FONASC.CBH E ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS SOLICITAM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA DISCUTIR EXPANSÃO DE PROJETO MINERÁRIO NA REGIÃO DE CATAS ALTAS

FONASC.CBH E ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS SOLICITAM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS PARA DISCUTIR EXPANSÃO DE ATIVIDADES DE MINERAÇÃO NA REGIÃO DE CATAS ALTAS

Texto: Ascom Fonasc.CBH com portal MAM
Data: 19/12/2019

Ainda em novembro, o Fonasc.CBH solicitou junto a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais (SEMA) uma audiência pública para discutir sobre o licenciamento ambiental para expansão de atividades minerárias no Complexo de Fazendão. A audiência do Fonasc.CBH teve como sede o município de Catas Altas em Minas Gerais. A SEMA atendeu o pedido e a audiência acontecerá no mês de janeiro de 2020.

Já audiência proposta pela Assembleia Legislativa, que aconteceu no último dia 15 de dezembro, no distrito do Morro D’água Quente, próximo à Catas Altas, terminou em confusão e agressão. O objetivo era discutir os impactos do projeto de reativação das minas Tamanduá e das Almas, operadas pela VALE, cujas minas ficam muito próximas à comunidade do Morro D’água Quente e à sede de Catas Altas.

De acordo com a população a reativação de suas operações das minas acarretará em problemas de saúde, além de impactos no turismo e nos mananciais hídricos que abastecem o município. Durante a audiência foram realizadas várias intervenções dos moradores de Catas Altas e do Morro d’água Quente, de ambientalistas e de comerciantes donos de pousadas afirmando o risco para o bem-estar da população caso as minas sejam reativadas. As falas foram todas incisivas contra o projeto da Vale e clamando para que a Prefeitura proteja a população desta ameaça, atendendo para as reivindicações legítimas apresentadas na audiência.

O morador que agrediu o diretor da Vale mora na zona de autossalvamento da barragem do Mosquito. Segundo relatos, ele estava extremamente perturbado, sem dormir e em pânico após a Defesa Civil passar em sua casa e afirmar que ele está correndo risco caso a barragem venha a se romper. Em sua intervenção, o morador expôs o drama que tem vivido e disse que faria um ato de justiça contra a impunidade da Vale, pelas centenas de vidas perdidas e centenas de crianças órfãos que os crimes da mineradora deixou. Ao finalizar sua fala, ele desferiu socos no diretor de Licenciamento Ambiental da Vale. A audiência foi encerrada após a confusão.

Os clamores e atividades contra o projeto da Vale tendem a se ampliar e é perceptível que cada vez mais pessoas tem se sensibilizado e somado nesse esforço de lutar pela defesa do bem comum, das águas e por um projeto econômico que tenha como princípio a qualidade de vida do povo de Catas Altas.

 

 

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