{"id":18593,"date":"2017-11-22T14:32:18","date_gmt":"2017-11-22T14:32:18","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=18593"},"modified":"2017-11-22T14:34:45","modified_gmt":"2017-11-22T14:34:45","slug":"fonasc-ba-veja-como-e-tratado-pela-midia-tradicional-a-luta-pela-agua-das-comunidades-ribeirinhas-de-correntina-nas-bacias-dos-rios-correntino-carinhanha-e-rio-grande-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=18593","title":{"rendered":"FONASC BA &#8211; VEJA COMO \u00c9 TRATADO PELA MIDIA TRADICIONAL, A LUTA PELA AGUA DAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DE CORRENTINA NAS BACIAS DOS RIOS CORRENTINO, CARINHANHA E RIO GRANDE NA BAHIA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<header>\n<div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>OS FATOS<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>1. Durante o ultimo ano, a fazenda\u00a0 Igarashi\u00a0de mais de 5 mil hectares, de capital japones, localizada em Correntina-no oeste da Bahia,vem\u00a0 desenvolvendo monocultura irrigada, e come\u00e7ou a captar agua dos rios\u00a0 Carinhanha, Correntino e\u00a0 Rio Grande.\u00a0\u00a0\u00a0 A regi\u00e3o tem muitos problemas de deficiencia de \u00a0agua.\u00a0 E por conta disso, centenas de familias de ribeirinhos dos rios e de comunidades rurais tradicionais da regiao, que dependem dessa agua, foram muitoprejkudicados, praticamente inv iabilizando sua sobrevivencia por la.<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>2. Cansadas de reclamar com as autoridades, no dia 2 de novembro fizeram uma a\u00e7\u00e3o de protesto na fazenda, indignadas com a irresponsabilidade do agronegocio que lhes tirava a possibilidade de sobreviver na regi\u00e3o.<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>3.Imadiatamente as fotos da a\u00e7\u00e3o foram amplificadas, mudadas, e\u00a0 a manchete criada foi\u00a0 MST PROMOVE TERRORISMO NA BAHIA destruindo uma moderna fazenda do agronegocio.<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>4. Os mecanismos utilizados pela direita foram os espa\u00e7os em redes sociais (vide abaixo)\u00a0\u00a0 a senadora Ana Amelia do PP-Rio grande do sul, (deve conhecer muito bem a realidade baiana..) se mostrou indignada e fez um duro pronunciamento no senado atacando o MST.<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>5. O secretario particular do ex-presidente FHC, senhor\u00a0 Xico Graziano, ex-presidente do Incra nos tempos neoliberais, tambem foi \u00e0 internet para dar seu veridicto, a parttir do seu escritorio em Higien\u00f3polis, no Instituto Fernando Henrique Cardoso.\u00a0&#8211; vide abaixo.<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>6. O MST nao tem assentamentos e base organizada na regi\u00e3o.\u00a0 Mas reconhecemos a indigna\u00e7\u00e3o das familias das comunidades locais, que s\u00e3o organizadas pelas pastorais e pelo movimento de atingidos pelas barragens.\u00a0\u00a0 Vejan Nota logo abaixo<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><strong>NOTA DO MST DA BAHIA<\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denuncia publicamente a m\u00e1 apura\u00e7\u00e3o dos fatos ocorrida por diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o a respeito da ocupa\u00e7\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o de comunidades agr\u00edcolas nas fazendas Igarashi e Curitiba, nesta \u00faltima quinta-feira (2), no distrito de Ros\u00e1rio, em Correntina, oeste do estado.<\/p>\n<p>V\u00e1rias manchetes apontam o MST como participante da a\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, enquanto organiza\u00e7\u00e3o popular, n\u00e3o h\u00e1 envolvimento nessa mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo assim, reiteramos que apoiamos as a\u00e7\u00f5es de den\u00fancia ao agroneg\u00f3cio, principalmente quando existe um processo de privatiza\u00e7\u00e3o de recursos naturais e investimentos antipopulares, que neste caso, afeta diretamente as comunidades camponesas localizadas nas proximidades das fazendas.