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HOMENAGEM A ELIAS DIAZ PEÑA

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HOMENAGEM A ELIAS DIAZ PEÑA

Texto: ASCOM FONASC com informações de Ecoa

Data: 07/05/2021

Na última quinta-feira (07) faleceu o hidrólogo e militante ambientalista Elias Diaz Peña, um dos fundadores da Coalizão Rios Vivos e coordenador da Sobrevivencia – Amigos de la Tierra Paraguay. Ele também foi representante do FONASC-CBH no Paraguai.

Elías foi quem formulou e mostrou a existência do maior sistema de áreas úmidas do mundo, o Sistema Paraguai-Paraná de Áreas Úmidas, do qual o Pantanal é parte. Também teve grandes reconhecimentos em vida como o Goldman Environmental Prize, em 2000, que recebeu junto a Oscar Rivas pelos trabalhos que realizaram para proteger os ecossistemas dos rios Paraguai e Paraná.

O FONASC-CBH saúda sua vida baseada na luta e estudos em defesa do meio ambiente.

FONASC-CBH É SIGNATÁRIO DE CARTA DE DECLARAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, PELA PAZ E PELO MEIO AMBIENTE NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE 2021

FONASC-CBH É SIGNATÁRIO DE CARTA DE DECLARAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, PELA PAZ E PELO MEIO AMBIENTE NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DE 2021

Texto: ASCOM FONASC

Data: 04/02/2021

 

O FONASC-CBH assinou na última terça-feira (2) a carta de Declaração da Assembleia dos Movimentos Sociais, pela Paz e pelo Meio Ambiente no Fórum Social Mundial de 2021, através da representante Jacqueline Guerrero.

A carta visa combater as crises causadas pelo Covid-19 e as desigualdades sociais, trabalhistas, de gênero e também ecológicas. “Os movimentos participantes no Fórum Social Mundial 2021 decidiram estabelecer, para o futuro próximo, uma AGENDA GLOBAL DE ACÇÕES COMUNS, começando com mobilizações no final de Abril e nas primeiras semanas de Maio exigindo o Desarmamento Universal para a Justiça Social e uma Transição Ecológica”, destaca a carta.

Para ler a Declaração na íntegra clique aqui.

FONASC-CBH APRESENTA SUPLENTE PARA COMPOR NOVA FORMAÇÃO DO GAP PARAGUAI

O FONASC-CBH, representado pela Doutora Debora Calheiros, da atual Câmara Técnica de Planejamento e Articulação (CTPA) do CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), que é responsável pelo acompanhamento e avaliação do PRH Paraguai e do GAP Paraguai, apresentou na reunião do GT Paraguai Rafael Bento, representante de Povos e Comunidades Tradicionais da RH Paraguai, membro do Quilombo Vão Grande, em Barra do Bugres – MT, para exercer a vaga de suplente do FONASC na nova formação do GT GAP Paraguai.

Na reunião, realizada por videoconferência em Cuiabá pela plataforma Microsoft Team, foi debatida a nova composição do GAP Paraguai, com apenas 10 membros, depois do Decreto Presidencial que mudou a composição dos órgãos colegiados. Entre as pautas estavam: Abertura e informes; Aprovação da Ata da última reunião; Proposta de Resolução que institui Grupo de Trabalho no âmbito da Câmara Técnica de Planejamento e Articulação sobre o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Paraguai;  Proposta de Moção que recomenda a aprovação do Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab Revisado, em atendimento ao Decreto n. 7.217/2010, art. 62; Documento Base para o Processo de Elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2021-2040;  Metas do PNRH para 2016-2020, sob responsabilidade da CTPA: definir diretrizes para o monitoramento e avaliação da implementação dos planos de recursos hídricos; Definir diretrizes para a abordagem do tema das mudanças climáticas nos planos de recursos hídricos; Agenda de trabalho do CTPA  para 2020; Encaminhamentos e informes gerais.

“Participar desse programa nacional de recursos hídricos do pantanal, para mim é importante por questão de informação, [...]  , então tem várias ações que estamos fazendo, parcerias com o comitê Popular do Rio Paraguai e direto com o comitê popular do Rio Jauquara, parceria com a Escola de Militância, com a Escola de Ativismo para estar reforçando a luta em defesa dos nossos rios, [...]”, explica Bento. “[...] quanto mais gente tiver lutando para defender nossas águas do Pantanal, isso é muito bom, estamos ai juntos para reforçar a nossa luta, aprendendo, conhecendo e ensinando as outras pessoas, porque a nossa comunidade é difícil para chegar, então quanto mais conhecimento as pessoas tiverem acaba sendo melhor.”, reforça em seu depoimento.

