FONASC.CBH JÁ HAVIA RECOMENDADO QUE A VALE APRESENTASSE ESTUDOS COMPLEMENTARES SOBRE A EXPANSÃO DA MINA CÓRREGO FEIJÃO

FONASC.CBH JÁ HAVIA RECOMENDADO QUE A VALE APRESENTASSE ESTUDOS COMPLEMENTARES SOBRE A EXPANSÃO DA MINA CÓRREGO FEIJÃO

 Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 05/02/2019

Antes mesmo da tragédia se instalar em Brumadinho, por conta do rompimento da barragem da Mina Córrego Feijão, o Fonasc.CBH, no Conselho do Parque do Rola Moça, pediu vistas ao processo de expansão da Mina operada pela Vale e recomendou ao gestor do Parque a exigência de estudos complementares antes de manifestarem a aprovação das licenças ambientais para a Mina.

Esse processo foi apresentado e votado em 19 de novembro de 2018, antes mesmo da reunião da Câmara de Atividades Minerárias do COPAM (realizada em 8 de dezembro), que também teve o parecer e voto contrário do Fonasc.CBH para liberação das três licenças (prévia, operação e instalação) para expansão da Mina Córrego Feijão.

O conselheiro do Fonasc.CBH, Cléverson Vidigal apresentou o parecer com a recomendação de ser exigido estudos complementares, basendo-se nos princípios da precaução.

O parecer diz que: “Considerando ainda todo o acima exposto, nos MANIFESTAMOS pela IMPOSSIBILIDADE DO CONSELHO DO PESRM se manifestar a respeito do “Plano de Continuidade das Operações da Mina da Jangada e Córrego do Feijão”, objeto do PA COPAM nº 00118/2000/030/2013 (Mina da Jangada/MBR) e PA COPAM nº 00245/2004/050/2015 (Mina Córrego do Feijão/VALE) e RECOMENDAMOS ao gestor do Parque Estadual da Serra do Rola Moça e da Estação Ecológica de Fechos e ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão responsável pela administração das referidas UC´s, que se manifestem PELA EXIGÊNCIA DE ESTUDOS COMPLEMENTARES, nos termos do Art. 3º, inciso II, da Resolução CONAMA 428/2010”.

Veja aqui o teor do parecer do Fonasc.CBH na íntegra

 FEIJÃO e JANGADA x PESRM_FINAL 2

Esclarecimentos

O conselheiro Cléverson explicou também que Câmara Técnica de Outorga – CTIOAR – do Comitê de Bacia do Rio Paraopeba, do qual ele faz parte, emitiu um parecer de vistas para o empreendimento da USIMINAS e que foi votado no último dia 31/01/2019, foi referente a outorga solicitada e aprovada que trata tão somente de dreno de fundo da pilha de rejeito, que será implantada para empilhamento de rejeito a seco. “Portanto, nada tendo a ver com barragem de rejeito. A visita técnica que aprovou a implantação dos drenos de fundo se deu em 17/01/2019, muito antes da tragédia da Vale”, esclareceu o conselheiro.

blogs

Vídeo

RECENTES