TRAGEDIA AMBIENTAL NO RIO DOCE – ONU critica Brasil, Vale e BHP por resposta ‘inaceitável’ a desastre de Mariana

Órgão emite comunicado em que pede a governo e empresas providências imediatas para proteção ambiental e das comunidades vizinhas e ataca o que chama de “postura defensiva”.

Da BBC

A Organização das Nações Unidas criticou duramente o governo brasileiro,

a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma

resposta “inaceitável” à tragédia de Mariana.

 Texto afirma existir falta de transparência nas informações sobre riscos de contaminação (Foto: AFP)

E em comunicado divulgado nesta quarta-feira, e que traz falas do relator

especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.

 

“As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas”, disseram os especialistas no comunicado.

Em entrevistas, a presidente Dilma Rousseff tem negado negligência no caso. A Samarco, por sua vez, tem afirmado que suas operações eram regulares, licenciadas e monitoradas dentro dos melhores padrões de monitoramento de barragens.

A ONU menciona a contradição nas informações divulgadas sobre o

desastre, em especial a insistência da Samarco, joint venture formada por

Vale e BHP para explorar minérios na região, de que a lama não continha substâncias tóxicas. E descreve com detalhes o desastre ecológico provocado

pelo vazamento, incluindo a chegada da lama ao mar.

ONU detalhou consequências do acidente, como chegada

da lama ao mar (Foto: Reuters)

“As autoridades brasileiras precisam discutir se a legislação para a atividade mineradora é consistente com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o direito à informação. O Estado tem a obrigação de gerar,

atualizar e disseminar informações sobre o impacto ambiental e presença

de substâncias nocivas, ao passo que empresas têm a responsabilidade de

respeitar os direitos humanos”, afirmou Tuncak.

Os dois especialistas classificaram a tragédia como

mais um exemplo de negligência de empresas em proteger os direitos humanos e traçam um quadro desolador pós-desastre para as comunidades afetadas.

O comunicado pode ser acessado aqui na íntegra (há uma versão em português):  http://www.ohchr.org/en/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=16803&LangID=E

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Exibindo image003.jpgExibindo image003.jpgExibindo image003.jpg * O FONASC ATUA NA BACIA DO RIO DOCE ATRAVÉS DE VARIAS ENTIDADES PARCEIRAS E NA REPRESENTACAO DA SOC CIVIL NA BACIA DO AFLUEN TE SANTO ANTONIO E NO CERH MG  

 

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