{"id":9097,"date":"2014-09-28T20:29:12","date_gmt":"2014-09-28T20:29:12","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9097"},"modified":"2014-09-28T20:29:12","modified_gmt":"2014-09-28T20:29:12","slug":"a-grande-farsa-do-gas-de-xisto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9097","title":{"rendered":"A grande farsa do g\u00e1s de xisto"},"content":{"rendered":"<p>A grande farsa do g\u00e1s de xisto<\/p>\n<p>por Nafeez Mosaddeq Ahmed<\/p>\n<p>Se crermos nas manchetes da imprensa norte-americana anunciando um boom econ\u00f4mico gra\u00e7as \u00e0 &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; do g\u00e1s e do petr\u00f3leo de xisto, o pa\u00eds logo estar\u00e1 se banhando em ouro negro. O relat\u00f3rio de 2012, &#8220;Perspectivas energ\u00e9ticas mundiais&#8221;, da Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE), informa que, por volta de 2017, os Estados Unidos arrebatar\u00e3o da Ar\u00e1bia Saudita o primeiro lugar na produ\u00e7\u00e3o mundial de petr\u00f3leo e conquistar\u00e3o uma &#8220;quase autossufici\u00eancia&#8221; em mat\u00e9ria energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Segundo a AIE, a alta programada na produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos, que passaria de 84 milh\u00f5es de barris\/dia em 2011 para 97 milh\u00f5es em 2035, proviria &#8220;inteiramente dos gases naturais l\u00edquidos e dos recursos n\u00e3o convencionais&#8221; \u2013 sobretudo o g\u00e1s e o \u00f3leo de xisto \u2013, ao passo que a produ\u00e7\u00e3o convencional come\u00e7aria a declinar a partir de&#8230; 2013.<\/p>\n<p>Extra\u00eddos por fraturamento hidr\u00e1ulico (inje\u00e7\u00e3o, sob press\u00e3o, de uma mistura de \u00e1gua, areia e detergentes para fraturar a rocha e deixar sair o g\u00e1s), gra\u00e7as \u00e0 t\u00e9cnica da perfura\u00e7\u00e3o horizontal (que permite confinar os po\u00e7os \u00e0 camada geol\u00f3gica desejada), esses recursos s\u00f3 s\u00e3o obtidos ao pre\u00e7o de uma polui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a do ambiente. Entretanto, sua explora\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos criou v\u00e1rias centenas de milhares de empregos, oferecendo a vantagem de uma energia abundante e barata. Conforme o relat\u00f3rio de 2013, &#8220;Perspectivas energ\u00e9ticas: um olhar para 2040&#8221;, publicado pelo grupo ExxonMobil, os norte-americanos se tornar\u00e3o exportadores l\u00edquidos de hidrocarbonetos a partir de 2025 gra\u00e7as aos gases de xisto, num contexto de forte crescimento da demanda mundial do produto.<\/p>\n<p>Mas e se a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o dos gases de xisto&#8221;, longe de robustecer uma economia mundial convalescente, inflar uma bolha especulativa prestes a explodir? A fragilidade da retomada, tanto quanto as experi\u00eancias recentes, deveria convidar \u00e0 prud\u00eancia diante de tamanho entusiasmo. A economia espanhola, por exemplo, outrora t\u00e3o pr\u00f3spera \u2013 quarta pot\u00eancia da zona do euro em 2008 \u2013, est\u00e1 hoje em maus len\u00e7\u00f3is depois que a bolha imobili\u00e1ria, \u00e0 qual ela se agarrava cegamente, explodiu sem aviso pr\u00e9vio. A classe pol\u00edtica n\u00e3o aprendeu muita coisa com a crise de 2008 e est\u00e1 a ponto de repetir os mesmos erros no campo das energias f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Em junho de 2011, uma pesquisa do New York Timesj\u00e1 revelava algumas fissuras no arcabou\u00e7o midi\u00e1tico-industrial do boomdos gases de xisto, ati\u00e7ando assim as d\u00favidas alimentadas por diversos observadores \u2013 