{"id":16192,"date":"2016-08-10T17:09:11","date_gmt":"2016-08-10T17:09:11","guid":{"rendered":"http:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=16192"},"modified":"2016-08-18T18:01:42","modified_gmt":"2016-08-18T18:01:42","slug":"veja-os-10-conflitos-ambientais-mais-explosivos-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?p=16192","title":{"rendered":"VEJA OS 10 CONFLITOS AMBIENTAIS MAIS EXPLOSIVOS DO MUNDO"},"content":{"rendered":"<p>INTERNACIONAL &#8211;\u00a0Vazamento t\u00f3xico, contamina\u00e7\u00e3o, c\u00e2ncer, assassinato de ambientalistas, amea\u00e7as de morte, barramento de rios, espolia\u00e7\u00e3o, expuls\u00e3o for\u00e7ada. O ritmo moderno do crescimento econ\u00f4mico tem sido acompanhado de viol\u00eancias e conflitos, no mundo inteiro. Ilus\u00e3o pensar que crescer significa aumentar a democracia e o respeito aos direitos humanos. A busca por mat\u00e9rias primas na Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia para serem consumidas nos pa\u00edses ricos, provoca rea\u00e7\u00f5es e resist\u00eancias, configurando os \u201cconflitos ambientais\u201d.<\/p>\n<p>Uma equipe da Universidad Aut\u00f4noma de Barcelona, liderada pelo economista ecol\u00f3gico catal\u00e3o Joan Martinez-Alier, tem realizado um mapeamento destes conflitos no mundo. O mapa aqui, serve n\u00e3o para as grandes empresas saberem aonde n\u00e3o devem investir, mas para articular as resist\u00eancias, visibilizar as lutas, e provocar uma reflex\u00e3o sobre o consumo desenfreado de mat\u00e9rias primas e questionar e desafiar chav\u00f5es como \u201cprogresso\u201d e \u201cdesenvolvimento\u201d e seus imperativos de um modo de vida.<\/p>\n<p>Em um mapeamento global, o Brasil, que \u00e9 considerado o pa\u00eds mais violento do mundo contra ambientalistas pelos levantamentos da organiza\u00e7\u00e3o Global Witness, \u00e9 tamb\u00e9m um dos piores em termos de conflitos ambientais. H\u00e1 muita resist\u00eancia por parte das popula\u00e7\u00f5es afetadas, mas igualmente repress\u00e3o, intoler\u00e2ncia, autoritarismo e viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Tr\u00eas desastres marcam a inser\u00e7\u00e3o do pa\u00eds entre aqueles com os piores conflitos ambientais do mundo: a trag\u00e9dia da constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte, e o crime ambiental da Samarco (Vale e BBHP) em Minas Gerais e a constru\u00e7\u00e3o do Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Comperj).<\/p>\n<p>Dez casos foram selecionados como os mais significativos, e s\u00e3o apresentados abaixo em um artigo feito coletivamente por Daniela Del Bene, Federico Demaria, Sara Mingorr\u00eda, Sofia Avila, Beatriz Saes e Grettel Navas, que selecionaram os casos de conflitos. O Atlas Mundial de Justi\u00e7a Ambiental \u00e9 codirigido por Leah Temper e Joan Martinez Alier, e \u00e9 coordenado por Daniela Del Bene.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>1. Projeto Hidrel\u00e9trico Belo Monte (Brasil)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16194\" rel=\"attachment wp-att-16194\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16194\" title=\"belomonte5\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/belomonte5.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/belomonte5.jpg 620w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/belomonte5-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Projeto hidrel\u00e9trico Belo Monte est\u00e1 sendo constru\u00eddo no Rio Xing\u00fa, munic\u00edpio de Altamira, no Par\u00e1. A barragem ser\u00e1 a terceira maior do mundo e j\u00e1 devastou uma extensa \u00e1rea de floresta tropical brasileira. O projeto vai deslocar mais de 20 mil pessoas, amea\u00e7ando a sobreviv\u00eancia das tribos ind\u00edgenas Kayap\u00f3, que dependem do rio.<\/p>\n<p>Artigo publicado na Forbes prev\u00ea que Belo Monte n\u00e3o ter\u00e1 grandes benef\u00edcios econ\u00f4micos se comparado aos altos custos sociais e ambientais, tais como o desvio dos afluentes do Xingu, que impedir\u00e1 a navega\u00e7\u00e3o e a pesca local. Contudo, Belo Monte dever\u00e1 ser conclu\u00edda no ano de 2016. Mas esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica barragem no rio, o governo est\u00e1 planejando outras implementa\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 propriedade do cons\u00f3rcio Norte Energia, em sua maioria de propriedade do governo, a Vale tamb\u00e9m tem cerca de 5% do mesmo e est\u00e1 sendo financiado pelo BNDES. Segundo os opositores do projeto, Belo Monte ser\u00e1 fonte de energia el\u00e9trica para as opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o da Vale no Par\u00e1.