{"id":25244,"date":"2022-04-04T19:31:57","date_gmt":"2022-04-04T19:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=25244"},"modified":"2022-04-06T18:19:07","modified_gmt":"2022-04-06T18:19:07","slug":"fonasc-ba-publica-artigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=25244","title":{"rendered":"FONASC BA PUBLICA ARTIGO: Ci\u00eancias, Movimentos Sociais e Pol\u00edticas P\u00fablicas: Processo de Intera\u00e7\u00e3o Conflitivo no Espa\u00e7o Participativo Em Busca dos Por Qu\u00eas     Autor: Miguel Angel Polino"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1CTpZ-nZQ4UyYahTFUvScIP2vrEWkAFif\/view?usp=sharing\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1CTpZ-nZQ4UyYahTFUvScIP2vrEWkAFif\/view?usp=sharing\">https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1CTpZ-nZQ4UyYahTFUvScIP2vrEWkAFif\/view?usp=sharing<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Ci\u00eancias, Movimentos Sociais e Pol\u00edticas P\u00fablicas:<br>Processo de Intera\u00e7\u00e3o Conflitivo no Espa\u00e7o Participativo<br>Em Busca dos Por Qu\u00ea\u2026s<br>Bahia, 2022<br>Autor: Miguel Angel Polino<br>Corre\u00e7\u00f5es: Golde Maria Stifelman<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>RESUMO<br>Estamos numa desenfreada guerra por recursos naturais; silenciosa e de uma cegueira \u00e9tica como jamais foi vista, hip\u00f3crita, de interesses mesquinhos pr\u00f3prios do mercado financeiro, como sempre foram todas as guerras, saque e demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e poder.<br>As sociedades est\u00e3o em completo desordem te\u00f3rica, com uma diversidade de estruturas mal relacionadas entre si e tudo manipulado pela m\u00eddia e p\u00f4r os jornalistas, que de acordo a sua autonomia, em rela\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as pol\u00edticas de mercado de leitores e publicidades seguem seus interesses nos ingressos prevenientes de subven\u00e7\u00f5es e da ajuda do Estado,criando la\u00e7os de compromissos e se tornando uma m\u00eddia hegem\u00f4nica que faz o papel de porta voz de uma determinada classe social n\u00e3o abrangente na grande parte da popula\u00e7\u00e3o.<br>Assim, igual a literatura ou as artes, o campo da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 sede de uma l\u00f3gica espec\u00edfica, cultural, que se imp\u00f5e e cria v\u00ednculo dos profissionais de not\u00edcias, por meio de controles, com os donos dos canais de informa\u00e7\u00e3o, se compromissando entre si.<br>Se os problemas sociais enunciados foram tratados somente como pontuais e objetivos e n\u00e3o tomados como est\u00edmulos cerebrais do m\u00e9dio social em que vivemos, qualquer tesse cientifica estaria resolvida. Desta forma, entende-se que para se apropriar do problema devemos ir em Busca dos Por Qu\u00ea\u2026s???<br>O Ser Humano, assume posturas, em seu comportamento cotidiano, que mudam regras sociais dentro e fora das pol\u00edticas p\u00fablicas e que, por muitas de entre elas serem Leis, fica dif\u00edcil muda-as. Assim, vai se criando c\u00edrculos viciosos que levam aos seres humanos a um estado de medo do futuro e stress quase que permanente. Estes Processos evolutivos, n\u00e3o s\u00e3o novos, em sua medida hist\u00f3rica foram se aprimorando e a cada novo degrau foi se usando o anterior como experiencia n\u00e3o descart\u00e1vel; por\u00e9m, em muitas circunst\u00e2ncias                    rever eventos centrais que ocorreram em outras \u00e9pocas, como seria o desenvolvimento de estruturas te\u00f3ricas alternativas para explicar a evolu\u00e7\u00e3o comportamental, individual ou grupal, foram sele\u00e7\u00f5es rejeitadas.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, falaremos do processo de intera\u00e7\u00e3o conflitivo no espa\u00e7o de grupos atuantes em recursos naturais e o processo de evolu\u00e7\u00e3o gradativa do Ser Humano, questionando o que \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o individual ou de grupo, por que sua rejei\u00e7\u00e3o foi considerada t\u00e3o importante e como foi revivida com base em uma formula\u00e7\u00e3o mais<br>cuidadosa em pesquisas subsequentes <br>.<br>Dito isto, \u00e9 importante remarcar, que o tema de mudan\u00e7as comportamentais dos seres humanos, individual ou participativo, n\u00e3o \u00e9 novo; j\u00e1 em 1809, o bi\u00f3logo franc\u00eas JeanBaptiste de Lamarck, expos a primeira teoria evolutiva publicada, no livro \u201cFilosofia Zool\u00f3gica\u201d. Contudo, o naturalista brit\u00e2nico Charles Robert Darwin, ficou mais<br>conhecido, percebendo o problema da vida social e sua solu\u00e7\u00e3o potencial na passagem<br>famosa de Descent of Man (1871: 166).<br>N\u00e3o se deve esquecer que, embora um alto padr\u00e3o de moralidade d\u00ea apenas uma ligeira ou nenhuma vantagem a cada homem individual e seus filhos sobre os outros homens da mesma tribo \u2026 um aumento no n\u00famero de homens<br>bem-dotados e um avan\u00e7o no padr\u00e3o de moralidade certamente dar\u00e1 uma vantagem imensa a uma tribo sobre outra (Darwin, 1819 \u2013 Teoria da<br>Evolu\u00e7\u00e3o).