A reunião teve como participantes, a Nova Composição do GAP, representares do Poder Público Federal, do Poder Público Estadual, setores usuários, e Sociedade Civil, sendo aberta ao Público.

 

FONASC.CBH – FONASC.CBH APOIA A CARTA DE DECLARAÇÃO DE SIMPÓSIO MUNDIAL DA ÁGUA

O Simpósio Mundial da Água “Somos Água, Somos Um”, organizado por movimentos sociais e ambientais, liderado pela plataforma “Tribute Earth”, por meio de uma Declaração de Apoio, deu voz a uma série de pedidos de nível internacional, intersetorial e interinstitucional: a Defesa do Direito Mundial a Água, a Lei Mundial da Água, a Declaração do Ano Mundial da Água 2021 e a Criação do Movimento Mundial da Água.

Este último tem como estratégia conjunta para garantir o acesso e a proteção dos ecossistemas hídricos, tendo como objetivo deixar um eixo norteador de uma nova era para a humanidade em nível global.

O simpósio se baseou em alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) das Nações Unidas: ODS 1 – Fim da Pobreza; ODS 3 – Saúde e bem-estar; ODS 5 – Igualdade de Gênero; ODS 6 – Água limpa e saneamento; ODS 10 – Redução de desigualdades; ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; ODS 13 – Ação Climática; ODS 14 – Vida Subaquática, ODS 15 – Vida dos ecossistemas terrestres; ODS 17 – Alianças para a cooperação e os direitos ambientais reconhecidos pelas Cartas Magníficas de todos os países.

De acordo com a Declaração, a maioria das pessoas já tratam com normalidade as adversidades enfrentadas pela contaminação, acesso e destruição dos recursos hídricos.

Para ter acesso ao documento, clique abaixo.

Declaratoria del Derecho Mundial al Agua.

O Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (FONASC. CBH) se manifestou com seu apoio. E considera a água como um bem natural, a qual todos têm direito, que pode ser acessada conforme os princípios do desenvolvimento sustentável, para a garantia da qualidade das gerações futuras e a vida e fundamentalmente preservando seu valor social.

BANCO DE DADOS MAPEIA CARACTERÍSTICAS DE RIOS E BACIAS

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BANCO DE DADOS MAPEIA CARACTERÍSTICAS DE RIOS E BACIAS 

Texto: do Portal Canal Ambiental
Data: 17/12/2019

Dois pesquisadores e amigos de extremos opostos da Terra criaram o primeiro atlas mundial de alta resolução espacial que mapeia as características ambientais de todos os rios e bacias hidrográficas do mundo.

HydroATLAS foi co-desenvolvido pelo Dr. Bernhard Lehner e sua equipe do Departamento de Geografia da Universidade McGill, no Canadá, e o Dr. Simon Linke, da Universidade Griffith, na Austrália.

“Este projeto, que durou mais de 5 anos, não seria possível sem o apoio crítico de vários estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade McGill, nove dos quais são coautores deste estudo”, destacou o professor Bernhard Lehner. “Eles contribuíram para esse banco de dados como parte de sua própria pesquisa ou como assistentes de pesquisa, compilando e analisando grandes quantidades de dados digitais globais. ”

O desenvolvimento também foi auxiliado pela Dra. Michele Thieme, do WWF (World Wildlife Fund), colaboradora de longa data dos pesquisadores – que frequentemente aplica a ciência para ajudar projetos de conservação em áreas remotas, como a Bacia do Congo ou o Butão.

O HydroATLAS auxilia pesquisadores e profissionais – como agências ou órgãos nacionais como a ONU – a resolver lacunas nos métodos de proteção de rios ou bacias hidrográficas e a entender o impacto humano nos ecossistemas de água doce.

O banco de dados HydroATLAS é um compêndio padronizado que reúne mais de 50 variáveis ​​ambientais, representando mais de 280 atributos individuais em um único recurso que permite a análise detalhada dos fatores que impulsionam a hidrologia e a ecologia dos rios e suas bacias hidrográficas.

O Dr. Simon Linke disse que o HytdroATLAS oferece a não especialistas a oportunidade de explorar informações sobre rios e suas bacias hidrográficas em um único banco de dados centralizado. “Isso pode ajudar, por exemplo, a entender onde estão as lacunas na proteção dos rios ou quais são as características das bacias hidrográficas que são particularmente ameaçadas pela atividade humana”, disse o pesquisador.

Um estudo detalhando o compêndio HydroATLAS foi publicado na revista científica Nature Scientific Data.