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica deste conflito. Em 2014, 20 \u00edndios da Amaz\u00f4nia foram at\u00e9 o local da barragem de Belo Monte para exigir compensa\u00e7\u00e3o as comunidades ind\u00edgenas. A pol\u00edcia atirou neles com balas de borracha e granadas de efeito moral, ferindo quatro deles. (The Ecologist, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>2. O petr\u00f3leo contamina o delta do N\u00edger (Nig\u00e9ria)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16195\" rel=\"attachment wp-att-16195\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16195\" title=\"DELTA NIGER\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/DELTA-NIGER.jpg\" alt=\"\" width=\"681\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/DELTA-NIGER.jpg 681w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/DELTA-NIGER-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 681px) 100vw, 681px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O delta do rio N\u00edger \u00e9 um dos locais mais afetados pela massiva extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo mundial desde os anos 1950. O resultado s\u00e3o impactos ambientais e sociais irrepar\u00e1veis, assim como um alt\u00edssimo n\u00edvel de viol\u00eancia. A resposta aos protestos contra esses danos tem sido a viol\u00eancia de grupos armados locais, deten\u00e7\u00f5es ilegais, torturas e execu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As comunidades locais t\u00eam denunciado pr\u00e1ticas industriais ilegais, como a queima de g\u00e1s residual produzida nos processos de extra\u00e7\u00e3o e de processamento do petr\u00f3leo, que gera danos ambientais e \u00e0 sa\u00fade. A vegeta\u00e7\u00e3o e as colheitas s\u00e3o afetadas pela chuva \u00e1cida. A contamina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aumentou o n\u00famero de abortos, deforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas, doen\u00e7as respirat\u00f3rias e casos de c\u00e2ncer, segundo diversas den\u00fancias.<\/p>\n<p>Diante de tais problemas, a principal exig\u00eancia \u00e9 a repara\u00e7\u00e3o dos danos produzidos e tamb\u00e9m deixar no subsolo o restante da reserva de petr\u00f3leo, com o argumento de que, uma vez extra\u00eddas e queimadas, agravariam as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e agravariam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O conflito do delta do N\u00edger alcan\u00e7ou um ponto cr\u00edtico em 1995, quando o poeta e l\u00edder comunit\u00e1rio, Ken Saro Wiva, foi assassinado. A despeito da repercuss\u00e3o internacional dada ao conflito, o acesso \u00e0 justi\u00e7a pelas comunidades afetadas depende de um grande esfor\u00e7o para evitar a impunidade do caso.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 processos abertos em diferentes pa\u00edses como Holanda, Equador e Estados Unidos, visando investigar a responsabilidade das empresas que operam no Delta, incluindo a anglo-holandesa Shell, a estadunidense Chevron e a italiana ENI.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>3. Vazamentos minerais t\u00f3xicos da Samarco sepultam uma regi\u00e3o, Minas Gerais (Brasil)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16196\" rel=\"attachment wp-att-16196\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-16196\" title=\"rio doce\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/rio-doce-1024x632.jpg\" alt=\"\" width=\"716\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/rio-doce-1024x632.jpg 1024w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/rio-doce-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem do Fund\u00e3o na cidade de Mariana e o vazamento de 34 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama sobre o povoado de Bento Rodrigues matou 19 pessoas e deixou mais de 600 fam\u00edlias desabrigadas. Este foi considerado o maior desastre ambiental produzido no Brasil por neglig\u00eancia de uma empresa.