{"id":9002,"date":"2013-07-24T19:26:22","date_gmt":"2013-07-24T19:26:22","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9002"},"modified":"2013-07-24T19:59:19","modified_gmt":"2013-07-24T19:59:19","slug":"alertas-fonasc-o-governo-do-brasil-nao-esta-ainda-dando-importancia-aos-riscos-para-os-aquiferos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9002","title":{"rendered":"ALERTAS FONASC &#8211; O GOVERNO DO BRASIL N\u00c3O EST\u00c1 AINDA DANDO IMPORT\u00c3NCIA AOS RISCOS PARA OS AQU\u00cdFEROS"},"content":{"rendered":"<p><strong>ALERTAS FONASC &#8211; O GOVERNO DO BRASIL N\u00c3O EST\u00c1 AINDA DANDO IMPORT\u00c3NCIA AOS RISCOS PARA OS AQU\u00cdFEROS<\/strong><\/p>\n<p>G\u00e1s de xisto: revolu\u00e7\u00e3o ou insanidade?<\/p>\n<p>Jean Remy Guimar\u00e3es trata, na coluna de junho, da nova fonte terrestre de g\u00e1s natural que faz sucesso nos Estados Unidos e come\u00e7a a ser cobi\u00e7ada no Brasil. O bi\u00f3logo aponta dados que mostram o perigo dessa fonte de energia para o meio ambiente e a sa\u00fade humana.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Por: Jean Remy Dav\u00e9e Guimar\u00e3es<\/p>\n<p>Publicado em 21\/06\/2013\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 |\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atualizado em 21\/06\/2013<\/p>\n<div><a id=\"parent-fieldname-image\" href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/terra-em-transe\/gas-de-xisto-revolucao-ou-insanidade\/image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Planta de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto em Jackson Township, na Pensilv\u00e2nia (EUA). O g\u00e1s, apesar dos efeitos nocivos, tem sido apresentado como a nova fronteira energ\u00e9tica e salvador da economia norte-americana. (foto: wcn247\/ Flickr \u2013 CC BY-NC 2.0)\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/terra-em-transe\/gas-de-xisto-revolucao-ou-insanidade\/image_preview\" alt=\"G\u00e1s de xisto: revolu\u00e7\u00e3o ou insanidade?\" width=\"400\" height=\"266\" \/><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Planta de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto em Jackson Township, na Pensilv\u00e2nia (EUA). O g\u00e1s, apesar dos efeitos nocivos, tem sido apresentado como a nova fronteira energ\u00e9tica e salvador da economia norte-americana. (foto: wcn247\/ Flickr \u2013 CC BY-NC 2.0)<\/div>\n<div id=\"parent-fieldname-text\">\n<p><a title=\"Pororocas inflam\u00e1veis?\" href=\"\/colunas\/terra-em-transe\/pororocas-inflamaveis\">Como comentado na coluna anterior<\/a>, est\u00e1 em curso no Brasil uma ofensiva midi\u00e1tica para pavimentar o caminho dessa nova fonte terrestre de g\u00e1s natural, apresentada como a nova fronteira energ\u00e9tica, a cavalaria que salvou a tempo a economia norte-americana, reduzindo o custo da energia, diminuindo a depend\u00eancia externa do pa\u00eds, reduzindo o apoio a regimes que apoiam o terrorismo. Em suma, um combust\u00edvel que, al\u00e9m de novo, seria tamb\u00e9m Politicamente correto.<\/p>\n<p>Parece bom demais para ser verdade. Como descrito m\u00eas passado, extrair esse g\u00e1s exige a inje\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de gal\u00f5es de \u00e1gua em cada po\u00e7o. O gasto de \u00e1gua j\u00e1 \u00e9 em si preocupante, mas pior \u00e9 o fato de a \u00e1gua injetada conter centenas de produtos qu\u00edmicos, alguns de composi\u00e7\u00e3o protegida pelo manto do segredo industrial, que visam facilitar o processo: dispersantes, agentes antimicrobianos, anticorrosivos, g\u00e9is diversos e muitos etc. etc.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de g\u00e1s norte-americana obteve da corte suprema a sua isen\u00e7\u00e3o do <em>Safe Drinking Water Act<\/em> em manobras iniciadas na administra\u00e7\u00e3o Bush, em 2005. Isto liberou a ind\u00fastria de revelar a composi\u00e7\u00e3o de seus fluidos de perfura\u00e7\u00e3o e desobrigou a administra\u00e7\u00e3o federal de monitorar os impactos ambientais da atividade.<\/p>\n<p>As principais cr\u00edticas de moradores, cientistas e ambientalistas a essa atividade \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua subterr\u00e2nea, traduzida na presen\u00e7a de lama, metais pesados e hidrocarbonetos na \u00e1gua dos po\u00e7os e c\u00f3rregos locais e, portanto, nas torneiras. Em algumas casas pr\u00f3ximas a \u00e1reas de perfura\u00e7\u00e3o nos EUA, a \u00e1gua da torneira cont\u00e9m tanto metano que \u00e9 inflam\u00e1vel, como documentado no imperd\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=phCibwj396I\" target=\"_blank\">filme <em>Gasland<\/em><\/a>, de Josh Fox.