{"id":17101,"date":"2017-02-07T19:28:00","date_gmt":"2017-02-07T19:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=17101"},"modified":"2017-02-07T19:28:00","modified_gmt":"2017-02-07T19:28:00","slug":"fonasc-divulga-artigo-o-fim-da-agua-e-uma-das-provas-cabais-do-erro-da-teoria-economica-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=17101","title":{"rendered":"FONASC DIVULGA ARTIGO &#8211; O fim da \u00e1gua \u00e9 uma das provas cabais do erro da teoria econ\u00f4mica tradicional"},"content":{"rendered":"<p><strong> FONASC DIVULGA ARTIGO &#8211; O fim da \u00e1gua \u00e9 uma das provas cabais do erro da teoria econ\u00f4mica tradicional<\/strong><\/p>\n<p>(evid\u00eancias desconcertantes sobre isso s\u00e3o in\u00fameras: \u00a0Artigo publicado em https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2017\/02\/01\/uma-seca-de-seis-anos-artigo-de-roberto-malvezzi-gogo\/).<\/p>\n<p><strong>\u00a0Data:<\/strong> 07\/02\/2017<br \/>\n<strong>Texto:<\/strong> Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Surreal o ataque da humanidade \u00e0s florestas, \u00e0s \u00e1guas e aos solos. Esses itens s\u00e3o b\u00e1sicos, por\u00e9m sustentam a vida. A humanidade n\u00e3o vai perecer e desaparecer por falta de carros, avi\u00f5es, navios, armas, etc., mas por falta de chuva, \u00e1gua e comida.\u00a0 Esses itens s\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sicos que j\u00e1 houve economistas que escreveram essa p\u00e9rola: \u201ccomo a agricultura representa 1% do PIB apenas, os EUA n\u00e3o sofrer\u00e3o nada caso desapare\u00e7a por completo.\u201d\u00a0 Fizeram a mesma observa\u00e7\u00e3o sobre o petr\u00f3leo. Economista acredita na perfeita e infinita substitui\u00e7\u00e3o dos bens: se faltar comida, comam panelas; se faltar petr\u00f3leo, use ossos, e por a\u00ed vai.\u00a0 O funcionamento completo dos sistemas \u00e0 nossa volta passam longe do conhecimento dos economistas que matematizaram a realidade numa pseudoci\u00eancia que virou uma pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o.\u00a0 Isso n\u00e3o seria problema se essa pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse t\u00e3o venerada e acreditada por aqueles muito poucos que tomam as decis\u00f5es. H\u00e1 os que cr\u00eaem que a humanidade atingiu elevados n\u00edveis de bem estar. Na verdade o que fizemos foi causar um elevado n\u00edvel de destrui\u00e7\u00e3o da vida, reconhecido pelos paleont\u00f3logos como a sexta extin\u00e7\u00e3o em massa da vida na Terra, cuja perda de esp\u00e9cies ou de indiv\u00edduos de esp\u00e9cies ocorre dezenas de milhares de vezes mais rapidamente que em eras geol\u00f3gicas normais. Dizimamos s\u00f3 nos \u00faltimos 40 anos metade de toda a vida desse planeta. N\u00e3o temos mais 40 anos para dizimar a outra metade.\u00a0 E, j\u00e1 que os economistas gostam de matem\u00e1tica, como tudo \u00e9 crescimento exponencial, a velocidade de destrui\u00e7\u00e3o em termos absolutos aumenta desmesuradamente a cada ano que passa.<\/p>\n<p>O fim da \u00e1gua, da estabilidade do clima, e outros problemas s\u00e9rios que vivenciamos s\u00e3o consequ\u00eancias. A causa \u00e9 bem simples: obsess\u00e3o pelo crescimento do PIB, \u00fanica meta dos governos e empresas que de nada serve para ajudar as pessoas e apenas serve para enriquecer os mais ricos. O crescimento do PIB \u00e9 baseado numa teoria econ\u00f4mica falsa que acredita em v\u00e1rias hip\u00f3teses absurdas e contr\u00e1rias \u00e0 realidade e \u00e0s ci\u00eancias verdadeiras: (0) o sistema econ\u00f4mico \u00e9 neutro para a natureza, (1) a natureza \u00e9 inesgot\u00e1vel, (2) o planeta \u00e9 um subsistema da economia, (3) a hip\u00f3tese de total separa\u00e7\u00e3o entre economia e meio ambiente n\u00e3o compromete nenhuma das conclus\u00f5es te\u00f3ricas, (4) o capital produzido pelo homem \u00e9 um perfeito substituto da natureza e (5) n\u00e3o h\u00e1 qualquer limite ecol\u00f3gico para a economia.