<br>Palavras-chave: processo de intera\u00e7\u00e3o conflitivo, prestar aten\u00e7\u00e3o; atentar; an\u00e1lise do comportamento; comportamento recorrente; controle de est\u00edmulos. <\/p>\n\n\n\n<p> A teoria da sele\u00e7\u00e3o multin\u00edvel (incluindo a sele\u00e7\u00e3o de grupo) fornece uma base te\u00f3rica elegante para a<br>sociobiologia no futuro, uma vez que seu passado turbulento seja apropriadamente compreendid<\/p>\n\n\n\n<p>INTRODU\u00c7\u00c2O<br>Tomando em considera\u00e7\u00e3o o pensamento anterior, para o funcionamento de um grupo social como uma unidade adaptativa \u00e9 necess\u00e1rio que seus membros se compatibilizem em suas a\u00e7\u00f5es uns pelos outros. Por\u00e9m, este comportamento conveniente para o grupo, n\u00e3o mostra, sempre, uma maximiza\u00e7\u00e3o a aptid\u00e3o relativa dentro do pr\u00f3prio grupo; os acordos de interesses individuais, existem e se fazem presente entre atores individuais<br>participantes de grupos de \u00f3rg\u00e3o colegiados ou outros. Segundo Darwin, na hierarquia biol\u00f3gica, a sele\u00e7\u00e3o natural ocorre em mais de um n\u00edvel, dos degraus do sistema nervoso (\u00e1rea de conflito do c\u00e9rebro), <\/p>\n\n\n\n<p>i) tronco cerebral &#8211; \u00e9 a por\u00e7\u00e3o do sistema nervoso centra localizada entre a medula espinhal e o dienc\u00e9falo, sendo quase na sua totalidade<br>intracraniano, <\/p>\n\n\n\n<p>ii) sistema l\u00edmbico &#8211; respons\u00e1vel por todas as respostas emocionais. iii)<br>corte pr\u00e9-frontal &#8211; respons\u00e1vel pela escolha das op\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias comportamentais,<br>pela manuten\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e pelo controle do comportamento emocional; todos<br>conectados diretamente ao c\u00e9rebro que trabalha como equalizador de equil\u00edbrio<br>emocional. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, indiv\u00edduos ego\u00edstas podem competir, de forma tranquila, com os<br>altru\u00edstas dentro dos grupos, mas os grupos altru\u00edstas internamente competem com os<br>grupos ego\u00edstas. Essa \u00e9 a l\u00f3gica essencial do que se tornou conhecido como teoria da<br>sele\u00e7\u00e3o multin\u00edvel (Aula Ci\u00eancias Pol\u00edticas \u2013 USP \u2013 Haddad, 2022).<br>Para \u00e0 \u00e9poca, Darwin parece providenciar uma base te\u00f3rica pretendendo n\u00e3o ferir a<br>sociobiologia, mas, quem acompanha e \u00e9 proficiente com o tema sabe que o resultado n\u00e3o<br>teve o sucesso que a inten\u00e7\u00e3o prometia. Em 1960, a sele\u00e7\u00e3o de grupo foi amplamente<br>rejeitada e outras estruturas te\u00f3ricas, multidisciplinares, antropologia, psicologia, e outras<br>como a que foi descrita anteriormente, foram desenvolvidas para explicar esta evolu\u00e7\u00e3o<br>do altru\u00edsmo e da coopera\u00e7\u00e3o. A passagem do livro de George C Williams, Adaptation<br>and Natural Selection (1966: 92-93), ilustra o conte\u00fado da \u00e9poca, que parecia tornar a<br>rejei\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o de grupo um evento central na hist\u00f3ria do pensamento evolucion\u00e1rio:<br><\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo justifica a Busca dos Por Qu\u00ea\u2026s, do comportamento mutante do Ser Humano, individual ou participativo, que certamente n\u00e3o \u00e9, somente, por um est\u00edmulo existencialista pontual; esse comportamento tem uma serie de causas que o c\u00e9rebro absorve, n\u00e3o se deixa controlar se defendendo de si pr\u00f3prio. Estas defesas, se colocam<br>em alerta buscando o equil\u00edbrio emocional, respondendo \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que o meio exterior (entorno da situa\u00e7\u00e3o) fornece. Esta \u00e9 a forma adaptativa que justifica, o caminho de buscar espa\u00e7os de solu\u00e7\u00e3o para a inseguran\u00e7a do indiv\u00edduo num momento de desequil\u00edbrio, d\u00favida, rigidez ou caos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores, como hist\u00f3rico-cultural-familiar e social s\u00e3o contribuintes deste fen\u00f4meno biol\u00f3gico, usados por outros segmentos sociais participes do grupo. O interesse dos diferentes atores, numa discuss\u00e3o \u00e9 defender posi\u00e7\u00f5es, que no caso do capital financeiro representado por os sistemas de produ\u00e7\u00f5es, usa (exemplo) recursos naturais como simples externalidade do c\u00e1lculo econ\u00f4mico e o lobby se manifesta com parte de acordos pr\u00e9-estabelecidos entre os atores que se relacionam dentro de um marco conceptual capitalista; corrup\u00e7\u00e3o passiva absorvida por falta de conhecimento ou por ambi\u00e7\u00e3o de poder de uma das partes. Por\u00e9m, quando o conflito se instala, propriamente dito, e a discuss\u00e3o de conhecimentos e teorias \u00e9 levado a um patamar superior significa que a regi\u00e3o cerebral, gerencia as emo\u00e7\u00f5es funcionando com plena aten\u00e7\u00e3o fortalecendo o sistema. Por\u00e9m, se a situa\u00e7\u00e3o for inversa e um consider\u00e1vel grau de impot\u00eancia se desenvolver por falta de argumento t\u00e9cnico cient\u00edfico para balizar uma decis\u00e3o, o crebro<br>precisaria de se reorganizar para uma nova etapa de controle.