<\/p>\n<p>Os rejeitos da barragem eram gerados pela produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro da empresa Samarco (Vale, Brasil, e BHP Billiton, Austr\u00e1lia-Reino Unido), em uma das maiores minas de min\u00e9rio de ferro do mundo, antes que o acidente paralisasse suas atividades.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os danos provocados no povoado de Bento Rodrigues, a lama t\u00f3xica alcan\u00e7ou o Rio Doce, onde percorreu quase 700 km, passando por mais de 40 munic\u00edpios, at\u00e9 desembocar no oceano em Linhares (Esp\u00edrito Santo). Os rejeitos afetaram o abastecimento de \u00e1gua de muitos munic\u00edpios, exterminaram a biodiversidade aqu\u00e1tica e extensas \u00e1reas de valor natural.<\/p>\n<p>A atividade e o modo de vida de pequenos produtores rurais, pescadores, popula\u00e7\u00f5es tradicionais e ind\u00edgenas foram profundamente impactados. Em 2016, ap\u00f3s uma multa baixa, em compara\u00e7\u00e3o aos danos produzidos (250 milh\u00f5es de reais), a Samarco e suas controladoras acordaram com os governos federal e estaduais (MG e ES) gerar um fundo de at\u00e9 20 bilh\u00f5es de reais visando recuperar a Bacia do Rio Doce nos pr\u00f3ximos 15 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>4. \u201cPovoados do c\u00e2ncer\u201d (China)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16197\" rel=\"attachment wp-att-16197\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16197\" title=\"POVOADO CANCER CHINA\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/POVOADO-CANCER-CHINA.jpeg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/POVOADO-CANCER-CHINA.jpeg 768w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/POVOADO-CANCER-CHINA-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O povoado Yongxing antes era uma pequena reserva rural, pr\u00f3xima ao centro da cidade Guangzhou. H\u00e1 20 anos, seus extensos campos de arroz, vegetais e pomares eram irrigados com \u00e1gua limpa que descia das montanhas. No entanto, em 1991, a reserva foi ocupada por um aterro de 34,5 hectares.<\/p>\n<p>Posteriormente, na mesma regi\u00e3o, instalaram-se dois incineradores e uma grande planta de tratamento de res\u00edduos. A popula\u00e7\u00e3o protestou por causa da polui\u00e7\u00e3o. A \u00e1gua de seus po\u00e7os se tornava densa, amarelada, com pel\u00edculas superficiais vermelhas. Protestos nas ruas terminaram em encarceramentos que se perduraram por anos. Desde ent\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o de YongXing se viu obrigada a comprar \u00e1gua pot\u00e1vel e a abandonar suas atividades agr\u00edcolas de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Os campos foram ent\u00e3o alugados a pre\u00e7os irris\u00f3rios aos trabalhadores migrantes que chegavam a trabalhar os campos afetados para vender produtos contaminados \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>Embora as autoridades sanit\u00e1rias estivessem informadas sobre esta situa\u00e7\u00e3o, os afetados denunciam que houve neglig\u00eancia institucional. A maior preocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da polui\u00e7\u00e3o do ar, foi o repentino aumento dos casos de c\u00e2ncer no povoado.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade informou que a queima incompleta ou defeituosa de res\u00edduos em incineradores pode gerar emiss\u00e3o de dioxinas e furanos, com impactos negativos para a sa\u00fade humana. O povoado de Yongxing \u00e9 um dos in\u00fameros casos conhecidos como \u201cos povoados do c\u00e2ncer na China\u201d, onde atividades industriais e grandes aterros operam com padr\u00f5es de seguran\u00e7a irris\u00f3rios apesar de existirem comprovados efeitos nocivos para a popula\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>5. Berta C\u00e1ceres, assassinada por lutar contra a represa hidrel\u00e9trica \u00c1gua Zarca (Honduras)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16204\" rel=\"attachment