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FONASC CBH -RIO DOCE MINAS GERAIS OFERECE ESTÁGIO CURRICULAR NA ÁREA DE GESTÃO DE RECURSOS HIDRICOS


FONASC-CBH 
Entidade Membro do CBH Doce
Entidade Membro do CNRH – Conselho Nacional de Recursos Hídricos


 COMUNICADO DA COORDENAÇÃO DO FONASC 011/2020
EDITAL PARA CONCESSÃO DE ESTÁGIOS CURRICULARES NA ÁREA DE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E MEIO AMBIENTE


1) O FONASC – FORUM NACIONAL DA SOCIEDADE CIVIL NOS COMITÊS DE BACIAS , 
CNPJ 05.784.143-0001-55 organização não governamental atuante no SINGREH- 
Sistema de Gestão de Recursos Hídricos na Bacia do Rio Doce e seus afluentes, 
exercendo a representação da sociedade civil e movimentos sociais conforme 
portaria deste CBH e, no âmbito de suas competências legais e nos termos de
seus estatutos, torna público que está oferecendo a ESTUDANTES indicados
por entidades parceiras congêneres na Região da Bacia do Rio Doce-MG, e 
demais cidadãos estudantes UNIVERSITÁRIOS INTERESSADOS na temática: POLITICA DE GESTÃO DOS RECURSOS 
HÍDRICOS DA BACIA, que:

1) Está disponibilizando para o biênio 2020/2022 oportunidade de ESTAGIO 
NÃO RENUMERADO ACADÊMICO CURRICULAR para atuação junto as agendas e ATIVIDADES 
PREVISTAS no âmbito da representação do segmento Sociedade Civil 
exercida pelo FONASC CBH no COMITE DE BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOCE e 
seus AFLUENTES.

2) Serão selecionados estudantes de graduação e pós graduação que já 
tenham cursados ao menos 30% das atividades curriculares previstas para
 seu curso que poderá ser em Ciências Ambientais, e/ou Ciências Sociais,
em especial, com atividades, interesses ou projetos acadêmicos relacionados
a gestão de recursos hídricos e/ou meio ambiente.

3) As atividades CONSISTIRÃO no acompanhamento aos representantes do FONASC 
enquanto representação do segmento da sociedade nesse CBH e que, são previstas 
no REGIMENTO INTERNO DO CBH DOCE. Demandará ao candidato ao estágio, 
suficiência para o desenvolvimento das seguintes tarefas:

✓ Apoio a assessoria de comunicação do FONASC;
✓ Participar de Pesquisas Temáticas para apoio técnico as atividades do 
FONASC – CBH nas CTs – Câmaras Técnicas em que atua.,
✓ Facilitação das atividades de comunicação com a população sobre os temas 
de interesse público e seus pares no cbh em conjunto com ASCOM FONASC,
✓ Acompanhamento das ações de secretaria do FONASC nos eventos e agendas 
relacionadas a gestão da Bacia do Rio Doce
✓ Apoio a produção de material didático ou informativo sobre situação do 
gerenciamento das águas dos Rios da região.
✓ Apoio ao desenvolvimento de pareceres que serão encaminhados pelo 
FONASC CBH nas estâncias de decisão do CBH Doce citadas no item 4 abaixo:

4) Serão selecionados APENAS 1 estagiário de Comunicação e 1(um) estagiário 
para cada uma das seguintes câmaras técnicas:

a) Câmara Técnica Institucional e Legal – CTIL do CBH-Doce,
b) Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos – CTGEC do CBH-Doce,
c) Câmara Técnica de Capacitação, Informação e Mobilização Social – 
CTCI do CBH-Doce;

5) Serão selecionados (2) Dois Estagiários sendo um estagiário para 
ATUAR junto as atividades do FONASC Nos CBHs Santo Antônio e outro para o 
CBH Rio Piracicaba; ambos afluentes do Rio Doce;

6) CARGA HORÁRIA – A carga horária considerará não somente a participação
nos eventos e reuniões, mas as atividades secundárias ligadas aos temas 
recorrentes discutidos nas instâncias de gestão da Bacia do Rio Doce, 
perfazendo um total de 160 horas por semestre.