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Tais desenvolvimentos e adapta\u00e7\u00f5es descritas anteriormente, se op\u00f5em e n\u00e3o devem ser atribu\u00eddas \u00e0 teoria de sele\u00e7\u00e3o natural de grupos que participam nas arenas da discuss\u00e3o conflitiva. Esta explica\u00e7\u00e3o cientifica \u00e9 dos muitos anos de experiencia fazendo parte integrante de colegiados e seguindo o tema (1982) das adapta\u00e7\u00f5es de grupos<br>participativos, mostrando de forma sintetizada como atores se comportam socio biologicamente, no momento de decis\u00f5es e conflitos.<br>I. PARTICIPA\u00c7\u00c2O E CONFLITOS \u2013 OS DESAFIOS DA INCLUS\u00c3O E ASPECTOS NORMATIVOS DA TEORIA DEMOCR\u00c1TICA<br>A abertura de espa\u00e7os participativos no meio institucional mostrou-se, nesta nova face temporal (2016), cercada de ambival\u00eancias, desinteresse da sociedade civil na participa\u00e7\u00e3o, arbitrariedades de gest\u00e3o, acordos de centralismo democr\u00e1tico, avan\u00e7o do pragmatismo das pol\u00edticas de mercado.<br>As mudan\u00e7as comportamentais do Ser Humano e o acr\u00e9scimo de oportunidades institucionais, s\u00e3o motivos de estudos acad\u00eamicos multidisciplinares. Desta forma, se denota uma s\u00e9rie de intimida\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aceitabilidade das a\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter extra institucional diante do parecer p\u00fablico, do sistema pol\u00edtico e da pr\u00f3pria estrutura humana que a comp\u00f5em. Diante destes fatos, um dos desafios que questionam os analistas e pesquisadores pol\u00edticos, no presente contexto, em rela\u00e7\u00e3o a este debate, parece ser o de continuar avan\u00e7ando na perspectiva dessa concep\u00e7\u00e3o participativa, sendo capaz de conceber a\u00e7\u00f5es de reivindica\u00e7\u00e3o como formas leg\u00edtimas de participa\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de um ordenamento democr\u00e1tico. O debate sobre participa\u00e7\u00e3o, o privil\u00e9gio e an\u00e1lise institucional, com uma consider\u00e1vel quantidade de cientistas dedicados ao tema deram pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e0s formas dos por qu\u00eas de decis\u00f5es tomadas.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Na democracia liberal, a participa\u00e7\u00e3o dentro do espa\u00e7o deliberativo, comporta um vasto campo de atividades, desde os processos institucionais inclusos na a\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 at\u00e9 \u00e0s pr\u00e1ticas formais e informais de discuss\u00e3o e delibera\u00e7\u00e3o que ocorrem em espa\u00e7os p\u00fablicos. Este conceito em foco est\u00e1 fundamentado no car\u00e1ter construtivo da democracia, cuja compreens\u00e3o valoriza um conceito amplo como poder positivo de identifica\u00e7\u00e3o de conflitos e tomadas de decis\u00f5es. A participa\u00e7\u00e3o busca, assim, restituir a import\u00e2ncia da democracia cidad\u00e3, em contraposi\u00e7\u00e3o a um conceito de democracia baseado exclusivamente na a\u00e7\u00e3o governamental. Sendo um conceito, democr\u00e1tico, amplo, a rela\u00e7\u00e3o entre participa\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o \u00e9 mais apropriada para assegurar a inclus\u00e3o social do que um conceito (BARBER1984; GUTMANN e THOMPSON, 1996).<br>\u2022 Os Desafios da Participa\u00e7\u00e3o nas Pol\u00edticas P\u00fablicas <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante salientar a diferencia\u00e7\u00e3o de dois conceitos de dif\u00edcil diferencia\u00e7\u00e3o:<br>a) Pol\u00edticas Participativas de Estado, organizadas s\u00f3cio juridicamente, ocupando todo<br>territ\u00f3rio nacional, onde normalmente, a lei m\u00e1xima \u00e9 a Constitui\u00e7\u00e3o; b) Pol\u00edticas de<br>governo, vinculadas a chefes do poder executivo, cargos eletivos vindos do voto para uma<br>gest\u00e3o p\u00fablica, estadual ou municipal, visando o atendimento de a\u00e7\u00f5es bem espec\u00edficas<br>em fun\u00e7\u00e3o do momento e carregando uma marca ideol\u00f3gica do pol\u00edtico de plant\u00e3o<br>caracterizando poss\u00edveis altern\u00e2ncias. Entendendo os momentos pol\u00edticos &#8211; passado,<br>presente e futuro &#8211; pode-se afirmar que participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 prerrogativa somente das<br>democracias, mas tornou-se porta de entrada para compreender pol\u00edticas de Estado e sua<br>rela\u00e7\u00e3o com a sociedade. A pol\u00edtica determina poder, pois, antes de impor a ordem, o<br>poder pol\u00edtico tem como objetivo principal, desenvolver essa ordem. Dentro do \u00e2mbito<br>6<br>da ci\u00eancia, o poder pol\u00edtico tem causas sociais e psicol\u00f3gicas, que n\u00e3o necessariamente<br>est\u00e3o isoladas uma da outra, mas que interagem entre si.<br>Na an\u00e1lise da gest\u00e3o participativa com os recursos naturais onde o capital mostra<br>toda sua for\u00e7a, se permitem perceber os desafios ainda inerentes \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de um<br>modelo sist\u00eamico de integra\u00e7\u00e3o participativa no processo, com car\u00e1ter descentralizado,<br>integrado e compartilhado entre os v\u00e1rios stakeholders, al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o de<br>instrumentos legais que promovam um consumo mais racional e sustent\u00e1vel.