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FONASC.CBH PEDE VISTAS AO LICENCIAMENTO DA BARRAGEM DE REJEITOS MINAS-RIO

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FONASC.CBH PEDE VISTAS AO LICENCIAMENTO DA BARRAGEM DE REJEITOS MINAS-RIO

 

 Texto: Ascom Fonasc.CBH com portal Fala Chico
Data: 12/11/2019

O Fonasc.CBH pediu vistas ao processo de Licença de Operação da Barragem de Rejeitos do projeto Minas-Rio, da mineradora Anglo American, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (MG), durante reunião do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, realizada na manhã de hoje, 12, em Minas Gerais.

 Além disso, o próprio Ministério Público apresentou documento de recomendação para que o processo fosse retirado de pauta para que seja avaliado o efeito do cumprimento das condicionantes 33 e 34 do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (CODEMA) do município de Conceição do Mato Dentro. RECOMENDACAO 07.2019 – L.O. ANGLO AMERICAN – 11.11.2019

 O que tem se percebido são as estratégias para violar o art. 12 da  Lei 23.291/19, que ficou conhecida como Lei Mar de Lama Nunca Mais e que  veda o alteamento de barragens de rejeito com comunidades na zona de autossalvamento. Com relação ao caso da LO requerida pela mineradora, têm-se que o parecer da equipe técnica da SUPPRI conclui que a vedação disposta no art. 12 da Lei 23.291/19 não abrange a licença de operação da barragem de rejeitos da Anglo American.

Com o alteamento a ser avaliado e possivelmente aprovado pela ampla maioria corporativa que compõe a CMI, a barragem poderá atingir nada menos do que 370 milhões de m³ de rejeitos.

A violação à Lei 23.291/19, abre mais brechas para a continuidade do funcionamento de barragens de rejeito com comunidades em áreas de autossalvamento. Assim, é estar disposto a pactuar com novos desastres criminosos como o caso da Samarco (Vale- BHP) em Bento Rodrigues em 2015 e o ocorrido no último 25 de janeiro, no caso Vale, no Córrego do Feijão, que vitimou de forma fatal 270 pessoas, além de muitas outras que permanecem adoecidas.

 

 

FONASC.CBH SOLICITA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE MINA DE FAZENDÃO

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11

FONASC.CBH SOLICITA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE MINA DE FAZENDÃO

O coordenador nacional do Fonasc.CBH, João Clímaco ao protocolar o pedido de audiência pública

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 11/11/2019

O Fonasc.CBH protocolou no último dia 07 de novembro requerimento junto à Secrataria Estadual de Meio Ambiente que solicita audiência pública sobre licenciamento ambiental do empreendimento da VALE S/A no Complexo de Mariana, a Mina de Fazendão.

A coordenação do Fonasc.CBH, através do documento, justifica o pedido de audiência, pois entende que há falta de conhecimento dos impactos ambientais por parte da população que será atingida pelo empreendimento. “Que seja garantido o exercício do direito à informação e participação nos termos do direito ambiental e do artigo 225 da Constituição Federal”, declara o documento.

A solicitação da audiência pública é para o município de Catas Altas, cidade próxima ao Complexo Fazendão.

Entendendo o caso - A empresa Vale S.A opera a mina de São Luiz, complexo Fazendão, localizada no pé da Serra do Caraça, que fica próxima ao município de Catas Altas, que possui cerca de 5 mil habitantes. Existe a proposta de expansão da exploração mineral nessa região, com a reativação de duas minas. Atualmente, só a mina São Luiz causa intensos danos à vida da população local, que sofre problemas respiratórios em decorrência da emissão de pó do minério, dentre outros danos causados pela atividade mineradora. Convém lembrar que o rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco/Vale/BHP BIliton, que no último dia 05 de novembro completou 04 anos, trouxe consequências para os moradores dessa região. Mesmo diante de tal fato, a Vale S.A pretende reativar essas duas minas, estado o processo de licenciamento ambiental bastante avançado, em que pese a total falta de conhecimento da população em relação aos reais impactos e danos que tal reativação causará.