• As atividades deverão inicialmente ser desenvolvidas de forma 
remota (HOME Office) enquanto houver vigência de legislação por causa da PANDEMIA; 

7) DA SELEÇÃO – Os interessados devem encaminhar e-mail para fonascriodoce@gmail.com 
com curriculo ou link da plataforma Lattes. 

 8) Poderão se habilitar estudantes residentes na Região metropolitana de 
Belo Horizonte ou dos municípios integrantes da Bacia do Rio Doce. 

9)Após a etapa de análise de currículo será feita entrevista onde se 
pretende avaliar o interesse acadêmico do candidato sobre gestão dos 
recursos hídricos da Bacia, sobre o CBH e seu regimento Interno. 

10) O período de Estágio Acadêmico será supervisionado de 6 meses 
podendo ser prorrogado por mais 6 meses e não é renumerado. 

JOAO CLIMACO SOARES DE MENDONCA FILHO 
P/ COORDENAÇÃO REGIONAL FONASC CBH
CNPJ 057841430001-55

copie  aqui o edital ou acesse

 http://fonasc-cbh.org.br/?wpfb_dl=618


 
		

FONASC MG – MG DENUNCIA PROPOSTA DO GOVERNO DE MINAS GERAIS QUE TENTA DISSIMULAR ESFORÇO DE GRUPOS DE INTERESSES NÃO EXPLÍCITOS ,ENCAMINHADA ATRAVÉS DO CERH MG, PARA ACABAR COM PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA GESTÃO HÍDRICA, ESVAZIANDO A COMPETÊNCIA DOS CBHs , A PARTICIPAÇÃO SOCIAL , ESTIMULANDO A CENTRALIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS E DO PODER DECISÓRIOS SOBRE AS ÁGUAS DO ESTADO.

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ago
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FONASC MG -  MG DENUNCIA PROPOSTA DO GOVERNO DE MINAS GERAIS QUE TENTA DISSIMULAR ESFORÇO DE GRUPOS DE INTERESSES NÃO EXPLÍCITOS ,ENCAMINHADA  ATRAVÉS  DO CERH MG, PARA ACABAR COM PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA GESTÃO HÍDRICA, ESVAZIANDO A COMPETÊNCIA DOS CBHs , A PARTICIPAÇÃO SOCIAL , ESTIMULANDO A CENTRALIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS E DO PODER DECISÓRIOS SOBRE AS ÁGUAS DO ESTADO.




Mais uma vez o órgão de Gestão das Águas do Estado de Minas põe de volta
proposta que  visa a  desmontagem do atual  Sistema de Gerenciamento de
Recursos Hídricos do Estado que carece  de  muitos aperfeiçoamentos mas
que é "vendido"  no restante do país, como um SISTEMA ESTADUAL DE
 GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS EFICIENTE E ATIVO mas que tenta a todo
tempo  se  aproveitar da  desinformação da população em relação a gestão
das águas. E  no seu seio, essa proposta QUE OTA ESTÁ EM DISCUSSÃO
NO CERH MG  acaba  no  primeiro passo, com as
atuais UPGRHs (as unidades de planejamento de gestão de recursos hídricos -
hoje em número  de 36 bacias ou sub-bacias hidrográficas)



O Fonasc apoia e endossa o parecer do Cons Gustavo Gazinelli
rep da soc civil na ctil/CERH MG  ex rep do Fonasc nesse colegiado
e atual rep do Fonasc no cbh sf1, contra o desmonte dos princípios de
participação e decentralização no Sistema  estadual de gestão  de
recursos  hídricos perpetrado pelo governo e seus tírtires
que operam proposta de esvaziamento do poder de ação dos cbhs ...