<br>No Brasil, desde a d\u00e9cada de 1990, Pol\u00edticas P\u00fablicas participativas se<br>multiplicaram em forma de diversos conselhos locais, mesmo, que ainda, mostram longos<br>caminhos a ser percorridos. Atores, das mais diversas classes sociais, interagem de forma<br>participativa, com interesses distintos, criando combina\u00e7\u00f5es institucionais no intuito de<br>formular pol\u00edticas p\u00fablicas sem marcar uma diferen\u00e7a entre a duas pol\u00edticas j\u00e1<br>mencionadas no par\u00e1grafo anterior, igualmente que seja imposs\u00edvel uma separa\u00e7\u00e3o<br>completa de cada um destes dois conceitos. Conv\u00e9m assinalar que entre as in\u00fameras<br>defini\u00e7\u00f5es de Estado, a mais recorrida \u00e9 a que indica o Estado como sendo a reuni\u00e3o de<br>um povo, seu territ\u00f3rio e seu governo. Nesse sentido, ag\u00eancias reguladoras, a\u00ed inclu\u00eddas<br>aquelas voltadas para a gest\u00e3o dos recursos naturais, s\u00e3o entidades de Estado, embora<br>estejam subordinadas a entes governamentais, o que n\u00e3o ocorre, por exemplo, em<br>rep\u00fablicas parlamentaristas, onde h\u00e1 um Chefe de Estado (Presidente) e um Chefe de<br>Governo (Primeiro Ministro).<br><\/p>\n\n\n\n<p>As ci\u00eancias sociais estudaram, durante muito tempo, as a\u00e7\u00f5es da rela\u00e7\u00e3o entre<br>Estado e sociedade civil, ressurgindo na pol\u00edtica no final do s\u00e9culo XX, buscando<br>conceitos para explicar as mudan\u00e7as da participa\u00e7\u00e3o, cumprindo o especial papel de reunir<br>as for\u00e7as vivas da sociedade tal como institu\u00edda pelo Estado. O Estado n\u00e3o teve a inten\u00e7\u00e3o<br>de diminuir a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o, mas perseguir metas de encontrar respostas para a<br>demonstra\u00e7\u00e3o social nos mais diversos campos da atividade humana.<br>Os conceitos do tema participativo acompanharam o passar do tempo com novas<br>e mais equilibradas peculiaridades, cristalizando a percep\u00e7\u00e3o segundo a qual o Estado \u00e9<br>uma rede de complexidade intr\u00ednseca que para compreender \u00e9 preciso adentr\u00e1-la, n\u00e3o<br>discutindo apenas os interesses envolvidos, mas principalmente atend\u00ea-la na<br>complexidade que permeia as institui\u00e7\u00f5es estatais, o que implica a necessidade de<br>compreender esse modelo burocr\u00e1tico, n\u00e3o podendo ser evitado. A centraliza\u00e7\u00e3o do<br><br>Estado sobre os processos dependentes de articula\u00e7\u00e3o participativa, n\u00e3o s\u00e3o de<br>conhecimento a priori, uma vez que requerem uma observa\u00e7\u00e3o do conjunto do sistema<br>pol\u00edtico para, assim, definir o p\u00fablico da pol\u00edtica do Estado, que, constitucionalmente,<br>necessita se articular com a sociedade.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os tempos, pesquisas e debates, imaginando pol\u00edticas participativas que<br>contribuam e beneficiem o coletivo influenciaram a capacidade de entender uns aos<br>outros e, dessa forma, a perceber a exist\u00eancia destes interesses compartilhados,<br>Os conceitos dos autores, em que este artigo se apoia, mostram significados<br><\/p>\n\n\n\n<p>similares para o \u201ccomportamento humano em representa\u00e7\u00e3o\u201d, variando da interpreta\u00e7\u00e3o<br>hist\u00f3rica \u00e0 cultura pol\u00edtica. Mas fica claro que interagem como corrente te\u00f3ricoexplicativa sem exclus\u00e3o ideol\u00f3gica ou da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o dos conceitos em todos os<br>tempos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>As sociedades atuais se estruturam em dois princ\u00edpios societ\u00e1rios: a) a l\u00f3gica do<br>Estado e Mercado; b) a l\u00f3gica da forma de comunica\u00e7\u00e3o. No ponto de intersec\u00e7\u00e3o dos<br>dois princ\u00edpios \u2013 sistema e mundo da vida \u2013 estaria a disputa pol\u00edtica fundamental nas<br>sociedades contempor\u00e2neas (Avritzer, 1994, p. 26)2<br>,<br>O escrito anterior n\u00e3o \u00e9 novo, de fato existe desde quando as sociedades tiveram<br>necessidade de viver experi\u00eancias compartilhadas com outros grupos sociais; entretanto,<br>o novo se manifesta no individualismo adquirido por alguns grupos sociais, num mundo<br>global pautado pelos interesses, seja pelas lutas cotidianas, seja pela influ\u00eancia dos<br>chamamentos pol\u00edticos\/econ\u00f4micos. O modelo de distribui\u00e7\u00e3o de recursos, ou vantagens,<br>cujo \u00fanico crit\u00e9rio a ser considerado \u00e9 o desempenho e as aptid\u00f5es individuais de cada<br>pessoa, como uma das ideias que fundamentam moralmente o liberalismo meritocr\u00e1tico<br>como princ\u00edpio essencial de justi\u00e7a nas sociedades ocidentais modernas.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A explana\u00e7\u00e3o de um processo hist\u00f3rico de maior alcance transformou o<br>participativo em condi\u00e7\u00e3o institucional em diversos pa\u00edses. Sistema reprimido e punido<br>dos anos 1960 a 1980 por reivindicar falta de inclus\u00e3o democr\u00e1tica social, pol\u00edtica,<br>econ\u00f4mica, tornaram-se anos da p\u00f3s-transi\u00e7\u00e3o, uma linguagem corriqueira da pol\u00edtica de<br>Estado. A participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o perdeu seu registro simb\u00f3lico original, adquiriu novos<br> Anteriormente \u00e0s duas guerras mundiais a mola propulsora das sociedades capitalistas estava na produ\u00e7\u00e3o<br>privada e o Estado era um elemento, mas n\u00e3o central das an\u00e1lises sociais (CARNOY, 1994).