<\/p>\n<dl>\n<dt><a href=\"\/colunas\/terra-em-transe\/imagens\/gasdexisto02.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Gasland\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/terra-em-transe\/imagens\/gasdexisto02.jpg\/image_preview\" alt=\"Gasland\" width=\"400\" height=\"226\" \/><\/a><\/dt>\n<dd>Fotograma do filme &#8216;Gasland&#8217;, de 2010. O document\u00e1rio norte-americano, dirigido por Josh Fox, mostra comunidades nos Estados Unidos impactadas pela extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto. A contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por metano \u2013 que chega a torn\u00e1-la inflam\u00e1vel \u2013 \u00e9 um dos principais problemas abordados.<\/dd>\n<\/dl>\n<h3>Emiss\u00f5es e tremores<\/h3>\n<p>Em maio de 2010, o Conselho dos Presidentes de Sociedades Cient\u00edficas, entidade que congrega cerca de 1,4 milh\u00e3o de cientistas, alertava em carta ao presidente Obama que a pol\u00edtica nacional de incentivo ao g\u00e1s de xisto seria temer\u00e1ria, na falta de maior embasamento cient\u00edfico, e que a atividade poderia ter um impacto no aquecimento global bem maior do que anteriormente estimado.<\/p>\n<p>De fato, em fins de 2010, a Ag\u00eancia de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Norte-Americana, em seu relat\u00f3rio de atualiza\u00e7\u00e3o sobre as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa da ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s local conclu\u00eda que a extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto emite mais metano que aquela de g\u00e1s convencional.<\/p>\n<p>No ano seguinte, um estudo publicado na <em>Climatic Change Letters<\/em>, previs\u00edvel e vigorosamente contestado pela ind\u00fastria, aponta que a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade com g\u00e1s de xisto emite tanto ou mais gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo produtivo quanto \u00e0quela baseada em g\u00e1s ou carv\u00e3o.<\/p>\n<div>Estudo aponta que a produ\u00e7\u00e3o de\u00a0 eletricidade com g\u00e1s de xisto emite tanto ou mais gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo produtivo quanto \u00e0quela baseada em g\u00e1s ou carv\u00e3o<\/div>\n<p>Ai, essa doeu! Carv\u00e3o, o combust\u00edvel mais sujo que a humanidade j\u00e1 usou? Vai ver, ent\u00e3o, que chamar isso de revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9, no fundo, uma homenagem \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o industrial, em que a humanidade descobriu o custo ambiental do desenvolvimento, em cidades sufocadas pela fuligem.<\/p>\n<p>Pesam ainda sobre a atividade a suspeita de ter culpa no cart\u00f3rio no aumento significativo na frequ\u00eancia de tremores de intensidade igual ou superior a 3 na escala Richter na regi\u00e3o central do continente norte-americano. O servi\u00e7o geol\u00f3gico dos Estados Unidos, coletando dados desde 2001, concluiu que a atividade s\u00edsmica na regi\u00e3o, em 2011, seria seis vezes superior \u00e0 m\u00e9dia do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>Um pesquisador do Centro para Pesquisa e Informa\u00e7\u00e3o sobre Terremotos dos EUA, da Universidade de Memphis, opina que <a href=\"http:\/\/www.usgs.gov\/blogs\/features\/usgs_top_story\/is-the-recent-increase-in-felt-earthquakes-in-the-central-us-natural-or-manmade\" target=\"_blank\">a inje\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em falhas geol\u00f3gicas tende a causar sismos devido ao escorregamento das mesmas<\/a>. H\u00e1 pelo menos um caso de sismo inequivocamente relacionado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto, no noroeste da Inglaterra, em 2011. Ele levou a empresa Cuadrilla Resources a suspender todas as suas opera\u00e7\u00f5es. Quadrilha Recursos? N\u00e3o podia mesmo dar certo.