É preciso que os cbhs e seus presidentes se posicionem contra
esse desvirtuamento descarado que subalterniza a
gestão dos recursos hídricos de maneira tao cínica .
veja abaixo o parecer do comp da soc civil no Cerh MG????????

A  proposta veio NOVAMENTE a baila na 92ª RO CTIL de 13.07.2020 - 9h do
CERH MG ( pode ser acessada   em vídeo )  mesmo já tendo  sido objeto
de grande reação dos vários  setores que participam do -
 SISTEMA ESTADUAL DE GESTÃO DE RECURSS HIDRICOS  SINGREH
desde o ano passado  E que  LEVOU A UMA MOBILIZAÇÃO DOS CBHs,  dando
origem a um  acordo entre O IGAM - e os FORUM MINEIRO DE CBHs
DE CBHs ( vide). Este Acordo foi atropelado pela proposta apresentada
pelo IGAM - Instituto Mineiro de G nesta  última reunião da CTIL.acima citada



Nesta Reunião da CTIL o Cons representante da Soc Civil solicitou
vistas e encaminhou PARECER  substitutivo que será objeto
 de decisão e que por sí , denuncia o cinismo a que chegou
setores do governo de Minas se aproveitando das estruturas
centralizadas para passar matéria ao arrepio dos fundamentos
da legislação.

vEJA ABAIXO ASSINADO DO FORUM DE CBHS mg 
Os demais documentos  alusivos à reunião, bem como a pauta
(também anexa neste e-mail), gentileza acessar o link abaixo:



http://igam.mg.gov.br/component/content/article/16-duvidas/2400-2020-07-28-18-32-09

A gravação da reunião você acessa aqui : https://www.youtube.com/watch?v=B9QPftaqwG0&feature=youtu.be

“PROJETO JUVENTUDE PELA COMUNIDADE REALIZA PRIMEIRA OFICINA E TEM RODA DE CONVERSA COM A VICE COORDENADORA DO FONASC.CBH, THEREZA CHRISTINA”

 

 

Hugo Cruvel (Coordenador do Coletivo Comunidade Ativa), João Lucas e Pedro Henrique (Representantes do Comitê Infanto Juvenil do Rio Jeniparana) estão integrados em projeto que se chama Juventude pela Comunidade. Este projeto é uma iniciativa de jovens integrados em projetos do Fonasc.CBH em ajudar pessoas necessitadas neste período de pandemia.

O principal objetivo deste movimento é angariar recursos e buscar parcerias para distribuição de cestas básicas. Além disso, o projeto também está arrecadando materiais para realização de oficinas de capacitação na produção de sabão em barra e em pó, que podem ser feitos a partir de resíduos sólidos.

Neste sábado, 25, aconteceu a primeira Oficina do Projeto Juventude pela Comunidade (JuPeCom). A Oficina foi realizada no Batalhão da Polícia Ambiental, localizado no bairro do Coroadinho.

Durante a programação, a Vice Coordenadora do Fonasc.CBH, Thereza Christina, conversou com os jovens presentes. Logo depois, a Coordenadora do Coletivo Cultural Arte é Vida, Produtora Cultural e Artesã Cleidiomar Melo Cardoso ministrou a oficina de sabão.

O encerramento do evento foi destinado a entrega de cestas a comunidade da Vila do Frades.

Os organizadores deste projeto desejam continuar com as oficinas nas comunidades em que moram e nas atividades em que atuam.

A vice coordenadora do Fonasc.CBH, Thereza Christina, agradece a todos os que estão envolvidos em ajudar e também a pessoa da Comandante do Batalhão Florestal, a Coronel Edilene Soares da Silva.

O Fonasc.CBH está potencializando a construção de novas parcerias e aquela boa sensação quando recebemos apoio e nos depositam votos de confiança. Nossos agradecimentos a todos que confiam, apoiam e prestigiam o nosso trabalho.

