EDITORIAL – UMA EDIÇÃO ESPECIAL

EDITORIAL – UMA EDIÇÃO ESPECIAL

*João Clímaco

EDITORIAL – UMA EDIÇÃO ESPECIAL

Chegamos a edição de número 100 de nosso informativo. É um momento especial. É hora de fazermos um balanço, de renovar as energias e de nos preparar para os desafios que já estão postos.

Essa edição nos permitiu, de modo bem objetivo, relembrar dos principais debates que fomentamos e participamos dentro das instâncias colegiadas que fazem a gestão dos recursos hídricos, em especial o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e também de aproveitar o momento para nos planejarmos para os próximos desafios, buscando representar o segmento da sociedade civil com muita seriedade e competência.

Nestes três anos obtivemos vitórias, avanços e o reconhecimento de que estamos caminhando no rumo certo (com os dois prêmios nacionais de melhor experiência em educação ambiental para gestão das águas que o nosso projeto do Comitê Infanto Juvenil da Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana faturou). Inclusive esse tema sobre projetos de educação ambiental está sendo discutido na Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação em Recursos Hídricos (Ctem), como instrumentos importantes para gestão da política das águas.

Ainda existem coisas que iremos em busca das respostas como o caso do acidente em Mariana-MG, a correção das distorções no CBH Parnaíba que são questionadas na justiça, a condução da política de recursos hídricos no Maranhão sem a existência do Conselho Estadual, dentre outras. Sobre os processos eleitorais nos órgãos colegiados ainda teremos muitos embates assim como marcaremos nossa posição diante das gestões pública.

Sabemos que nenhum governo nessa conjuntura atual não  estão comprometidos com a gestão pública participativa e descentralizada como estratégia prioritária para o gerenciamento das águas públicas. O atual momento marcado por crises institucionais, esse segmento, formado por agentes públicos de terceiro e quarto escalão, assim como qualquer de outras políticas públicas, perdem a autonomia ainda mais e se resvalam para agir em nome de suas corporações e protegendo governos fracos para se protegerem como seres a lutarem para sobreviverem nesse cenário dessa forma, ou seja, com uma narrativa aparentando estarem defendendo o interesse público, mas que de fato não estão.

Citamos como exemplo o rechaçamento geral sobre as ONGs do país inteiro que participam de CBHs nos estados e foram inabilitadas por um grupo de “técnicos” do MMA e muito mais grave. A articulação de pessoas agentes públicos ligados a direção do Igam-MG, incentivando e conspirando para criação de uma chapa alternativa, a chapa que se consolida formada por setores da sociedade civil e usuários. Para nós da sociedade civil no processo eleitoral do CBH Paranaíba, aprendemos que é muito mais fácil combater desconformidades e insuficiências na gestão diretamente frente aos usuários nos colegiados do que entender condutas de atores do segmento público quando se colocam e arvoram como defensores do interesse público que de fato não são.

Somos sabedores dos problemas e dificuldades, em que temos a consciência da interface da água com as demais políticas públicas cada vez mais latentes nos encoraja a seguir  avançando diante dos compromissos firmados para mais três anos de gestão no CNRH e em outros órgãos colegiados dos quais fomos legitimamente eleito.

Aqui nossos sinceros agradecimentos a todos os parceiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste deste País que tem nos ajudado nessa caminhada, enriquecendo os debates e jamais fugindo da luta. E que venham mais 100, mais 1000 edições do nosso informativo com tantas boas notícias.

 

*João Clímaco é Sociólogo e coordenador nacional do Fonasc.CBH

 

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