ge\u00f3logos, advogados, analistas de mercado \u2013 quanto aos efeitos da publicidade das companhias petrol\u00edferas, suspeitas de &#8220;superestimar deliberadamente, e mesmo ilegalmente, o rendimento de suas explora\u00e7\u00f5es e o volume de suas jazidas&#8221;.1<\/p>\n<p>&#8220;A extra\u00e7\u00e3o do g\u00e1s do xisto existente no subsolo&#8221;, escreveu o jornal, &#8220;poderia se revelar menos f\u00e1cil e mais cara do que afirmam as empresas, como se v\u00ea pelas centenas de e-mails e documentos trocados pelos industriais a esse respeito, al\u00e9m das an\u00e1lises dos dados recolhidos em milhares de po\u00e7os.&#8221;<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2012, dois consultores norte-americanos soaram o alarme na Petroleum Review, a principal revista brit\u00e2nica da ind\u00fastria petrol\u00edfera. Incertos quanto \u00e0 &#8220;confiabilidade e durabilidade das jazidas de g\u00e1s de xisto norte-americanas&#8221;, eles observam que as previs\u00f5es dos industriais coincidem com as novas regras da Security and Exchange Commission (SEC), o organismo federal de controle dos mercados financeiros. Adotadas em 2009, essas regras autorizam as empresas a calcular o volume de suas reservas como bem entendam, sem precisar da verifica\u00e7\u00e3o de uma autoridade independente.2<\/p>\n<p>Para os industriais, superestimar as jazidas de g\u00e1s de xisto permite p\u00f4r em segundo plano os riscos associados \u00e0 sua explora\u00e7\u00e3o. Ora, o fraturamento hidr\u00e1ulico n\u00e3o apenas tem efeitos prejudiciais sobre o meio ambiente como coloca um problema estritamente econ\u00f4mico, uma vez que gera uma produ\u00e7\u00e3o de vida muito curta. Na revista Nature, um ex-consultor cient\u00edfico do governo brit\u00e2nico, David King, esclarece que o rendimento de um po\u00e7o de g\u00e1s de xisto diminui de 60% a 90% ap\u00f3s seu primeiro ano de explora\u00e7\u00e3o.3<\/p>\n<p>Uma queda t\u00e3o significativa torna evidentemente ilus\u00f3rio qualquer objetivo de rentabilidade. Depois que um po\u00e7o se esgota, os operadores devem escavar imediatamente outros para manter seu n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o e pagar suas d\u00edvidas. Sendo a conjuntura favor\u00e1vel, essa corrida pode iludir durante alguns anos. Foi assim que, combinada com uma atividade econ\u00f4mica decrescente, a produ\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os de g\u00e1s de xisto \u2013 fr\u00e1gil a longo prazo, vigorosa por algum tempo \u2013 provocou uma baixa espetacular dos pre\u00e7os do g\u00e1s natural nos Estados Unidos: de US$ 7 ou 8 por milh\u00e3o de BTU (British Thermal Unit) para menos de US$ 3 ao longo de 2012.<\/p>\n<p>Os especialistas em aplica\u00e7\u00f5es financeiras n\u00e3o se deixam enganar. &#8220;A economia do fraturamento \u00e9 destrutiva&#8221;, adverte o jornalista Wolf Richter na Business Insider.4<\/p>\n<p>&#8220;A extra\u00e7\u00e3o devora o capital a uma velocidade impressionante, deixando os exploradores sobre uma montanha de d\u00edvidas quando a produ\u00e7\u00e3o cai. Para evitar que essa diminui\u00e7\u00e3o engula seus lucros, as companhias devem prosseguir bombeando, compensando po\u00e7os esgotados com outros que se esgotar\u00e3o amanh\u00e3. Cedo ou tarde esse esquema se choca com um muro, o muro da realidade.