FONASC.CBH – NA BACIA DO RIO PARAOPEBA ENCAMINHA PEDIDO DE PROVIDENCIAS NO PARQUE ESTADUAL DE ROLA MOÇA POR MEIO DE OFÍCIOS AO MINISTRO DO TURISMO E AO SECRETÁRIO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE

O Coordenador Nacional do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (FONASC. CBH), João Clímaco, assinou Carta juntamente com os representantes do Conselho do Parque Estadual de Serra de Rola Moça endereçada ao Ministro do Turismo e ao Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais.

O Diretor Geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Malard, por meio de um ofício encaminhado ao Secretário de Estado do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável de Belo Horizonte – Minas Gerais, solicitou que o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, necessita de mudanças e melhorias para que possa continuar recebendo visitantes e também para oferecer um ambiente onde possa circular com mais segurança.

No ofício, o diretor do IEF, pedi algumas medidas como aumento da vigilância por meio da Ronda Armada, instalação de mais câmeras funcionado em pontos estratégicos e 24h por dia, implantação de sinalização, entre outras.

Com estas adaptações, o Parque deseja solucionar algumas adversidades, como:

  • Toda semana animais domésticos são abandonados no interior e nas portarias do Parque;
  • Aumento dos riscos de incêndios florestais por conta alto índice de trânsito de pessoas;
  • Imediações do Parque também já ocorreu crimes violentos como assaltos, assassinatos e estupros.

 

VEJA MAIS NO DOCUMENTO ANEXADO: Ofício Secretário Meio Ambiente 2020

 

OFÍCIO 2

Outro ofício, desta vez foi encaminhado ao Ministro do Turismo, para que o Parque Estadual da Rola Moça seja incluído no acordo firmado entre o governo Brasileiro e a Companhia Vale do Rio Doce, no qual a empresa se compromete por três anos a destinar uma quantia de R$ 150 milhões. Dinheiro referente as multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em detrimento do desastre da Mina de Córrego do Feijão, em sete parques nacionais em Minas Gerais.

A justificativa deste pedido é enfatizada pelos seguintes motivos:

  • O parque se encontra localizado na área de influência direta do empreendimento da empresa, onde ocorreu o desastre;
  • Também é nesta área que está situada o local chamado de “Zona de Amortecimento”.

Além destas questões citadas, o parque também tem seu papel fundamental na preservação de mananciais de água que abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O Parque Estadual da Serra de Rola Moça, também é um local de passeio e lazer que abrange os municípios Belo Horizonte, Ibirité, Brumadinho e Nova Lima. O local de preservação faz parte do programa PARC – Programa de Concessão de Unidades de Conservação Estaduais.

 

VEJA MAIS NO DOCUMENTO ANEXADO: Ofício Álvaro Antônio 2020

 

FONASC.CBH – FONASC.CBH APOIA A CARTA DE DECLARAÇÃO DE SIMPÓSIO MUNDIAL DA ÁGUA

O Simpósio Mundial da Água “Somos Água, Somos Um”, organizado por movimentos sociais e ambientais, liderado pela plataforma “Tribute Earth”, por meio de uma Declaração de Apoio, deu voz a uma série de pedidos de nível internacional, intersetorial e interinstitucional: a Defesa do Direito Mundial a Água, a Lei Mundial da Água, a Declaração do Ano Mundial da Água 2021 e a Criação do Movimento Mundial da Água.

Este último tem como estratégia conjunta para garantir o acesso e a proteção dos ecossistemas hídricos, tendo como objetivo deixar um eixo norteador de uma nova era para a humanidade em nível global.

O simpósio se baseou em alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) das Nações Unidas: ODS 1 – Fim da Pobreza; ODS 3 – Saúde e bem-estar; ODS 5 – Igualdade de Gênero; ODS 6 – Água limpa e saneamento; ODS 10 – Redução de desigualdades; ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis; ODS 13 – Ação Climática; ODS 14 – Vida Subaquática, ODS 15 – Vida dos ecossistemas terrestres; ODS 17 – Alianças para a cooperação e os direitos ambientais reconhecidos pelas Cartas Magníficas de todos os países.