<br>registros dominantes porque a sociedade e a academia foram inseridas nos chamados<br>espa\u00e7os participativos sendo uma ferramenta integral, mas n\u00e3o anal\u00edtica, pois nem todas<br>as pol\u00edticas p\u00fablicas cumprem o mesmo ciclo; n\u00e3o foram desenhadas para resolver<br>problemas e sim para contribuir com a busca de solu\u00e7\u00f5es, estes s\u00e3o resolvidos pelos atores<br>sociais mediante a solicita\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o de seus conflitos e experimentar solu\u00e7\u00f5es, um<br>marco regulat\u00f3rio, onde os atores se mobilizam e a partir desse ponto que repercute na<br>din\u00e2mica da pol\u00edtica (definindo o marco regulat\u00f3rio definido em leis, decretos).<br><\/p>\n\n\n\n<p>No palco da teoria e pesquisa p\u00f3s-participativa, se envolvem, nos espa\u00e7os<br>institucionais, uma infinidade de atores sociais expondo impens\u00e1veis variantes<br>participativas a partir da defini\u00e7\u00e3o original da participa\u00e7\u00e3o como condi\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o; o<br>termo \u201cp\u00f3s\u201d indica esta quantidade, mas n\u00e3o entra no m\u00e9rito da participa\u00e7\u00e3o em si. Assim,<br>resulta que as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil (OSC), estando j\u00e1 dentro das inst\u00e2ncias de<br>controle de pol\u00edticas p\u00fablicas com tempo de experi\u00eancia consider\u00e1vel, n\u00e3o seriam<br>necess\u00e1rias para pleitear v\u00ednculo estatut\u00e1rio prov\u00e1vel, pesquisar processos de participa\u00e7\u00e3o<br>em andamento teriam resultados imediatos e proveitosos no plano da teoria. Mas as<br>reivindica\u00e7\u00f5es e o debate acad\u00eamico continuam a enfrentar press\u00f5es e desafios por conta<br>de como essas formas de intera\u00e7\u00e3o jogam nas distintas inst\u00e2ncias.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, as an\u00e1lises de pol\u00edticas participativas consistem em pesquisar<br>objetivos, de m\u00e9dios e de a\u00e7\u00f5es (planejadas pelo Estado ou n\u00e3o) alterando-se a<br>movimenta\u00e7\u00e3o social de forma parcial ou total. Alterada pelo Estado ou pelos MSs,<br>assegura inclusivamente de forma democr\u00e1tica um examinar constante das quest\u00f5es<br>pol\u00edticas. Na import\u00e2ncia desses fatores, as teorias pol\u00edticas da participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o contrariam a realidade de desequil\u00edbrios nos processos de decis\u00e3o ou mesmo a insist\u00eancia<br>dos conflitos. Os principais conceitos relacionados \u00e0 participa\u00e7\u00e3o \u2013 a discuss\u00e3o, a<br>delibera\u00e7\u00e3o e o direito \u2013 s\u00e3o desenvolvidos com base em fundamentos te\u00f3ricos, que v\u00e3o<br>desde um pensamento ideal como crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o para as condi\u00e7\u00f5es de delibera\u00e7\u00e3o,<br>para a obten\u00e7\u00e3o de consensos e para a determina\u00e7\u00e3o de seus resultados no que diz respeito<br>\u00e0 inclus\u00e3o, at\u00e9 \u00e0s observa\u00e7\u00f5es emp\u00edricas que validam avan\u00e7os sociais e pol\u00edticos obtidos<br>por esse tipo de procedimento, passando por an\u00e1lises conceituais que mostram a<br>superioridade dos princ\u00edpios da participa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia.<br><br>II. CONFLITO INTERNO: <\/p>\n\n\n\n<p>Tomada de Decis\u00f5es<br><\/p>\n\n\n\n<p>O cap\u00edtulo anterior nos mostra a necessidade de justificar a \u201cBusca dos Por qu\u00e9\u2026s?&#8221; ;<br>pois, a sociedade atual est\u00e1 centrada em ideais de um bem-estar baseado na produtividade,<br>no consumismo, na urg\u00eancia, na priva\u00e7\u00e3o do sono e n\u00e3o admite a exist\u00eancia do sofrimento<br>inerente \u00e0 vida humana (Pollyana Braga, 2020), a rela\u00e7\u00e3o do tempo do Ser Humano n\u00e3o<br>\u00e9 a mesma em que o mundo anda. Existe uma dificuldade grande com o tempo de resposta<br>das coisas da maneira que as pessoas exigem, estes processos levam tempo para que os<br>mais novos desenvolvimentos em biologia te\u00f3rica sejam processados pelos cientistas que<br>conduzem pesquisas emp\u00edricas, e mais ainda para que cheguem a p\u00fablicos diversos que<br>recebem suas informa\u00e7\u00f5es em terceira, quarta e quinta m\u00e3o. No entanto, parte da mistura<br>de conceitos continua existindo no n\u00edvel mais alto do discurso cient\u00edfico, como mostrado<br>na socio biologia.<br>Conflitos interno do c\u00e9rebro humano, em tese, correm paralelamente com as tomadas<br>de decis\u00f5es; eles s\u00e3o dois vetores em sentidos opostos. Tomar o caminho correto entre<br>aquilo que se sente e o que \u00e9 certo, \u00e9 uma decis\u00e3o que n\u00e3o deixa espa\u00e7o para m\u00e9dio termo;<br>esta incerteza define o rumo do conflito para uns dos grupos. Toda esta rumina\u00e7\u00e3o e<br>arquiteta\u00e7\u00e3o mental sobre o momento e o futuro gera um cansa\u00e7o e um stress mental que<br>pode at\u00e9 paralisar m\u00fasculos do controle corporal, atuantes no processo, inundar a \u00e1rea de<br>conflito cerebral e influir diretamente nas emo\u00e7\u00f5es. onde atuam as tr\u00eas partes deste<br>sistema (thought zone), principalmente o sistema l\u00edmbico que busca n\u00e3o cair no erro. N\u00e3o<br>\u00e9 um fato et\u00e9reo