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INTERNACIONAL – BOLHAS DE METANO FAZEM O ÁRTICO “FERVER”

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INTERNACIONAL – BOLHAS DE METANO FAZEM O ÁRTICO “FERVER”

Bolhas de metano

Bolhas de metano

Texto: do Portal ClimaInfo
Data: 11/10/2019

Um grupo de 80 cientistas, em viagem pela Sibéria para investigar os efeitos do degelo do permafrost do Ártico Oriental, fez uma observação surpreendente: o mar parecia estar fervendo. A assombrosa visão era causada por bolhas de metano provenientes do fundo do mar. Os pesquisadores disseram que a concentração de metano no Mar da Sibéria Oriental é entre seis e sete vezes maior do que a média global.

O grupo atribui este aumento de metano ao descongelamento do permafrost que tem afetado partes da Sibéria à medida em que sobem as temperaturas na região.

Veja a matéria completa no site do

INTERNACIONAL – A BATERIA DO SEU CELULAR PODE ESTAR DEIXANDO PESSOAS SEM ÁGUA NO ATACAMA

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INTERNACIONAL – A BATERIA DO SEU CELULAR PODE ESTAR DEIXANDO PESSOAS SEM ÁGUA NO ATACAMA

Texto: da BBC Brasil
Data: 26/08/2019

Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama

 Sara Plaza morou a vida toda em uma comunidade ao lado do Salar do Atacama
Por força do hábito, Sara Plaza sorri ao posar para a foto, mas quando fala sobre o que aconteceu com a terra ao redor de sua casa, as lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto.

“Havia lagoas lindas lá embaixo, com centenas de flamingos”, diz ela. “Quando eles abriam as asas, você via as penas pretas e cor de rosa. Agora está tudo seco, e as aves foram embora.”

Peine, o vilarejo empoeirado onde ela mora no norte do Chile, está localizado em uma colina perto do Salar do Atacama, um salar de 3 mil quilômetros quadrados no deserto mais seco do planeta, próximo às gigantescas montanhas dos Andes.
“Era tão verde, agora é só um chão duro e rachado. Não podemos mais criar lhamas”, lamenta.

Sara diz que a mineração de lítio no Atacama está reduzindo a água doce dos aquíferos da região – camadas de rochas porosas abaixo do solo que atuam como reservatórios de água.

O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados

 O Salar do Atacama cobre uma área de 3 mil quilômetros quadrados
Demanda triplicou

O lítio, metal macio de coloração branco-prateada, é usado na fabricação de baterias para smartphones, laptops e carros elétricos.

A demanda disparou nos últimos anos – a produção global triplicou desde 2005, chegando a 85 mil toneladas em 2018, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

O Chile é o segundo maior produtor mundial de lítio depois da Austrália. O país registrou uma produção de 16 mil toneladas no ano passado, concentrada apenas no Atacama, avaliada em US$ 949 milhões. Um aumento de 38% em relação a 2017.

Atualmente, existem apenas duas empresas de mineração de lítio na região – a americana Albemarle e a chilena SQM.

Embaixo do salar há um enorme reservatório subterrâneo natural de água salgada que contém sais de lítio dissolvidos.

Para extrair o lítio, os mineiros bombeiam a salmoura até a superfície e deixam evaporar ao Sol, resultando no carbonato de lítio – os dois principais importadores globais são a China (24%) e o Japão (22%). Esse sal pode então ser transformado em lítio metálico.

As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio

 As empresas Albemarle e SQM bombeiam a salmoura do subsolo para extrair lítio
Extração de água doce

Embora haja preocupações contínuas sobre o impacto que a extração de água salgada está causando no ecossistema mais amplo – incluindo as denúncias de que as lagoas de água salgada dos flamingos estão secando -, a questão mais urgente para Sara e outros moradores da região é que as empresas de mineração também estão acessando reservas de água doce.

Eles precisam da água doce para limpar as máquinas e tubulações, e também para fabricar potássio – produto derivado da salmoura -, que é usado como fertilizante.