&#8221;<\/p>\n<p>Arthur Berman, um ge\u00f3logo que trabalhou para a Amoco e a British Petroleum, confessa-se surpreso com o ritmo &#8220;incrivelmente acelerado&#8221; do esgotamento das jazidas. E, dando como exemplo o s\u00edtio de Eagle Ford, no Texas \u2013 &#8220;\u00c9 a m\u00e3e de todos os campos de \u00f3leo de xisto&#8221; \u2013, revela que &#8220;a queda anual da produ\u00e7\u00e3o ultrapassa os 42%&#8221;. Para garantir resultados est\u00e1veis, os exploradores ter\u00e3o de perfurar &#8220;quase mil po\u00e7os suplementares, todos os anos, no mesmo s\u00edtio. Ou seja, uma despesa de US$ 10 bilh\u00f5es a 12 bilh\u00f5es por ano&#8230; Se somarmos tudo, isso equivale ao montante investido para salvar a ind\u00fastria banc\u00e1ria em 2008. Onde arranjar\u00e3o tanto dinheiro?&#8221;.5<\/p>\n<p>A bolha do g\u00e1s j\u00e1 produziu seus primeiros efeitos sobre algumas das maiores empresas petrol\u00edferas do planeta. Em junho \u00faltimo, o diretor-presidente da Exxon, Rex Tillerson, queixou-se de que a queda dos pre\u00e7os do g\u00e1s natural nos Estados Unidos era sem d\u00favida uma boa not\u00edcia para os consumidores, mas uma maldi\u00e7\u00e3o para sua companhia, v\u00edtima da diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dos lucros. Se, diante dos acionistas, a Exxon continuava fingindo que n\u00e3o perdera um centavo por causa do g\u00e1s, Tillerson desfiou um discurso quase lacrimoso diante do Council on Foreign Relations (CFR), um dos f\u00f3runs mais influentes do pa\u00eds: &#8220;Logo, logo, perderemos at\u00e9 as cal\u00e7as. N\u00e3o ganhamos mais dinheiro. As contas est\u00e3o no vermelho&#8221;.6<\/p>\n<p>Mais ou menos na mesma ocasi\u00e3o, a companhia de g\u00e1s brit\u00e2nica BG Group se via \u00e0s voltas com &#8220;uma deprecia\u00e7\u00e3o de seus ativos referentes ao g\u00e1s natural norte-americano da ordem de US$ 1,3 bilh\u00e3o&#8221;, sin\u00f4nimo de &#8220;queda sens\u00edvel em seus lucros intermedi\u00e1rios&#8221;.7<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de novembro de 2012, depois que a empresa petrol\u00edfera Royal Dutch Shell amargou tr\u00eas trimestres de resultados med\u00edocres, com uma perda acumulada de 24% em um ano, o servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es da Dow Jones divulgou essa not\u00edcia funesta, alarmando-se com o &#8220;preju\u00edzo&#8221; causado ao conjunto do setor de a\u00e7\u00f5es pela retra\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto.<\/p>\n<p>(Continua&#8230;)<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>(&#8230;continua\u00e7\u00e3o.)<\/p>\n<p>Da panaceia ao p\u00e2nico<\/p>\n<p>A bolha n\u00e3o poupa sequer a Chesapeake Energy, que, no entanto, \u00e9 a pioneira na corrida aos gases de xisto. Esmagada por d\u00edvidas, a empresa norte-americana precisou vender parte de seus ativos \u2013 campos e gasodutos a um valor total de US$ 6,9 bilh\u00f5es \u2013 para honrar seus compromissos com os credores. &#8220;A empresa est\u00e1 indo um pouco mais devagar, muito embora seu CEO a tenha transformado num dos l\u00edderes da revolu\u00e7\u00e3o dos gases de xisto&#8221;, deplorou o Washington Post.8<\/p>\n<p>Como puderam cair tanto os her\u00f3is dessa &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221;? O analista John Dizard observou, no Financial Times de 6 de maio de 2012, que os produtores de g\u00e1s de xisto haviam gasto quantias &#8220;duas, tr\u00eas, quatro ou mesmo cinco vezes superiores aos seus fundos pr\u00f3prios a fim de adquirir terras, escavar po\u00e7os e levar a bom termo seus projetos&#8221;.<\/p>\n<p>Para financiar a corrida do ouro, foi necess\u00e1rio pedir emprestadas somas astron\u00f4micas &#8220;em condi\u00e7\u00f5es complexas e exigentes&#8221;, lembrando que Wall Street n\u00e3o se afasta nunca de suas normas de conduta habituais. Segundo Dizard, a bolha do g\u00e1s deveria, por\u00e9m, continuar crescendo por causa da depend\u00eancia dos Estados Unidos desse recurso economicamente explosivo.