\u00a0 O pr\u00f3prio conceito do PIB \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o.\u00a0 A economia pode ser maior que a Terra!!!!\u00a0\u00a0 Produzir desembestadamente num planeta finito a um ritmo exponencial n\u00e3o causar\u00e1 problema algum para os seres vivos!!!! Dane-se as abelhas.<\/p>\n<p>Todas as vertentes te\u00f3ricas da Economia possuem axiomas e princ\u00edpios de conserva\u00e7\u00e3o baseados na F\u00edsica cl\u00e1ssica de 250 anos atr\u00e1s, ou seja, a Mec\u00e2nica. Os economistas s\u00e3o mecanicistas sem saber. A mec\u00e2nica cl\u00e1ssica ou ci\u00eancia da locomo\u00e7\u00e3o cria a id\u00e9ia estapaf\u00fardia que \u201csim, eu posso passar um trator da Amaz\u00f4nia, basta dar marcha-r\u00e9 que nada aconteceu.\u201d Cria outras id\u00e9ias est\u00fapidas como a economia do descarte imediato dos bens, o desperd\u00edcio e transformar a Terra inteira numa enorme lixeira de dejetos, muitos deles com n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o irrevers\u00edveis, como os milh\u00f5es de produtos qu\u00edmicos que a natureza nunca teve contato, os metais, a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, etc. Para os economistas que s\u00f3 pensam em crescimento do PIB uma floresta n\u00e3o tem valor algum em p\u00e9. As \u00e1rvores s\u00f3 tem valor quando derrubadas ao ch\u00e3o. E isso vale at\u00e9 o dia de hoje: a principal consequ\u00eancia desse modelo de pensamento \u00e9 n\u00e3o observar nenhuma consequ\u00eancia ambiental e social no pre\u00e7o final do produto. A &#8220;growthmania&#8221; segue inabalada e ainda \u00e9 sustentada para gerar empregos para popula\u00e7\u00e3o global adicional que cresce todos os anos em n\u00fameros absolutos gigantescos e com um n\u00edvel de materialismo impens\u00e1vel. Como o objetivo desse sistema \u00e9 gerar lucros concentrados nas m\u00e3os de poucos e n\u00e3o empregos, nunca iremos ter empregos edificantes, apenas escravizantes e sempre em n\u00fameros inferiores aos desej\u00e1veis.\u00a0 Essa \u00e9 a melhor forma de impedir qualquer abandono da id\u00e9ia est\u00fapida do crescimento do PIB: sempre faltar\u00e1 empregos e sempre haver\u00e1 pessoas em estado de mis\u00e9ria e de abandono.\u00a0 E sempre precisaremos de pol\u00edticos salvadores e de pol\u00edticas econ\u00f4micas absurdas para sustentar outro absurdo: o crescimento do PIB num planeta finito como a Terra.<\/p>\n<p>Como os servi\u00e7os naturais do planeta s\u00e3o considerados (erradamente) inalter\u00e1veis, inesgot\u00e1veis e totalmente substitu\u00edveis, o economista n\u00e3o observa estoques, apenas crescimento exponencial de fluxos. O PIB \u00e9 um fluxo e sua taxa de crescimento exponencial \u00e9 a \u00fanica meta no mundo inteiro. Em um ano hoje, por exemplo, produzimos mais bens e servi\u00e7os que em 100 anos.