FONASC PANTANAL DIVULGA INFORMAÇÕES SOBRE OS RISCOS DE ESPÉCIES EXÓTICAS NA BACIA DO RIO PARAGUAI

FONASC PANTANAL DIVULGA INFORMAÇÕES SOBRE OS RISCOS DE ESPÉCIES EXÓTICAS DE PEIXES NA BACIA DO RIO PARAGUAI

Mexilhão Dourado

Mexilhão Dourado

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 16/10/2017

O Fonasc.CBH, como membro do CEPESCA – MT, está divulgando a mensagem da Dra Márcia Oliveira – Embrapa Pantanal – que contribui com informações e artigos para o debate sobre introdução de espécies exóticas no MT e na bacia do Alto Paraguai. Veja abaixo a íntegra da mensagem.

“Não é difícil expor o problema das espécies exóticas (‘O que precisamos fazer é expor o quão arriscado é introduzir espécies exóticas sem qualquer respeito à segurança ecológica ou qualquer princípio de precaução que considere as premissas da sustentabilidade e não apenas a dimensão econômica como base ou argumento para projetos desta natureza’).

Além da introdução do próprio peixe, que já seria problema suficiente, vem com ele outras espécies exóticas, como zooplâncton, algas, mexilhões (Corbicula, Melanoides, Mexilhão dourado, etc).

Um bom exemplo dos efeitos das introduções é o mexilhão dourado (MD). O MD foi trazido para o rio Paraguai com a navegação e alcançou alguns de seus tributários, mas até onde sabemos, restrito ao Pantanal. As condições naturais do Pantanal mantém a densidade da população menor que nas áreas dos reservatórios do rio Paraná, onde as condições são muito propícias, deste o substrato abundante até a qualidade de água. Mas caso se tenha introdução em reservatórios da parte alta da bacia do rio Paraguai, a quantidade de larvas que serão transportadas ao Pantanal será muito maior, é como insistir na introdução. Também é possível prever o prejuízo na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, com toda a captação de água existente.

Compartilho um trabalho sobre a situação da piscicultura em tanques-rede em áreas com mexilhão dourado, e dois outros estudos que mostram a dispersão em ‘saltos’ principalmente na Bacia do rio São Francisco), que se atribui principalmente  as atividades de piscicultura em tanques-rede (transferência de tanques e outros materiais de áreas contaminadas).

Tamanho é o problema que o MMA está neste momento fazendo uma consulta pública para o assunto do mexilhão dourado, acessem o site e contribuam. (Ibama realiza consulta pública sobre a elaboração do Plano de Ação Nacional para Prevenção, Controle e Monitoramento do Mexilhão-Dourado!) Acesse em http://www.ibama.gov.br/inform es/1190-ibama-realiza-consulta-publica-sobre-a-elaboracao-do-plano-de-acao-nacional-para-prevencao-controle-e- monitoramento-do-mexilhao-dourado”.

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