<\/p>\n<p>&#8220;Considerando-se o rendimento ef\u00eamero dos po\u00e7os de g\u00e1s de xisto, as perfura\u00e7\u00f5es devem prosseguir. Os pre\u00e7os acabar\u00e3o por se ajustar a um n\u00edvel elevado, e mesmo muito elevado, para cobrir n\u00e3o apenas d\u00edvidas antigas, mas tamb\u00e9m custos de produ\u00e7\u00e3o realistas.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o se descarta, contudo, que diversas companhias petrol\u00edferas de grande porte se vejam simultaneamente na imin\u00eancia da ru\u00edna financeira. Caso essa hip\u00f3tese se confirme, diz Berman, &#8220;assistiremos a duas ou tr\u00eas fal\u00eancias ou opera\u00e7\u00f5es de compra de enorme repercuss\u00e3o; cada qual resgatar\u00e1 seus pap\u00e9is, os capitais se evaporar\u00e3o e teremos o pior dos cen\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p>Em suma, o argumento segundo o qual os gases de xisto protegeriam os Estados Unidos ou a humanidade contra o &#8220;pico do petr\u00f3leo&#8221; \u2013 n\u00edvel a partir do qual a combina\u00e7\u00e3o das press\u00f5es geol\u00f3gicas e econ\u00f4micas tornar\u00e1 a extra\u00e7\u00e3o do produto bruto insuportavelmente dif\u00edcil e onerosa \u2013 n\u00e3o passa de um conto de fadas. Diversos relat\u00f3rios cient\u00edficos independentes, divulgados h\u00e1 pouco, confirmam que a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221; do g\u00e1s n\u00e3o trar\u00e1 nenhum al\u00edvio nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>Num estudo publicado pela revista Energy Policy, a equipe de King chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que a ind\u00fastria petrol\u00edfera superestimou em um ter\u00e7o as reservas mundiais de energia f\u00f3ssil. As jazidas ainda dispon\u00edveis n\u00e3o excederiam 850 bilh\u00f5es de barris, enquanto as estimativas oficiais falam de mais ou menos 1,3 trilh\u00e3o. Segundo os autores, &#8220;imensas quantidades de recursos f\u00f3sseis permanecem nas profundezas da terra, mas o volume de petr\u00f3leo explor\u00e1vel pelas tarifas que a economia mundial tem o costume de suportar \u00e9 limitado, devendo al\u00e9m disso diminuir a curto prazo&#8221;.9<\/p>\n<p>A despeito dos tesouros em g\u00e1s arrancados do subsolo por fraturamento hidr\u00e1ulico, a diminui\u00e7\u00e3o das reservas existentes prossegue num ritmo estimado entre 4,5% e 6,7% por ano. King e seus colegas repelem, pois, categoricamente a ideia de que o boom dos gases de xisto poder\u00e1 resolver a crise energ\u00e9tica. Por sua vez, o analista financeiro Gail Tverberg lembra que a produ\u00e7\u00e3o mundial de energias f\u00f3sseis convencionais n\u00e3o aumentou depois de 2005. Essa estagna\u00e7\u00e3o, na qual ele v\u00ea uma das causas principais da crise de 2008 e 2009, anunciaria um decl\u00ednio suscet\u00edvel de agravar ainda mais a recess\u00e3o atual \u2013 com ou sem g\u00e1s de xisto.10<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 tudo: numa pesquisa publicada em conjunto com o relat\u00f3rio da AIE, a New Economics Foundation (NEW) prev\u00ea que o pico do petr\u00f3leo ser\u00e1 alcan\u00e7ado em 2014 ou 2015, quando os gastos com a extra\u00e7\u00e3o e o abastecimento &#8220;ultrapassar\u00e3o o custo que as economias mundiais podem assumir sem causar danos irrepar\u00e1veis \u00e0s suas atividades&#8221;.11<\/p>\n<p>Submergidos pela ret\u00f3rica publicit\u00e1ria dos lobistas da energia, esses trabalhos n\u00e3o chamaram a aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia nem dos pol\u00edticos. \u00c9 lament\u00e1vel, pois podemos entender perfeitamente sua conclus\u00e3o: longe de restaurar a prosperidade, os gases de xisto inflam uma bolha artificial que camufla temporariamente uma profunda instabilidade estrutural. Quando ela explodir, provocar\u00e1 uma crise de abastecimento e um aumento de pre\u00e7os que talvez afetem dolorosamente a economia mundial.