De acordo com a Declaração, a maioria das pessoas já tratam com normalidade as adversidades enfrentadas pela contaminação, acesso e destruição dos recursos hídricos.

Para ter acesso ao documento, clique abaixo.

Declaratoria del Derecho Mundial al Agua.

O Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (FONASC. CBH) se manifestou com seu apoio. E considera a água como um bem natural, a qual todos têm direito, que pode ser acessada conforme os princípios do desenvolvimento sustentável, para a garantia da qualidade das gerações futuras e a vida e fundamentalmente preservando seu valor social.

FONASC.CBH – INFORMATIVO #133

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jul
21
Caro leitor! ???? Confira o Informativo #133. Nesta Edição, você vai se informar sobre o que está acontecendo nas várias linhas de frente do Fonasc.CBH. Na Coluna Compartilhando Ideias, decidimos lhe apresentar o artigo do Ms. Professor da Universidade da Amazônia, Ciro Brito. Já no Espaço Juventude, uma matéria exclusiva trazendo a importância da solidariedade neste momento tão difícil, em que estamos passando. Além de se inteirar sobre os assuntos em que o Fonasc.CBH está integrado.
Clique aqui: INFORMATIVO #133

FONASC MG DIVULGA NA REUNIÃO DA CTSB DO CNRH ” PESQUISA SOBRE REJEITOS DA BARRAGEM DO FUNDÃO QUE SEGUEM EM ALTA CONCENTRAÇÃO NA FOZ DO RIO DOCE “

FONASC MG DIVULGA NA REUNIÃO DA CTSB DO CNRH ” PESQUISA SOBRE REJEITOS DA BARRAGEM DO FUNDÃO SEGUEM EM ALTA CONCENTRAÇÃO NA FOZ DO RIO DOCE “

 

No dia 13 de junho de 2020, foi realizada a quarta reunião da Câmara Técnica de Segurança de Barragens (CTSB), nos turnos matutino e vespertino. Por razões de segurança e contenção do novo coronavírus a reunião foi realizada por videoconferência, seguindo os protocolos de prevenção, do Conselho Nacional Recursos Hídricos e da Câmara Técnica de Segurança de Barragens. O FONASC foi representado pelo Professor Vicente de Paulo da Silva (representante da Sociedade Civil na CTSB – FONASC. Na pauta foram tratados dos seguintes itens: 2. Aprovação da memória da 3ª Reunião da CTSB-CNRH.3. Apresentação e deliberação acerca da proposta de revisão da Resolução CNRH nº 144/2012,no que se refere ao processo de elaboração e análise do Relatório de Segurança de Barragens.4. Apresentação de proposta de estabelecimento de diretrizes gerais sobre processos de fiscalização de segurança de barragens.5. Informe sobre as atividades do GT Revisão da Res CNRH nº 143/2012.

Nesta Reunião o FONASC disponibilizou o documento abaixo Informando sobre a  pesquisa realizada por cientistas da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e da Universidade de São Paulo (USP) testou uma combinação de métodos e técnicas para identificar traços dos rejeitos nos sedimentos marinhos. O artigo Tracing iron ore tailings in the marine environment: An investigation of the Fundao dam failure, na revista Chemosphere, é assinado por Marcos Tadeu D’Azeredo Orlando (Universidade Federal do Espírito Santo/UFES), Elson Silva Galvão (UFES), Arthur Sant’Ana Cavichini (UFES), Caio Vinícius Gabrig Turbay Rangel (Centro de Formação em Ciências Ambientais/UFSB),Cintia Garrido Pinheiro Orlando (UFES), Caroline Fiorio Grilo (UFES), Jacyra Soares (Universidade de São Paulo/USP), Kyssyanne Samihra Santos Oliveira (UFES), Fabian Sá (UFES), Adeildo Costa Junior (UFES), Alex Cardoso Bastos (UFES) e Valéria da Silva Quaresma (UFES).