<\/p>\n<p>Segundo relatos, o projeto de irriga\u00e7\u00e3o da Igarashi e Curitiba est\u00e3o secando os rios Carinhanha, Corrente e Grande, al\u00e9m de provocar queda de energia na regi\u00e3o. Essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente de diversas outras localidades no estado que sofrem com as a\u00e7\u00f5es de empresas nos territ\u00f3rios, que para garantir uma maior margem de lucro, n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o o impacto que tais iniciativas possuem ao meio ambiente e nas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Paralelo a isso, n\u00e3o podemos esquecer que tais projetos cumprem o papel de esvaziar o campo, ao expulsar as comunidades de seu territ\u00f3rio a partir do processo de monopoliza\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos. Isso se apresenta muito forte nas regi\u00f5es do semi\u00e1rido baiano, onde toda \u00e1gua dos afluentes s\u00e3o moedas troca compactuada com o Estado.<\/p>\n<p>A luta pela terra e pela soberania dos povos \u00e9 parte fundamental do projeto de sociedade que defendemos e nesse sentido, reafirmamos que os recursos naturais \u00e9 um patrim\u00f4nio de todas e todos e n\u00e3o devem ser usados para atender os interesses de uma sociedade segregadora, cujo objetivo \u00e9 ampliar as desigualdades e a explora\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Seguiremos em Luta, at\u00e9 que todos sejamos livres!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\">06 de novembro de 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o Estadual do MST na Bahia<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Salvador \u2013 Bahia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>MST repudia \u201cfake news\u201d patrocinada por MBL e outros portavozes da direita na televis\u00e3o, sobre protesto na Bahia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Danilo Gentilli, diretores nacionais do MBL e at\u00e9 a senadora Ana Am\u00e9lia (PP-RS) surfaram na onda de desinforma\u00e7\u00e3o sobre o caso de Correntina<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre domingo (5) e esta segunda-feira (6), mais uma corrente de desinforma\u00e7\u00e3o circulou em diversas redes sociais, empurrando para frente uma preconceituosa especula\u00e7\u00e3o de que o MST havia se envolvido numa invas\u00e3o, que resultou em destrui\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es da fazenda Igarashi e Curitiba, no interior da Bahia. N\u00e3o bastasse, alguns ve\u00edculos de imprensa e sites de emiss\u00e3o de pensamento de direita deram vaz\u00e3o a essas mentiras.<\/p>\n<p>O MST no estado da Bahia emitiu nota nesta segunda-feira, desfazendo mais esta &#8220;fake news&#8221; emulada pelo preconceito aos trabalhadores Sem Terra e a todos que lutam por direitos, em que &#8220;denuncia publicamente a m\u00e1 apura\u00e7\u00e3o dos fatos ocorrida por diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;. Confira o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<div><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;\"><span style=\"color: #ff0000;\">ARTIGO\u00a0 no portal Diario do fim do mundo<br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: medium;\"><strong>Primeiro atira, depois pergunta<\/strong><\/span><br \/>\n<strong><\/strong><\/div>\n<div><strong>Diario do\u00a0 Fim do Mundo- DCM<br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div>Que tempos vivemos&#8230; express\u00e3o hoje ouvida em esquinas, pra\u00e7as, escolas por todo pa\u00eds. O n\u00edvel de preconceito, emburrecimento coletivo proposital como um projeto de determinado campo, tem assustado pela expressividade que vem ganhando. N\u00e3o s\u00f3 museus est\u00e3o sendo censurados oficialmente pelos governos conservadores, tamb\u00e9m aqui embaixo, na sociedade que vive e luta pra viver, tem se visto express\u00f5es das mais inc\u00f4modas, como o cerceamento por um grupo heterog\u00eaneo de neofascistinhas, religiosos fundamentalistas, juventude ma\u00e7onica e os desvairados alucinados do volta-milico num ato de constrangimento p\u00fablico a uma fil\u00f3sofa! Contra uma &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221; (sic), que, pasmem, n\u00e3o era o assunto da conferencista. Judith Butler veio ao Brasil nos ajudar a refletir em n\u00edvel acad\u00eamico justamente sobre conviv\u00eancia democr\u00e1tica.