O banco de dados coleta informações hidroambientais descritivas para todas as bacias hidrográficas e rios ao redor do mundo e oferece dados sobre:

  • Hidrologia (por exemplo, descarga, escoamento superficial, inundação de áreas úmidas, profundidade do lençol freático)
  • Fisiografia (por exemplo, elevação, declive, relevo)
  • Clima (por exemplo, temperatura, precipitação, evapotranspiração, neve, aridez)
  • Cobertura e uso da terra (por exemplo, ecorregiões, tipos de florestas, vegetação natural, classes de áreas úmidas, tipos de habitat)
  • Solos e geologia (por exemplo, conteúdo de argila, silte e areia, carbono orgânico, classes geológicas)
  • Influências antropogênicas (por exemplo, população, pegada humana, densidades das estradas).

“A beleza do HydroATLAS é que o usuário não precisa de nenhum conhecimento especial em mapeamento por computador, mas pode clicar em um rio ou área e as informações serão extraídas do banco de dados e estarão prontamente disponíveis. Os usuários também podem calcular facilmente o clima a montante, o solo e outras variáveis ​​que contribuem para o caráter de um rio ou bacia hidrográfica”, acrescentou o Dr. Linke.

O Dr. Bernhard Lehner disse que o HydroATLAS é um “recurso incrivelmente detalhado”, com dados ambientais anexados a mais de 8 milhões de segmentos de rios e 1 milhão de captações em todo o mundo.

“Já construímos os mapas mais detalhados de rios e bacias hidrográficas em todo o mundo em projetos anteriores, que exigiram mais de uma década de interpretação de informações de sensoriamento remoto e desenvolvimento de algoritmos de computador. Através da colaboração com o professor Linke, conseguimos adicionar uma ampla gama de dados ambientais de muitas outras fontes, construindo o mais detalhado e abrangente sistema global de informações sobre rios e captações atualmente disponível. ”

Os pesquisadores esperam que o HydroATLAS seja especialmente útil para aplicações de órgãos intergovernamentais, como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o WorldBank ou a União Internacional para Conservação da Natureza.

Acesse o HydroATLAS.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade McGill (em inglês).

Fonte: Katherine Gombay, Universidade McGill. Imagem: Divulgação.

INTERNACIONAL – BOLHAS DE METANO FAZEM O ÁRTICO “FERVER”

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INTERNACIONAL – BOLHAS DE METANO FAZEM O ÁRTICO “FERVER”

Bolhas de metano

Bolhas de metano

Texto: do Portal ClimaInfo
Data: 11/10/2019

Um grupo de 80 cientistas, em viagem pela Sibéria para investigar os efeitos do degelo do permafrost do Ártico Oriental, fez uma observação surpreendente: o mar parecia estar fervendo. A assombrosa visão era causada por bolhas de metano provenientes do fundo do mar. Os pesquisadores disseram que a concentração de metano no Mar da Sibéria Oriental é entre seis e sete vezes maior do que a média global.

O grupo atribui este aumento de metano ao descongelamento do permafrost que tem afetado partes da Sibéria à medida em que sobem as temperaturas na região.

Veja a matéria completa no site do

INTERNACIONAL – A BATERIA DO SEU CELULAR PODE ESTAR DEIXANDO PESSOAS SEM ÁGUA NO ATACAMA

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INTERNACIONAL – A BATERIA DO SEU CELULAR PODE ESTAR DEIXANDO PESSOAS SEM ÁGUA NO ATACAMA

Texto: da BBC Brasil
Data: 26/08/2019

Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama

 Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama
Por força do hábito, Sara Plaza sorri ao posar para a foto, mas quando fala sobre o que aconteceu com a terra ao redor de sua casa, as lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto.

“Havia lagoas lindas lá embaixo, com centenas de flamingos”, diz ela. “Quando eles abriam as asas, você via as penas pretas e cor de rosa. Agora está tudo seco, e as aves foram embora.”

Peine, o vilarejo empoeirado onde ela mora no norte do Chile, está localizado em uma colina perto do Salar do Atacama, um salar de 3 mil quilômetros quadrados no deserto mais seco do planeta, próximo às gigantescas montanhas dos Andes.
“Era tão verde, agora é só um chão duro e rachado. Não podemos mais criar lhamas”, lamenta.

Sara diz que a mineração de lítio no Atacama está reduzindo a água doce dos aquíferos da região – camadas de rochas porosas abaixo do solo que atuam como reservatórios de água.

O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados

 O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados
Demanda triplicou

O lítio, metal macio de coloração branco-prateada, é usado na fabricação de baterias para smartphones, laptops e carros elétricos.