<\/p>\n<dl>\n<dt><a href=\"\/colunas\/terra-em-transe\/imagens\/gasdexisto03.jpg\" rel=\"lightbox\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Protestos contra g\u00e1s de xisto\" src=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/colunas\/terra-em-transe\/imagens\/gasdexisto03.jpg\/image_preview\" alt=\"Protestos contra g\u00e1s de xisto\" width=\"400\" height=\"225\" \/><\/a><\/dt>\n<dd>Manifestantes protestam contra m\u00e9todo usado para extra\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto, em que rochas s\u00e3o quebradas por um l\u00edquido pressurizado para a obten\u00e7\u00e3o do g\u00e1s. (foto: JustinWoolford\/ Flickr \u2013 CC BY-NC-SA 2.0)<\/dd>\n<\/dl>\n<h3>Ofensa ao bom senso<\/h3>\n<p>A batalha de relat\u00f3rios, publica\u00e7\u00f5es, press\u00f5es e desmentidos segue a pleno vapor. J\u00e1 vimos esse filme, as empresas e seu pesado <em>lobby<\/em> juram que a presen\u00e7a de hidrocarbonetos na \u00e1gua que antes era pot\u00e1vel n\u00e3o tem nada a ver com o in\u00edcio da extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto, mas se furtam a fornecer uma hip\u00f3tese alternativa para explicar o fato de a \u00e1gua de torneira passar a ter odor repugnante, aspecto idem e gosto\u2026 deixa pra l\u00e1.<\/p>\n<p>Apesar desse retrospecto para l\u00e1 de suspeito, o Brasil est\u00e1 tratando o g\u00e1s de xisto com muito carinho, partindo talvez da premissa de que o que \u00e9 bom para os Estados Unidos \u00e9 bom para o Brasil. Resta saber se ele \u00e9 mesmo bom para os Estados Unidos e, em caso positivo, para quem nos Estados Unidos.<\/p>\n<div>Apesar desse retrospecto para l\u00e1 de suspeito, o Brasil est\u00e1 tratando o\u00a0 g\u00e1s de xisto com muito carinho, partindo talvez da premissa de que o que \u00e9 bom para os Estados Unidos \u00e9 bom para o Brasil<\/div>\n<p>Para os moradores das vizinhan\u00e7as das \u00e1reas de extra\u00e7\u00e3o, certamente n\u00e3o \u00e9, condenados que est\u00e3o a beber \u00e1gua fornecida pelas empresas de g\u00e1s. Certo, e vacas e galinhas, beber\u00e3o o qu\u00ea? O <em>press release<\/em> n\u00e3o esclarece.<\/p>\n<p>Apesar disto, os felizardos que arrematarem lotes nos leil\u00f5es de blocos terrestres para explora\u00e7\u00e3o no Brasil dever\u00e3o, por cl\u00e1usula contratual, dimensionar as reservas de g\u00e1s de xisto nos mesmos.<\/p>\n<p>J\u00e1 disse aqui m\u00eas passado e repito hoje: injetar um coquetel qu\u00edmico de composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o revelada em camadas de solo que cont\u00eam reservas geol\u00f3gicas de \u00e1gua pot\u00e1vel acumuladas ao longo de milh\u00f5es de anos para gerar mais gases de efeito estufa por uns m\u00edseros 20 anos \u00e9 uma ofensa ao bom senso, \u00e0 sustentabilidade, \u00e0 racionalidade e \u00e0 razoabilidade. Lembra vagamente do princ\u00edpio de precau\u00e7\u00e3o, trazido \u00e0 tona na saudosa Rio 92? Pois pode esquecer de novo, ele foi morto e muito bem enterrado.<\/p>\n<p><strong>Jean Remy Dav\u00e9e Guimar\u00e3es<br \/>\n<\/strong>Instituto de Biof\u00edsica Carlos Chagas Filho<br \/>\nUniversidade Federal do Rio de Janeiro<\/p>\n<p>P.S: A maioria das informa\u00e7\u00f5es deste texto foi obtida na Wikipedia. Queda de padr\u00e3o de qualidade da coluna? Pura provoca\u00e7\u00e3o? Acertou quem acha que \u00e9 provoca\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 mostrar que os n\u00f3s dessa quest\u00e3o est\u00e3o claramente expostos em uma base de acesso irrestrito, sim, que por isso mesmo n\u00e3o est\u00e1 imune \u00e0 infiltra\u00e7\u00e3o por interesses corporativos. Portanto, se ainda assim a Wikipedia diz que algo pode ser incerto e perigoso, \u00e9 porque deve ser mesmo.<\/p>\n<p>No Google a busca por &#8216;<em>shale gas<\/em> <em>and economy<\/em>&#8216; devolve quase 30 milh\u00f5es de resultados e a por &#8216;<em>shale gas and US economy<\/em>&#8216;, 28 milh\u00f5es. Interessante. J\u00e1 a busca por <em>&#8216;shale gas and water<\/em> <em>contamination<\/em>&#8216; gera apenas 566.000 resultados e, por <em>&#8216;shale gas and groundwater contamination&#8217;<\/em>, s\u00f3 194.000. Isto talvez d\u00ea uma medida da import\u00e2ncia relativa da economia e das considera\u00e7\u00f5es ambientais<\/p>\n<p>VEJA MAIS<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9013\">https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=9013<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=8773\">https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=8773<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALERTAS FONASC &#8211; O GOVERNO DO BRASIL N\u00c3O EST\u00c1 AINDA DANDO IMPORT\u00c3NCIA AOS RISCOS PARA OS AQU\u00cdFEROS G\u00e1s de xisto:&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9002"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9002"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9002\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9017,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9002\/revisions\/9017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}