Em meio aos tufos de grama amarelados que costumavam ser usados para pastagem, Sarah – que monitora o fornecimento de água para sua comunidade indígena – aponta para uma pequena estação de bombeamento, que coleta água doce subterrânea e a transporta para minas de lítio.

Cerca de 40 quilômetros ao norte, Jorge Cruz cultiva milho e alfafa em um pequeno lote de terra na vila de Camar, outra comunidade indígena perto do salar.

Ele diz que, se as empresas de mineração continuarem a usar água doce no ritmo atual, sua aldeia não sobreviverá.

“As aves se foram, não podemos mais criar animais”, diz ele. “Está ficando cada vez mais difícil plantar. Se piorar, teremos que emigrar”.

Diego Hernandez, presidente da Sonami, sociedade de mineração chilena, afirma que a quantidade de água doce usada pelas empresas de lítio é insignificante. Mas ele concorda que todos os níveis de água devem ser melhor monitorados pelas autoridades.

Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce

 Jorge Cruz diz que não pode mais criar animais pela falta de água doce
“O governo não tem um modelo hidrológico de todo o aquífero”, diz ele. “Deve ser capaz de tomar decisões fundamentadas com base em dados técnicos. Mas no Chile temos mais regras e leis do que dinheiro para fazer com que isso aconteça.”

Tanto a Albemarle quanto a SQM realizam seu próprio monitoramento da água subterrânea.

“Temos as ferramentas mais avançadas do setor para monitorar a saúde do Salar do Atacama”, diz Eric Norris, presidente da Albemarle.

Segundo ele, todas as medições da empresa estão disponíveis para a análise de autoridades e comunidades locais. E os engenheiros da empresa estão trabalhando em novas tecnologias para produzir uma quantidade maior de lítio usando menos água, uma vez que estão cientes da necessidade de gerenciar a região de forma sustentável.

O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano

 O Chile exporta quase US$ 1 bilhão em lítio por ano
“Estamos muito empenhados em proteger esse ecossistema”, diz ele.

Ambas as empresas possuem cotas para a quantidade de água que podem extrair por ano. No entanto, as duas companhias já sugeriram algumas vezes que a outra está violando esses limites.

A Albemarle diz que está autorizada a bombear 442 litros por segundo de salmoura, e 23,5 litros por segundo de água doce.

Alejandro Bucher, vice-presidente de meio ambiente da SQM, afirma que a sua empresa também está comprometida em conduzir a atividade de maneira sustentável.

Mas, segundo ele, os ecossistemas do Atacama são extremamente dinâmicos e apresentam variações importantes de um ano para o outro.

Bucher acrescenta que os analistas não devem interpretar essas variações como mudanças permanentes no ambiente local.

“Nosso monitoramento ambiental de longo prazo, que é avaliado regularmente pelas autoridades ambientais, mostra que os ecossistemas estão intactos, incluindo áreas de vegetação, lagoas e populações de flamingos”, diz ele.

Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce

 Sara diz que as duas empresas de mineração usam bombas como esta para ter acesso à água doce
Mais água saindo do que entrando

Mas alguns órgãos do governo estão expressando preocupação incluindo a agência estatal de desenvolvimento, Corfo.

No ano passado, foi constatado que havia mais água doce e salmoura saindo do sistema por meio de bombeamento e evaporação do que entrando por meio da chuva e da neve.

Não foi possível determinar, no entanto, se a mineração de lítio ou cobre era especificamente responsável. As minas de cobre, a mais de 80 quilômetros de distância, estão acessando as mesmas fontes de água doce e canalizando para suas instalações.

Grupos locais gostariam que houvesse uma abordagem conjunta para gerenciar a água do Atacama, e querem que o governo garanta que as comunidades vizinhas tenham água doce suficiente para agricultura e consumo próprio.

“O [atual] nível de extração de água está causando danos reais ao ecossistema e às comunidades próximas”, afirma Gonzalo Pimentel, da Fundação Deserto do Atacama, instituição sem fins lucrativos que apoia comunidades locais.

Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar

 Dizem que os flamingos, que fazem ninho na região, são cada vez menos comuns no salar
O que não vai acontecer, no entanto, é qualquer interrupção na mineração de lítio.

Várias empresas internacionais estão negociando a obtenção de licenças com o governo para se juntar à Albemarle e à SQM na extração.

O congressista pró-governo, Guillermo Ramirez, diz que, como um país dependente da mineração, há tempos o Chile precisa conciliar as necessidades de água da população com as demandas da indústria.

Ele afirma que o governo vai atuar sempre para garantir que as comunidades tenham água – que o essencial é a boa regulamentação do setor de mineração. No entanto, ele acredita que o potencial do lítio é valioso demais para ser ignorado.

Sara está com medo.

“Vamos ficar aqui sem água, sem animais, sem agricultura – sem nada.”

 

INTERNACIONAL – TIRAR MUITA ÁGUA DE POÇO PODE CAUSAR TERREMOTO

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INTERNACIONAL – TIRAR MUITA ÁGUA DE POÇO PODE CAUSAR TERREMOTO

Mar da Galiléia
Mar da Galiléia

Texto: da Revista Superinteressante
Data: 01/08/2019

Quando falta água na superfície, a solução mais prática é retirá-la do subsolo. Mas uma pesquisa publicada no Geophysical Research Letters demonstrou que pode não ser uma boa ideia — principalmente para cidades construídas em cima ou perto de falhas geológicas. Um estudo indica que bombear água do lençol freático em demasia pode causar terremotos.

Uma série de tremores foram registrados em setembro de 2013 e julho de 2018 nos arredores do Mar da Galileia, famoso por ter sido o local onde, segundo a narrativa bíblica, Jesus teria caminhado sobre as águas. É o maior lago de Israel, localizado no nordeste do país. Abaixo dele há um grande sistema de falhas que se estende por toda a região do Mar Morto e acomoda o movimento das placas tectônicas africana e arábica.

Há décadas o lago tem sido uma das principais fontes de água doce de Israel. Mas, de uns tempos para cá, a população aumentou e as chuvas diminuíram. Isso fez o nível das águas baixar consideravelmente. Então as autoridades locais passaram a sugerir, nos anos 90, que a população bombeasse água de poços subterrâneos em vez de usar a da superfície. Os geólogos se perguntaram se poderia haver alguma relação entre o fenômeno e os tremores.

A equipe reuniu uma série de informações sobre os terremotos (datas, locais, profundidade e magnitude) e comparou com medidas regulares do aquífero da região. Constatou que, nas duas ocasiões, os tremores foram precedidos por quedas acentuadas no nível da água no subsolo — entre 2007 e 2013, e de 2016 a 2018. Foram tremores fracos, entre 3 e 4 graus, mas serviram para deixar os especialistas em alerta.

Historicamente, as falhas do Mar Morto já provocaram sismos fortíssimos, tendo atingido magnitude de 7 a 8 e vitimado cerca de 230 mil pessoas no ano 1138. Em 1927, um tremor de magnitude 6,25 matou quase 300 pessoas. E o grande problema é que um terremoto costuma puxar o outro. Quando a rocha quebra, pode chacoalhar numa reação em cadeia.

Os pesquisadores descobriram que extrair muita água do lençol freático reduz a carga gravitacional que mantém os dois lados da falha no lugar — deixando-a mais “frouxa”. Antes deste estudo, os cientistas ainda não haviam prestado muita atenção no fenômeno. Já sabiam que fazer o contrário, injetar água nos aquíferos, pode criar terremotos. A água penetra nos poros das rochas, aumenta a pressão e lubrifica as falhas.

Assim elas escorregam e se chocam com maior facilidade. Esse processo é utilizado para quebrar as camadas de rocha e extrair petróleo ou gás natural. Outras regiões do planeta também devem ficar atentas com os resultados da pesquisa, e quem sabe até pegar mais leve na extração de água dos aquíferos. Nos últimos anos, tam crescido a dependência dos poços na Califórnia — e a tão temida falha de San Andreas fica ali do lado.