Escrito por Heleno Rocha Nazário

O rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015 na cidade de Mariana, Minas Gerais, é o maior desastre ambiental da indústria mineradora brasileira e provoca efeitos até hoje. Além da destruição de localidades e a perda de 19 vidas humanas, os danos à fauna e à flora provocados pela enxurrada de rejeitos da mineração ultrapassam o território da cidade e chegam até aos estuários da costa brasileira.

O estudo emprega dados amostrais de período anterior a 2015, selecionando um ponto de coleta mais representativo, dentre os diversos locais de amostragem definidos nas pesquisas, entre 2012 e 2019. A equipe trabalhou com a amostragem até 2019, compondo um estudo longitudinal. Na estratégia de pesquisa, os cientistas combinaram técnicas de análise com uso de raios-x para verificar a composição mineralógica dos sedimentos e detectar a presença e a composição dos rejeitos de minérios. A essas ferramentas que já eram empregadas foi adicionada uma técnica que analisa a suscetibilidade magnética das amostras, o que ajudou a quantificar com mais precisão a presença de derivados do minério de ferro. Para isso, integrantes da pesquisa ligados à UFES desenvolveram um novo equipamento para medir esse parâmetro. Com isso, a equipe desenvolveu uma técnica de baixo custo e ágil para monitorar a expansão dos rejeitos e fornecer dados para estudos e decisões.

Uma das conclusões é a de que, no momento, não há como saber por quanto tempo os rejeitos de minério irão exercer sua influência no rio e no mar, tornando essenciais mais estudos sobre a extensão dos prejuízos a longo prazo. Como os índices de rejeitos permanecem em alta concentração nos locais de coleta, os efeitos negativos ao ambiente ainda ocorrem, e mais pesquisas são necessárias para acompanhar como esses rejeitos se espalham. O fato dos resultados do desastre da Barragem do Fundão ainda serem percebidos cinco anos após tambem motiva estudos em outras áreas sobre os efeitos da presença de elementos como chumbo, arsênico e outros nos ecossistemas dos rios e do oceano Atântico.

O professor Caio Vinícius Gabrig Turbay Rangel, intermediando a consulta aos demais autores do artigo, concedeu entrevista por e-mail para a ACS sobre a pesquisa.

 

Qual o diferencial metodológico dessa pesquisa e o que essa escolha agregou em termos de capacidade de monitoramento da área afetada?

Professor Caio Vinícius Gabrig Turbay Rangel: A equipe do projeto está monitorando a foz do Rio Doce desde 2015, imediatamente após o acidente. A coordenadora do projeto, a professora Valéria Quaresma, da Oceanografia da UFES, já trabalhava na foz desde 2012. Isso significa que temos os parâmetros dos sedimentos e do material particulado em suspensão na região marinha, antes do rompimento da Barragem de Fundão em Mariana e após.

Nosso monitoramento implica nos estudos dos parâmetros texturais, mas também na composição mineralógica e química dos sedimentos e da lama de rejeito de minério que chega da região marinha.

Iniciamos nos anos de 2015 a 2017 o monitoramento da mineralogia por difração de raios-x e da química por fluorescência de raios-x. Nestes anos iniciais percebemos que as técnicas analíticas davam bons resultados e mostravam, nos anos após o acidente, aumentos nas quantidades de ferro e das fases minerais associadas ao rejeito do minério de ferro itabirítico no mar.

Pensando no refinamento das técnicas, levamos as amostras para o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, a fim de usar uma radiação distinta das do raios-x tradicional, para confirmar o que estávamos encontrando, além de tentar descobrir algo mais. No entanto, ainda sentíamos que faltava um método que nos desse uma quantificação mais precisa para os teores das fases minerais associadas ao rejeito de minério de ferro no ambiente marinho, uma vez que a difração de raios-x é um método mais qualitativo que quantitativo.