que simplesmente fica dando voltas, \u00e9 o medo de enfrentar a derrota, a<br>perda do poder, o erro, o futuro inserto no mundo das ideias de cada pessoa. Estando neste<br>limite em que as emo\u00e7\u00f5es tomaram conta, o c\u00e9rebro pode desligar e se separa do corpo,<br>n\u00e3o sendo mais poss\u00edvel pensar, sendo o limite da desorienta\u00e7\u00e3o total na tarefa que est\u00e1<br>sendo executada durante a discuss\u00e3o. Esta resposta cerebral, \u00e9 muito r\u00e1pida, se neste lapso<br>de segundos o indiv\u00edduo consegue respirar profundo \u00e9 sinal de estabilizar o quadro,<br>significando que a aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 consciente para sair dessa situa\u00e7\u00e3o; por\u00e9m, isto pode n\u00e3o<br>evoluir em todos os casos. Este quadro que faz parte hoje, da vida cotidiana ganhou,<br>dentro da sociedade de consumo uma forma muito et\u00e9rea com as pr\u00e1ticas meditativas de<br>compensa\u00e7\u00e3o em busca de uma vida mais equilibrada. Num momento de conflito<br>extremo, como geralmente acontece no dia a dia, no meio de interesses, \u00e9 importante<br>escutar, atender, perceber os sinais do corpo, que a milhares de anos foi formado e<br>10<br>preparado para a\u00e7\u00e3o; o Ser Humano, reage o tempo todo, sem perceber ou mapear o<br>est\u00edmulo e a no\u00e7\u00e3o do corpo que atua diretamente no c\u00e9rebro.<br>Esta \u201cexplica\u00e7\u00e3o\u201d teoria socio biol\u00f3gica, descrita, tem pouca rela\u00e7\u00e3o com a \u201cvelha\u201d<br>teoria multin\u00edvel.<br>A base te\u00f3rica da sociobiologia atual pode, hoje, nos pareceres t\u00e3o eloquentes quanto<br>parecia ser claro na d\u00e9cada de 1960, voltando ao in\u00edcio e revisando a l\u00f3gica b\u00e1sica da<br>sele\u00e7\u00e3o multin\u00edvel, o que parecia estar em jogo na d\u00e9cada de 1960 e por qu\u00ea a rejei\u00e7\u00e3o<br>original da sele\u00e7\u00e3o do grupo deve ser reavaliada com base em pesquisas subsequentes. O<br>importante com essa aproxima\u00e7\u00e3o \u201cde volta ao b\u00e1sico\u201d, \u00e9 ben\u00e9fico para pesquisadores<br>experientes e para alunos iniciantes no tema da sociobiologia.<br>III. PROCESSO de ATEN\u00c7\u00c2O NO CONHOCIMENTO ESPEC\u00cdFICO<br>A Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um conceito utilizado na sociologia e na biologia indicando<br>que somos primatas sociais em evolu\u00e7\u00e3o constante da esp\u00e9cie, passando a ser o resultado<br>de um processo gradativo de evolu\u00e7\u00e3o por o que nossas preferencias, expectativas e<br>padr\u00f5es de conduta foram e s\u00e3o constru\u00eddas dentro do conjunto de intera\u00e7\u00e3o social da que<br>fazemos parte.<br>Darwin diz que as esp\u00e9cies evoluem atrav\u00e9s do processo de descend\u00eancia,<br>sendo estes modificados dando origem \u00e0s outras esp\u00e9cies. Diferente do que<br>alguns acreditam, a teoria criada por Darwin n\u00e3o prev\u00ea que o ser humano<br>descende do macaco, mas que as esp\u00e9cies passam por modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias<br>para sua sobreviv\u00eancia atrav\u00e9s do processo de descend\u00eancia de forma a<br>adaptar-se ao meio em que vivem (02 de jan. de 2019).<br>Lamarck propus uma modifica\u00e7\u00e3o dos seres por meio dos caracteres adquiridos;<br>Darwin, criou o conceito de evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o natural.<br>A mente humana \u00e9 de uma diversidade imensa de adapta\u00e7\u00f5es, arranjos e perigos<br>escondidos. O aumento de casos de comportamentos de inseguran\u00e7a e medo, provocando<br>tristeza profunda, depress\u00e3o, ang\u00fastia, ansiedade, e outros nos mostram impasses de um<br>Ser Humano nos dias de hoje; entre eles, o correr da experiencia com as horas no tempo<br>que passa e o imperativo de o bom viver que, em contraposi\u00e7\u00e3o do que parece, esvaziam<br>a busca de um sentido do Ser Humano idealizado para sua vida (Kehl, Maria Rita \u2013 \u201cO<br>tempo e o C\u00e3o\u201d &#8211; Boitempo, 2010).<br>As demandas impostas pelo capitalismo, em todas as classes sociais, e o sistema de<br>trabalho imposto na atualidade, com sua \u00eanfase no consumo e no m\u00e1ximo aproveitamento<br>11<br>do tempo, s\u00e3o uma distor\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da nossa realidade encoberta p\u00f4r a m\u00eddia sem<br>diverg\u00eancia e sem nenhuma pluralidade de opini\u00e3o, tentando influenciar, a servi\u00e7o das<br>for\u00e7as econ\u00f4micas. Normalmente o Ser Humano haja que a manipula\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica e<br>sempre pol\u00edtica, que tem a ver com Estado, mas essa forma de apresentar not\u00edcias existe<br>e est\u00e1 localizada nas for\u00e7as do mercado que n\u00e3o mostra a distor\u00e7\u00e3o enquanto a fra\u00e7\u00e3o<br>financeira organiza o assalto da popula\u00e7\u00e3o, via juros, via d\u00edvida p\u00fablica, via isen\u00e7\u00e3o fiscal<br>de bancos e empresas, sendo a real corrup\u00e7\u00e3o. Responsabilizar o Estado e a pol\u00edtica<br>juntos, \u00e9 a forma de fragiliz\u00e1-los, porque o sistema foi montado desse modo para que o<br>mercado possa operar. Assim, ficam claro os est\u00edmulos que favorecem o aumento das<br>instabilidades de atores participantes em reuni\u00f5es colegiadas. Assim, a pol\u00edtica se<br>expressa nas diversas formas de poder e pode ser entendida como a pol\u00edtica relacionada<br>ao Estado, como tamb\u00e9m, em um sentido mais amplo, e n\u00e3o menos importante, em outras<br>dimens\u00f5es da vida social. Por sua vez,<br>[\u2026] &#8220;Tempo n\u00e3o \u00e9 dinheiro. \u00c9 tudo o que temos, e cabe a cada um de n\u00f3s dispor<br>do tempo de maneiras que produzam valor, sentido e prazer, mas n\u00e3o s\u00f3 prazer,<br>para nossas vidas&#8221; (Pollyana Braga, 2020).