Os dados referentes ao processo de licenciamento em questão são: Licença Prévia, Licença de instalação e de Operação Concomitantes (LP+LI+LO): *Vale S/A -Complexo Mariana – Mina de Fazendão – Lavra a céu aberto sem tratamento ou com tratamento a seco – minério de Ferro, Pilhas de rejeito/estéril e Estradas para transporte de minério/estéril – Catas Altas e Mariana/MG – PA/Nº00312/1996/045/2015 – Classe 6.

Veja os documentos

Oficio requerimento

RIMA

comprovante-manifestacao

PROPOSTA DO FONASC.CBH É FINALMENTE ACATADA PELO CBH DO RIO DAS VELHAS

PEDIDO DO FONASC.CBH É FINALMENTE ACATADO PELO CBH DO RIO DAS VELHAS

Coordenador do Fonasc.CBH participou da reunião

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 11/10/2019

A reivindicação do Fonasc.CBH e da AMASERRA, ambas entidades  da represetnação da soc civil no CBH Velhas , para criação de um Grupo de Trabalho para acompanhar e debater sobre a questão da segurança de barragens de rejeitos na bacia do Rio das Velhas finalmente foi acatada pelo pleno do Comitê de Bacia Hidrográfia do Rio das Velhas (CBH Velhas), em reunião realizada na última quarta-feira (9), na sede da Copasa (Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, durante a 106ª Reunião Plenária do Colegiado.

Agora em diante o GT vai acompanhar barragens de mineração em situação de instabilidade no Alto Rio das Velhas e será formado por representantes do setor governo, dos usuários e da sociedade civil organizada.

O GT tem como objetivo de obter informações junto aos órgãos responsáveis pela fiscalização das estruturas em relação à situação atualizada dos níveis de segurança, manchas de inundação, Plano de Emergências, e ações efetivas para melhoria do nível de segurança e descomissionamento.

Além desse ponto de pauta a reunião ainda discutiu sobre a segurança hídrica, a situação do rio Bicudo, afluente do Velhas e a vazão do Rio das Velhas que tem atingido níveis críticos constantemente, com frequência abaixo de 10m3/s na região de Bela Fama – estação da Copasa em Nova Lima.

Foram apresentados projetos hidroambientais para recuperação e maior disponibilidade e qualidade dos recursos hídricos nas regiões do Córrego do Engenho, Córrego dos Queijos, Córrego Galho Grande, Córrego João Congo e do Ribeirão Soberbo.

Os conselheiros ainda trataram do Plano de Educação, Mobilização e Comunicação do CBH Rio das Velhas para o período de 2020 a 2030 cujo documento vai reger as ações do CBH Rio das Velhas e definir as macro-diretrizes e objetivos. Além disso foram discutidos ainda os investimentos dos recursos do CBH Rio das Velhas.

VEJA MAIS EM : http://fonasc-cbh.org.br/?p=20826

FONASC.CBH PARTICIPA DA REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO DO CBH PARANAÍBA

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FONASC.CBH PARTICIPA DA REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO  DO CBH PARANAÍBA

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 02/10/2019

A 4ª Reunião do Grupo de Trabalho SIG do CBH Paranaíba, realizada na última terça-feira, 1, em Uberlândia –MG. O Grupo de Trabalho SIG Paranaíba se reuniu na Universidade Federal de Uberlândia.

Em pauta estava a  apresentação da Reunião na Agência Nacional de Águas (ANA) sobre o Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos (SNIRH) e a Recomendação Conclusiva do GT SIG à Câmara Técnica de Planejamento Institucional (CTPI).

O Grupo concluiu suas atividades e seu trabalho será encaminhado para apreciação da CTPI.

FONASC.CBH ENTREGA PARECER DE VISTA REFERENTE A RETIFICAÇÃO DA PORTARIA DE OUTORGA CONCEDIDA A EMPRENSA ANGLO AMERCICAN

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FONASC.CBH ENTREGA PARECER DE VISTA REFERENTE A RETIFICAÇÃO DA PORTARIA DE OUTORGA CONCEDIDA A EMPRENSA ANGLO AMERCICAN

Texto: Ascom Fonasc.CBH

Data: 02/10/2019

O Fonasc.CBH encaminhou, dentro dos prazos regimentais, o parecer do pedido de vistas à secretaria executiva do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio sobre a retificação da portaria de outorga nº 581/2010, concedida à empresa Anglo American, através do Processo Administrativo 9150/2018.