wp-att-16204\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16204\" title=\"bertacarceres\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/bertacarceres.jpg\" alt=\"\" width=\"467\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/bertacarceres.jpg 770w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/bertacarceres-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 467px) 100vw, 467px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A ecologista Berta C\u00e1ceres, conhecida ativista de Honduras, foi assassinada em mar\u00e7o de 2016 em La Esperanza, no oeste do pa\u00eds. C\u00e1ceres era l\u00edder da comunidade lenca. Em abril de 2015, havia obtido o Pr\u00eamio Goldman de Meio Ambiente, o m\u00e1ximo reconhecimento mundial para atividades de meio ambiente.<\/p>\n<p>C\u00e1ceres organizou o povo lenca, a maior etnia ind\u00edgena de Honduras, em sua luta contra o represamento\/embalse de Agua Zarca, previsto no rio Gualcarque, um lugar sagrado para as comunidades ind\u00edgenas e vital para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>A campanha empreendida por C\u00e1ceres conseguiu que o maior construtor mundial de represas, a companhia de propriedade estatal chinesa Sinohydro, retirasse a sua participa\u00e7\u00e3o no projeto hidrel\u00e9trico.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o lenca denunciou a viola\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio 169 da OIT por n\u00e3o ter existido uma consulta pr\u00e9via livre e informada, assim como a presen\u00e7a do ex\u00e9rcito para custodiar as obras e as amea\u00e7as a l\u00edderes e assassinatos. O caso Agua Zarca alcan\u00e7ou visibilidade internacional ap\u00f3s o assassinato de C\u00e1ceres.<\/p>\n<p>Atualmente, organiza\u00e7\u00f5es e movimentos populares pressionam para que se investigue o assassinato de Berta C\u00e1ceres e para que se suspenda de forma definitiva o financiamento do projeto. Depois do assassinato da ativista e de uma visita realizada pela Comiss\u00e3o Europeia, o projeto de Agua Zarca foi catalogado como uma viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>6. Trem de Alta Velocidade (It\u00e1lia-Fran\u00e7a)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16199\" rel=\"attachment wp-att-16199\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16199\" title=\"OPOSICAO TREM VELO FRANCA ITALIA\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/OPOSICAO-TREM-VELO-FRANCA-ITALIA.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/OPOSICAO-TREM-VELO-FRANCA-ITALIA.jpg 640w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/OPOSICAO-TREM-VELO-FRANCA-ITALIA-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Trem de Alta Velocidade (TAV) que conectaria as cidades de Torino e Lyon atrav\u00e9s de uma linha ferrovi\u00e1ria de 220 km\/h se converteu em um dos focos de conflito ambiental mais importante da Europa. O TAV foi declarado pela Comiss\u00e3o Europeia como um projeto de infraestrutura priorit\u00e1rio para conectar a zona ocidental e oriental do continente e completar assim a Rede Transeuropeia de Transporte (tanto para passageiros como para bens comerciais).<\/p>\n<p>Estima-se que esse ambicioso projeto envolveria um investimento de 26 bilh\u00f5es de euros e que sua constru\u00e7\u00e3o, a ser iniciada em um futuro pr\u00f3ximo, perduraria por dez anos. Quando completo, constituir\u00e1 um dos maiores t\u00faneis do mundo.<\/p>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1990, o TAV italiano tem sido fonte de fortes cr\u00edticas e intensas mobiliza\u00e7\u00f5es, particularmente concentradas no Val de Susa, mas amplamente difundidas no pa\u00eds por meio do movimento No-TAV (No al Treno Alta Velocit\u00e0)<\/p>\n<p>O movimento No-TAV julga desnecess\u00e1ria a nova linha ferrovi\u00e1ria por ser excessivamente cara e financiada por dinheiro p\u00fablico. Acredita-se que o projeto est\u00e1 sujeito \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e \u00e0s atividades econ\u00f4micas ilegais.<\/p>\n<p>O conflito teve o seu primeiro estalido quando, em 2005, iniciaram-se os ensaios geol\u00f3gicos sem consulta pr\u00e9via local, o que fez com que uns 50 mil habitantes do Val de Susa ocupassem o local da escava\u00e7\u00e3o e paralisassem os trabalhos at\u00e9 que a manifesta\u00e7\u00e3o fosse dispersa com agress\u00f5es por parte das for\u00e7as policiais.