INTERNACIONAL – CIENTISTAS DESCOBREM ÁGUA DOCE DEBAIXO DO OCEANO ATLÂNTICO

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INTERNACIONAL – A gigantesca reserva de água doce escondida debaixo do Oceano Atlântico

Texto: Redação BBC News Mundo
Data: 27/06/2019
OceanoDireito de imagem GETTY – Especialistas acreditam que reservatórios do tipo são abundantes, mas pouco se sabe sobre seus volumes e sua distribuição no planeta

O fundo do Oceano Atlântico esconde um tesouro muito mais valioso do que qualquer navio pirata: água doce.

Embora soe estranho, um grupo de geólogos da Universidade de Columbia, em Nova York, afirma que na costa nordeste dos Estados Unidos há quase 3 mil quilômetros cúbicos de água doce presa em sedimentos porosos sob a água salgada do mar.

A descoberta, embora surpreendente, era algo do qual já se suspeitava. Especialistas acreditam que esses tipos de depósito de água doce são abundantes, mas muito pouco se sabe sobre seus volumes e sua distribuição no planeta.

Os cientistas acreditam que este aquífero é o maior já encontrado. Eles o avaliam como “gigantesco”.

Segundo seus cálculos, a reserva vai da costa do estado de Massachusetts até New Jersey e abrange cerca de 350 km da costa do Atlântico nessa região dos Estados Unidos.

Se a reserva estivesse na superfície, formaria um lago de cerca de 40 mil km2.

Imagem mostra o mar, com o sol se pondo, ao fundoDireito de imagem GETTY – A “água fóssil” pode estar sob o mar desde a Era do Gelo

Como a reserva foi encontrada?

Para detectar a reserva d’água, os pesquisadores usaram ondas eletromagnéticas.

Uma pista que eles já tinham é que, nos anos 70, algumas companhias petroleiras que perfuravam a costa não extraíam petróleo, mas sim água doce. Os pesquisadores, no entanto, não sabiam se eram apenas depósitos isolados ou algo muito maior.

Agora, para conhecer a área em detalhes, eles lançaram sondas a partir de um barco para medir o campo eletromagnético nas profundezas.

A água salgada é melhor condutora de ondas eletromagnéticas do que a água doce, então, pelo tipo de sinais de baixa condutância que receberam, eles puderam concluir que havia água doce lá embaixo.

Eles também concluíram que os depósitos são mais ou menos contínuos, estendendo-se da linha da costa até cerca de 130 km mar adentro. Em sua maioria, eles estão entre 180 metros e 360 ​​metros abaixo do fundo do oceano.

Imagem mostra embarcação usada por pesquisadores
Direito de imagemKEY PERRY – Os pesquisadores usaram ondas eletromagnéticas para mapear a rede de água

Como a água chegou lá?

Os geólogos acreditam que a água doce pode ter se armazenado ali de duas maneiras.

Por um lado, acredita-se que no final da Idade do Gelo, grandes quantidades de água doce acabaram presas em sedimentos rochosos, algo que os especialistas chamam de “água fóssil”.

Mas pesquisas recentes mostram que os reservatórios provavelmente também se alimentam de chuva e de corpos de água que se infiltram através dos sedimentos na terra e alcançam o mar.

Ela pode ser consumida?

Os pesquisadores dizem que, de maneira geral, a água do aquífero é mais doce perto da costa e mais salgada à medida que entra no mar. Isso pode significar que, com o passar do tempo, os dois tipos de água vão se misturando.

Imagem mostra água de torneira caindo em mãos de pessoas negrasDireito de imagemGETTY
Image captionOs aquíferos submarinos poderiam abastacer regiões áridas do planeta

A água doce terrestre geralmente contém sal em quantidades inferiores a uma parte por mil. Esta é a mesma quantia que encontraram na reserva aquática perto da costa. Em seus limites externos, o aquífero alcança 15 partes por mil. Em comparação, a água do mar normalmente tem 35 partes por mil.