A finalidade principal requer sobre Disposição de rejeitos, regulação de vazões, captação para consumo industrial, aspersão de vias e recirculação de água, no município de Conceição do Mato Dentro.

O pedido de vista do Fonasc.CBH foi solicitado na última reunião do dia 11 de setembro de 2019.  Além do parecer foi feita uma juntada dos seguintes documentos:

Anexo I – Laudo Tecnico de Mortandade de Peixes -001/2017 – codigo : 003 PAS-28082014

Anexo II- Laudo Tecnico de Mortandade de Peixes -002/2017 – codigo : 003 PAS-26102015

Anexo III- BO  NºM 2782-2017-0100091

Veja abaixo o parecer e os anexos

Outorga Passa Sete revisão final out 2019

Laudo Mortandade 2014 001 2017

laudo tecnico mortandade peixe barragem anglo 022017

REDS Mortandade Peixes 29ago2017 caminhão pipa

 

CBH PARANAÍBA APROVA RECOMENDAÇÃO DO FONASC.CBH

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CBH PARANAÍBA APROVA RECOMENDAÇÃO DO FONASC.CBH

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 10/09/2019

Na reunião realizada nesta terça-feira, dia 10, o pleno do CBH do Rio Paranaíba aprovou uma recomendação do Fonasc.CBH de que o voto para eleição dos dirigentes do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas seja aquele dado pelo CBH e não por qualquer membro do CBH sem antes obter o consenso do pleno.

O coordenador nacional do Fonasc.CBH, João Clímaco comemorou a votação e espera que os demais CBHs no País possam seguir o exemplo do Paranaíba.

A decisão do CBH Paranaíba já estará valendo, pois nos dias 21 a 25 de outubro, durante o XXI Encob, que será em Foz do Iguaçu, haverá eleições para direção do Fórum. O CBH Paranaíba irá apresentar o voto conforme em torno do nome do dirigente que foi aprovado e recomendado pelo pleno.

FONASC.CBH DIVULGA ARTIGO – ROMPIMENTO DE BARRAGENS EM MARIANA E BRUMADINHO – MG: DESASTRES COMO MEIO DE APROPRIAÇÃO DE TERRITÓRIOS POR MINERADORAS

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 FONASC.CBH DIVULGA ARTIGO –  ROMPIMENTO DE BARRAGENS EM MARIANA E BRUMADINHO – MG: DESASTRES COMO MEIO DE APROPRIAÇÃO DE TERRITÓRIOS POR MINERADORAS

Barragem de Mariana rompida

Barragem de Mariana rompida

Texto: Ascom Fonasc.CBH mais divulgação
Data: 26/07/2019

Nesta semana, a ruptura da barragem de Córrego Feijão, em Brumadinho-MG, completou 6 meses e os prejuízos e os impactos no meio ambiente ainda permanecem, sem contar com a dor dos parentes das vítimas, que perderam seus entes queridos em uma dos maiores acidentes ambientais do mundo.

O Fonasc.CBH divulga o artigo do professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais, Klemens Laschefski que aborda os dois desastres ambientais (Mariana e Brumadinho) como meio de apropriação de territórios por mineradoras.

No preâmbulo de seu artigo, o professor afirma que “a ruptura de duas barragens em Mariana (MG), 2015, e Brumadinho (MG), 2019, custou centenas de vidas e destruiu a maior parte das bacias do Rio Doce e do Paraopeba. Esses eventos são o auge dos desastres que começaram com o licenciamento ambiental e continuaram com a gestão ineficiente da reparação de danos, causando ainda mais sofrimento social. Após os desastres, as instituições públicas não fortaleceram o marco regulatório, mas aceleraram sua flexibilização. Como resultado, as empresas de mineração são capazes de introduzir a cultura do neocoronelismo nos sistemas de governança. Dessa forma, as empresas não somente fortaleceram seus interesses frente às demandas das vítimas, mas também o controle territorial em áreas afetadas por desastres por meio de “grilagem oculta de terras””.