<\/div>\n<p>A quadra hist\u00f3rica que viramos \u00e9 realmente alarmante. Assim como a pol\u00edcia ao executar a juventude preta das periferias, primeiro atira depois pergunta, assim tamb\u00e9m o MST foi alvo de uma rajada descontrolada. Primeiro atira, depois pergunta. S\u00f3 podia ser esse o senso coletivo de uma massa nutrida por ve\u00edculos difusores do &#8220;pensamento&#8221; de direita ao repassar cegamente uma certa corrente de desinforma\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou a circular no domingo (5). O v\u00eddeo, que logo ganhou logomarca do MBL, mostrava as cenas do protesto de moradores de Correntina (BA) contra um grande empreendimento do agrohidroneg\u00f3cio na cidade que estava secando o Rio Arrojado. Foi um verdadeiro bang-bang: rajadas de desinforma\u00e7\u00e3o, tiros e explos\u00f5es de fakenews por grupos de whatsapp, face, twitter&#8230; Cena de uma medieval bestialidade, em que pessoas alucinadas sequenciam-se destilando \u00f3dio, vinculando as cenas ao &#8220;grude&#8221; mais f\u00e1cil de emplacar quando h\u00e1 uma revolta no campo: &#8220;foi os Sem Terra!&#8221;<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que nestes tempos h\u00e1 o perigo de vencer a irracionalidade sobre a velha e boa racionalidade? O desenrolar, se tr\u00e1gico ou n\u00e3o, segue em aberto, mas certo \u00e9 que h\u00e1 uma n\u00edtida disputa acontecendo agora neste patamar no Brasil, entre racionalidade e irracionalidade. Existe uma certa hegemonia do pensamento averso \u00e0 politiza\u00e7\u00e3o dos processos, uma certa op\u00e7\u00e3o por um emburrecimento coletivo. Sa\u00fade? Culpa do PT! Agr\u00e1rio? MST terrorista! Direitos civis? Gayzista-abostista!!<\/p>\n<p>\u00c9 perigoso. J\u00e1 sabemos que os canais de informa\u00e7\u00e3o mudaram radicalmente nos \u00faltimos vinte anos em que se viveu uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e, agora mais definidamente, se formou uma gera\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o destas tecnologias (de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o). O que alguns soci\u00f3logos, comunic\u00f3logos e, com maior audi\u00eancia, o escritor Umberto Eco tamb\u00e9m j\u00e1 nos apontaram \u00e9 a que tipo de voz estas novas redes de compartilhamento de informa\u00e7\u00e3o deram vaz\u00e3o: uma legi\u00e3o de imbecis. Vociferam preconceitos ou informa\u00e7\u00f5es inventadas na cara dura. Imbecis que se sentem \u00e0 vontade para escolher inimigos e guerrear na arena virtual (hoje bem atual) numa burrice inescrupulosa.<\/p>\n<p>\u00c9 diferente dos ignorantes, os sem op\u00e7\u00e3o por saber. \u00c9 uma burricializa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o das opini\u00f5es (as redes sociais, que hoje constituem parte da tal opini\u00e3o p\u00fablica). Esse campo da sociedade, uma classe m\u00e9dia orientada e uma classe bem rica, afastada dessa camada anterior, que orienta, v\u00e3o mesmo continuar numa ocupa\u00e7\u00e3o burra e tendente ao irracional nos canais de informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Que continuem, se quiserem, em seu projeto de bestializa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Ao campo popular, o campo das lutas por direitos e por transforma\u00e7\u00f5es estruturais dessa sociedade brasileira t\u00e3o desigual, cabe investir no poder de cr\u00edtica do povo, no pensar cr\u00edtico, na contradi\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel das massas. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 nosso campo de batalha. O MST est\u00e1 tamb\u00e9m nessa luta e estimula todo o povo a se fazer m\u00eddia!<\/p>\n<p>Que se quebrem todas as cercas, da terra \u00e0 informa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<\/div>\n<div><strong><span style=\"font-family: Arial; font-size: x-small;\">Artigo do secretario particular do ex-presidente\u00a0 FHC, sr. Xico Graziano.<\/span><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div dir=\"ltr\">\n<h1><\/h1>\n<h1>MST promove verdadeiro terrorismo no campo,<\/h1>\n<h1>Movimento radicalizou e demoniza agroneg\u00f3cio<\/h1>\n<div>\n<p>Ataque a fazenda na Bahia deixou preju\u00edzo de R$ 60 milh\u00f5es<\/p>\n<\/div>\n<figure><figcaption>Sem-terra em acampamento do MSTMarcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil &#8211; 4.ago.2014<\/figcaption><\/figure>\n<p><a title=\"Posts by Xico Graziano\" href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/author\/xico-graziano\/\" rel=\"author\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.poder360.com.br\/author\/xico-graziano\/&amp;source=gmail&amp;ust=1511447127968000&amp;usg=AFQjCNHGEaUUF2Xbj4YyXf3N4wa0UOJcxg\">XICO GRAZIANO<\/a><br \/>\n08.nov.2017 (quarta-feira) &#8211; 7h36\u00a0 Portal\u00a0 Poder360 brasilia.<\/p>\n<\/div>\n<\/header>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p>Os bandidos agr\u00e1rios atacaram novamente, com grande agressividade. Destru\u00edram agora uma fazenda localizada em Correntina (BA). A pol\u00edcia militar, como sempre, fechou os olhos, compactuando com o crime. Verdadeiro terrorismo no campo.<\/p>\n<p>Era dia de Finados. Enquanto as pessoas de bem reverenciavam seus mortos, as do mal, carregadas de \u00f3dio, destru\u00edam uma incr\u00edvel infraestrutura produtiva destinada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Sim, produtiva. Sim, alimentos. Se voc\u00ea \u00e9 daqueles ing\u00eanuos que ainda acredita na import\u00e2ncia do movimento dos \u201csem-terra\u201d para combater os ociosos latif\u00fandios, esque\u00e7a seu idealismo.<\/p>\n<p>\u00c9 triste, mas \u00e9 a realidade. H\u00e1 muito tempo o MST (Movimento Sem Terra), benchmarking nessa mat\u00e9ria, liberou geral na invas\u00e3o de propriedades agr\u00edcolas. Antes, nos anos 1990, convenceram a opini\u00e3o p\u00fablica de que, em suas estripulias, \u201cocupavam\u201d terras improdutivas, vazias, portanto, empurrando-as para o processo da reforma agr\u00e1ria. Eram, assim, justiceiros. Sua a\u00e7\u00e3o, embora violenta, fazia a carruagem andar.<\/p>\n<p>Passou-se uma d\u00e9cada. Com o avan\u00e7o das desapropria\u00e7\u00f5es efetuadas pelo Incra (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria), e quanto mais se afirmava a moderniza\u00e7\u00e3o capitalista no campo, o MST, ombreado pela Contag (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), mudou a t\u00e1tica. Passaram a atacar e a depredar fazendas mesmo que produtivas, argumentando que estas, ao produzirem soja ou eucalipto, por exemplo, n\u00e3o serviam ao povo.<\/p>\n<p>Radicalizaram. Agregaram em seu discurso o combate aos transg\u00eanicos, e assim destru\u00edram laborat\u00f3rios de pura tecnologia. Demonizaram o agroneg\u00f3cio. No fundo, usavam um disfarce, uma senha que abria os cofres p\u00fablicos mantidos pelo populismo lulopetista. Conv\u00eanios suspeitos, \u00e0s pencas, passaram a repassar montanhas de dinheiro \u00e0s entidades, centenas delas, vinculadas ao esquema da reforma agr\u00e1ria. Boca livre ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou a desmoronar com a crise financeira do Estado e o subsequente impeachment de Dilma. As verbas minguaram, como aquelas do Programa Nacional de Educa\u00e7\u00e3o na Reforma Agr\u00e1ria (Pronera), utilizada fartamente na escolariza\u00e7\u00e3o \u2013leia-se doutrina\u00e7\u00e3o\u2013 dentro dos assentamentos rurais. Perderam seu farto man\u00e1 os pseudo-revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por que aquela turba raivosa invadiu e destruiu as instala\u00e7\u00f5es produtivas da Fazenda Iragashi, comandada por uma fam\u00edlia de japoneses no distrito de Ros\u00e1rio, em Correntina? N\u00e3o se sabe ao certo. Em sua narrativa, comprada facilmente pelos jornalistas descuidados, diziam defender os recursos h\u00eddricos da regi\u00e3o. Balela.