Segundo explica o geofísico Kerry Key, co-autor do estudo, para usar água das partes mais distantes do aquífero seria preciso dessalinizá-la para a maioria de sua utilização, mas, em todo caso, o custo seria menor do que processar água do mar.

O estudo de Key sugere que essas reservas poderiam ser encontradas em muitas outras partes do mundo, e poderiam fornecer água potável a lugares áridos que precisam urgentemente dela.

“Provavelmente não tenhamos que fazer isso nesta região”, disse Key em um comunicado. “Mas se pudermos demonstrar que existem grandes aquíferos em outras regiões, isso poderia representar um recurso adiconal em lugares como o sul da Califórnia, a Austrália ou a África.”

FONASC INTERNACIONAL – Resistência aos antibióticos é uma ameaça tão grande quanto a mudança climática – chefe médico

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mai
30

 

Resistência aos antibióticos é uma ameaça tão grande quanto a mudança climática – chefe médico

Este artigo tem mais de 1 mês

Dame Sally Davies pede uma campanha ao estilo da Rebelde de Extinção para aumentar a conscientização

Correspondente do meio ambiente

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Pílulas azuis e brancas

 

 Davies disse que os esforços para combater o problema da resistência a antibióticos devem ser coordenados em nível global. Foto: Alamy

 

Protestos contra a mudança climática devem ser estendidos à outra grande ameaça que a humanidade enfrenta, segundo o diretor médico da Inglaterra, que diz que é necessária uma campanha de estilo Rebelião da Extinção para evitar que pessoas com antibióticos se tornem ineficazes diante do uso excessivo e da falta de regulamentação.

ameaça da resistência aos antibióticos é tão grande quanto a da mudança climática, disse Dame Sally Davies, e deve receber tanta atenção dos políticos e do público.

“Seria bom se os ativistas reconhecessem a importância disso”, disse ela. “Isso está acontecendo devagar e as pessoas se ajustam onde estamos, mas isso é o equivalente [perigo] ao clima extremo.”

Davies disse que os esforços para combater o problema de doenças comuns se tornando intratáveis ​​por medicamentos antibióticos devem ser coordenados em nível mundial, da mesma forma que o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, órgão criado em 1988 para combater o aquecimento global.

O IPCC alertou no ano passado que a mudança climática levaria a um desastre dentro de 12 anos se ações urgentes não fossem tomadas para reverter o crescimento das emissões de gases de efeito estufa. Davies disse que as conseqüências da resistência aos antibióticos representam pelo menos uma ameaça tão grande para o futuro da humanidade, e no mesmo prazo, mas poucos esforços foram feitos para lidar com a questão.

“Não há apetite entre as empresas farmacêuticas para desenvolver novos medicamentos”, disse ela. “Há uma falha sistêmica. Precisamos de algo semelhante ao IPCC ”.

Ela listou uma série de problemas que o mundo permitiu construir, desde o uso excessivo de antibióticos e a falta de restrições à prescrição de medicamentos fortes, até o uso desenfreado das drogas em animais , inclusive pelos agricultores para “promoção do crescimento”, como o drogas podem fazer com que os animais ganhem peso mais rapidamente. Tal uso foi banido na Europa e nos EUA, mas é comum em outros lugares, e mesmo na UE e nos EUA, o uso de antibióticos fortes, críticos para a saúde humana, ainda é permitido em animais, apesar dos pareceres científicos em contrário.

Davies disse que ela teve que ser persuadida a considerar qualquer uso de antibióticos em animais como ético, dado o potencial de uso excessivo, levando ao aumento da resistência bacteriana. “Eu acho que agora eles podem ser usados ​​em animais doentes, eu fui convencido”, disse ela. Mas ela ainda está preocupada com o fato de que os antibióticos são amplamente usados ​​em excesso na agricultura e que esse é um dos maiores fatores por trás do crescente problema da resistência. Globalmente, de longe, a maioria do uso de antibióticos é para animais.