Leia o artigo completo abaixo

Artigo Klemens Laschefski

FONASC.CBH- MT VAI APRESENTAR PARECER DE VISTA SOBRE EMPREENDIMENTO DE MINERAÇÃO EM CONGONHAS NA PRÓXIMA REUNIÃO DA CMI/COPAM

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FONASC.CBH VAI APRESENTAR PARECER DE VISTA SOBRE EMPREENDIMENTO DE MINERAÇÃO EM CONGONHAS NA PRÓXIMA REUNIÃO DA CMI/COPAM

 Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 23/07/2019

Marcada para próxima sexta-feira, 26, às 9h no Plenário do Conselho de Política Ambiental de MG (COPAM), na Rua Espírito Santo, nº 495, 4º andar – Centro, Belo Horizonte, acontecerá a 47ª Reunião Ordinária da Câmara de Atividades Minerárias – CMI/Copam.

Na pauta está a apresentação do parecer do pedido de vistas do Fonasc.CBH sobre o Processo Administrativo para exame de Licença Prévia concomitante com a Licença de Instalação do empreendimento tipo Pilhas de rejeito/estéril, minério de ferro (Fraile 2), da CSN Mineração S.A., para o município de Congonhas/MG.

O pedido de vistas foi feito pelo conselheiro do Fonasc.CBH, dentro da CMI, Lúcio Guerra Júnior, na última reunião da Câmara realizada no dia último dia 12 deste mês. O prazo foi curto tendo em vista que o processo administrativo para análise consta de mais de 5 mil páginas. Segundo o texto do parecer “foi elaborado a partir do Parecer Único nº 0387096/2019 (SIAM), sem data, da consulta ao Processo Administrativo nº da consulta ao Processo Administrativo nº 00103/1981/090/2017 e do apoio da sociedade civil. Considerando o volume deste processo de licenciamento (5397 páginas) e o intervalo de somente 9 (nove) dias entre a 46ª Reunião Extraordinária da CMI/Copam e o dia do envio deste parecer de vistas não foi possível a análise no âmbito do controle processual. Cabe ressaltar que este empreendimento “Pilhas de rejeito/estéril, minério de ferro (Fraile 2)” integra o PA 00103/1981. O tempo de operação, a quantidade e a complexidade de licenciamentos e processos de outorgas reflete por si só a magnitude do complexo minerário da CSN em Congonhas, inclusive no âmbito processual.”

A conclusão do documento elaborado pelo Fonasc.CBH – considerando o princípio da precaução, os aportes de água e finos das drenagens oriundas deste processo de licenciamento de pilhas de rejeito/estéril (Fraile 2) na barragem de rejeitos Casa de Pedra sem quaisquer estudos sobre as implicações na segurança e quanto à possibilidade de aumento de riscos de piping / liquefação de uma estrutura que tem milhares de pessoas na chamada Zona de Auto Salvamento, e também a situação de grave risco no abastecimento de água de Congonhas – pede a RETIRADA DE PAUTA da Licença Prévia concomitante com a Licença de Instalação da CSN Mineração S.A.

De acordo com o documento, “entendemos que não há como continuar analisando e deliberando sobre quaisquer licenciamentos que interferiram com a barragem Casa de Pedra e outras estruturas de disposição de rejeitos, áreas de recarga e aquíferos subterrâneos, que façam uso de águas superficiais e subterrâneas ou que causem degradação à qualidade das águas e cobertura vegetal no município de Congonhas, de forma fragmentada, sem que se realize uma avaliação ambiental integrada e independente considerando os impactos cumulativos e sinérgicos, em especial em relação à segurança das estruturas de disposição de rejeitos, disponibilidade hídrica e qualidade das águas, associada a uma avaliação dos cenários de abastecimento da população para os próximos anos e futuras gerações na perspectiva do aquecimento global.

O documento do Fonasc.CBH ainda requer que o documento do parecer de vistas seja anexado à decisão referente ao exame de Licença Prévia concomitante com a Licença de Instalação da CSN Mineração S.A. e também que o mesmo seja inserido no PA COPAM nº  00103/1981/090/2017.