A demanda disparou nos últimos anos – a produção global triplicou desde 2005, chegando a 85 mil toneladas em 2018, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

O Chile é o segundo maior produtor mundial de lítio depois da Austrália. O país registrou uma produção de 16 mil toneladas no ano passado, concentrada apenas no Atacama, avaliada em US$ 949 milhões. Um aumento de 38% em relação a 2017.

Atualmente, existem apenas duas empresas de mineração de lítio na região – a americana Albemarle e a chilena SQM.

Embaixo do salar há um enorme reservatório subterrâneo natural de água salgada que contém sais de lítio dissolvidos.

Para extrair o lítio, os mineiros bombeiam a salmoura até a superfície e deixam evaporar ao Sol, resultando no carbonato de lítio – os dois principais importadores globais são a China (24%) e o Japão (22%). Esse sal pode então ser transformado em lítio metálico.

As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio

 As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio
Extração de água doce

Embora haja preocupações contínuas sobre o impacto que a extração de água salgada está causando no ecossistema mais amplo – incluindo as denúncias de que as lagoas de água salgada dos flamingos estão secando -, a questão mais urgente para Sara e outros moradores da região é que as empresas de mineração também estão acessando reservas de água doce.

Eles precisam da água doce para limpar as máquinas e tubulações, e também para fabricar potássio – produto derivado da salmoura -, que é usado como fertilizante.

Em meio aos tufos de grama amarelados que costumavam ser usados para pastagem, Sarah – que monitora o fornecimento de água para sua comunidade indígena – aponta para uma pequena estação de bombeamento, que coleta água doce subterrânea e a transporta para minas de lítio.

Cerca de 40 quilômetros ao norte, Jorge Cruz cultiva milho e alfafa em um pequeno lote de terra na vila de Camar, outra comunidade indígena perto do salar.

Ele diz que, se as empresas de mineração continuarem a usar água doce no ritmo atual, sua aldeia não sobreviverá.

“As aves se foram, não podemos mais criar animais”, diz ele. “Está ficando cada vez mais difícil plantar. Se piorar, teremos que emigrar”.

Diego Hernandez, presidente da Sonami, sociedade de mineração chilena, afirma que a quantidade de água doce usada pelas empresas de lítio é insignificante. Mas ele concorda que todos os níveis de água devem ser melhor monitorados pelas autoridades.

Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce

 Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce
“O governo não tem um modelo hidrológico de todo o aquífero”, diz ele. “Deve ser capaz de tomar decisões fundamentadas com base em dados técnicos. Mas no Chile temos mais regras e leis do que dinheiro para fazer com que isso aconteça.”

Tanto a Albemarle quanto a SQM realizam seu próprio monitoramento da água subterrânea.

“Temos as ferramentas mais avançadas do setor para monitorar a saúde do Salar do Atacama”, diz Eric Norris, presidente da Albemarle.

Segundo ele, todas as medições da empresa estão disponíveis para a análise de autoridades e comunidades locais. E os engenheiros da empresa estão trabalhando em novas tecnologias para produzir uma quantidade maior de lítio usando menos água, uma vez que estão cientes da necessidade de gerenciar a região de forma sustentável.

O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano

 O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano
“Estamos muito empenhados em proteger esse ecossistema”, diz ele.

Ambas as empresas possuem cotas para a quantidade de água que podem extrair por ano. No entanto, as duas companhias já sugeriram algumas vezes que a outra está violando esses limites.

A Albemarle diz que está autorizada a bombear 442 litros por segundo de salmoura, e 23,5 litros por segundo de água doce.

Alejandro Bucher, vice-presidente de meio ambiente da SQM, afirma que a sua empresa também está comprometida em conduzir a atividade de maneira sustentável.

Mas, segundo ele, os ecossistemas do Atacama são extremamente dinâmicos e apresentam variações importantes de um ano para o outro.

Bucher acrescenta que os analistas não devem interpretar essas variações como mudanças permanentes no ambiente local.

“Nosso monitoramento ambiental de longo prazo, que é avaliado regularmente pelas autoridades ambientais, mostra que os ecossistemas estão intactos, incluindo áreas de vegetação, lagoas e populações de flamingos”, diz ele.

Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce

 Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce
Mais água saindo do que entrando

Mas alguns órgãos do governo estão expressando preocupação incluindo a agência estatal de desenvolvimento, Corfo.

No ano passado, foi constatado que havia mais água doce e salmoura saindo do sistema por meio de bombeamento e evaporação do que entrando por meio da chuva e da neve.