A piscicultura também é uma grande preocupação, disse Davies, já que o uso de antibióticos tem sido negligenciado na indústria. Poucas áreas de cultivo estão livres de preocupação – ela observou que os antibióticos podem ser usados ​​na pulverização de frutas cítricas nos EUA, o que ela considera um sério perigo.

Davies deixará seu cargo no final deste ano, portanto não terá mais o papel do governo quando acordos pós-Brexit com os EUA provavelmente serão assinados. Mas ela deixou claro que continuaria a falar contra acordos que ela via como enfraquecendo as proteções do Reino Unido ao uso de antibióticos. Os EUA têm regras diferentes para a UE sobre o uso de antibióticos em animais e plantas.

Um relatório de referência publicado na segunda-feira pelo Grupo de Coordenação Interinstitucional sobre Resistência Antimicrobiana da ONU (IACG) recomendou que sejam implementadas regras mais fortes em todo o mundo para evitar o uso excessivo de tais medicamentos nas fazendas e nas pessoas.

Haileyesus Getahun, diretor da IACG, disse que a ameaça da resistência antimicrobiana é “um tsunami silencioso”. Ele disse que o público ainda não estava ciente do problema, mas que ainda poderia ser resolvido se as pessoas fossem educadas sobre os perigos. “Estamos chamando as pessoas para se unirem”, disse ele. “Nós ainda não vemos os efeitos disso, mas o que está por vir será uma catástrofe.”

O relatório pede que o uso de antibióticos como promotores de crescimento em animais de produção seja abolido globalmente e que os antibióticos mais fortes sejam reservados para uso humano. Os autores também pediram às empresas farmacêuticas que “priorizem o bem público em detrimento do lucro”, porque a falha de mercado que significa desenvolver novos medicamentos, embora seja de enorme benefício público, não faz com que as empresas ganhem mais dinheiro.

Outra questão crítica é o saneamento, porque a falta de água potável e o bom saneamento que afligem mais de 2 bilhões da população mundial está alimentando o aumento da resistência aos antibióticos que se espalha rapidamente pelo mundo, inclusive para os países ricos.

O relatório constatou que a falta de ação urgente resultaria em 24 milhões de pessoas sendo forçadas à pobreza extrema até 2030, e levaria a 10 milhões de mortes por ano até 2050.

Conforme a crise aumenta …

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INTERNACIONAL – MINERAÇÃO DE AREIA ESTÁ ACABANDO COM OS DELTAS E LITORAIS DO MUNDO

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mai
9

INTERNACIONAL – MINERAÇÃO DE AREIA ESTÁ ACABANDO COM OS DELTAS E LITORAIS DO MUNDO

Texto: Divulgação
Data: 09/05/2019

A mineração de areia está minando os deltas e litorais do mundo, prejudicando o meio ambiente e prejudicando a subsistência do Camboja à Colômbia, uma vez que a regulação do governo não consegue acompanhar o aumento da demanda, alertou a ONU.

A demanda global por areia e cascalho, usada extensivamente na construção, é de cerca de 50 bilhões de toneladas ou uma média de 18 kg por pessoa por dia, de acordo com um relatório publicado pelo Programa Ambiental da ONU (UNEP).

A extração em rios e praias aumentou a poluição e as inundações, reduziu os níveis de água subterrânea, afetou a vida marinha.

 Leia o artigo original aqui

 

INTERNACIONAL – BEBER ÁGUA DA TORNEIRA NA CALIFÓRNIA PODE AUMENTAR RISCO DE CÂNCER

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mai
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INTERNACIONAL – BEBER ÁGUA DA TORNEIRA NA CALIFÓRNIA PODE AUMENTAR RISCO DE CÂNCER
Texto: Divulgação
Data: 08/05/2019
Pesquisadores do Environmental Working Group , uma ONG sem fins lucrativos, estudaram os impactos combinados de contaminantes na saúde encontrados em 2.737 sistemas comunitários de água em toda a Califórnia e calcularam que o consumo prolongado da água contaminada poderia causar quase 15.500 novos casos de câncer.