VEJA ABAIXO TRECHOS DO DOCUMENTO COM AS ANÁLISES TÉCNICAS

4. Sobre este licenciamento e a barragem de rejeitos Casa de Pedra

O Parecer Único nº 0387096/2019 (SIAM) informa: O sistema de drenagem será comum, direcionando as águas para o sistema de contenção de sedimentos, formado pela Barragem Casa de Pedra e pelos Diques 1 e 2, que serão alteados no processo para aumentar sua capacidade de contenção. Os diques foram apresentados inicialmente com uma proposta de projeto, que foi alterada após a instituição da Lei Estadual N°23.291/2019 (S0062053/2019 e S0061905/2019). O Dique 1 terá 9,8m de altura, executado em aterro compactado e com sistema de drenagem interna (filtro vertical e tapete drenante). O Dique 2 terá 9,7m de altura, seguindo a mesma forma de execução e drenagem do dique 1. Ambos terão sistema de vertimento na ombreira esquerda, compostos por canais escavados e em degraus.

3.4.2.2 Área de Influência Direta (AID)

Engloba os cursos d’agua na área de drenagem do projeto, envolvendo as sub-bacias dos córregos da Plataforma, Generoso, Sirênio e o Córrego Figueiredo, que desagua na barragem de rejeitos na casa de Pedra.

Nas reuniões do Comitê de Bacia Hidrográfica do Paraopeba, foi levantada a questão dos possíveis impactos de lançamento de água e finos sobre a Barragem Casa de Pedra, estrutura de controle que passará, conforme informações do empreendedor, por processo de descomissionamento.

5. Sobre este licenciamento e a segurança hídrica de Congonhas

O Parecer Único nº 0387096/2019 (SIAM) informa (grifo nosso) sobre os aspectos hídricos deste processo de licenciamento e os trechos abaixo deixam claro que cursos d´água e subbacias serão impactados diretamente:

O empreendimento está inserido na sub-bacia do Rio Maranhão, tributário do rio Paraopeba (UPGRH SF3), afluente do Rio São Francisco. A sub-bacia do Rio Maranhão é utilizada por diversas atividades, destacando se a exploração de Minério de Ferro e Manganês, além de minerações e metalúrgicas de grande porte. Na ADA do empreendimento se encontra o córrego Generoso, cuja nascente está dentro do empreendimento e seu curso integralmente na AID e AII, o córrego Plataforma, também inserido na AID e AII e o córrego Sirênio; todos sofrerão impactos diretos do empreendimento.

A AID para os meios físico e biótico da Pilha de Rejeito Desaguado e/ou Filtrado do Fraile compreende os terrenos no entorno da ADA, envolvendo os cursos d’agua na área de drenagem da pilha de rejeitos e as subbacias dos córregos da Plataforma, Generoso, Sirênio e o córrego Figueiredo.

Diante da grande quantidade de intervenções no sistema hidrológico no município de Congonhas, todas levadas a efeito pelas operações da empresa CSN Mineração S.A., licenciadas de forma fracionada, e, ainda, próximas às interferências levadas a efeito pelas empresas Ferro + Mineração S.A. e VALE S.A., tudo numa área impactada que já supera 6 km de comprimento (do alto Bandeira à Plataforma) e 4 km de largura (do moro do Engenho ao alto Casa de Pedra), antigos locais de aquíferos expostos a altimetrias de 1400 a 1500 m acima do nível do mar, entendemos que antes de qualquer novo licenciamento deveria ser exigido pela SEMAD a realização de estudo hidrológico detalhado e atualizado da região, considerando os impactos sinérgicos e complementares, bem como a possibilidade do somatório dos mesmos vir a causar efeitos danosos, como contaminação irreversível e falta de água para abastecimento humano a curto prazo, o que já ocorre em algumas áreas do município ao longo dos últimos anos.

12. Sobre este licenciamento e o Relatório do TCE

O Relatório da Auditoria Operacional, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), de 20/03/2017, referente à atuação do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SISEMA na gestão das atividades relativas ao setor de mineração, especialmente as atividades da extração do minério de ferro, com suas recomendações e determinações foi aprovado por unanimidade, na Sessão Ordinária do Tribunal Pleno daquele órgão, realizada no dia 29/03/2017.

