“CURTINDO A FOSSA” – Apenas 17,2% dos domicílios maranhenses têm ligação com rede de esgoto

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Características dos Domicílios e dos Moradores, desenvolvida pelo IBGE, apontam que, em 2019, apenas 17,2% dos domicílios do Maranhão tinham ligação com a rede geral de esgoto. Entre os estados brasileiros, o Maranhão detinha o quinto menor percentual, à frente somente do Amazonas (13,1%), do Pará (11,5%), de Roraima (7,1%) e do Piauí (5,4%). Para Brasil, esse percentual era de 62,7% dos domicílios ligados à rede geral de esgotamento sanitário.

Quanto à situação sanitária dos demais domicílios maranhenses, 5,3% dos lares tinham fossa séptica ligada à rede de esgoto; 52,5% dos domicílios possuíam fossa séptica não ligada à rede, despejando dejetos de maneira inadequada, como em fossa rudimentar, vala, rios, lagos e mar; e 25% dos domicílios tinham outro tipo de esgotamento sanitário.

Abastecimento e Disponibilidade de Água

No ano passado, em 70,6% dos lares maranhenses, a rede geral de distribuição de água era a principal fonte de abastecimento. Esse percentual tem se mantido estável nos últimos anos: 71,7% em 2017 e 70,6% em 2018.  Em 2019, no ranking das Unidades da Federação, o Maranhão possuía o quinto menor índice de acesso à rede geral de abastecimento de água. A média do País era de 85,5%.

No que diz respeito a outras fontes de abastecimento de água, no Maranhão, 19,5% dos domicílios eram abastecidos através de poço profundo ou artesiano, 7,8% recorriam a poço raso, freático ou cacimba e 1% fazia uso de fonte ou nascente.

Nos últimos quatro anos, o Maranhão apresentou avanço na disponibilidade diária de água: a cobertura passou de 71,4% em 2016 para 73,3% em 2017, 75,3% em 2018 e 78,8% em 2019. A média no Brasil era de 88,5% em 2019.

Em 2019, 13,4% dos domicílios do Maranhão recebiam água de quatro a seis dias na semana, e 5,6% dos lares recebiam água de um a três dias na semana. Em 2018, esses percentuais eram de 13,5% e 8,7%, respectivamente.

FONTE: Blog Hora Extra com Walkir Marinho 

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