Em celebração ao “Junho Verde”, mês dedicado à conscientização ambiental, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) do Maranhão reativou as atividades da Escola Ambiental. A cerimônia de reabertura ocorreu na última terça-feira (18/06) no Golden Shopping Calhau, nas instalações da Pós-Graduação da UNDB. 

PARTICIPAÇÃO DO FONASC.CBH 

O evento contou com a presença de representantes do setor ambiental e demais interessados, incluindo o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc.CBH), representado pela vice coordenadora nacional, Thereza Christina. Durante o evento, destacou-se a necessidade de fortalecer parcerias para promover uma educação ambiental abrangente e inclusiva, fundamental para enfrentar os desafios ambientais atuais e futuros. 

A vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH destacou a urgência em desenvolver um modelo educacional que esteja alinhado com os desafios ambientais contemporâneos, sublinhando a preparação essencial das próximas gerações para um caminho mais sustentável. 

“Precisamos de uma educação que não só reconheça os desafios ambientais atuais, mas também capacite os jovens a liderar e inovar em soluções sustentáveis para o amanhã. É crucial que nossos métodos educacionais se adaptem às complexidades do presente para garantir um futuro próspero e ecologicamente equilibrado.” 

 O PAPEL DA ESCOLA AMBIENTAL 

A reabertura da Escola Ambiental integra uma parceria conjunta entre diversas secretarias do estado, incluindo a SEMA, a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), a Secretaria de Estado do Turismo (SETUR) e a Secretaria de Governo (SEGOV). Esse alinhamento institucional representa uma tentativa concreta de implementar ações que promovam uma educação ambiental abrangente e de qualidade. 

A Escola Ambiental é uma das iniciativas da Superintendência de Educação Ambiental, abrangendo tanto a educação formal quanto a não formal, com ênfase na promoção da conscientização socioambiental. Além disso, destaca-se por oferecer formação profissional especializada e currículos personalizados, contribuindo para a criação de oportunidades de emprego e renda sustentáveis. 

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS 

Durante o evento, o lançamento do aplicativo “APP SEMA” foi um dos pontos altos. Esta plataforma digital promete ser um recurso valioso para estudantes, educadores e o público em geral, ao facilitar o acesso a informações sobre o mapa interativo da educação ambiental e a programação da Escola Ambiental. A ferramenta é um passo importante rumo à integração da tecnologia na educação ambiental, oferecendo novas maneiras de engajar a comunidade e promover o aprendizado contínuo sobre a preservação ambiental. 

OUTRAS MANIFESTAÇÕES 

O Professor Luís Câmara também estava presente e contribuiu com observações valiosas sobre a estrutura e o futuro da Escola Ambiental. Ele ressaltou a importância de um financiamento adequado para garantir a sustentabilidade das ações da escola. Em suas palavras: 

“Eu fiz alguns apontamentos a respeito da organização da Escola Ambiental, que é uma coisa que a gente vem trabalhando tecnicamente há algum tempo, buscando essa audição junto ao governo a respeito da instalação da Escola. Uma das coisas que a gente observa é a necessidade de ter um financiamento próprio. Não existe uma política pública sem ter recurso e definição desse recurso, do percentual que seja. Até falei que fosse 0,001% do fundo estadual de meio ambiente e dos conselhos ambientais da vara de interesse difuso, que é assim que acontece em outros estados, e das empresas também, poderia resolver a questão de um programa estadual, uma programação estadual para educação ambiental.” 

Além da questão do financiamento, o professor Câmara abordou a necessidade de uma gestão democrática para a Escola Ambiental: 

“Falei também da necessidade de democratizar a gestão da escola. A entidade proponente pode ser a SEMA, mas a gestão precisa ser democrática, ter paridade entre os poderes públicos e a sociedade civil. Lamentei também a ausência da UEMA na composição da Escola, mesmo que fosse parceria, já que a UEMA é uma instituição que tem uma autarquia própria, mas ela poderia entrar porque a gente precisa certificar as pessoas com os cursos. Nada melhor do que ter a universidade como parceira.” 

Ele destacou que suas sugestões foram bem recebidas pelo secretário da SEMA, que expressou abertura para colaboração futura. O professor Câmara também mencionou a formação de um grupo de WhatsApp, incluindo membros da Escola Ambiental, para discutir e aprimorar a legislação relacionada à instituição. Ele concluiu: 

“O secretário acatou essas observações e disse que precisa de ajuda. Notamos que eles estão querendo receber essa ajuda, estamos aguardando a oportunidade. Temos um grupo de WhatsApp do qual faz parte a Escola Ambiental, e estamos aguardando essa oportunidade até para rever essa legislação, no sentido de fazer sugestões para que ela contemple realmente os objetivos e avance o processo no Maranhão.” 

Após a fala do Professor Luís Câmara, a vice coordenadora nacional do Fonasc.CBH solicitou a palavra, porém não lhe foi concedida a oportunidade. Ela ressaltou brevemente que não pretendia prolongar a discussão de ninguém, apenas desejava reforçar os pontos levantados pelo Professor Luís Câmara.

COMPROMISSO COM O FUTURO 

Em meio às discussões, destacou-se a urgência de fortalecer colaborações e aumentar os investimentos para assegurar uma educação ambiental abrangente e de alta qualidade, essencial para enfrentar os desafios ambientais atuais e preparar as futuras gerações. A expectativa é que a Escola Ambiental se consolide como um centro catalisador para incentivar práticas sustentáveis e inovadoras, fundamentais para edificar um futuro ecologicamente equilibrado e fomentar uma transformação positiva na sociedade.