Nos anos de 2018 e 2019 foi então testada uma nova técnica, utilizando a susceptibilidade magnética e os resultados foram muito satisfatórios. Os minerais respondem de formas distintas quando submetidos a um campo magnético controlado. Neste sentido, os minerais que contém ferro são mais susceptíveis a serem excitados por esses campos, orientando seus momentos magnéticos enquanto expostos a eles. Os equipamentos de susceptibilidade magnética medem desta forma a intensidade com que uma substância mineral responde a um campo magnético, ou o seu potencial de magnetização. Isso não significa que o mineral permanecerá magnetizado, pois ao ser retirado o campo magnético, os minerais retornam ao seu estado normal.

O que a susceptibilidade magnética nos mostrou é que os aumentos nos teores de ferro e das fases minerais com ferro encontradas eram seguidas por um aumento mensurável da susceptibilidade magnética. Isso fez toda a diferença, pois agora podemos usar uma técnica rápida, barata e com resultados acurados e precisos.

A técnica utilizada por nós já era conhecida e utilizada para estudo de sedimentos e solos, no entanto, os físicos da equipe, professores Marcos Tadeu Orlando e Arthur Caviche, da UFES, desenvolveram um equipamento em seus laboratórios capaz de medir um “range” (um escopo) amplo de medidas de susceptibilidade magnética e com uma precisão muito maior que os equipamentos comerciais usualmente utilizados. Além disso, eles definiram uma função matemática capaz de transformar valores de susceptibilidade em percentuais em massa de fases minerais que contém ferro. Essa nova metodologia nos deu um parâmetro matemático de qualidade analítica que poderá, a partir de agora, ser utilizado no monitoramento das quantidades de fases minerais do rejeito presentes no ambiente marinho.

 

O que são os minerais secundários e como eles servem de vestígios ou “impressões digitais” da presença de rejeitos no leito do rio e nos sedimentos do estuário?

Professor Caio Vinícius Gabrig Turbay Rangel: Minerais secundários são aqueles gerados pelo intemperismo nas condições superficiais da Terra, ou seja, não são formados nos ambientes usuais de geração de rochas, mas nos ambientes de superfície. No caso dos resíduos de minério, dentre os minerais que estamos rastreando, alguns são oriundos diretamente das rochas itabiríticas, como alguns tipos de hematita e magnetita e outros são claramente secundários. Estamos utilizando o conjunto desses minerais, principalmente o que estamos chamando de “conjunto mineralógico com ferro”, como rastreadores da fonte, de acordo com os seus percentuais em massa relativos aos períodos anteriores ao acidente. Alguns dos minerais secundários estão sugerindo terem suas origens na pilha de rejeitos, na fonte, mas ainda precisamos aprofundar esses estudos.

Um dos resultados das análises é a alta concentração de rejeitos no ponto de coleta, mesmo cinco anos após o desabamento da barragem. O que isso indica, a curto, médio e longo prazos?

Professor Caio Vinícius Gabrig Turbay Rangel: O que nos chama a atenção, como você falou, é que passados quase cinco anos do acidente, o rejeito permanece nos sistemas fluvial e marinho. Temos indícios fortes de que após grandes chuvas e tempestades no mar, a lama com rejeito sofre ressuspensão na coluna d’água, no rio e no mar, e é transportada. Uma parte desse material é tão fino (colóide), que praticamente não se deposita quando suspenso. Isso indica que ainda existe material se movimentando e que necessitamos continuar o monitoramento, juntamente com as outras equipes da rede de pesquisas (oceanografia física, ecotoxicologia, etc), para entender como esse material está se movimentando e impactando ecossistemas sensíveis, como os recifes esquecidos no Espírito Santo e no Banco de Abrolhos. Ainda não podemos falar de tendências a curto, médio e longo prazos. Nossa missão na sedimentologia e mineralogia é dar o feedback do comportamento deste material, em termos qualitativos e quantitativos, ao longo dos anos, nessas regiões (aumento / diminuição / estabilização).