Nesse documento existem elementos mais do que suficientes para caracterizar a responsabilidade do Estado quanto a quaisquer situações de risco e/ou ameaça ao meio ambiente e à população oriundos de empreendimentos de mineração, em especial de ferro, já em operação ou que venham a ser licenciados e destacamos abaixo alguns trechos do Relator do TCE-MG, Conselheiro Gilberto Diniz:

No âmbito do Direito Ambiental, os princípios da prevenção e da precaução buscam garantir a integridade e a preservação do meio ambiente, por estarem ligados à teoria do risco, já que visam a amenizar ou evitar os riscos ou os efeitos danosos inerentes à atividade humana no meio ambiente. (pg. 3)

As deficiências na adoção de padrões, normas e critérios técnicos e metodológicos específicos para os procedimentos de licenciamento ambiental relativos à extração do minério de ferro afrontam o princípio constitucional da eficiência, prescrito no caput do art.37 da Constituição da República e demandam a tomada de providências pelo SISEMA.

O objetivo da questão nº 3, proposta pela equipe de auditoria, foi identificar em que medida o SISEMA está estruturado para conduzir, com eficiência, o licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos relativos à extração do minério de ferro.

Entretanto, conforme pontuado no item 5.20 do relatório, à fl. 204, foram constatadas “deficiências na adoção de padrões, normas e critérios técnicos e metodológicos específicos para os procedimentos de licenciamento ambiental da extração do minério de ferro” com alto grau de subjetividade e, por consequência, com grande risco de análises equivocadas. (pgs. 38/39)

Este processo de licenciamento é prova de que A ATUAÇÃO DO SISTEMA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS – SISEMA na gestão das atividades relativas ao setor de mineração, especialmente as atividades da extração do minério de ferro, NÃO ATENDE AS RECOMENDAÇÕES E DETERMINAÇÕES DO TCE-MG conforme o Relatório da Auditoria Operacional aprovado por unanimidade, na Sessão Ordinária do Tribunal.

FONASC.CBH PARTICIPA DE EVENTO SOBRE ÁGUA PROMOVIDA PELA UFMG

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FONASC.CBH PARTICIPA DE EVENTO SOBRE ÁGUA PROMOVIDA PELA UFMG

Texto: Ascom Fonasc.CBH
Data: 21/06/2019

O coordenador nacional do Fonasc.CBH, João Clímaco e um dos representantes do Fonasc.CBH no Rio de Janeiro, Markus Budzynkz participaram no último dia 19, do projeto “Desconstruções”, cujo tema foi “O dilema do acesso à água: desafios e oportunidades”, promovido pelo Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade – NEOS – da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no auditório 2 da FACE, na Universidade.

Para os representantes do Fonasc.CBH o evento merecia mais destaque, pois infelizmente contou com uma participação tímida de representantes, mesmo tento entre os debatedores do tema o ex-ministro de Meio Ambiente José Carlos Carvalho. Ainda participaram da mesa dos debates Marcus Vinícius Polignano, Presidente do Fórum Mineiro de Comitês de Bacia Hidrográfica e da professora e pesquisadora Fernanda Matos que é Sub-Coordenadora geral do Projeto Governança e Recursos Hídricos, financiado pela CAPES/ANA.

Com o tema o NEOS, realizou o 1º ciclo de debates “DesConstruções” de 2019, cujo objetivo era discutir novas perspectivas sobre os recursos hídricos no Estado.  Diante de um cenário de escassez de água, espaço para produção industrial, geração de energia e água de qualidade para as demandas populacionais, os organizadores do evento sentiram a necessidade de discutir qual deve ser o papel da água no nosso futuro, incentivando a discussão sobre como entendemos, valoramos e administramos a água, para contribuir para a tomada de decisões políticas sobre nossos recursos hídricos.

FONASC MG CONVIDA

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jun
14

http://fonasc-cbh.org.br/wp-content/uploads/Convite_15jun2019.pdfConvite_15jun2019Convite_15jun2019

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