FONASC.CBH DIALÓGA COM A CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS (CUFA) SOBRE O CENÁRIO DA PANDEMIA NO MARANHÃO. ENTREVISTA ESPECIAL COM CHARLES ADAGA


As Entidades preocupadas com o atual cenário instaurado pela pandemia do Covid-19, compartilharam um pouco de suas ações de combate ao novo vírus que assola o mundo. O Fonasc.CBH ao manter contato com a CUFA Nacional foi orientado a buscar o representante local, na pessoa do Dj Charles Adaga, que atualmente é o coordenador do órgão no Estado.

A Central Única das Favelas é uma organização brasileira reconhecida nacional e internacionalmente nos âmbitos político, social, esportivo e cultural que existe há 20 anos. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas, principalmente negros, que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.

O Fonasc.CBH conversou com o representante da CUFA que é uma representação da sociedade nas comunidades dos vários estados onde atua no Brasil. Sabe-se que as pessoas mais afetadas com a questão da pandemia são as pessoas da periferia, pois eles não estão preparados para enfrentar o novo coronavírus. Sem água canalizada ou condições de habitação para isolamento, faz com que essas pessoas sejam as maiores vítimas desta pandemia.

Como uma entidade de representação dos recursos hídricos, o Fonasc.CBH buscou saber da real situação dessas pessoas que sofrem com a falta de água. Sabe-se que, sem esse recurso o mínimo da higiene básica necessária para se proteger do vírus como lavar as mãos não tem sido posto em prática.

Atualmente a CUFA atua nos municípios de São Luís, Raposa, Paço Do Lumiar e São José De Ribamar. Além de Vargem Grande e Açailândia.

Dentro do Estado do Maranhão, a entidade tem trabalhos desenvolvidos na área do esporte, cultura, saúde e educação. Nesse momento, o principal foco de ação é o CUFA CONTRA O VÍRUS, aonde estão sendo entregues mantimentos as famílias das favelas desses municípios através parcerias.

O coordenador destacou também o PROJETO MÃES DA FAVELA, onde o objetivo é distribuir uma renda mínima de 120 reais por 2 meses para as mães das comunidades, de abril até maio, 1300 mães no Maranhão já foram atendidas.

“Sabemos que são necessários bem mais ações e que este conjunto de medidas visa alcançar um público que ficou fora das medidas formais adotadas. Em particular, os que se encontram economicamente fragilizados e habitantes em territórios de desigualdade” disse o coordenador.

Vivemos em um cenário de associação de crises: hídrica, climática e uma de saúde recentemente gerada pela pandemia da covid-19. Em termos gerais, crises representam oportunidades de aprendizado e levantamento de questões.

Confira a entrevista: 

Propostas e medidas para reduzir os impactos da pandemia de covid-19 nos territórios das favelas em São Luís?

Charles Adaga - Quando falamos em impacto para reduzir os danos na realidade para nós da CUFA esses danos econômicos sempre existiram independente do vírus esse fator ou desastre econômico nas pessoas das favelas chegou bem antes mais vamos enumerar algumas sugestões aqui para o momento:

1- Distribuição gratuita de materiais de limpeza e higiene gratuitos como álcool gel, sabão, água sanitária e água para todas as favelas.

2- Internet móvel gratuita as favelas para que auxilie algumas pessoas a terem acesso a informação de maneira rápida.

3- Parcerias com cooperativas de transportes para deslocamentos rápidos de pessoas principalmente idosos que precisam se deslocar para alguma necessidade na saúde que não seja necessariamente pela Covid-19.

4- Acompanhamento psicológico as famílias.

5- Criação de renda fixa as famílias permanentes.

Faça um breve relato da situação atual e suas perspectivas pós pandemias nos territórios que você atua?

Charles Adaga - A situação atual nas favelas e que para metade das pessoas a ficha não caiu que de fato o vírus mata sendo extremamente letal para as pessoas dessas comunidades pelo retrospecto de muitos terem doenças pré existentes então isso atrapalha pois muitas vezes a informação que chega a essas pessoas não são adequadas ao ponto delas entenderem a dimensão do perigo e diante desse fato junto a necessidade de sobrevivência deles não é boa pois a maioria estão na informalidade e trabalhando em feiras em grandes aglomerações e isso nos deixa numa perspectiva extremante preocupante no presente e para o futuro.

Você tem conhecimento da existência da política nacional de recursos hídricos? 

Charles Adaga – Sim!

Tem alguma informação sobre Comitê de Bacias Hidrográficas? Se sim, em que regiões?

Charles Adaga - Sim, a primeira vez que soube foi no estado de SP. Mas não tive nenhum envolvimento direto com o comitê.

 Como é o abastecimento de água nos territórios que você atua?

Charles Adaga - Precário em 90% desses territórios e caros para a realidade de vida das pessoas.

Onde a CUFA atua dentro do Estado do Maranhão?

Charles Adaga - Atualmente estamos atuando nos municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Além de Vargem Grande e Açailândia.

Quais as iniciativas da CUFA no Maranhão?

Charles Adaga - Trabalhamos na área do esporte cultura saúde e educação nesse momento nossa principal ação e o CUFA contra o vírus aonde entregamos mantimentos as famílias das favelas desses municípios através de nossos parceiros e o projeto mães da favela que é um projeto aonde distribuímos uma renda mínima de 120 reais por 2 meses para as mães dessas comunidades de abril pra cá já atendemos 1300 mães no Maranhão.

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