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>1 &#8220;Insiders sound an alarm amid a natural gas rush&#8221; [Especialistas soam um alarme em meio a uma corrida de g\u00e1s natural], New York Times, 25 jun. 2011.<br \/>\n2 Ruud Weijermars e Crispian McCredie, &#8220;Inflating US shale gas reserves&#8221; [Inflando as reservas de g\u00e1s de xisto dos EUA], Petroleum Review, Londres, jan. 2012.<br \/>\n3 David King e James Murray, &#8220;Climate policy: oil&#8217;s tipping point has passed&#8221; [Pol\u00edtica clim\u00e1tica: o ponto de inflex\u00e3o do petr\u00f3leo passou], Nature, Londres, n.481, 26 jan. 2012.<br \/>\n4 Wolf Richter, &#8220;Dirt cheap natural gas is tearing up the very industry that&#8217;s producing it&#8221; [G\u00e1s natural sujo e barato est\u00e1 destruindo a ind\u00fastria que o produz], Business Insider, Portland, 5 jun. 2012.<br \/>\n5 &#8220;Shale gas will be the next bubble to pop. An interview with Arthur Berman&#8221; [O g\u00e1s de xisto ser\u00e1 a pr\u00f3xima bolha a estourar. Entrevista com Arthur Berman], 12 nov. 2012. Dispon\u00edvel em: .<br \/>\n6 &#8220;Exxon: &#8216;losing our shirts&#8217; on natural gas&#8221; [&#8220;Exxon: &#8216;perdendo as cal\u00e7as&#8217; no g\u00e1s natural&#8221;], Wall Street Journal, Nova York, 27 jun. 2012.<br \/>\n7 &#8220;US shale gas glut cuts BG Group profits&#8221; [O excesso de g\u00e1s de xisto nos EUA reduz lucros do BG Group], The Financial Times, Londres, 26 jul. 2012.<br \/>\n8 &#8220;Debt-plagued Chesapeake energy to sell $6,9 billion worth of its holdings&#8221; [Pressionada pela d\u00edvida de energia, a Chesapeake vende US$ 6,9 bilh\u00f5es de valor de suas participa\u00e7\u00f5es], Washington Post, 13 set. 2012.<br \/>\n9 Nick A. Owen, Oliver R. Inderwildi e David A. King, &#8220;The status of conventional world oil reserves \u2013 hype or cause for concern?&#8221; [O estado das reservas de petr\u00f3leo convencional do mundo \u2013 publicidade exagerada ou motivo de preocupa\u00e7\u00e3o?], Energy Policy, Guildford, v.38, n.8, ago. 2010.<br \/>\n10 Gail E. Tverberg, &#8220;Oil supply limits and the continuing financial crisis&#8221; [Limites do abastecimento de petr\u00f3leo e a continua\u00e7\u00e3o da crise financeira], Energy, Stanford, v.35, n.1, jan. 2012.<br \/>\n11 &#8220;The economics of oil dependence: a glass ceiling to recovery&#8221; [A economia da depend\u00eancia do petr\u00f3leo: um teto de vidro para a recupera\u00e7\u00e3o], New Economics Foundation, Londres, 2012.<\/p>\n<p>Nafeez Mosaddeq Ahmed &#8211; Cientista pol\u00edtico, \u00e9 diretor do Institute for Policy Research and Development, Brighton, Reino Unido<\/p>\n<p>Le Monde Diplomatique &#8211; 23\/04\/2013<\/p>\n<p>http:\/\/www.geofisicabrasil.com\/artigos\/41-opiniao\/5351-a-grande-farsa-do-gas-de-xisto.html?showall=1&#038;limitstart=<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grande farsa do g\u00e1s de xisto por Nafeez Mosaddeq Ahmed Se crermos nas manchetes da imprensa norte-americana anunciando um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9097"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9097"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13915,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9097\/revisions\/13915"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}