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o comprovados tecnicamente os aludidos impactos ambientais, como a suposta morte de nascentes e pequenos c\u00f3rregos. Nem o rio Arrojado, que serve \u00e0 fazenda, teve sua vaz\u00e3o amea\u00e7ada. Suas \u00e1guas, com a devida autoriza\u00e7\u00e3o p\u00fablica, abastecem 32 piv\u00f4s de irriga\u00e7\u00e3o capazes de molhar 2.530 hectares de lavouras, incluindo soja, milho, batata, cenoura, feij\u00e3o, tomate, alho e cebola. Comida b\u00e1sica, arrasada pela insanidade humana.<\/p>\n<p>Quem viu as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oantagonista.com\/brasil\/video-mst-%20toca-terror-%20na-bahia\/\" target=\"_blank\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=https:\/\/www.oantagonista.com\/brasil\/video-mst-%2520toca-terror-%2520na-bahia\/&amp;source=gmail&amp;ust=1511447127968000&amp;usg=AFQjCNHdYp-AkYn4XZzKZFeEfcJ81U6-bA\">imagens<\/a>\u00a0da destrui\u00e7\u00e3o se apavora. Torres de energia derrubadas, maquin\u00e1rios agr\u00edcolas incendiados, uma gritaria que deixou R$ 60 milh\u00f5es de preju\u00edzo. Algu\u00e9m foi preso? Ningu\u00e9m. Das favelas do Rio aos rinc\u00f5es da Bahia, a impunidade dos criminosos, urbanos ou rurais, campeia no pa\u00eds. Chama o ex\u00e9rcito?<\/p>\n<p>Paradoxalmente, na mesma data o MST estampava em seu site uma mat\u00e9ria intitulada \u201cA escalada da viol\u00eancia e da criminaliza\u00e7\u00e3o no meio rural brasileiro\u201d. Parece uma provoca\u00e7\u00e3o. Bem ao gosto do Bolsonaro.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<footer>\n<div><span style=\"color: #ff0000; font-size: x-small;\"><strong>Notas, para conhecimento:<\/strong><\/span><\/div>\n<div><span style=\"color: #ff0000; font-size: x-small;\"><strong>1.H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s o filho do sr. Xico Graziano foi processado pela familia do Presidente Lula, e condenado,\u00a0 porque difundiu nas redes sociais, uma foto da sede de uma fazenda, e afirmando que a fazenda era de propriedade do Filho do presidente, conhecido por Lulinha em sociedade com a\u00a0 JBS.\u00a0\u00a0 A\u00a0 manipula\u00e7\u00e3o foi tao estupida que a foto era na verdade da sede do campus da ESALQ\u00a0\u00a0\/USp em PiraciCAba\u00a0-sp<\/strong><\/span><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #ff0000; font-size: x-small;\">2. Isso lembra tambem fato ocorrido durante a campanha eleitoral de 2002.\u00a0 Foi veiculado em todas as redes sociais, uma foto de pessoas pegando ovos de tartaruga nas margens de um rio.\u00a0 A manchete foi: O mst do amazonas, ataca at\u00e9 tartarugas na sua sanha destruidora.\u00a0 Pesquisado a origem das fotos, constatou-se que se tratava de uma comunidade que vive na regi\u00e3o do atlantico, \u00a0na Costa Rica!.\u00a0\u00a0\u00a0 Depois tambem descubriu-se que foi um assessor do ent\u00e3o deputado Raul Pinto Jungmann, e hoje poderoso ministro do governo golpista, que havia preparado a pe\u00e7a propagandistica mentirosa.<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"color: #ff0000; font-size: x-small;\">.<\/span><\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<\/footer>\n<p><a title=\"asd\" href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=18552\" target=\"_blank\">veja mais\u00a0\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; OS FATOS 1. 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