FONASC.CBH INVESTE CADA VEZ MAIS EM OFICINAS DE POLÍTICA EM RECURSOS HÍDRICOS

FONASC.CBH INVESTE CADA VEZ MAIS EM OFICINAS DE POLÍTICA EM RECURSOS HÍDRICOS

Marta, do povo Manoki, ecoando a voz da sociedade civil em evento na Alemanha

Texto: Fonasc.CBH
Data: 15/05/2019

O Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas – Fonasc.CBH têm cada vez mais investido na qualificação da representação da sociedade civil em colegiados de gestão das águas e de meio ambiente, como forma de conferir qualidade e autonomia nos processos de decisão das Políticas Públicas.

O principal exemplo disso é a índigena Marta Tipuici, do povo Manoki, localizada no município de Brasnorte, em Mato Grosso. Ela esteve na última quinta-feira, dia 9, em Berlim, na Alemanha, participando de um evento hidrelétrico, mudanças climáticas e os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Marta Tipuici participou de cursos de capacitação do Fonasc.CBH (nos anos de 2017 e 2018), cujo objetivo é de oferecer uma qualificada de representação política em colegiado de gestão das águas. Durante a oficina os participantes aprenderam sobre os aspectos técnicos e legais de conservação dos recursos naturais em nível de bacia hidrográfica, em especial os recursos hídricos, além de abordar os aspectos geográficos, geomorfológicos, hidrológicos, ecológicos, sociológicos e econômicos, considerando o uso das águas pela sociedade, incluindo povos e comunidades tradicionais.

O Fonasc.CBH, neste curso de mobilização e capacitação para lideranças e representantes, trabalha com a perspectiva dos direitos legais das organizações da sociedade civil e de como empoderá-la, ou seja, proporciona a todos os usuários das águas, levando conhecimento, capacitando e mobilizando, para garantir água de qualidade e quantidade a essa e a futuras gerações.

Marta, que ecoou a nossa voz na Alemanha, é representante da rede Juruena Vivo (RJV), que luta por alternativas de desenvolvimento na Sub-bacia do Juruena, em Mato Grosso. Durante o evento ela falou sobre os impactos das hidrelétricas para os povos indígenas e sobre as 138 usinas na bacia do Juruena, dessas 32 em operação, 10 em construção e 96 em fase de planejamento, dados que foram levantados pela OPAN (Operação Amazônia Nativa).

 

Marta participando do curso do Fonasc.CBH para lideranças

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