<\/p>\n<p>Atualmente, o movimento No-TAV continua denunciando a militariza\u00e7\u00e3o no Val de Susa e a excessiva viol\u00eancia contra seus habitantes.<\/p>\n<p>Ao questionar a necessidade de infraestruturas como esta, o movimento gerou alian\u00e7as com outros grupos na It\u00e1lia e no resto da Europa at\u00e9 formar uma rede de oposi\u00e7\u00e3o contra Mega projetos Impostos e Desnecess\u00e1rios. O \u00faltimo encontro internacional da rede foi em Bayonne, Fran\u00e7a, em meados de julho, onde tamb\u00e9m estiveram grupos em oposi\u00e7\u00e3o a aeroportos (Nantes, Fran\u00e7a), esta\u00e7\u00f5es de trem (Estocarda, Alemanha), infraestrutura energ\u00e9tica (TAP, It\u00e1lia) e grandes minera\u00e7\u00f5es na Europa (Gr\u00e9cia, Rom\u00eania).<\/p>\n<p>Apesar de o projeto TAV ainda estar na agenda pol\u00edtica europeia, os esc\u00e2ndalos financeiros e a oposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica fazem com que ele avance mais lentamente do que o esperado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>7. Minas de carv\u00e3o destroem lugares sagrados (\u00c1frica do Sul)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16203\" rel=\"attachment wp-att-16203\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16203\" title=\"terra sagrada africa\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/terra-sagrada-africa.jpeg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/terra-sagrada-africa.jpeg 768w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/terra-sagrada-africa-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A empresa de prospec\u00e7\u00e3o mineral Ibhuto-Coal planejou abrir uma mina de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto em KwaZulu-Natal (\u00c1frica do Sul). O projeto chamado Fuleni est\u00e1 localizado no parque natural mais antigo da \u00c1frica, habitat do rinoceronte branco (a fronteira Hluhluwe-iMfolozi). Duas minas de carv\u00e3o j\u00e1 rodeiam a regi\u00e3o do parque: Zululand Anthracite Colliery (propriedade da empresa Rio Tinto) e Somkhele (propriedade de Petmin).<\/p>\n<p>Atualmente, ambas as minas geram fortes impactos \u00e0s comunidades locais: destrui\u00e7\u00e3o de locais sagrados, perdas de habita\u00e7\u00f5es, assim como danos \u00e0 \u00e1gua, cultivos e biodiversidade da regi\u00e3o. Diante da proposta de implanta\u00e7\u00e3o do projeto Fuleni, as comunidades afetadas se op\u00f5em \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o dos impactos sobre seus meios de subsist\u00eancia e sobre o ecossistema local protegido pelo parque.<\/p>\n<p>No dia 22 de abril de 2016, mais de mil pessoas tentaram abortar a visita do Comit\u00ea de Desenvolvimento Mineral e Meio Ambiente (RMDEC, sigla em ingl\u00eas) \u00e0 zona. Os ativistas da comunidade t\u00eam como lema: \u201cdeixar o carv\u00e3o sob a terra\u201d (leave the coal under the hole) e para a voraz economia extrativa.<\/p>\n<p>Este lema converteu-se tamb\u00e9m em uma demanda compartilhada em muitos locais do mundo, onde comunidades marginalizadas se mobilizam em defesa de seus direitos e de seus meios de subsist\u00eancia problematizando o aquecimento global. A mobiliza\u00e7\u00e3o para frear a explora\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 presente em Sompeta, em Andhra Pradesh (India) e se soma \u00e0s campanhas para deixar sob a terra os recursos f\u00f3sseis (unburnable fuels).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>8. Grilagem de terras mortal (Guatemala)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16202\" rel=\"attachment wp-att-16202\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16202\" title=\"guatemala grilagem\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/guatemala-grilagem.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/guatemala-grilagem.jpg 656w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/guatemala-grilagem-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a assinatura do acordo de paz da Guatemala em 1996, duas fam\u00edlias descendentes de alem\u00e3es iniciaram o cultivo de \u00f3leo de palma (1998) e de cana de a\u00e7\u00facar (2005), para o qual se produziu a grilagem de um ter\u00e7o da propriedade das terras do Polochic, um vale de terras f\u00e9rteis localizado no nordeste da Guatemala onde os processos de reconcentra\u00e7\u00e3o de terras (mais terras em poucas m\u00e3os) deixou a maioria da popula\u00e7\u00e3o Q\u2019eqchi\u2019 sem acesso a terra.