INTERNACIONAL – CAMARÕES CONTAMINADOS COM COCAÍNA INTRIGAM CIENTISTAS

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8

INTERNACIONAL – CAMARÕES CONTAMINADOS COM COCAÍNA INTRIGAM CIENTISTAS

Texto: Divulgação
Data: 08/05/2019

Pesquisadores da Inglaterra afirmaram em um periódico científico que “pela primeira vez, encontraram um conjunto diversificado de produtos químicos, incluindo drogas ilícitas e pesticidas na vida selvagem do Reino Unido”. E que a cocaína estava presente em todas as amostras.

De acordo com o principal autor do estudo, os compostos mais frequentemente detectados nas amostras foram drogas ilícitas – incluindo cocaína -, cetamina e um pesticida proibido, o fenuron.

Leia o artigo original aqui

NASA DETECTA EVAPORAÇÃO DE ÁGUA DA SUPERFÍCIE LUNAR APÓS IMPACTO DE METEOROIDES

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abr
16

NASA DETECTA EVAPORAÇÃO DE ÁGUA DA SUPERFÍCIE LUNAR APÓS IMPACTO DE METEOROIDES

Texto: Do Portal Canal Tech
Data: 16/04/2019

Já era previsto que impactos de meteoroides poderiam liberar água da superfície da Lua, transformando-a em vapor rumo à fina atmosfera do nosso satélite natural. Contudo, até então esse fenômeno não havia sido observado diretamente, coisa que acabou de acontecer com a sonda LADEE (Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer) da NASA.

Meteoroides são fragmentos de objetos espaciais que possuem dimensões significativamente menores do que um asteroide, mas significativamente maiores do que uma molécula, não se encaixando, portanto, nem na classificação de meteoros, nem de poeira interestelar. E pesquisadores da NASA relataram a observação de correntes de meteoroides atingindo a Lua, o que fez com que a água fosse liberada no formato de vapor para a atmosfera, sendo liberada para o espaço em seguida.

A sonda LADEE orbitou a Lua para estudar a estrutura e composição de sua fina atmosfera, e os cientistas descobriram que quando uma partícula de detrito de cometa, por exemplo, atinge a Lua, ela se vaporiza com o impacto, criando uma onda de choque no solo lunar. Essa onda de choque é capaz de romper a camada superior seca do solo, liberando moléculas de água da camada hidratada logo abaixo, com a LADEE então identificando essas moléculas de água quando elas entram na atmosfera lunar.

 

A descoberta foi publicada na revista Nature Geosciences, e o estudo ajudará a ciência a entender a história da água lunar, melhorando não somente nossa compreensão do passado geológico da Lua, como também sua evolução, mirando nas futuras operações de longo prazo na Lua e na exploração humana do espaço profundo, que poderá contar com recursos naturais lunares para tal.

“Na maior parte do tempo, a Lua não tem quantidades significativas de água em sua atmosfera, mas quando a Lua passa por uma dessas correntes de meteoros, vapor suficiente é ejetado e nós conseguimos detectá-lo; quando o evento acaba, a água vai embora”, explica Richard Elphic, cientista da NASA que trabalha no projeto da LADEE.

Para liberar água, os meteoroides precisam penetrar pelo menos 8 centímetros abaixo da superfície seca, onde há uma fina camada de transição para a camada hidratada, local este em que as moléculas de água se prendem ao regolito. A partir das medições de água na exosfera, os pesquisadores concluíram que a camada hidratada da Lua tem uma concentração de água de cerca de 200 a 500 partes por milhão — concentração muito mais seca do que o solo mais seco existente na Terra. Para obter pouco mais de 470 ml de água, seria necessário processar mais de uma tonelada de regolito.Mas como o material da superfície da Lua é “fofo”, até mesmo um meteoroide de 5 milímetros é capaz de penetrar o suficiente para liberar uma nuvem de vapor. E quando uma torrente de meteoroides faz “chover” na Lua, a água liberada atinge a exosfera e se espalha por ali — cerca de ⅔ desse vapor acabam escapando para o espaço, com o restante pousando de volta na superfície lunar.