\u00a0 Como o corol\u00e1rio disso tudo \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o da natureza e das bases de sustenta\u00e7\u00e3o da vida, podemos dizer que em um ano a nossa capacidade de dizimar a vida \u00e9 100 ou muitas vezes maior que nos anos anteriores. E ser\u00e1 cada vez maior mesmo que a economia global pare de crescer, porque essa destrui\u00e7\u00e3o depende de estoques que se espalham pela Terra e n\u00e3o dos fluxos. Os estoques n\u00e3o param de crescer nem em recess\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa teoria \u00e9 t\u00e3o forte que inventamos as c\u00e1psulas de caf\u00e9, que em um ano se fossem enfileiradas dariam a volta na Terra quatro vezes e as empresas produtoras n\u00e3o tem a menor solu\u00e7\u00e3o para esse lixo e todos usam alegremente. De fato todos alegremente entram na rapinagem da vida na Terra, tamanha a desconex\u00e3o. Nosso consumo de pl\u00e1sticos e sacolas pl\u00e1sticas atingiu at\u00e9 o Himalaia e hoje os cientistas avisam: em 50 anos os oceanos ter\u00e3o mais pl\u00e1sticos que peixes.\u00a0 Algu\u00e9m se importa, apesar disso significar o fim do oxig\u00eanio na atmosfera?\u00a0 Estamos na \u00faltima festa da humanidade e nem percebemos. Pelas leis da f\u00edsica moderna dever\u00edamos evitar isso imediatamente e torcer que d\u00e1 tempo de evitar o precip\u00edcio, pois nem isso sabemos mais se \u00e9 poss\u00edvel devido aos atrasos ecol\u00f3gicos, o carro desgovernado da humanidade ainda continuar\u00e1 em movimento em dire\u00e7\u00e3o ao precip\u00edcio mesmo que se por um milagre revert\u00eassemos todos os processos delirantes que criamos. Acreditamos que podemos jogar um balde de lama na nossa sala e criar uma m\u00e1quina para limpar. N\u00e3o seria mais f\u00e1cil n\u00e3o jogar o balde de lama na sala ao inv\u00e9s de criar essa m\u00e1quina? Acreditamos que podemos limpar tudo, mas com mais materiais e energia, ou seja, com mais press\u00e3o sobre os ecossistemas. Toda a polui\u00e7\u00e3o que geramos n\u00e3o \u00e9 evitada, gera novas atividades tentativamente despoluidoras, ou seja, aumenta a rota de colis\u00e3o da economia com a Terra, colis\u00e3o que n\u00e3o sairemos vencedores. Biocombust\u00edvel, constru\u00e7\u00f5es ecossustent\u00e1veis, al\u00e9m de ser um embuste, piora o desequil\u00edbrio que causamos. Precisamos desmaterializar a economia em escala global e se n\u00e3o o fizermos, iremos desmaterializar completamente a vida desse planeta. N\u00e3o h\u00e1 um terceiro caminho: ou reduzimos o nosso impacto, ou iremos desaparecer do planeta. E essa equa\u00e7\u00e3o tem que ser medida pelo consumo de mat\u00e9ria e energia dispon\u00edvel e o reconhecimento da finitude espacial e ecol\u00f3gica da Terra. Como conseguimos imaginar ser poss\u00edvel adicionar um fluxo de carros, casas, avi\u00f5es e outras milh\u00f5es de quinquilharias num planeta finito? A primeira restri\u00e7\u00e3o antes da ecol\u00f3gica ou biol\u00f3gica \u00e9 o espa\u00e7o, claramente finito, depois vem a restri\u00e7\u00e3o dos ecossistemas e sua biodiversidade que precisam ser funcionais, posto que na Terra todos os seres vivos dependem de todos os seres vivos e seus ecossistemas. Se os chineses tiverem um carro por habitante como nos EUA, hoje tem apenas 40 por 1000 pessoas, mesmo que cada carro seja movido a hidrog\u00eanio e milagrosamente sem impacto algum (o que \u00e9 uma id\u00e9ia falsa), a Terra seria coberta de autom\u00f3veis e n\u00e3o sobraria mais nada. Nem a vida. Carro \u00e9 apenas um item, coloque os outros no seu pensamento e pense profundamente no absurdo que vivemos apenas para gerar trilh\u00f5es de d\u00f3lares reciclados nos mercados financeiros onde essas quest\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m totalmente ignoradas.