<\/p>\n<p>Ademais, a popula\u00e7\u00e3o local denuncia o desvio de rios e o desmatamento realizados para viabilizar estes cultivos, assim como, as intoxica\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as decorrentes da fumiga\u00e7\u00e3o da cana de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Esta grilagem saltou \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica mundial em 2011, quando foram desalojadas 800 fam\u00edlias de 13 comunidades Q\u2019eqchi\u2019 que ocupavam parte das terras do Polochic destinadas ao cultivo de cana de a\u00e7\u00facar. Esta ocupa\u00e7\u00e3o era sua \u00fanica maneira de sobreviver (a partir do cultivo de milho).<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o demandou ao Estado a compra das terras, abrindo um processo de di\u00e1logo entre as partes. Contudo, a negocia\u00e7\u00e3o foi rompida, 800 fam\u00edlias foram desalojadas, foram queimados os cultivos e as casas dos ind\u00edgenas, e um campon\u00eas foi assassinado. Alguns meses depois, outros dois camponeses foram assassinados e mulheres e crian\u00e7as foram feridas \u00e0 bala pela seguran\u00e7a privada da empresa de cana.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es do Estado e as fam\u00edlias empresariais defendem a propriedade privada e estes monocultivos por considerar que trazem desenvolvimento \u00e0 regi\u00e3o, enquanto comunidades locais e diversas organiza\u00e7\u00f5es denunciam a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos (vida, alimenta\u00e7\u00e3o e habita\u00e7\u00e3o), assim como a falta de acesso a terra e a recursos naturais limpos para poder sobreviver.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos 450 casos de conflitos de grilagem de terras identificados no EJAtlas e est\u00e1 dentre os 12% de casos onde houve mortes. Um caso similar \u00e9 o da resist\u00eancia de comunidades afrodescendentes na Col\u00f4mbia, assim como o de Bajo Agu\u00e1n en Honduras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>9. Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Brasil)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16200\" rel=\"attachment wp-att-16200\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16200\" title=\"COMPERJ -RIO\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/COMPERJ-RIO.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/COMPERJ-RIO.jpg 640w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/COMPERJ-RIO-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 2007, o governo brasileiro inaugurou o Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que procura o aumento do investimento em infraestrutura para a extra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Dentro do PAC se encontra a constru\u00e7\u00e3o do Complexo Petroqu\u00edmico do Rio de Janeiro (Comperj), que compreende 4.500 hectares e um investimento de 21 milh\u00f5es de d\u00f3lares americanos. As constru\u00e7\u00f5es come\u00e7aram em 2008 e se prev\u00ea que estar\u00e3o finalizadas em 2016.<\/p>\n<p>Para o in\u00edcio das obras, n\u00e3o foi realizado nenhum processo de consulta nem processo participativo com os pescadores, que s\u00e3o reconhecidos pela Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) como comunidades tribais, por serem herdeiros dos saberes ancestrais dos Cai\u00e7aras, povo Tupi.<\/p>\n<p>Diferentes setores da popula\u00e7\u00e3o (pescadores, pesquisadores de universidades e organiza\u00e7\u00f5es ambientais) da regi\u00e3o t\u00eam lutado contra a instala\u00e7\u00e3o ou contra os efeitos adversos de outros projetos relacionados ao complexo.