 


Infográfico mostra o ciclo de água lunar com base nas observações da LADEE (Imagem: NASA)

 

Fonte: NASA

INTERNACIONAL – FALTA DE ÁGUA E SANEAMENTO DEIXA MILHÕES DE VIDAS EM RISCO NO MUNDO, DIZ OMS

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abr
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INTERNACIONAL -  FALTA DE ÁGUA E SANEAMENTO DEIXA MILHÕES DE VIDAS EM RISCO NO MUNDO, DIZ OMS

Texto: Portal ONUBr

Data: 03/04/2019

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

“A principal coisa que é preciso fazer é lavar as mãos, independentemente do que for”, disse Bruce Gordon, coordenador do trabalho da OMS sobre água e saneamento. “Não é uma questão de doença diarreica, é uma questão de qualquer infecção oportunista que pode viver na pele ou entrar em machucados ou no corpo e provocar sepse. Precisamos quebrar a transmissão com a lavagem das mãos”.

Populações dos países pobres são mais vulneráveis, à medida que os serviços básicos de água estão disponíveis apenas em pouco mais da metade de todas as instalações de saúde nos Países Menos Desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês), de acordo com o estudo da OMS e do UNICEF.

O déficit de serviços de água nesses países é significativo especialmente para mães e recém-nascidos. Estima-se que um em cada cinco nascimentos aconteça nos 47 países mais pobres do mundo. Isso significa que, a cada ano, 17 milhões de mulheres nestes países dão à luz em centros de saúde com suprimentos inadequados de água, saneamento e higiene.

Desigualdades perigosas dentro de países

O relatório também revela desigualdades dentro de países. Comunidades em áreas rurais têm menos chances de ter instalações decentes de assistência de saúde, em comparação com pessoas que vivem em cidades, disse Tom Slaymaker, especialista sênior do UNICEF para estatísticas e monitoramento de Água, Saneamento e Higiene.

“Pessoas estão dependendo de centros de saúde sem qualquer tipo de banheiro”, disse. “Pessoas doentes deixam muitos patógenos em suas fezes e, sem banheiros, funcionários e pacientes – incluindo mães e bebês – estão em maior risco de doenças causadas e propagadas por dejetos humanos”.

Enquanto um a cada dez hospitais no mundo não tem banheiro, o número cresce para um a cada cinco para centros de saúde menores, disse Slaymaker.

Instalações do governo também fornecem um nível menor de assistência do que clínicas e hospitais particulares. O relatório mostra que há um grande fracasso em alcançar as diferentes necessidades sanitárias para homens e mulheres – sejam eles pacientes ou profissionais médicos.

Em apelo para que mais países invistam em serviços de água e saneamento, Gordon, coordenador da OMS, disse que compromisso político é essencial.

“Sabemos que Água, Saneamento e Higiene geralmente precisam de fortes financiamentos públicos através de impostos, sim, há um grande movimento para conseguir fundos privados… mas se quisermos realmente alcançar os mais vulneráveis, aqueles que têm poucos recursos, gastos públicos e impostos precisam ser uma grande parte da equação”.

O impacto destrutivo do ciclone tropical Idai no sul da África há três semanas exacerbou a falta de infraestruturas básicas em muitos países da região, explicou Slaymaker, acrescentando que o UNICEF está “fortemente envolvido” na resposta em Moçambique.

“Obviamente neste tipo de situação e demanda por serviços de assistência de saúde é ainda maior, mas a capacidade de fornecê-los é intensamente comprometida”, explicou Slaymaker. Um dos objetivos do relatório, segundo ele, é recomendar como construir estas instalações, “para que sejam capazes de manter serviços de saúde funcionando no futuro, no contexto de desastres como os que vimos”.

Além de dar um panorama geral da situação de água e saneamento na assistência à saúde, relatórios futuros irão monitorar progresso, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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