Não foi possível determinar, no entanto, se a mineração de lítio ou cobre era especificamente responsável. As minas de cobre, a mais de 80 quilômetros de distância, estão acessando as mesmas fontes de água doce e canalizando para suas instalações.

Grupos locais gostariam que houvesse uma abordagem conjunta para gerenciar a água do Atacama, e querem que o governo garanta que as comunidades vizinhas tenham água doce suficiente para agricultura e consumo próprio.

“O [atual] nível de extração de água está causando danos reais ao ecossistema e às comunidades próximas”, afirma Gonzalo Pimentel, da Fundação Deserto do Atacama, instituição sem fins lucrativos que apoia comunidades locais.

Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar

 Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar
O que não vai acontecer, no entanto, é qualquer interrupção na mineração de lítio.

Várias empresas internacionais estão negociando a obtenção de licenças com o governo para se juntar à Albemarle e à SQM na extração.

O congressista pró-governo, Guillermo Ramirez, diz que, como um país dependente da mineração, há tempos o Chile precisa conciliar as necessidades de água da população com as demandas da indústria.

Ele afirma que o governo vai atuar sempre para garantir que as comunidades tenham água – que o essencial é a boa regulamentação do setor de mineração. No entanto, ele acredita que o potencial do lítio é valioso demais para ser ignorado.

Sara está com medo.

“Vamos ficar aqui sem água, sem animais, sem agricultura – sem nada.”

 

INTERNACIONAL – TIRAR MUITA ÁGUA DE POÇO PODE CAUSAR TERREMOTO

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INTERNACIONAL – TIRAR MUITA ÁGUA DE POÇO PODE CAUSAR TERREMOTO

Mar da Galiléia
Mar da Galiléia

Texto: da Revista Superinteressante
Data: 01/08/2019

Quando falta água na superfície, a solução mais prática é retirá-la do subsolo. Mas uma pesquisa publicada no Geophysical Research Letters demonstrou que pode não ser uma boa ideia — principalmente para cidades construídas em cima ou perto de falhas geológicas. Um estudo indica que bombear água do lençol freático em demasia pode causar terremotos.

Uma série de tremores foram registrados em setembro de 2013 e julho de 2018 nos arredores do Mar da Galileia, famoso por ter sido o local onde, segundo a narrativa bíblica, Jesus teria caminhado sobre as águas. É o maior lago de Israel, localizado no nordeste do país. Abaixo dele há um grande sistema de falhas que se estende por toda a região do Mar Morto e acomoda o movimento das placas tectônicas africana e arábica.

Há décadas o lago tem sido uma das principais fontes de água doce de Israel. Mas, de uns tempos para cá, a população aumentou e as chuvas diminuíram. Isso fez o nível das águas baixar consideravelmente. Então as autoridades locais passaram a sugerir, nos anos 90, que a população bombeasse água de poços subterrâneos em vez de usar a da superfície. Os geólogos se perguntaram se poderia haver alguma relação entre o fenômeno e os tremores.

A equipe reuniu uma série de informações sobre os terremotos (datas, locais, profundidade e magnitude) e comparou com medidas regulares do aquífero da região. Constatou que, nas duas ocasiões, os tremores foram precedidos por quedas acentuadas no nível da água no subsolo — entre 2007 e 2013, e de 2016 a 2018. Foram tremores fracos, entre 3 e 4 graus, mas serviram para deixar os especialistas em alerta.

Historicamente, as falhas do Mar Morto já provocaram sismos fortíssimos, tendo atingido magnitude de 7 a 8 e vitimado cerca de 230 mil pessoas no ano 1138. Em 1927, um tremor de magnitude 6,25 matou quase 300 pessoas. E o grande problema é que um terremoto costuma puxar o outro. Quando a rocha quebra, pode chacoalhar numa reação em cadeia.

Os pesquisadores descobriram que extrair muita água do lençol freático reduz a carga gravitacional que mantém os dois lados da falha no lugar — deixando-a mais “frouxa”. Antes deste estudo, os cientistas ainda não haviam prestado muita atenção no fenômeno. Já sabiam que fazer o contrário, injetar água nos aquíferos, pode criar terremotos. A água penetra nos poros das rochas, aumenta a pressão e lubrifica as falhas.

Assim elas escorregam e se chocam com maior facilidade. Esse processo é utilizado para quebrar as camadas de rocha e extrair petróleo ou gás natural. Outras regiões do planeta também devem ficar atentas com os resultados da pesquisa, e quem sabe até pegar mais leve na extração de água dos aquíferos. Nos últimos anos, tam crescido a dependência dos poços na Califórnia — e a tão temida falha de San Andreas fica ali do lado.

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