<\/p>\n<p>Algumas delas s\u00e3o a instala\u00e7\u00e3o de um curso de \u00e1gua na bacia do rio Guaxindiba ou a constru\u00e7\u00e3o de um emiss\u00e1rio submarino para descarregar efluentes l\u00edquidos do complexo na costa perto da cidade de Maric\u00e1. O projeto tamb\u00e9m amea\u00e7a muitas \u00e1reas protegidas localizadas no entorno da Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>O conflito se intensificou em 2009 quando os pescadores artesanais ocuparam as obras nas quais estava sendo constru\u00eddo um gasoduto submarino e terrestre. A ocupa\u00e7\u00e3o durou 38 dias e foi o marco que iniciou um conflito muito mais violento entre a Petrobras e os pescadores. A partir desse momento, os pescadores t\u00eam sido amea\u00e7ados e quatro deles da organiza\u00e7\u00e3o \u201cHomens do Mar\u201d foram assassinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>10. O \u201cvento\u201d leva o bosque Kallpavalli (\u00cdndia)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/?attachment_id=16201\" rel=\"attachment wp-att-16201\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16201\" title=\"india e os campos de vento\" src=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/india-e-os-campos-de-vento.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"437\" srcset=\"https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/india-e-os-campos-de-vento.jpg 656w, https:\/\/fonasc-cbh.org.br\/wp-content\/uploads\/india-e-os-campos-de-vento-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A energia e\u00f3lica \u00e9 amplamente promovida como uma solu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sustent\u00e1vel e socialmente desej\u00e1vel. No entanto, alguns grandes projetos e\u00f3licos ao redor do mundo est\u00e3o provocando um crescente n\u00famero de conflitos que v\u00e3o al\u00e9m de interfer\u00eancias est\u00e9ticas e subjetivas na paisagem.<\/p>\n<p>Esses processos p\u00f5em em evid\u00eancia os benef\u00edcios de algumas grandes empresas, enquanto os territ\u00f3rios s\u00e3o transformados em detrimento de seus sistemas sociais e valores ecol\u00f3gicos locais.<\/p>\n<p>Um caso relevante \u00e9 o do estado de Andhra Pradesh (\u00cdndia), onde uma iniciativa comunit\u00e1ria exitosa de reflorestamento e de desenvolvimento de atividades de subsist\u00eancia no bosque Kallpavalli foi destru\u00edda pelo projeto e\u00f3lico Nallakonda.<\/p>\n<p>O projeto, propriedade da empresa India Tadas Wind Energy, conta com um forte respaldo do governo nacional. A instala\u00e7\u00e3o de mais de 60 turbinas Enercon desmatou as \u00e1reas restauradas, degradando terras produtivas e impactando as fontes locais de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Em 2013, a comunidade afetada e diversas organiza\u00e7\u00f5es constitu\u00edram o Tribunal Verde da \u00cdndia (National Green Tribunal), denunciando os impactos negativos sobre o pastoreio, a agricultura e a delicada biodiversidade da regi\u00e3o. A comunidade e organiza\u00e7\u00f5es em defesa dos bens comuns continuam enfrentando um projeto que se apresenta como sustent\u00e1vel, mas que destr\u00f3i a subsist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o local e o ecossistema regional.<\/p>\n<p>No EJAtlas, est\u00e3o mapeados projetos e\u00f3licos similares e de escala muito maiores, como corredores e\u00f3licos de mais de 15 mega-projetos (Oaxaca, M\u00e9xico) e a privatiza\u00e7\u00e3o de mais de 16 mil hectares de terras ind\u00edgenas (noroeste do Kenia).<\/p>\n<p>Em todos eles, a apropria\u00e7\u00e3o de terras para a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade \u201climpa\u201d converte-se em denominador comum que afeta ecossistemas e comunidades marginalizadas, colocando os projetos de energia e\u00f3lica mal desenhados como um assunto emergente para a justi\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>Texto de Felipe Milanez da Carta Capital<\/p>\n<p>Texto original em <a href=\"http:\/\/www.lavanguardia.com\/natural\/20160603\/402253210855\/conflictos-ambientales-litigios-ambientales-atlas-global-de-justicia-ambiental.html \">http:\/\/www.lavanguardia.com\/natural\/20160603\/402253210855\/conflictos-ambientales-litigios-ambientales-atlas-global-de-justicia-ambiental.html <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTERNACIONAL &#8211;\u00a0Vazamento t\u00f3xico, contamina\u00e7\u00e3o, c\u00e2ncer, assassinato de ambientalistas, amea\u00e7as de morte, barramento de rios, espolia\u00e7\u00e3o, expuls\u00e3o for\u00e7ada. 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