que atendam as necessidades da sociedade. O caminho inicial \u00e9 a converg\u00eancia de interesses e a maior divulga\u00e7\u00e3o do que ocorre dentro das c\u00e2maras t\u00e9cnicas seja por disponibiliza\u00e7\u00e3o de arquivos em formatos mais acess\u00edveis, seja por sistemas de v\u00eddeo acompanhamento (ex. tv senado), entre outros.Isto seria um avan\u00e7o muito grande, pois qualquer pessoa poderia acompanhar\u00a0 o que est\u00e1 sendo discutido e feito de fato pela melhor gest\u00e3o h\u00eddrica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sobre o autor:<strong><em> Rosalvo Stachiw possui Bacharelado em Qu\u00edmica pela Universidade Federal de Mato Grosso (2001), atuou na ind\u00fastria de alimentos (ADM Company) em 2001\/2002 no controle de qualidade, fez mestrado em ci\u00eancias<br \/>\n(qu\u00edmica anal\u00edtica\/quimiometria) no CEFETPR (2004) e doutorado em ci\u00eancias na UTFPR (Universidade Tecnol\u00f3gica Federal do Paran\u00e1) em 2008, com o trabalho intitulado Modelagem e Simula\u00e7\u00e3o do Processo de Adsor\u00e7\u00e3o de Compostos Org\u00e2nicos em Xisto, Catalisador Exaurido de FCC e Carv\u00e3o Ativado em P\u00f3. Lecionou na Universidade Estadual e na Secretaria de Estado de Ci\u00eancia e Tecnologia do Mato Grosso e, desde 2009, \u00e9 professor Adjunto da Universidade Federal de Rond\u00f4nia &#8211; UNIR, onde ministra aulas de Qu\u00edmica Geral, Anal\u00edtica e Org\u00e2nica. Al\u00e9m disso, faz parte do corpo editorial da Revista Brasileira de Ci\u00eancias da Amaz\u00f4nia e \u00e9 orientador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais da UNIR. Atua em projetos de Extens\u00e3o e Cient\u00edficos. \u00c9 membro representante do FONASC na C\u00e2mara<br \/>\nT\u00e9cnica de Ci\u00eancia e Tecnologia do Conselho Nacional dos Recursos H\u00eddricos. \u00c9 coordenador do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise de \u00c1guas da UNIR e concentra suas a\u00e7\u00f5es no tema Recursos H\u00eddricos.e-mail: rosalvo_stachiw@yahoo.com.br<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONASC RO \u2013 O ESTADO DA ARTE DA CIENCIA E TECNOLOGIA NA POLITICA DE GEST\u00c3O DAS \u00c1GUAS \u00a0NA VIS\u00c3O DA&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9578"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9578"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9582,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9578\/revisions\/9582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}