<br>Sem nenhuma d\u00favida, a sociedade se tornou mais veloz, a infinidade de<br>acontecimentos \u00e9 anunciados e absorvida de forma quase simult\u00e2nea com velocidade<br>digital. Isto exige cada vez mais aten\u00e7\u00e3o dos atores para compreender n\u00e3o s\u00f3 a si mesmo,<br>mas, tamb\u00e9m o espa\u00e7o em que vivem; \u00e9 importante ressaltar, neste artigo, dois tipos de<br>aten\u00e7\u00e3o, i) a consciente, for\u00e7ada a saber o que passa, diminuindo a margem de d\u00favidas,<br>demonstrando conhecimento e interesse no assunto, controlando est\u00edmulos e valorizando<br>seus interlocutores, ii) a inconsciente, que procede nos atos de forma autom\u00e1tica no que<br>se est\u00e1 fazendo, ambas sem entrar no m\u00e9rito das teorias.<br>Por\u00e9m, muitas vezes os organismos ligados ao c\u00e9rebro, n\u00e3o respondem a todas as<br>caracter\u00edsticas do ambiente, desta forma a ci\u00eancia psicol\u00f3gica pressupus a exist\u00eancia de<br>algum mecanismo de sele\u00e7\u00e3o desses est\u00edmulos, chamado de \u201caten\u00e7\u00e3o\u201d. compreendida<br>como inst\u00e2ncia cognitiva.<br>Se admite que &#8220;prestar aten\u00e7\u00e3o&#8221;: (a) como rela\u00e7\u00f5es de controle de est\u00edmulos,<br>e (b) como uma classe de respostas recorrente que clarificam, ou tornam mais<br>eficaz, um est\u00edmulo discriminativo. Nos dois casos, o &#8220;prestar aten\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9<br>entendido como um processo comportamental, tornando refer\u00eancias a<br>processos cognitivos desnecess\u00e1rias (B.F. Skinner. 1968).<br>Para entender o que \u00e9 chamado de aten\u00e7\u00e3o (\u201cprestar aten\u00e7\u00e3o\u201d) diversas mudan\u00e7as<br>foram realizadas, por diferentes cientistas da \u00e1rea de psicologia, no desenvolvimento das<br>12<br>pesquisas que investigam o tema; mas n\u00e3o \u00e9 foco deste trabalho (falar de psicologia),<br>igualmente que seja multidisciplinar. A explica\u00e7\u00e3o mais corrente para o reaparecimento<br>da pesquisa sobre aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, na d\u00e9cada de 50, come\u00e7ava a ganhar auge a chamada<br>psicologia cognitiva, retomando temas, j\u00e1 estudados e deixando de lado outros em<br>andamento. (Lovie, 1983).<br>Se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos que responder com a mesma velocidade e energia a todos<br>os aspectos do mundo que nos cerca, n\u00f3s ficar\u00edamos irremediavelmente<br>confusos. N\u00f3s devemos responder apenas a caracter\u00edsticas selecionadas. Mas<br>como elas s\u00e3o selecionadas? Por que n\u00f3s olhamos para uma coisa em<br>detrimento de outra? Como n\u00f3s observamos a forma de um objeto sem prestar<br>aten\u00e7\u00e3o a sua cor? O que est\u00e1 acontecendo quando n\u00f3s ouvimos apenas o<br>violoncelo na grava\u00e7\u00e3o de um quarteto de cordas? (Skinner, p. 121).<br>O pensamento anterior, n\u00e3o adota um mecanismo cognitivo como causador<br>comportamental; desta forma, alguma alternativa deve ser proposta para avaliar o &#8220;prestar<br>aten\u00e7\u00e3o&#8221; que ganha import\u00e2ncia pretendendo avaliar a rela\u00e7\u00e3o entre os organismos<br>cerebrais e o ambiente, devendo ser explicado o por que n\u00e3o reagimos com a igual<br>intensidade a todos os est\u00edmulos em nosso ambiente, o que questiona o correto do<br>coment\u00e1rio acima como um exemplo de interacionismo na qual o c\u00e9rebro \u00e9 controlado<br>polo entorno, mas tamb\u00e9m interfere no mesmo enquanto se ache em sua a\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se<br>pode assumir que somente caracter\u00edsticas dos est\u00edmulos definem a quais est\u00edmulos os<br>organismos respondem; algum modo ativo de sele\u00e7\u00e3o desses est\u00edmulos deve ser<br>considerado.<br>Dito de outra forma, temos uma tendencia a adoptar formas de pensar e agir que<br>encontramos no entorno moldando nossas preferencias de forma impl\u00edcita. No caso da<br>participa\u00e7\u00e3o busca-se o reconhecimento entre os atores, uma forma de recompensa que<br>d\u00e3o um valor social, aten\u00e7\u00e3o e foco no conhecimento espec\u00edfico est\u00e1 entre as prorrogativa.<br>No campo do conflito pode influir na conduta individual dos atores participantes de uma<br>reuni\u00e3o colegiada; a aten\u00e7\u00e3o atua como um controlador de est\u00edmulos para tomar decis\u00f5es<br>que est\u00e3o alinhadas com os interesses do determinado segmento social. Prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e9<br>mais dif\u00edcil do que ouvir, exige conhecimento do tema, esfor\u00e7o, treino e entrega.