<\/p>\n<p>Acreditamos que a Terra ir\u00e1 nos salvar, vivemos a filosofia do \u201cnunca morri\u201d. Eu escrevo esse texto agora, por isso nunca morri. Isso significa que nunca morrerei? O planeta nunca expulsou a humanidade daqui, embora tenhamos chegado no seu \u00faltimo segundo. Isso significa que nunca nos expulsar\u00e1? Caminhamos celeremente para o fim da vida na Terra e n\u00e3o h\u00e1 nenhum vetor social, econ\u00f4mico, institucional e pol\u00edtico que possa impedir isso. Nada mudou nos \u00faltimos 200 anos de destrui\u00e7\u00e3o total dos ecossistemas que encolhem dia a dia. Basta lembrar que as ind\u00fastrias de produto de beleza dispens\u00e1veis utilizam \u00f3leo de palma ligado a destrui\u00e7\u00e3o das \u00faltimas florestas tropicais, na Indon\u00e9sia e muitos intelectuais discutem economia do baixo carbono e n\u00e3o colocam na conta a mat\u00e9ria prima vir do outro lado do planeta atrav\u00e9s de uma monocultura destruidora e apesar de tudo isso, a empresa est\u00e1 num \u00edndice de a\u00e7\u00f5es ironicamente chamado de sustent\u00e1vel.\u00a0 Aquela ind\u00fastria de carpetes que virou benchmark de sustentabilidade, o seu principal diretor j\u00e1 falecido depois de explicar que a produ\u00e7\u00e3o seria totalmente sustent\u00e1vel apesar da expans\u00e3o para a China, ouviu a seguinte pergunta de uma audi\u00eancia atenta: \u201cWhy the hell we need carpets? (Por que cargas d\u00b4\u00e1gua precisamos de cartepes?)\u201d Os termos economia do meio ambiente, sustentabilidade, mecanismos de desenvolvimento limpo, energia limpa, economia do baixo carbono, precifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os da natureza e toda essa gosmenta nomenclatura n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o trouxeram nenhuma mudan\u00e7a como s\u00f3 serviram para impedir qualquer mudan\u00e7a poss\u00edvel, um resultado muito pior. A \u00faltima panaceia hoje \u00e9 a precifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os da natureza, como se isso fosse poss\u00edvel \u2013 e n\u00e3o \u00e9, porque a natureza tem essencialmente apenas valor intr\u00ednseco. Mesmo que fosse poss\u00edvel, depois de acharmos milagrosamente o valor da natureza, seria muita ingenuidade achar que isso iria deter o poder econ\u00f4mico das megacorpora\u00e7\u00f5es amparadas pelos dirigentes pol\u00edticos de usar a natureza a custo zero.\u00a0 O custo zero que aparece no sistema de pre\u00e7os e a socializa\u00e7\u00e3o do dano social e ambiental, com ampara jur\u00eddico e pol\u00edtico do Estado, \u00e9 o principal sustent\u00e1culo dos lucros empresariais. S\u00f3 um \u00fanico servi\u00e7o da Amaz\u00f4nia para ser replicado seria necess\u00e1rio a energia de 50.000 Itaipus. Para obter essa energia toda ir\u00edamos precisar da estrutura h\u00eddrica da Via L\u00e1ctea, um exemplo entre v\u00e1rios da import\u00e2ncia extremoa e da irreplicabilidade de cada servi\u00e7o que a natureza nos presta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONASC DIVULGA ARTIGO &#8211; O fim da \u00e1gua \u00e9 uma das provas cabais do erro da teoria econ\u00f4mica tradicional (evid\u00eancias&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17101"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17103,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17101\/revisions\/17103"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}