MORADORES DE BRUMADINHO PEDEM À POLÍCIA PARA APURAREM AS CAUSAS DO INCÊNDIO SUPOSTAMENTE DOLOSO QUE ACONTECEU EM JANGADA

MORADORES DE BRUMADINHO PEDEM À POLÍCIA PARA APURAREM AS CAUSAS DO INCÊNDIO SUPOSTAMENTE DOLOSO QUE ACONTECEU EM JANGADA

Texto: Divulgação mais Ascom Fonasc.CBH
Data: 17/09/2019

Na noite do último sábado, dia 14,  um incêndio de grandes proporções tomou conta da área de Mata Atlântica nas proximidades das comunidades da Jangada, vizinha do Complexo Paraopeba, da Vale.

Ao avistarem as chamas a população ficou em pânico diante do receio de que o incêndio pudesse se alastrar e atingir as suas casas. O incêndio também causou revolta nos moradores da comunidade do Córrego do Feijão, por tê-los deixado sem energia.

Diante de uma denúncia de que pessoas estavam ateando fogo na mata, os moradores foram buscar ajuda acionando a polícia militar por telefone.

De acordo com o relato no BO (veja abaixo), um cidadão afirma que presenciou pessoas atearem fogo na mata e em seguida entrarem em uma caminhonete, a qual adentrou ao complexo Paraopeba pela portaria da Jangada, entre 19h50 e 20h daquele mesmo sábado dia 14.

Os brigadistas voluntários de combate a incêndios florestais também foram acionados, mas não puderam empenhar pois estavam exautos de muitos combates ao longo do dia e ainda atendendo outras ocorrências. Os bombeiros também foram devidamente acionados.

Sem outra opção, os moradores se dirigiram ao local para cobrar providências da Vale e tentar identificar a suposta caminhonete que adentrou ao pátio da empresa.

No Boletim de Ocorrência os moradores afirmam que sofreram intimidação e agressão verbal por parte dos seguranças da Companhia. Diante disso, a polícia foi chamada e registrou a ocorrência.

Os moradores decidiram permanecer em vigília, em protesto pacífico e elaboraram uma pauta de reivindicações:

- que as circunstâncias desse incêndio criminoso cometido sejam investigadas de maneira célere e que os responsáveis  sejam exemplarmente punidos pelos crimes que cometeram.

- por se tratar de conduta reiterada dos criminosos, que os poderes públicos tomem medidas urgentes para reforçar os órgãos de combate a incêndios com mais agentes e equipamentos de forma que possam agir, em um futuro breve, de forma muito mais rápida e eficaz.

- que as buscas pelas vítimas do rompimento da Vale sigam até encontrarem as 21 pessoas que ainda estão desaparecidas.

- que a Vale NUNCA MAIS volte a operar atividades extrativas em Brumadinho. A expansão da mina da Jangada não será autorizada pela população. As nascentes de abastecimento humano estão ameaçadas. Exigimos como medida de reparação pelo crime do rompimento da barragem que a Vale devolva nosso patrimônio hídrico, as áreas da cachoeira da Jangada e das nascentes.

- a Vale não pode controlar a governança do processo de reparação. É preciso garantir a continuidade da verba emergencial, especialmente para as populações em situação de vulnerabilidade.

- é urgente a manutenção das estradas do município e controle do tráfego de caminhões pesados. Neste tempo seco, a poeira tóxica em Brumadinho está insuportável. As pessoas estão adoecendo e ninguém sabe o real nível da contaminação a que estamos expostos. Crianças e idosos sofrem com maior intensidade. A periculosidade das nossas estradas é assustadora, a movimentação está intensa e a velocidade é excessiva.

- A comunidade de Córrego de Feijão exige uma indenização coletiva, justa e urgente.

 

Veja o BO

relatorio (1)

 

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