<br><\/p>\n\n\n\n<p>No campo do conflito, o debate com aten\u00e7\u00e3o no conhecimento flui defendendo<br>posi\u00e7\u00f5es, que na grande parte das posi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o diferem ou som mais f\u00e1ceis de se<br>chegar a um acordo, o problema \u00e9 quando se entra no debate de or\u00e7amentos, na grande<br>parte das vezes s\u00e3o discuss\u00f5es acaloradas e de longa dura\u00e7\u00e3o, at\u00e9 n\u00e3o se formular acordo<br>nenhum. No campo da aten\u00e7\u00e3o do conhecimento de forma autom\u00e1tica no que se est\u00e1<br>fazendo \u00e9 prov\u00e1vel que o ator adopte uma conduta de outro ator (conduta compartida<br><br>sobre a previs\u00e3o esperada), por corporativismo, por falta de conhecimento do tema ou por<br>ter recebido orienta\u00e7\u00e3o em conversas paralelas. Por este motivo, tamb\u00e9m \u00e9 importante,<br>que se preste aten\u00e7\u00e3o nos gestos que acompanham as falas dos oradores. Condutas novas<br>podem gerar c\u00e2mbios, se influenciados por atores pr\u00f3ximos. Muitas de nossas atitudes,<br>no momento de tomar decis\u00f5es nascem das rela\u00e7\u00f5es entre pessoas. A forma na que vemos<br>e pensamos a sociedade, conceptos, rela\u00e7\u00f5es, categorias, estere\u00f3tipos e tudo o comp\u00f5e<br>nossa forma de comportamento conformam modelos cerebrais. Quando o sistema nervoso<br>trabalha em equil\u00edbrio, o grupo participativo facilita o entendimento no momento de<br>resolver problemas coletivos.<br>Seguir normas faz parte de nossa natureza, s\u00e3o caminhos j\u00e1 constru\u00eddos desde nosso<br>nascimento que nos permitem observar tudo o que temos em volta e imita-las, de forma<br>consciente ou inconsciente.<br>\u2026podem, as a\u00e7\u00f5es do Ser Humano se tornarem Leis universais? Kant3<br>De fato, o processo de estabelecimento das normas sociais \u00e9 em grande parte de forma<br>impl\u00edcita, sem algu\u00e9m escolher sua aplica\u00e7\u00e3o. Dito isto as normas sociais interferem em<br>nossas tomadas de decis\u00f5es, na grande parte de forma inconsciente, as vezes para bem e<br>outras para mal. O Ser Humano, desde seu nascimento, vem preparado para observar os<br>outros e castigar condutas quando se desvia da norma estabelecida socialmente, uma<br>ruptura gera fortes emo\u00e7\u00f5es, assim, a puni\u00e7\u00e3o em nosso c\u00e9rebro, ativa sensores que atuam<br>como recompensa, igualmente sabendo, conscientemente, que ra\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 direito. N\u00e3o<br>\u00e9 uma conduta incondicional, depende de grupo familiar, hist\u00f3ria de vida; desta forma,<br>ambientes ou sociedades onde se mostram atos coorporativos, (o Ser Humano tende a<br>colaborar com pares de igual segmento) pode incentivar a tomar decis\u00f5es de ajuda; se for<br>o contr\u00e1rio, se percebe pouca vontade diminuindo a colabora\u00e7\u00e3o. Vinculado a isto se<br>encontra a influ\u00eancia que, nossa conduta tem, de sentisse observado. Os seres humanos<br>constru\u00edmos nossas identidades relacionadas com o outro, o que determina como<br>pensamos, como decidimos e que somos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Para Kant, o princ\u00edpio da autonomia \u00e9: n\u00e3o escolher sen\u00e3o de modo a que as m\u00e1ximas da escolha estejam<br>inclu\u00eddas simultaneamente, no querer mesmo, como lei universal; a vontade certa \u00e9 aquela orientada pela<br>raz\u00e3o estar de acordo com o dever da a\u00e7\u00e3o justa. A Raz\u00e3o compreende o que \u00e9 o dever e o ser humano pode<br>escolher agir em de acordo com esse dever ou n\u00e3o. Entretanto, a a\u00e7\u00e3o moral ser\u00e1 sempre a a\u00e7\u00e3o por dever.<br><br>IV. REFER\u00caNCIAS<br>Politicas Publicas: Formulacion, Implementacion y Evaluacion \u2013 Roth Deubel,<br>Andre \u2013 Aurora, 2007;<br>Ser Humano \u2013 MANES, Facundo \u2013 Planeta, 2021;<br>L\u00edmete \u2013 Latouche, Serge \u2013 AH, 2015;<br>A Interpreta\u00e7\u00e3o das Culturas &#8211; Clifford Geertz \u2013 LTC, 2012;<br>Uma teoria darwinista da coevolu\u00e7\u00e3o gen-cultura &#8211; RICHERSON1, Peter J. e<br>BOYD, ROBERT &#8211; University of California, 2011.<br>BERTALANFFY, Ludwig Von. Teoria Geral dos Sistemas. 8. ed. S\u00e3o Paulo:<br>Vozes, 2015. BERTALANFFY, Ludwig Von. The Mind-Body Problem:: : A New<br>View. Psychosomatic medicine, Canada, v. 26, n. 1, p. 29-45, jan.\/1964.<br>COSMIDES et al. The Adapted Mind: : Evolutionary Psychology and the<br>Generation of Culture Revised ed. Edition. 1. ed. [S.l.]: Oxford University Press;,<br>1995.<br>DAWKINS, Richard. O gene ego\u00edsta. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras,<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2007\"><li>DURKHEIM, \u00c8mile. As Regras do m\u00e9todo sociol\u00f3gico. 1. ed. [S.l.]:<br>Editora Vozes, 1895. GEERTZ, Clifford. A Interpreta\u00e7\u00e3o das Culturas. 1. ed.<br>[S.l.]: LTC, 1981. HARVEY, David. Os sentidos do mundo. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Boi<br>Tempo, 2020. p. 1-415<br>KROEBER, A. L.. A Natureza da Cultura. 1. ed. [S.l.]: Edi\u00e7\u00f5es 70, 1993.<br>LALAND, Kevin N.; ODLING-SMEE, John; FELDMAN, Marcus W.. Niche<br>construction, biological evolution, and cultural change. Behav Brain Sci . , EUA,<br>v. 1, n. 1, p. 131-175, fev.\/2000.<br>LEFEBVRE, Henry. Jan \/ Mar. 1971 PINKER, Steven. The Language Instinct::<br>How the Mind Creates Language . 1. ed. [S.l.]: ? 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